Epichurus

Natação e cia…

A Longevidade do Nadador Brasileiro.

Esses dias eu estava dando uma olhada nos resultados do Campeonato Mundial de Curta de Istambul, no mês passado. Impressionante como os tempos evoluíram desde o 1º Mundial em Palma de Majorca, há quase 20 anos, embora lá saímos com 2 ouros, ao contrário do ouro solitário de 2012. Entretanto, não foi só isso que me chamou a atenção. Notei, meio sem querer, que a idade dos nadadores brasileiros parecia ser bem superior a de seus adversários. Resolvi analisar.

Peguei os 16 melhores colocados de cada prova individual, tanto no masculino quanto no feminino, das principais seleções (Brasil, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Austrália, França, Itália, Japão, China, África do Sul e Hungria) e calculei a idade média das equipes. A minha desconfiança estava certa. O Brasil é o país mais velho em ambos os sexos. No Masculino a diferença impressiona. Nossa média de idade é de 27 anos. O segundo país mais idoso é a Rússia com média inferior a 24 anos de idade. A maioria dos países tem média entre 21 e 22 anos. No feminino a diferença é menor. Nossa média de idade é de quase 24 anos, quase um ano mais velha que a 2º colocada, a Austrália. A média de idade dos demais países gira em torno dos 20 anos. O Japão, por exemplo, com 10 meninas entre as Top 16 do mundo, tem média etária de 18 anos apenas. Acho importante frisar, no entanto, que a presença da Fabíola Molina, que nadou o 2º Mundial de Curta comigo em 1995, deturpa bastante o resultado. Temos três finalistas com menos de 20 anos: Beatriz Travalon, Alessandra Marchioro e Larissa Oliveira, o que pelo menos demonstra que a natação feminina brasileira, tão criticada na mídia, está passando por um processo de renovação. O mesmo não dá pra dizer da equipe masculina. O nosso finalista mais novo foi Fernando Santos, de 24 anos. Os outros sete são consideravelmente mais velhos. Porque será que nossos nadadores tem uma longevidade aquática aparentemente superior a de outros países?

Sera' que o Epicuro pegaria seleção brasileira?

Sera’ que o Epicuro pegaria seleção brasileira?

Na minha geração (década de 90), quando a natação era apenas semi-profissional (e bota semi nisso), a decisão de parar de nadar era relativamente fácil. Uma boa parte dos atletas parava entre os 18 e 20 anos, ao entrar ou nos primeiros anos de faculdade, alegando dificuldade em conciliar os estudos com o esporte. A verdade é que grande parte dessa turma não tinha grande expressão nacional e sabendo disso, a decisão de focar nos estudos era bastante coerente. Uma segunda turma, bem menor em número, mas de maior expressão dentro d’água, conseguia seguir em grande estilo até os 22-24 anos quando terminavam a faculdade. Alguns poucos (meu caso) iam para os Estados Unidos para melhor conciliar esses dois mundos (estudo e esporte), outros ficavam aqui mesmo, às vezes driblando algumas barreiras, mas ainda chegavam nessa idade treinando com afinco. Pra esse grupo era claríssimo que a entrega do diploma universitário era sinônimo de pendurar a sunga, ou no mínimo botar a natação em segundo plano. Agora, a natação após graduação era raríssima e nela se encontravam apenas nadadores de altíssimo nível, como Gustavo Borges e Xuxa que sabiam que seu ganha-pão futuro estava ligado ao nome que conquistaram com seu talento e portanto adiar a aposentadoria fazia todo sentido. Também fazia parte desse grupo uma meia dúzia de nadadores que embora sem expressão internacional, por razões pessoais, seguiam nadando até mais tarde e por isso corriam um sério risco de enfrentarem dificuldades para adentrar no mercado de trabalho. Nadei com alguns que se aposentaram tarde demais e hoje passam dificuldades financeiras.

A resposta do porque parávamos muito mais cedo parece obvia: A grana. Hoje os nadadores profissionais brasileiros ganham um belo salário. Na minha época, tirando os medalhistas olímpicos, o que ganhávamos não dava pra chamar de salário. Era ajuda de custo e mesmo essa ajuda era pra muito poucos. A maioria nunca viu um centavo de clubes e patrocinadores durante a carreira de nadador.

Só que essa profissionalização atual que trouxe o dinheiro e com isso prolongou a aposentadoria de nossos nadadores tem um lado muito perigoso. Não para o Cielo ou para o Tiago, que com uma boa assessoria, conseguirão capitalizar em cima do sucesso de seus nomes, mas para o resto esse bom salário mensal provavelmente não será suficiente para fazer um pé de meia que os leve ate a 3ª idade com conforto. Num país como o nosso onde só medalhistas olímpicos são lembrados pela mídia e conseqüentemente pelo povo, não conseguirão retorno financeiro com suas imagens pós carreira de nadador e alguns sem faculdade, outro formados, mas sem experiência corporativa alguma, terão que dar rumo a suas vidas. Tentar entrar no mundo corporativo sem faculdade já é impossível hoje em dia e pra quem já tem 30+, mas nenhuma experiência no mercado, mesmo com diploma universitário, a realidade não será muito diferente. Pra essa turma eu só vejo três caminhos: entrar nos negócios da família (se isso for opção), guardar dinheiro suficiente enquanto nadam pra abrir um negocio próprio e torcer pra que esse de certo, ou buscar a carreira de técnico/dirigente de natação, que pode ate dar bons frutos futuramente, mas que certamente iniciar-se-á com um salário muito aquém daquele obtido como atleta. Nesse caso a chance de desapontamento e ate depressão me parece bem real. Ser obrigado a viver num nível de vida inferior ao que se esta acostumado é sempre muito difícil.

De qualquer forma tudo isso explica o porque se nada ate mais tarde hoje em dia. Um alto salário é um poderoso persuasivo e aliado aos suplementos lícitos que claramente prolongam o auge físico, a opção de nadar ate mais velho parece clara. Entretanto não explica porque os brasileiros, em media, nadam ate mais tarde que os outros. Eu não tenho a resposta. Talvez um campeão nacional aqui ganhe mais que um campeão nacional em outros países, talvez a falta de renovação nos de a falsa impressão que aqui os atletas são mais velhos, quando na verdade nos outros países esses já não conseguem mais fazer parte da seleção, embora continuem nadando e ganhando dinheiro com isso (vale lembrar que minha analise foi em cima de uma competição somente). O fato é que da pra explicar porque na minha geração um nadador de 24 anos era considerado muito velho, enquanto hoje é tido como novo, mas fica difícil entender porque no Mundial de Istambul nossos finalistas no masculino era tão mais velhos que todos os outros países. Estou curioso para ouvir outras teorias!

Termino contando uma conversa que tive com o Renato (Cordani) já há alguns anos sobre a aposentadoria das piscinas e que me lembrei agora a pouco, mas que talvez inconscientemente tenha me levado a escrever esse post. Chegamos naquela época a clara conclusão que com exceção do Gustavo e Xuxa, dava pra chamar todo mundo de PEBA. Explico! Deixando a obvia brincadeira de lado, ficou claro pra gente que independente se o cara foi participante de uma Olimpíada, campeão da Tríplice Coroa ou 29º do Torneio Jovem Pan, ele precisaria eventualmente deixar a natação pra trás e ganhar a vida de outra forma. Não dava pra ganhar a vida com o que se fez na natação e embora alguns poucos ignorassem isso, o momento mais claro pra se tomar essa decisão era durante o período universitário, fosse no inicio para os mais PEBAs ou no termino para os menos. Só que lembramos de uma única exceção a essa regra. O Rogério Romero. Um fenômeno nacional, finalista olímpico com a surreal marca de cinco Olimpíadas no currículo, mas nadando num país que não apoia os esportes olímpicos e onde muito provavelmente ele não conseguiria viver do nome que fez na natação após sua aposentadoria. Que dilema deve ter sofrido o Romero. De um lado a tentação de continuar nadando entre os melhores do mundo, mantendo a fama e o respeito que conquistou numa carreira absolutamente brilhante e ainda por cima fazendo um boa graninha, e do outro lado um futuro que devia parecer mais incerto a cada ano de glorias que se passavam dentro das piscinas. Sei que tudo deu certo pra ele, afinal hoje trabalha na secretaria de esportes de Minas Gerais, mas ouso dizer que ele deve ter sofrido por um bom tempo com a decisão de quando pendurar a sunga. Quem sabe ele não passa aqui e conta pra gente, até porque o que foi exceção na nossa geração pode ser a regra hoje em dia. Afinal suspeito que hoje vários nadadores sofrem com o mesmo dilema.

39 comentários em “A Longevidade do Nadador Brasileiro.

  1. Patricia Angelica
    21 de janeiro de 2013

    Lelo, mandou bem demais no texto!

    Gosto muito das reflexões que vocês fazem por aqui. Tanto que no trecho em que você fala da natação feminina, me lembrou de uma questão que quase esqueci de abordar no meu TCC. Faço jornalismo e estou produzindo uma reportagem sobre a natação feminina do Brasil para o meu trabalho final do curso.

    • Lelo Menezes
      21 de janeiro de 2013

      Obrigado pelo comentario Patricia e boa sorte com o TCC. Se precisar de mais informacoes avisa a gente!
      abracos

      • Patricia Angelica
        21 de janeiro de 2013

        Pode deixar! Muito obrigada! =D

  2. rcordani
    21 de janeiro de 2013

    Realmente para quem vai seguir uma carreira não correlata à natação é quase impossível começar depois dos 30 anos. Resulta que o cara tem que decidir lá pelos 25 anos que tem que diminuir o ritmo na natação e ingressar no mercado de trabalho nessa outra profissão. Isso sigifica que o cara tem que abandonar o excelente salário que recebe como nadador para abraçar um salário bem menor de início de carreira. Essa decisão é dificílima!

    No meu caso pessoal posso dizer com toda a certeza: fosse eu um pouco menos PEBA, quase que certamente teria abandonado a geofísica para ser nadador!

    Só ressalto o que o Lelo já disse no texto: se a opção do cara for ter uma profissão correlata (técnico, marketing esportivo, dirigente, etc), aí a opção de continuar nadador é totalmente vencedora.

    Parabéns pelo artigo, Lelo. Acho essa discussão importantíssima!

    • Eduardo Hoffmann
      21 de janeiro de 2013

      Renato, se você se recorda, já havíamos tocado, ainda que de forma menos abrangente, no assunto. O Lelo fez uma análise bem mais estruturada…

      Na época, eu toquei no assunto ao ficar sabendo que havia um número não insignificante de nadadores de ponta escolhendo simplesmente parar de estudar! E de forma “definitiva”… Como se fossem um “LeBron James” escolhendo ir direto do “High School” para a NBA, sem fazer faculdade…

      Como pai de dois pequenos nadadores, ainda longe de ter que fazer escolhas difíceis, eu fiquei preocupado de ver um certo nível de “ilusão” em relação à natação… Mesmo para aqueles que têm a intenção de seguir as ocupações correlatas, é necessario ter uma profissão, ou seja, se formar em Educação Física, Administração, etc… e tem gente literalmente “brincando com o fogo” por aí… Sem qualificação, a vida pós-esporte pode vir a ser muito sofrida…

      Esse tema é tão importante quanto qualquer outro em relação à natação, ou qualquer outro esporte. Buscar a conciliação entre o esporte de alto rendimento e o estudo e/ou trabalho é essencial… senão, basta uma geração desses “operários do esporte”, com baixa qualificação, se “aposentarem” do esporte, e seus dramas financeiros ficarem evidentes, que um monte de pais vão pensar duas vezes antes de incentivarem os filhos a seguirem o caminho do esporte competitivo…

      • rcordani
        21 de janeiro de 2013

        Sim, Hoffmann, eu me lembro, foi nesse post do Munhoz que guarda certa similaridade com esse do Lelo:

        https://epichurus.com/2012/10/22/eu-nao-teria-as-manhas-de-ser-nadador-hoje-em-dia-provavelmente/

      • Lelo Menezes
        21 de janeiro de 2013

        Acho que é mais ou menos o que já acontece no futebol. Toda hora ouvimos algum drama financeiro de ex-jogadores. O ultimo caso conhecido foi do Muller, jogador de seleção brasileira em Copa do Mundo e que estava totalmente quebrado! Pode ter gente que queira argumentar que grande parte desses jogadores vem de famílias simples, sem acesso a educação e portanto teriam dificuldade de entrar no mercado de trabalho de qualquer jeito, pelo menos para algo superior ao salário mínimo! É verdade, mas esse dificuldade não é tão diferente do cara com 30+ que queira entrar no mercado de trabalho hoje, sem diploma universitário e/ou experiência, mesmo tendo ele(a) cursado boas escolas no ginásio e colegial!

    • Lelo Menezes
      21 de janeiro de 2013

      É possível que se fossemos menos PEBAs teríamos optado pela natação, mas na nossa época duas coisas provavelmente nos levariam de volta ao mercado. Primeiro porque a grana não chegava nem aos pés do que se ganha hoje, segundo e mais importante não tínhamos os “mágicos suplementos”. Eu parei de nadar oficialmente aos 26. Se eu pudesse teria nadado mais uns 2-3 anos, mas simplesmente não agüentava mais o ritmo de treinos 2 períodos e o joelho começou a incomodar demais. Aos 26 eu já sentia que o físico não era mais o mesmo dos 20-22 anos. Ou seja, se tivesse forçado a barra e tentado nadar por mais tempo, acredito que o resultado seria triste. Se existe uma coisa que eu nunca consegui entender eram aqueles caras que brigavam por ouro em TB e JF aos 20+ e continuavam nadando com todo afinco do mundo aos 30+ pegando Final B. Agora se por algum motivo conseguíssemos manter o alto nível, acho que eu e você estaríamos vendendo sungas em competições Master hoje em dia, hein!

  3. Rogério Aoki Romero
    21 de janeiro de 2013

    Lelo, apenas lendo o título, fui atraído para ler o artigo. Como você me citou (agradeço) e incitou, vamos a minha pequena historieta.

    Realmente, meu dilema começou quando tomei a decisão de trancar minha faculdade de Agronomia na UFPR (!!!) em 1991 e vim para o Minas treinar até minha derradeira Olimpíada, a de Barcelona…

    Bem, não acabou sendo tão simples assim. As convocações se seguiram e acabou sendo um caminho conveniente e, em certo ponto, uma zona de conforto para mim. Quero encurtar e dizer que para mim foi uma oportunidade (não tinha nada tão planejado como o Gustavo) entrar no Governo de Minas, pois aprendi – e aprendo até hoje – muita coisa bacana, que estamos acostumados a criticar, às vezes sem ter a noção exata do que.

    Neste meio tempo, acabei uma pós e vejo que minha vida “política” tem prazo de validade (no caso, 2014).

    Voltando ao tema, acredito sim que a questão da grana seja um grande impulsor da nossa idade média avançada, mas não necessariamente o desempenho segue na mesma proporção. Todos sabemos que o grande motivador de tempos mais rápidos é a competição. Assim, ninguém fica sentado em berço esplêndido porque foi, mas sim pelo que é. A conclusão, talvez prematura, é que tem algo de errado no país olímpico.

    Finalizando, em pensando como político, sinto falta de uma maior sinergia entre o ensino superior e a carreira desportiva. Não, não cabe o esquema do NCAA aqui, mas parece evidente que todos teriam ganhos: atleta, Instituições de Ensino Superior, esporte, patrocinadores.

    Abraço a todos e que o debate continue.

    • Patricia Angelica
      21 de janeiro de 2013

      Rogério, você acha que tem algo errado no país olímpico? Ou não? Ficou essa dúvida… e se tem algo errado, na sua opinião, o que é?

      • Rogério Aoki Romero
        21 de janeiro de 2013

        Patricia, se nossa idade média é alta, talvez a nova geração não esteja incomodando tanto assim. Como disse, prematuro dizer isso, mas é uma hipótese a ser investigada.

      • Patricia Angelica
        21 de janeiro de 2013

        Entendo e concordo. Mas o que poderia ser feito para que as nossas novas gerações se destaquem mais? Você teria alguma sugestão, Rogério?

    • Lelo Menezes
      21 de janeiro de 2013

      Boa Piu! Obrigado pelo comentário! Concordo contigo quanto a falta de sinergia entre estudo e esporte e de fato o NCAA não cabe aqui, mas acho que só cabe nos EUA porque o esporte é oferecido desde o ensino fundamental. Esse “casamento” entre esporte e estudo é o alicerce do sucesso americano nos esportes olímpicos. Da pra começar aqui, talvez não no nível universitário, mas quem sabe nas escolas fundamentais estaduais, com algum tipo de convênio com os clubes de ponta, com o objetivo de revelar novos talentos. Já imaginou um convênio do MTC com 1000 escolas publicas e os talentos que podem surgiu para representar o clube em categorias como juvenil e júnior? É algo a se pensar…

      Grande abraço!

      • Rogério Aoki Romero
        24 de janeiro de 2013

        Lelo, sugeri o nível universitário porque seria menos difícil de começar, afinal: 1. Quem ainda está no esporte é porque gosta e/ou tem talento;
        2. A dificuldade de conciliação entre os treinamentos e os estudos, com a própria faculdade apoiando, também encontraria uma solução para das estudo adequando ao calendário esportivo;
        3. Melhoraria parte – parte – dos problemas de ex-atletas; agora, ao invés dele encerrar sua carreira e não ter nem formação mínima e contato com o mercado, ao menos o primeiro ele vai ter.

        Quanto ao convênio com o Minas, este já está no seu limite físico para receber mais atletas-sócios, que, pelos demais comentários aqui, tem um custo para o associado.

      • Lelo Menezes
        25 de janeiro de 2013

        Sem duvida ajudaria muito Piu. Acho inclusive que funcionaria muito bem já no curto prazo pra aquele 1º grupo que você mencionou, o nadador que gosta de nadar e quer continuar na natação competitiva, mas sem enormes aspirações. Já pra aquele atleta top, eu acho que seria complicado. Imagina aquele cara que é seleção brasileira e compete sempre por medalha no Troféu Brasil e Finkel e entra na faculdade. Ele teria que abandonar o clube e o técnico que ele confia a anos, pra treinar com outro tecnico, em outra piscina e longe dos amigos de equipe. É uma decisão muito difícil. Nos EUA funciona porque os principais técnicos estão nas universidades e o moleque de 12-17 anos treina num clube ou High-School já sonhando em treinar com um tecnico de ponta numa faculdade de ponta (na natação). Acredito no modelo se conseguirmos capacitar as universidades para terem equipes de 1ª linha com treinadores de 1ª linha. Já imaginou que interessante a equipe da USP brigando de igual pra igual com o ECP, CRF e MTC pelo título do Maria Lenk?

        Abraços

  4. Fernando Cunha Magalhães
    21 de janeiro de 2013

    Lelo,
    seu texto aborda pontos importantíssimos.
    Digo por mim, não sei se outros leitores concordam, durante os derradeiros anos de atleta havia muita emoção envolvida e não era possível ter uma clareza tão evidente do que salta aos olhos como óbvio em seu texto.
    A decisão de parar é realmente muito dura.
    Espero que os atletas da ativa leiam e reflitam que assim como levaram anos e anos para atingir a excelência como atletas, também levarão para chegar lá em outra profissão. Coloquem 10 anos em média. E avaliem com o pé no chão se haverá formas de se manter para chegar lá.
    Lembre-se também que a longevidade do Ser Humano aumenta cada vez mais e que alguns viverão até 70 anos como ex-nadador.

    • Lelo Menezes
      21 de janeiro de 2013

      É por aí mesmo Esmaga. Acho legal eu explicar que ser claro que precisávamos parar de nadar para ingressar no mercado de trabalho em algum momento pós-graduação não minimizava a dificuldade de lidar com a pendura da sunga. Parar de nadar foi uma das decisões mais difíceis da minha vida e acho que seria mais difícil ainda se eu tivesse programado a aposentadoria. No meu caso decidi do dia pra noite e nunca mais voltei atras, mas como foi difícil!

  5. Oscar Godoi
    21 de janeiro de 2013

    Ponto importante, gostei muiito do que o Piu falou, no meu exemplo o que me empurrou para a aposentadpria foi uma geracao mais rapida, e nao a falta de grana, pois mesmo que curta sempre davamos um jeitinho.
    Tambem acho que o mundial como ponto de comparacao para as idades nao seja uma referencia completa ja que alguns paises usam a competicao como desenvolvimento e ganho de experiencia para atletas mais jovens como no caso dos EUA.

    • Lelo Menezes
      21 de janeiro de 2013

      Concordo Oscar! Um estudo dos jogos Olímpicos ou Mundial de Longa deve nos dar uma melhor impressão do quão mais velhos somos comparados com os outros, mas vale ressaltar que pelo menos aparentemente a maioria dos países levou seu time A para esse Mundial de curta, inclusive os EUA que levaram sua principal estrela: Ryan Lochte!

      Abraços

  6. Fralda
    21 de janeiro de 2013

    Lelo,
    Para responder esta questão eu tentaria identificar.
    Qual foi a equipe enviada pelos países citados… Equipe A, B ou C?
    No meu tempo (início da década de 90) prova em piscina de 25 metros era uma jabuticaba… ou seja, bastante divulgada no Brasil, porem de baixa popularidade no resto do mundo, o que reduzia muito o universo de atletas.
    Acredito que as equipes “nem tão de ponta – B, C” dos outros países, nadando em piscina de 25 metros, foi comparada com a nossa equipe de ponta, o que provocou a distorção.
    Talvez uma melhor base para comparação seja a Olimpíada, onde encontramos a elite de todos os países, nadando em piscina de 50 metros, igualmente popular em todo o mundo.
    Independente da mostra, a questão do momento da aposentadoria é muito relevante… Olhando o longo prazo, adiar a aposentadoria é algo perigoso, assim como talvez seja muito perigozo praticar um esporte visando classe mundial, o preço é alto e a pirâmide muito delgada. Como você bem definiu “só os campeões serão lembrados”.
    Consultando minha memória, ou seja, um universo muito pequeno, nossa geração. Identifico que tivemos dentre nadadores finalistas e até medalhistas de Troféu Brasil alguns que se formaram Advogados, Engenheiros, Médicos, em Universidades de ponta.
    Não acredito que o esporte praticado nos dias de hoje permita a coexistência de duas atividades que demandem tanto esforço. Entrar, cursar e terminar uma faculdade de ponta x dedicação exigida para se tornar um atleta olímpico.
    E aí concordo com você, as vagas no mundo corporativo são muito disputadas e diploma, não medalhas olímpicas, é levado em consideração.
    Fica a pergunta “será que vale a pena”? E uma outra pergunta, esta só pra “cutucar com vara curta”: – será que aquele técnico que aborta o sonho olímpico dos atletas não está fazendo um bem?
    Sobre um outro ponto que foi colocado “país que não apoia os esportes olímpicos” é importante definir o que é apoio:
    A) aposentadoria para ex-olímpicos?
    B) mostrar gratidão para quem defendeu nossa bandeira? Gratidão simbólica com um feriado nacional ou com alguma carteirinha de desconto em transporte público e nos eventos culturais?
    C) outra…
    Como vc bem diz, vivemos em um mundo diferente da década de 90, e vale a pena pensar na apostas que os atletas fazem para seu futuro. Como a juventude aloca seu tempo e energia hoje, para um futuro que não sabemos como será.

    • Lelo Menezes
      21 de janeiro de 2013

      Fralda, pelo que vi, os grandes nomes das Olimpíadas de Londres estavam quase todos lá, portanto acredito que a maioria das equipes levaram seu time “A”. Independente disso, uma media de idade de 27 anos para os brasileiros top 16 me parece bastante alta de qualquer forma. A equipe tinha uns 2 ou 3 mais novos mas que não conseguiram pegar semi-final, o que fortalece a teoria de que não estamos tendo renovação a altura.

      Quanto ao tecnico que acabou com o sonho Olímpico, acho que o caminho não é esse. Veja que todos nos muito provavelmente sonhamos um dia com o ouro olimpico e chegamos um dia (alguns mais cedo, outros mais tarde) a conclusão que o ouro era impossível! No meu caso por exemplo, não foi com a contestação do Tecnico, quando eu tinha 18-19 anos, mas sim após as eliminatórias das Olimpíadas de 92, com 21 anos, que cheguei a triste conclusão. Agora, se o cara tem 26 anos e faz 52′ de 100m livre e ainda acredita na medalha olímpica…bom, aí acho que um psicólogo é mais apropriado que um Tecnico palpiteiro 😉

  7. Cristiano Viotti de Azevedo
    21 de janeiro de 2013

    Caros Epicuristas, parabéns pelo tema, e Lelo pelo texto. Tenho muito prazer em ler as opiniões dos amigos com tanta identidade na trajetória de vida. Parar de nadar foi ph…., sem dúvida. Era o que eu sabia fazer e como todos ao meu redor me reconheciam. Uma marca pessoal, portanto. Por isso, no fundo, hoje como adulto, vejo que não houve realmente um fim, já que somos todos, nadadores ativos ou não, nadadores para sempre. Acredito que toda trajetória posterior foi conduzida pelo que vivemos em treinos, viagens e competições. Se não diretamente, como técnico ou outra forma de apropriação deste ativo intangível (conhecimento técnico e reconhecimento pessoal e social), indiretamente melhor aproveitamos as oportunidades profissionais por termos vivido as grandes experiências do esporte – basicamente, frustações e conquistas, perdas e ganhos. Acredito que quem assimilou melhor as virtudes do esporte teve condições para caminhar mais solidamente na profissão. Se há ingrediente externo que pode ajudar no encaminhamento para a porta de saída do esporte esse deveria ser a preparação mental para a aposentadoria, ou seja, uma orientação que pode vir de casa, do clube, dos amigos mais chegados, dos exemplos de vida, ou mesmo do Estado, quando e se necessário. Se o momento de parar é com 18, 20, 22, 24 ou mais não importa muito, a meu ver, desde que o indivíduo tenha clareza e esteja preparado para a próxima etapa, especialmente para começar de baixo outra vez. Ciclos naturais da vida que devem ser vividos ao máximo, então se forem estendidos por mais alguns anos, melhor é estar preparado para a compensação que será cobrada alguns anos à frente. Como tudo na vida! Grande abraço a todos.

    • Lelo Menezes
      21 de janeiro de 2013

      Valeu Cristiano! Alias concordo contigo. O nadador na gente nunca morre! Acho que não passa um dia que a gente não lembre de algum episódio dos anos gloriosos de atleta!

      Abraços

  8. zequinha
    22 de janeiro de 2013

    bom texto lelo…

  9. Coach Alex Pussieldi
    22 de janeiro de 2013

    Lelo parabéns pelo texto, mas tenho de concordar com a opinião do Fralda.

    O Mundial de Curta em ano pós-Olimpíada não serve como parâmetro para esta análise. Acho que a longevidade dos atletas em natação não é só fator exclusivo do Brasil, e sim Mundial. O que vimos em Istambul foram equipes reservas e Seleções Júniors como o Canadá mandou.
    O aumento da média dos atletas da natação é resultante de algo que não existia há duas décadas: dinheiro!

    Hoje, os atletas conseguem viver da natação, coisa jamais imaginável não muito tempo atrás. Um dado que talvez distancie e diferencie a natação brasileira das outras é a questão salarial. Os nadadores brasileiros hoje estão entre os mais bem pagos do mundo enquanto os treinadores continuam recebendo abaixo da média mundial.

    Um atleta como o americano Brendan Hansen, veterano e medalhista em três Olimpíadas consecutivas mal consegue ganhar 5 mil dólares mensais, coisa que atletas brasileiros que jamais chegaram a uma final olímpica já ganham há um bom tempo.

    A média de idade aumentou pois aumentou a vida do atleta e principalmente a perspectiva de continuar vivendo do esporte. É um fenômeno mundial mundial e que no Brasil ganha ainda mais espaço pela nova realidade dos salários dos nadadores.

    • rcordani
      22 de janeiro de 2013

      Sim, Coach, concordo, mas veja que isso gera ao menos dois sérios problemas colaterais:

      1) esvaziamento das categorias juvenis e juniores, os caras não conseguem pegar final no absoluto e acabam desistindo cedo. O Julio de Lamare já não é o mesmo da nossa época, em que ganhar o Junior 2 já cacifava você para pódium de TB, correto?

      2) o dilema cerne do post: o atleta vai se mantendo ganhando bem, vai se mantendo ganhando bem, quando chega aos 35 anos já não tem condições de disputar as provas, o salário despenca e o cara não tem nenhum trabalho alternativo. (Óbvio que isso acontece no futebol também, com a diferença que ao contrário do jogador, o nadador NÃO está com a vida ganha…)

      Grande abraço.

    • Lelo Menezes
      24 de janeiro de 2013

      Obrigado Coach e concordo! Pra mim ta claro que o dinheiro + suplementos aumentou a longevidade mundo a fora. É natural embora perigoso pela provável dificuldade de entrar no mercado de trabalho. Alias, curiosamente ontem fiquei sabendo de uma ex-nadadora olímpica que esta com imensa dificuldade de ingressar no mercado. É a realidade atual!

      Abraços

  10. Coach Alex Pussieldi
    22 de janeiro de 2013

    Dois itens:
    1) Sobre o nadador júnior, algo precisa ser feito. O Pinheiros sofreu nos últimos anos com um grande número de nadadores júniors que se perdeu por falta de espaço pelo grande número de seniors. O Troféu Julio Delamare havia sido dizimado pela CBDA voltou e vai demorar a ter o mesmo espírito de antigamente. Uma Seleção Júnior Permanente seria algo a ser pensado. (duvido muito mas está na cara que precisamos disso)

    2) A questão do atleta que pára de nadar e não sabe por onde começar é real. Até mesmo aqui nos Estados Unidos, onde o atleta do NCAA passa quatro anos treinando feito um louco. Seus companheiros de aula (não atletas) tem empregos temporários, estágios, feira de empregos, enquanto o atleta se dedica ao esporte. Nas férias, o aluno vai e busca mais oportunidades e o atleta treina duplo voltado para as competições mais importantes. Ao final dos quatro/cinco anos de faculdade o aluno já tem emprego e caminho a seguir, o atleta se não for de altíssimo nível fica a mercê de um mercado cada vez mais escasso e fechado. É uma realidade mundial. Até mesmo o COI já criou uma comissão afim de buscar alternativas para o futuro dos ex-atletas.

    • Lelo Menezes
      24 de janeiro de 2013

      É uma pena essa questão do Júlio Delamare, mas não é de hoje. Acho que do meio pro final da década de 90 ele já começou a perder um pouco da “moral”! Acho que fomos privilegiados de termos sido a ultima geração com o JD forte. Era uma competição sensacional!

      Quanto ao NCAA o ponto é interessante! O NCAA restringe a participação por 4 anos apenas e obrigatoriamente acaba se o sujeito se formar, o que “casa” com o que acontecia na nossa época! Eu imagino que o dano vem se esse atleta, ao terminar seu vinculo com o NCAA, continue a vida de atleta fulltime em uma equipe/clube por mais tempo. Agora bem interessante essa analise que o COI esta fazendo. Vou ficar de olho!

  11. Juliana Filippini
    22 de janeiro de 2013

    Pessoal, só uma breve observação.
    A Bruna, minha sobrinha, acaba de completar 18 anos e entrar na faculdade e, consequentemente, decidiu parar de nadar para se dedicar aos estudos, como muitos de nós fizemos.
    Independente disso, há alguns anos fiquei sabendo que muitos nadadores passaram a fazer o colegial à noite para poder se dedicar à natação, o que acho um pecado! O ensino noturno não é como o diurno e imagino que muitos terão dificuldades para entrar em uma boa faculdade.
    O dia que tivermos escolas e faculdades com equipes esportivas como nos EUA, por exemplo, isso não será mais necessário e eventualmente os atletas poderão estudar e nadar sem que um prejudique o outro!

    • Lelo Menezes
      24 de janeiro de 2013

      Oi Juliana! Pois é, acho que existe esse sonho da integração do estudo + esporte. Infelizmente parece estar longe, principalmente no mundo universitário!

  12. Fralda
    22 de janeiro de 2013

    Lelo
    Obrigado pela resposta as minhas provocações.
    Faltou definir o tal do apoio, que todos pedem, mas ninguém diz o que é.

    Natação:
    Não tem apoio?
    Quanto custa para um associado do Pinheiros, do Paulistano, do Paineiras, do Minas Tênis Clube:
    – a manutenção da piscina?
    – o refeitório para os atletas?
    – o espaço na sala de musculação?
    – o técnico?
    – os atletas? Hoje todos “assalariados”
    – as viagens nacionais e internacionais?
    – nutricionista?
    Será que o associado pagante que deixa de utilizar a piscina para os “atletas sem apoio” treinarem 2, 3 por raia. Tb acha que não tem apoio?
    Será que o associado pagante que dar “mais apoio”?
    E o filho do associado que não entra na equipe do clube pq o clube decidiu que a régua é atletas de classe mundial.
    Minha opinião: tem apoio sim.

    – quanto custa para o Brasil os Correios patrocinarem a Natação? Qual é o retorno para uma empresa estatal, sem concorrentes “Correios” quando patrocina um esporte, um atleta?
    – porque a Petrobrás deveria patrocinar um time de futebol? (Pão e Circo? ou simples desvio de dinheiro?)
    – porque um banco estatal deveria apoiar um esporte? (Caixa, Banco do Brasil, o finado Banespa)

    Sobre os velhinhos com mais de 25 que não penduram a sunga…
    Alguns podem ter permanecido na água até os 26 anos simplesmente pq curtiam estender ao máximo a adolescência.
    É muito difícil abandonar nossos personagens.
    Este foi o meu caso.
    Depois de algumas somas e subtrações descobrimos que não vai rolar uma vaga na seleção. Uns mais cedo do que os outros.
    Os que permaneceram nadando sabendo que não iriam pegar Olimpíada… uma vitória em um Regional pode ser muito bem comemorada. Uma medalhinha no Paulista muito bem vinda. Ira nadar em uma equipe mais fraca, com menos pressão pode ser uma boa. Lá vc volta a ser “o tal”.
    E aí no final do ano ainda bancam uma trip para o Rio de Janeiro, com tudo pago e festinha com a galera. Esta trip pode ser um troféu Brasil, pode ser uma seletiva… Sem responsabilidade nenhuma.
    Para alguns isso era mais que o suficiente… Mas uma hora acaba.
    Para outros que ainda não tiraram a cabeça da piscina… um psicólogo, um ombro amigo, talvez escrever um blog ou até um livro alivie os fantasmas do passado.

    Abs
    Fralda que nadou competitivamente em uma outra vida.

    • pacheco
      22 de janeiro de 2013

      Ah, a velha choradeira da falta de apoio!
      Os atletas que se acham seres especiais, superiores, merecedores de tal apoio!
      Quem apoia os taxistas? Cade o apoio aos tocadores de banjo?
      Um ponto bem levantado pelo Fralda e’ esse: todo mundo pede apoio mas poucos sabem sequer definir do que se trata!

      pacheco

    • Lelo Menezes
      24 de janeiro de 2013

      Boa analise Fralda! Eu tenho a opinião que o esporte de elite tem que ser financiado pela iniciativa privada e concordo contigo, tem apoio sim! O governo devia financiar apenas o esporte de base, como meio de inclusão social!

  13. ANTONIO CARLOS ORSELLI
    24 de janeiro de 2013

    Moçada – Achei muito instrutivo o debate sobre o encerramento da carreira de nadador.
    De parabéns todos os que se manifestaram. Quero dizer o seguinte: Para tudo na vida existe hora de parar e não poderia ser diferente com a natação ou outro esporte. Não sei quantos nadadores poderão viver do que ganharam em 10/15 anos de competição em alto nível. Sei, por outro lado, que o que se paga aos treinadores mal dá para subsistir, muito menos pensar em aposentadoria. A longevidade dos nossos nadadores, além do fator salarial, deve-se à falta de renovação. A molecada, hoje, não quer saber de dureza. E o nosso esporte, todos sabemos, é dos mais exaustivos e chatos para se treinar em alto nível. No meu tempo (final dos anos 1950/60) todos treinavam muito menos e podiam estudar e quase todos os meus contemporâneos deram-se muito bem em suas respectivas profissões. Hoje, acompanhando a carreira dos meus netos, sei que os melhores no esporte também se destacam nos colégios e universidades. Todos sabemos de grandes nadadores que são excelentes profissionais. Agora, deixar os estudos para viver um sonho olímpico, que às vezes não passa de sonho, é o grande risco que os pais e treinadores deveriam evitar já que apenas uma ínfima minoria será olímpica. Para encerrar digo que a carreira de nadador será muito melhor quando o cara estiver aposentado em sua profissão, sem a preocupação de criar filhos, fazer o pé de meia para não depender do INSS, etc. Estou na faixa 70/74 e me sinto muito confortável treinando todos os dias, fazendo a minha musculação e competindo em bom nível. E o meu lema, que lhes passo de graça é: Vou nadando enquanto me divertir. Quando passar a ser motivo de diversão dos adversários, paro. Um grande, afetuoso e fraterno abraço pra vocês todos.

    • Lelo Menezes
      25 de janeiro de 2013

      Obrigado pelo comentário Antônio Carlos e parabéns por seguir firme no Master da natação. O grande segredo do esporte é saber quando parar, embora seja muito mais fácil falar do que fazer.

      Outro dia algum conhecido botou no Facebook uma mensagem daquelas de efeito que dizia “O campeão não é quem sempre ganha, mas quem nunca desiste”.

      Eu respondi, talvez com pouca sutileza, “não, não, não! Quem sempre ganha é sim campeão. Quem nunca desiste é persistente ou quem sabe burro porque insistir em algo que nunca vai dar resultado é burrice!” Deixando a brincadeira de lado, acho que é meio por aí. Saber quando parar/desistir de ser nadador profissional é uma decisão importante que pode ter, dependendo da escolha, consequências serias!

      Ahhh, lembro de uma nadadora de Araraquara, da minha época ou talvez um pouco mais velha, chamada Adriana Orselli se não me engano! Era excelente nadadora, mas creio que parou de nadar cedo. É por acaso sua filha?

      Abraços

      • rcordani
        25 de janeiro de 2013

        Sim, Lelo, o Orselli é pai da Adrianinha e do Melão, ambos nadaram comigo o JUBS de João Pessoa 1988.

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Publicado às 21 de janeiro de 2013 por em Epicuro, Natação, Olimpíadas e marcado , , , , , .
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