Epichurus

Natação e cia…

A Copa do Mundo no Brasil

Eu sempre fui louco por Copas, até mais do que olimpíadas.

Por sorte, desde a primeira que acompanhei (1978) sempre torci para o melhor e mais regular time, o único penta-campeão, aquele que sempre que perdeu, perdeu jogando melhor do que o algoz: a seleção brasileira (com duas exceções). Senão vejamos:

1978 – empatamos o jogo chave com a Argentina, jogando um pouco melhor (e olha que o jogo foi na casa deles), e só fomos alijados da final pois fizemos menos gols no Peru, uma  aberração do calendário.

1982 – perdemos da Italia, mas jogamos com TRÊS DIAS A MENOS de descanso, uma eternidade. E os nossos dois gols foram muito mais bem construídos que os três deles, o que mostra que, se por um lado nossa defesa não estava muito boa, por outro demos um bocado de azar.

1986 – perdemos da França nos pênaltis, mas jogamos melhor que eles, além de o Zico ter perdido um pênalti que seria decisivo no finzinho do tempo regulamentar.

1990 – perdemos da Argentina tendo jogado muito, mas muito melhor que eles naquele jogo. Pena o Muller ter perdido tantos gols feitos!

1994 – campeões. Viva Romário. Viva Parreira.

1998 – perdemos a final da França com o fator casa e dois gols de escanteio de um jogador que nunca tinha feito gols de cabeça (veja aqui por que risquei). Mesmo assim, considero essa uma das duas exceções, perdemos merecidamente.

2002 – sete vitórias em sete jogos, varando várias madrugadas, a Copa da minha vida.

O dia da grande final de 2002 contra a Alemanha, priceless.

O dia da grande final de 2002 contra a Alemanha, priceless. Eu não estou aí pois tirei a foto.

2006 – a segunda exceção, perdemos merecidamente.

2010 – não é que tenhamos perdido de forma imerecida, mas o que jogamos no primeiro tempo foi um show de bola do Brasil na Holanda. Dois erros pessoais (Julio Cesar e Felipe Melo) nos custaram a Copa, mas a meu ver tínhamos mais futebol que todos os outros times.

Não escrevi tudo o que vai acima para polemizar ou dizer o óbvio: foi apenas para exemplificar que eu sempre adorei Copas.

Esse ano no entanto está um clima esquisito, não é verdade? Muita gente se privando de torcer ou curtir a Copa em nome de “um bem maior“. Eu mesmo tenho muitas divergências quanto à realização do evento, e caso fosse eu o responsável, faria a Copa com uma pequena garibada nos estádios pré-existentes, e investiria todo o resto do dinheiro em infra-estrutura (em São Paulo, por exemplo, o estádio seria o Pacaembú, inclusive pelo fator histórico).

Não obstante, o Mundial vai ocorrer (sim, vai ter Copa) e a corrupção, a inoperância, a limpeza social e a incrível capacidade de jogar dinheiro fora não vão me tirar o prazer de acompanhar o esporte, os jogos eletrizantes e essa grande festa das nações, como eu faria se fosse em qualquer lugar do mundo e como sempre fiz desde 1978. Não vejo como o meu boicote possa contribuir com alguma coisa a essa altura do campeonato…

Quanto a você, caro leitor que tem opinião distinta e vai torcer contra o Brasil e boicotar a Copa, respeito muito sua decisão e o convido a opinar nesse sentido nos comentários aí embaixo.

Enquanto isso, para quem quiser entrar no clima, confira na próxima segunda feira um texto de aquecimento para a Copa, sobre um determinado cidadão que desafiou as leis da física e reescreveu seu próprio passado.

Até lá.

 

 

Sobre rcordani

Palmeirense, geofísico e nadador master peba.

46 comentários em “A Copa do Mundo no Brasil

  1. Patricia Angelica
    22 de maio de 2014

    Renato. bacana ver gente que curte tanto Copa, como você! Hehe!

    Eu gosto de esporte em geral, vejo a Copa (tantos jogos quanto for possível) porque gosto de esporte e futebol tá incluído… mas, te falar que desde 98 não torço pelo Brasil!

    A primeira Copa de que lembro foi em 94, nasci em 87, então na de 90, eu era bebê demais pra lembrar de qualquer coisa… e ali, muito novinha, torci pro Brasil com pompa e circunstância, mas em 98, por ser fã das Spice Girls (!) e uma das cantoras namorar um jogador (!!), torci pela Inglaterra (!!!). Desde então, meio que escolho, a cada edição, uma Seleção para torcer… em 2002, continuei com a Inglaterra, 2006, torci pela Alemanha e pretendia ficar com ela em 2010, mas depois da lindeza que foi a Espanha na Euro 2008… apaixonei pela Fúria e torço por eles desde então…

    • rcordani
      22 de maio de 2014

      Patrícia, obrigado pelo comentário. Até outro dia eu nem sabia SER POSSÍVEL ser brasileiro e torcer para outra seleção! Você não é a primeira, mas ainda acho bizarro, não tenho nada contra, mas é difícil de entender. Sei de muitos estrangeiros que torcem para o Brasil, isso eu até acho natural…

      Sobre a Copa de 2002, os jogos do Brasil em sua maioria foram de noite no Japão, que dava o início da manhã em São Paulo. Mas as quartas de final contra a Inglaterra foi de tarde no Japão, e portanto às 03:00 am no Brasil. Eu e o Lelo decidimos que o jogo era muito importante para dormirmos então resolvemos “esperar” o jogo em um bar perto da minha casa. Lá pelas 3, quando chegamos em casa a galera já estava toda lá para assistir. O gol do Owen fez o Munhoz detestar o Lucio até hoje, ainda mais agora que ele é do Palmeiras, mas no gol de empate do Rivaldo já quase derrubamos a casa de tanto comemorar.

      Mas o gol do Ronaldinho Gaúcho, esse aqui, ó, aí sim, derrubamos a casa de vez. E você, Patrícia, torcendo para a Inglaterra? Não é possível! Conta pra gente o que você sentiu com esse gol! Sério, você ficou triste?

      Na Copa de 2002, até o Bonotti ajoelhou pelos palmeirenses Marcos e Felipão, pouco mais de dois anos após a tragédia corinthiana no Morumbi!

      Bom, agora vai de Espanha? Não dá tempo de trocar? Quer uma camisa amarela?

      • Patricia Angelica
        22 de maio de 2014

        Fiquei ARRASADA com esse jogo em 2002! Foi um belo massacre, mas o Time da Rainha caiu honrosamente, vai… hehehehehe!

  2. Matusca
    22 de maio de 2014

    Muito bom! Eu sigo na mesma linha e compartilho do mesmo sentimento, no entanto, tenho que descordar de um pequeno ponto, infelizmente não seria possível termos a copa apenas com uma garibada nos estádios pré-existentes e não tô falando de questões específicas da FIFA, mas o fato é que nem a cobertura do evento pela imprensa internacional seria possível sem uma grande transformação nos equipamentos, além disso o maior evento esportivo do planeta requer um nível de qualidade que mesmo se fosse possível tecnicamente, não seria aceito e certamente não seria o Brasil mas outro país a sedear a copa.

    Mas isso tudo pra mim já é passado, a Copa está aí e a questão é justamente o nosso sentimento neste momento, realmente está estranho, mas acredito que é muito por conta da expectativa que causa nos brasileiros, nesse momento afloram as frustrações, alegrias e etc. e a população começa a se dar conta que o sonho acabou, mas na verdade, nem começou! É como se a Copa tivesse iniciado 7 anos atrás, como se a fase de preparação para o evento fosse parte da torcida e do jogo (o que não deixa de ser verdade). Para o país que sedia vai muito além da competição em si. Nesse sentido o sentimento é de que o país já perdeu, agora temos a difícil tarefa de “deixar” isso para trás e olharmos a competição que estar por vir e infelizmente esse é um movimento lento e que para uns pode nunca acontecer, como na competição, cada torcedor se recupera no seu próprio tempo após a derrota da seleção, alguns já estão sorrindo algumas horas após e outros choram por semanas.

    Quanto a torcida, pra mim é absolutamente impossível não torcer para o Brasil na copa ou em qualquer outra competição. Quando a bola rola não existe outro sentimento. Ouço muitas pessoas que querem ver a seleção ser desclassificada na primeira rodada, não porque torcem contra, mas porque acreditam que a vitória da seleção pode anestesiar a população em ano de eleição.

    Eu sou uma pessoa que me emociono cada vez que escuto o hino nacional, para mim torcer para a seleção e o nosso país é acima de tudo um ato de esperança, se não fosse assim como explicar a profunda dor que sentimos quando a seleção perde? Está longe de ser apenas um jogo!

    • rcordani
      22 de maio de 2014

      Muito bom Matusca. Compartilhamos esse sentimento patriótico inexplicável.

      Aliás, creio que na próxima segunda o sr. vai sofrer e se sentir (mal) representado no texto que postarei. Não citei seu nome, mas o sr. vai se ver lá! 🙂

      Quanto às sedes, eu faria a Copa com apenas 8 sedes:

      Porto Alegre – Beira Rio da forma que foi feita mesmo
      Curitiba – Arena da Baixada da forma que foi feita mesmo
      São Paulo – Pacaembú, reforma geral.
      Rio de Janeiro – Maracanã da forma que foi feita mesmo
      Belo Horizonte – Mineirão da forma que foi feita mesmo
      Recife – Arena Pernambuco da forma que foi feita mesmo
      Salvador – Fonte Nova da forma que foi feita mesmo
      Belém – Mangueirão – reforma.

      Ou seja, JAMAIS contruiria os estádios de Manaus, Cuiabá, Natal e Brasília, todos uma grande piada, e também não faria nem ajudaria a fazer o Itaquerão, o qual ao menos é defensável economicamente.

      O dinheiro que sobrou desses elefantes brancos acima eu gastaria em infra-estrutura.

      Grande abraço e até segunda!

      • Ana Mesquita
        22 de maio de 2014

        Ah, queria que você pudesse ter sido quem decidiu, Renato!

      • rcordani
        22 de maio de 2014

        Hehe, pois é, Ana, ninguém me perguntou!

  3. Marina Cordani
    22 de maio de 2014

    Vi no facebook outro dia que “boicotar a Copa agora é como tomar a pílula do dia seguinte na hora do parto!” Achei boa a analogia.
    Eu mesma continuo com a mesma postura de sempre em relação ao espetáculo: I couldn’t care less!

    • rcordani
      22 de maio de 2014

      A analogia é engraçada, mas não é que pudéssemos ter feito muita coisa antes, né? Nego decidiu na canetada construir não um, mas QUATRO elefantes brancos bilionários, é de lascar.

      Quanto a gostar de Copa, interessante que a nossa forma foi a mesma, mas a massa saiu muito diferente… Mas eu me lembro de a Sra bem triste em 1982!

  4. Antonio Carlos Orselli
    22 de maio de 2014

    Cordani – Aguardemos o primeiro gol do Brasil e veremos 90% dos “do contra” virarem a favor. E, aqui do meu cantinho, vou torcer adoidado pelo time. Como sempre fiz.

    • rcordani
      22 de maio de 2014

      Boa Orselli, se não 90% ao menos uma boa parte.

      E como escrevi no Facebook, faço a analogia com uma festa: quando a festa é na casa dos outros a gente fica contente e excitado por antecipação, já quando a festa é na nossa casa a gente fica naturalmente mais tenso, não é mesmo?

  5. Rodrigo M. Munhoz
    22 de maio de 2014

    Renato,
    Tenho sido bastante crítico com relação aos preparativos para a Copa (e Olimpiadas) nas discussões das quais participo. Antes de sermos escolhidos, expressei que preferia que não o fossemos. Depois, temi pelo vexame de uma organização mal feita e apesar de estar menos preocupado agora, ainda me preocupo com nossa imagem no pós Copa. Acho que (pelo menos em parte) o clima esquisito vem da ambiguidade em relação ao orgulho nacional de ser sede e ao mesmo tempo vermos que muitos projetos/promessas relacionados com o tema e que nos beneficiariam no curto e no longo prazo não saíram do papel ou serão entregues sub-par. Mas, apesar de tudo isso, não tenho dúvidas que vou torcer pela seleção brasileira quando em campo. Isso não me impede de continuar sendo crítico aos “malfeitos” que acontecem fora da Copa e dentro dela. E falando nisso, ainda bem que aquele Lucio não vai jogar desta vez!

    Adicionalmente, me parece que a Copa é uma grande oportunidade para praticar um pouco da filosofia de Epicuro, reunindo amigos, festejando e curtindo o momento. Mais uma chance de contemplar a vida, ritualisticamente de 4 em 4 anos. O jardim epicurista nesta ocasião, é substituído pelo quadrilátero gramado.
    .
    E até breve, meu caro!

    • rcordani
      22 de maio de 2014

      Sim, se fosse vivo Epicuro aproveitaria o momento para celebrar com os amigos, como faremos nós, correto?

  6. Iara Coutinho
    22 de maio de 2014

    Apesar de todos os escândalos e tudo mais já citado em seu texto e o que vemos diariamente na midia, poxa ;é uma festa do esporte mais popular de nosso país, deveríamos estar ao menos felizes de receber essa festa em casa…Um comentário que a mãe de uma colega da minha filha fez e que achei bem interessante: ” A impressão que todos esses protestos me dão é que estamos organizando uma festa (mal) e ainda lavamos a roupa suja na frente do mundo todo!! Problemas de transporte, saúde, educação não surgiram com a escolha do Brasil pra copa.. já era crítico desde antes!…” ….eu vou torcer, vestir a camisa nos dias dos jogos, decorar a janela e me divertir. Obrigada por escrever sempre temas muito relevantes e interessantes 😀

    • rcordani
      22 de maio de 2014

      Iara, concordo contigo, há que haver a separação entre Governo e Estado. É certo que esse Governo fez lambança no aspecto Copa, mas o nosso país (Estado) vai continuar aí independentemente de quem esteja no poder, né?

      De nada, eu é que agradeço pela audiência! 🙂

  7. Ana Mesquita
    22 de maio de 2014

    Torcer contra o Brasil não consigo, mesmo imensamente indignada com a roubalheira, as imposições absurdas da FIFA, a falta de transparência e possibilidade de participação popular nas decisões envolvidas com o evento. Vou torcer pelo Brasil e ponto. Agora, uma coisa confesso: tudo que vejo com o símbolo da FIFA ou da CBF tenho feito esforço de não comprar. Até mudei a marca que costumava usar de alguns produtos só porque tinha o selo. Minha forma de protesto, mesmo que não faça a menor diferença. E tenho certa curiosidade de saber o que está acontecendo com as marcas patrocinadoras, se elas tiveram aumento (ou declínio) de vendas e se o consumidor aprova ou desaprova o envolvimento delas com o evento (ou a seleção).

    • rcordani
      22 de maio de 2014

      Ana, as marcas, decisões financeiras, patrocinadores, FIFA, CBF, tudo isso é importante, mas em se tratando de Copas eu sempre gostei mesmo é do aspecto esportivo. Os jogos dentro de campo, e é isso que vou me permitir apreciar!

  8. Adriano
    22 de maio de 2014

    Meu amigo, adorei o texto.
    Agora, este ano assisti com muita calma e só olhando o lado tático e técnico a reprise de França x Brasil de 1998. Por incrível que pareça, mesmo com o estádio todo contra, mesmo tomando aquele chocolate, mesmo com Ronaldo baleado, ainda assim acho que o Brasil jogou melhor. Engraçado, talvez não deveríamos ter passado pela Holanda (não me lembro direito, mas foi nos penaltis com Taffarel avançando uma cobrança quase nos pés do batetor), mas só olhando a final friamente, não merecíamos ter perdido, ainda mais de 3 a zero.
    Agora, quanto a 2014 que está esquisito está.
    Abs.

    • rcordani
      22 de maio de 2014

      Aquele jogo foi totalmente atípico: tomar um gol de cabeça em escanteio já é ruim, tomar um gol de cabeça em escanteio em jogo fora de casa é pior, tomar um gol de cabeça em escanteio em jogo fora de casa valendo campeonato é ainda pior, tomar DOIS gols de cabeça em escanteio em jogo fora de casa valendo Copa do Mundo é para abaixar a cabeça e lamentar a derrota mesmo.

      Grande abraço, você viu o post sobre o nosso verdão?

      • Adriano
        22 de maio de 2014

        Verdade, bola parada decide campeonato.
        O Muriçoca que o diga. Ganhou 3 campeonatos brasileiros, por ter um goleiro bom, uma defesa bem armada e o Jorge Vágner alçando bolas na área. Uma bola que aproveitava eram 3 pontos pro bolso.

        Agora é interessante rever alguns jogos anos depois. Você percebe que o tempo e o resultado corroem a nossa memória. Sugiro um dia reveja Palmeiras x Manchester, o que foi aquilo? Nenhum time brasileiro jogou tão bem uma final de um mundial interclubes.

        Eu vi o post do verdão. No dia que vi não quis escrever, pois queria caprichar no comentário, pois me fez lembrar muitas passagens, então vou reler e comentar algumas lembranças. Abraço.

  9. Lelo Menezes
    22 de maio de 2014

    O gordo disse que Copa não se faz com hospitais. Tão “batendo” nele até agora por isso! Mas ele tá certo! O Brasil ficou 64 anos sem sediar a Copa do Mundo e nesse tempo todo não tivemos investimentos descentes em saúde pública. Muito menos em infraestrutura, transporte público, segurança. Não foi a Copa que matou os investimentos. Como diz bem o Laurival, o problema do Brasil são os brasileiros. Aqui reina a impunidade. Descalabros na Copa aconteceram, como a construção dos 4 elefantes brancos. Um absurdo sem tamanho. Mas o que tem a FIFA a ver com isso? Não foi ela que obrigou o PT a construir esses estádios, ou foi?? Alias, descalabros com o dinheiro público acontecem em tudo que o governo põe a mão, absolutamente tudo como é praxe no Brasil desde sempre e levado a novo patamar com o PT.

    Desabafo a parte, acho Copa do Mundo sensacional, mais legal que Olimpíadas. Não vejo a hora de começar. Vou torcer pro Brasil pra cassete, como sempre o fiz! Nunca acreditei na babaquice que jogador de futebol brasileiro não tem orgulho pela pátria, por honrar a camisa e tudo mais. Acho esse discurso absurdamente idiota e também não entendo nessa de torcer por outra seleção. Uma coisa é simpatizar com outra seleção e até torcer por ela, mas NUNCA contra o Brasil. Acho estranhíssimo! Inclusive na final da Copa do 98 quase sai no braço com 2 babacas que, pra fazer graça, com jogo já 3×0 decidiram fazer grito de guerra pra França. Fiquei bem p… da vida!

    E gostei da analogia com a festa em casa! É bem por aí mesmo!

    Aqui é Brasil e aqui é Hexa!

    • rcordani
      22 de maio de 2014

      O grande erro do Governo foi a megalomania do presidente na época (Lula), que decidiu demagogicamente pelas 12 sedes, em caráter obviamente eleitoreiro, pode ver que os elefantes brancos estão nos lugares onde os políticos eram aliados do presidente na época da escolha. Por exemplo, Manaus ao invés de Belém não faz NENHUM sentido além desse citado, e gastar 3 bi com Cuiabá, Natal e Brasília seria impensável em um país um pouco mais sério.

      Equívocos políticos à parte, a bola vai rolar, e eu quero ver o máximo possível de jogos, inclusive esse ano vou me dedicar a finalmente ganhar o Bholão!

      • Adriano
        22 de maio de 2014

        Penso da mesma maneira, megalomania total. Eu seria ainda mais econômico com seis ou sete sedes. Afinal, Copa é um torneio de um mês e 65 jogos.

        Escolheria SP, Rio, BH, Salvador, Recife (ou Fortaleza) e Porto Alegre.

        Tínhamos condições de fazer uma baita Copa.

    • Daniel Takata
      22 de maio de 2014

      Deixo uma questão: será que existe algum problema uma pessoa nascer em um estado e torcer para um time do outro? Uma boa parte dos torcedores do Nordeste torcem para times cariocas. Por que alguém que nasce no Brasil não pode torcer para uma seleção de outro país? O simples fato de termos nascido em solo brasileiro nos obriga a torcer para o selecionado em um jogo de futebol? Veja bem que nem estamos falando de torcer a favor ou contra o Brasil, e sim de um time de futebol. É só um jogo.

      Em geral eu torço para a seleção brasileira, mas entendo quem prefere não torcer. Inclusive nem sou tão fanático: prefiro sem sombra de dúvida ver o time pelo qual torço ser campeão do mundo do que a seleção brasileira!

      • rcordani
        22 de maio de 2014

        Bom, time é uma coisa menos ligada com a naturalidade do que seleção, mas é óbvio que cada um torce para quem bem entender, veja a Patrícia lá em cima.

        Eu mesmo sempre escolho a Argentina DEPOIS que o Brasil é eliminado, quando isso acontece (fui Argentina em 1986, 1990 e em 2010, as três últimas vezes que a gente foi eliminado antes deles), e o pessoal (sobretudo o Charlão) fica bravo comigo.

        Mas acho que o brasileiro que torce para outra seleção está bastante exposto a receber zoações variadas, ou não? Além disso, é lícito torcer para o melhor time, o futebol mais bonito, etc, por isso acho razoável que outros países torçam pelo Brasil, mas brasileiro torcer para outra seleção eu acho bizarro. Mas óbvio que pode!

      • charlaodudo
        24 de maio de 2014

        Todo ano você coloca a Argentina no bholão e fica torcendo para os hermanos. Nesse ano quem você vai indicar como campeão?

      • rcordani
        25 de maio de 2014

        Charlão, Charlão, não confunda palpite com torcida!

  10. Joice Rodrigues
    22 de maio de 2014

    Em 1986, qdo o Brasil perdeu para a França, assistimos o jogo juntos comemorando seu aniversário, lembra? Acho que foi a última vez que eu torci pela seleção. Me desencantei…não ligo mais…

  11. Myrthes Carvalho Lopes
    22 de maio de 2014

    Adorei o seu texto Renato e concordo com tudo e apesar de tudo !!
    E claro vou torcer como sempre ,não gosto de estarem fazendo da copa um evento politico ,e nem de tentarem denegrir a imagem do Brasil, de promoverem o caos , se não fosse em ano de eleição nada disso estaria acontecendo . Abraços

  12. Luiz Alfredo Mäder
    22 de maio de 2014

    prá começar já estaremos no último jogo treino do Morumbi… prá frente Brasil !!!!

    • rcordani
      22 de maio de 2014

      Boa LAM, aguardamos o vosso relato para o Epichurus!

  13. vreco
    22 de maio de 2014

    Renatao em 82 perdemos por causa do salto alto e nao pelo descanso menor. E, especificamente naquele dia, jogamos pior, dito inclusive pelo Zico ha pouco tempo atras.
    Qto a nossa copa penso muito parecido c o Munhoz. E eh dificil dissociar os problemas atuais da festa chamada copa. E tb acho absurdo um pais q n tem hospital fazer copa e olimpiada.
    Tem um outro lado, aqui no Rio teremos feriado nos dias de jogos do Brasil e tb dos jogos no maracana. Uma verdadeira piada s graca. P pagar os salarios os empresarios q nao tem nada c a copa terao q rebolar. Um monte de gente reclamou (firjan e assoc comercial por exemplo) mas nada adiantou jah q os conhecidos problemas de mobilidade impedem algo diferente. Tem sentido entao fazer grandes eventos aqui ? P mim nao. As ruas q costumavam jah estar todas enfeitadas aqui nesta epoca nao vi nenhuma ainda.
    Eu to pensando da seguinte forma, qdo o jogp comecar torco a favor, qdo acabar o jogo torco p perder logo na 1a fase p me prejudicar menos.
    E eu sempre adorei ver jogos de copa, inclusive fui a Africa do Sul assistir in loco ha 4 anos. Vi os jogos do Brasil, a surra q os hermanos tomaram nas quartas, uma semi e a final.
    Bom, este eh o meu sentimento atual. Gr ab

    • rcordani
      23 de maio de 2014

      Vreco, acho que o descanso a menos contribuiu sim para equilibrar aquele jogo de 1982, talvez sem esses três dias a mais eles não conseguiriam aquele vigor físico todo. Bruno Conti, Gentili, Cabrini, phorra, esses caras estavam 100% naquele dia. Se a gente tivesse o mesmo descanso… infelizmente o “se” não joga.

      E quanto a ser empreendedor no Brasil, eu também sei bem o que é isso: nada fácil, camarada! Mas feriados são bem legais quando se é empregado ou estudante, e além disso, jogos da Copa ficam na memória pra sempre!

  14. Brener
    23 de maio de 2014

    Renatão,

    não sou tão fã de Copas, ainda mais levando em conta que a última que me deu prazer em assistir faz 32 anos!

    A seleção de 82 tinha renomados craques que jogavam um futebol bonito de se ver, daqueles que ajudam a dar fama ao nosso país nesse esporte, e, acima de tudo, tinham garra.

    A seleção de 86 era uma razoável aposta que não vingou, infelizmente. Daí em diante, veio a era do futebol de resultado que privilegiava a vitória na loteria dos pênaltis ao bom futebol. Estrelas apagadas. Treinadores antipáticos.

    Lembro que na Copa de 94 eu desenvolvi uma campanha de incentivo para clientes que se iniciou em 93, porém nossa seleção quase não foi classificada. O alívio veio após o Parreira deixar de lado a turrice e convocar o Romário que não só resolveu o jogo derradeiro da classificação como resolveu a Copa para o Brasil. E eu aliviado não pelo time, mas pela campanha de incentivo.

    Depois disso, com algumas exceções, tivemos uma sequência de escalações infrutíferas, jogadores que desempenhavam muito bem em seus times europeus milionários, mas com apresentações pífias na seleção, a tão falada e tão pouco esclarecida “amarelada” do Ronaldo em 98, etc.

    Faz pouco tempo, comecei a ver novamente nos nossos jogadores a alegria de jogar. E mais que isso, o orgulho em representar o país. Uma geração jovem que, pelo simples fato de gostar mais de futebol do que de política, joga bem e bonito. Comecei a curtir a seleção novamente. E gosto do estilo “Felipão”.

    Eu sou daqueles que acredita que ganhar a Copa do Mundo anestesiará o povo por um tempo neste período eleitoral. Ou seja, ganhar esta Copa pode não ser de todo bom. Nossa presidentA já anunciou aumento de 10% no Bolsa Família. Aguardo o momento em que anunciará a vitória na Copa e teremos a manutenção da nossa política de pão e circo.

    Claro que neste momento meu pensamento é só racional, mas depois que começa o jogo, visto a camisa e torço. Se o Brasil ganhar será uma festa. Se perder, estarei bem tranquilo assim que o apito final for dado.

    • rcordani
      23 de maio de 2014

      Brengolvil, onde você estava em 2002? Dormindo? hehe.

      Quanto ao Ronaldo 1998, tenho algumas coisas a dizer, mas só na segunda feira.

      Grande abraço

  15. Fernando Cunha Magalhães
    28 de maio de 2014

    Eu também acompanho as Copas desde 78 e lembro onde estava em todos os jogos da seleção.

    Na reunião de lobinhos do Grupo Escoteiro São Luiz de Gonzaga na disputa de 3o e 4o contra a Itália em 78 – que golaço do Nelinho.
    Ouvindo o gol do Roberto Dinamite contra a Austria – última partida da primeira fase, após dois empates contra a Suécia (jogo encerrado com a bola no ar após a cobrança do escanteio) e o empate sem gols com a Espanha (santo Amaral) no rádio do Opala branco do meu pai, na rua deserta em frente ao mercado municipal, na tarde de domingo.

    82 todos os jogos na casa dos meus pais. Que virada contra a Russia, que baile na Escocia (e o golaço do Eder?, cumprindo tabela na chinelada na NZ, chocolataço nos hermanos e a merecida derrota para os Italianos.

    86 embalamos no 4×0 contra Polonia e caímos diante da França. Aliás, somos fregueses da França.

    90 assistimos o gol do Muller antes do treino no cinema do Clube Curitibano.

    Final de 93 o brinde a Carlos Alberto Parreira que o LAM negou. 94 – 3×0 contra Camarões no restaurante de um hotel em Caxias do Sul.

    98, a primeira depois de casado, o grupo de amigos pulando abraçado no meio da sala de casa depois do Tafarel catar a bola do irmão De Boer. E a surpresa de ouvir a escalação do Edemundo.

    2002 também assisti muitos jogos de madrugada.Viva Ronaldo! Viva Rivaldo! Viva Kleberson!

    2006 eliminação contra nossos algozes na casa do Gustavão. “Pô Juninho, o Brasil inteiro pedindo você, o professor te escala e você some?!?!”

    2010 concordo – 1o tempo a Holanda parecia um timeco de 2a divisão. O time do Dunga acabou com eles e poderia ter goleado, frangaço deste rapaz em que novamente temos que confiar e um total descontrole emocional do grupo… vai entender.

    E agora vem aí 2014. Espero que os turistas sejam muito bem acolhidos e retornem aos seus países querendo voltar. Vou a Australia x Espanha com o Hugh Jackman e a Shakira e podemos fazer uma bela festa.

    Porém a coisa começou muito mal… cercaram o ônibus da seleção, ontem um indio mandou uma flechada na virilha de um policial e não confio na estrutura de segurança montada.

    A questão estádios foi absurda. A escolha das cidades-sede equivocadas – estou com você na análise e embora seja Atleticano, aqui em Curitiba, acho que seria melhor para a cidade ter colocado o estadio no Paraná no chão e feito um novo ali.

    De qualquer forma, torço pelo Brasil campeão e pela derrota da Dilma.
    Vai Brasil!

    • rcordani
      29 de maio de 2014

      Valeu Esmaga.

      Quanto a 1978, três comentários:

      1) o gol de cabeça conta a Suécia, o que deu naquele juiz para encerrar o jogo com a bola no ar?

      2) eu desenhei uma bandeirinha do Peru e torci ferozmente para eles naquele fatídico jogo, me lembro que demorou um pouco para saírem os gols argentinos. Depois, passei a vida escutando do Pancho que foi uma vitória normal e que o time da Argentina jogou muito e merecia. Nunca entrei na onda da “venda” do Peru naquele jogo.

      3) na disputa do terceiro lugar estávamos em um sítio de amigos do meus pais, talvez uma festa junina, e eu me lembro de ver a tímida comemoração pela vitória e notar que não era tão forte quanto a dos gols anteriores, foi só aí que eu entendi que para os brasileiros (ao menos aqueles do sítio, mas acho que o sentimento é geral) só interessava o primeiro lugar, o bronze era quase irrelevante!

      Abraços

      • Fernando Cunha Magalhães
        2 de junho de 2014

        1. Juiz maluco, desde então, nunca vi nada parecido;
        2. Os peruanos estavam eliminados e não tiveram gás para segurar. Culpa do regulamento esdrúxulo, acho que não houve “venda”;
        3. Na reunião de lobinhos comemoramos muito. Eu via todo o sentido na disputa do 3o e 4o. Hoje acho uma verdadeira loucura… e a FIFA mantém… sabe-se lá porque.
        Abraços

  16. Pingback: Um Ensaio Peba – para a Copa e para Epicuro. « Epichurus

  17. Marcio MJ
    22 de junho de 2014

    Na minha cidade tem uns babacas que torçem pela argentina, da um nojo, não que eu tenha algo contra o povo portenho já até conheci argentinos (argentino mesmo) em um congresso que participei, até me dei bem com eles, agora no futebol torço contra eles sempre, e detesto brasileiro que torçe por eles, no futebol, somente no futebol desejo o pior para os argentinos, por mim que apenas sobreviva o san lorenzo( time do papa), afinal todo mundo seja ateu, protestante, budista gostam do Tio Chico.
    Simpatizar é normal, eu mesmo torço para a Holanda quando o Brasil é eliminado de copas, inclusive na ultima, considero ela minha segunda seleção eles jogam ofensivamente e com qualidade, e apesar de toda roubalheira com a verba pública, impunidade, falta de segurança…naõ torço contra a seleção a não ser que jogue contra meu Fluminense.

    • rcordani
      24 de junho de 2014

      Eu sempre torço contra a Argentina (por medo) enquanto o Brasil está na Copa. Depois, torço a favor.

      Da Holanda não simpatizo e torço contra em geral. Aliás sábado vai dar Mexico!

  18. Daniel Takata
    23 de junho de 2014

    “Perdemos a final da França com o fator casa e dois gols de escanteio de um jogador que nunca tinha feito gols de cabeça.”

    Essa é uma das muitas lendas urbanas que contadas à exaustão acabam virando verdade sem ninguém contestar. Do mesmo tipo da história que se contava que no estatuto do Palmeiras constava uma cláusula que exigiria que somente jogadores que nunca tivessem jogado contra o Palmeiras poderiam ser homenageados com bustos. Tal cláusula nunca existiu, e esse é o motivo pelo qual a homenagem a Oberdan Cattani demorou tanto para ser realizada – e infelizmente só será depois da morte deste.

    É claro que Zidane fez gols de cabeça antes daquela final de 1998!

    Um exemplo: 4min25s desse vídeo, gol de cabeça de Zidane quando ainda tinha bastante cabelo. http://www.youtube.com/watch?v=sw_zP7nakes

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Publicado às 22 de maio de 2014 por em economia & política, Futebol e marcado , , .
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