Epichurus

Natação e cia…

E o Albatroz pousou no Rio

Histórias da Copa Sul América de natação de 1984

A Sul América seguros foi a maior patrocinadora da natação brasileira na primeira metade da década de 80. Promovia anualmente um circuito que contava com eliminatórias regionais e uma final, no Rio de Janeiro, com os melhores tempos obtidos na primeira fase.

Participei da fase eliminatória do 1º circuito em 1981 aos 11 anos. O patrocinador disponibilizou dois ônibus e atletas do Curitibano e Golfinho seguiram juntos para Porto Alegre com todas as despesas pagas. Não classifiquei para a fase final e as maiores lembranças são da bela estrutura da universidade onde aconteceu a competição e da viagem, já que os ônibus foram divididos em: um para os rapazes e outro para as moças, sobraram duas poltronas no feminino e faltaram duas no masculino e como mais jovens, Gustavo Pinto e eu fomos escolhidos para viajar no meio daquela mulherada. Timidez total! Acho que não saí da poltrona durante as 12 horas de viagem nem para ir ao banheiro.

Nos anos de 82 e 83 o Clube Curitibano não participou da competição e em 84, fui surpreendido pelo convite para disputar a prova dos 1500m livre na final do Circuito. Não compreendi bem… “teriam mudado as regras?”, me questionei, porque afinal, ninguém havia falado na fase regional e eu estava sendo convidado para a final. Eu tinha 14 anos e estava no segundo e último ano da categoria Juvenil A. “Como teria sido o critério para essa convocação?” – até aquele ano a prova de 1500m ainda não era disputada em campeonatos brasileiros dessa categoria e imaginei que talvez apurassem os resultados por faixa etária nas competições absolutas por todo o Brasil. Uma hipótese remota, mas foi o que passou por minha cabeça. Desisti de pensar nisso e resolvi curtir a convocação para a minha segunda vez no Parque Aquático Julio de Lamare.

1ª Copa Sul América

Coincidindo com a final do IV Circuito Sul América o patrocinador deu um presente ao público brasileiro. Convidou astros da natação mundial para virem ao Rio, apenas 3 meses após a disputa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Entre eles, o maior nome da disputa olímpica – o alemão ocidental Michael Gross, conhecido como Albatroz, campeão olímpico e recordista mundial nos 200m livre e 100m borboleta. Fiquei eufórico!

O formato da competição também era inédito e muito atrativo para mim. Seriam alternadas provas absolutas com a participação dos atletas internacionais e melhores atletas brasileiros, com as provas de categorias, para Infantis B e Juvenis A, válidas pela final do circuito.

Em mundos bastante distantes, os super atletas ficaram hospedados no Copacabana Palace enquanto eu e os demais participantes das provas de categoria, ficamos mais uma vez no CEFAN. Sem problemas.

Outro atrativo do fim de semana festivo seriam palestras dos técnicos internacionais para os técnicos brasileiros num importante intercâmbio de informações.

Gazeta_do_Povo_1984

A competição

Numa das primeiras provas da tarde de sábado, vi meu colega Gustavo Pinto conquistar o bronze na prova de 100m livre com 57s44. Nesta prova assistimos a última grande vitória de André Pereira e a prata do futuro campeão brasileiro, Carlos Alberto de Souza Barros – o Fralda, do Pinheiros.

Credencial - primeira vez que recebi uma.

Credencial – primeira vez que recebi uma.

1500m livre

Nova surpresa ao saber do balizamento. Eduardo De Poli estava na raia 4, eu na 5, meu rival Fábio Storelli, o Chupeta, também do Clube do Golfinho na 3 e na 6, o vitorioso Adherbal Oliveira da Gama Filho.

Essa deve ter sido a última vez que o Edu nadou de touca. E eu com a tradicional touca PEPSI Marlins.

Essa deve ter sido a última vez que o Edu nadou de touca. E eu com a tradicional touca PEPSI Marlins.

Após a largada, Edu e Adherbal começaram a abrir distância e eu e Chupeta fomos nadando lado a lado, disputando o terceiro lugar. Sentia que o ritmo era bom, me sentia bem e estava entusiasmado com a possibilidade da briga pela medalha. Na altura dos 650m percebi que Adherbal começou a perder rendimento e cerca de 200m depois o ultrapassamos. Agora eu estava na disputa pela prata. Minhas viradas eram melhores e a cada 50 metros a história se repetia: eu abria meio corpo na virada, durante o nado, o Chupeta vinha me pegando, entrávamos juntos na virada seguinte e novamente eu abria vantagem. Isso se repetiu até os 1350m quando vacilei e virei mal, saímos juntos para o nado, ele abriu e virou na frente nos 1400m e não consegui pegar mais.

A dobradinha foi do Clube do Golfinho e o pódio todo da natação paranaense:

Eduardo De Poli

16m46s26

Fábio Storelli

17m06s86

Fernando Magalhães

17m07s55

Melhorei minha melhor marca em 30 segundos. Apesar da perda da prata, estava contentíssimo, impressionado com minha performance e ainda mais com a marca do Edu, admirei os resultados estampados no placar o quanto pude.

Na premiação, outra grande surpresa, o paraninfo foi o canadense Victor Davis, campeão olímpico e recordista mundial dos 200m peito. Tarde de glória.

Bronze Sul América

O bronze conquistado no Rio.

Decepção

Com a medalha no peito fui para as arquibancadas aguardar o grande momento do dia. A prova de 200m livre e o esperado show de Gross. Minha expectativa era vê-lo nadar abaixo de 1m50s, já que a repetição do 1m47s44 da Olímpiada era muito improvável.

O alemão tirou a camisa atrás da raia 4 e reluziu um vermelho do sol de Copacabana. Caiu para nadar e nem sequer esboçou uma disposição de lutar pela vitória. Fez 1m59s e frustrou toda a plateia que lotava as arquibancadas e aguardava  ansiosamente por aquele momento.

A prova foi vencida pelo uruguaio Carlos Scanavino com 1m53s e teve o bronze do Jorge Fernandes com 1m54s.

Mais uma

No domingo pela manhã era a vez de Davis entrar em ação nos 200m peito.

Victor Davis, lento, de touca preta.

Victor Davis, lento, de touca preta.

Se Gross piorou o tempo olímpico em 12 segundos, ele foi além e piorou 20. Marcou 2m34s e chegou em 5º lugar. Outra grande decepção.

Fim de festa

Fora a decepção da performance dos grandes astros, foi um fim de semana perfeito e no fim da manhã, tomei coragem e pedi para tirar a foto que eu mais queria daquele fim de semana.

Gross e eu

Gross e eu

Ansioso por revelar o filme assim que chegasse em Curitiba, tratei de fotografar a equipe americana e os novos amigos.

Natação paranaense em alta

Como já contei no post “Um rival para chamar de seu” – a natação paranaense estava em franca evolução. Vejam como as notícias do que rolou no Rio chegaram aqui no Paraná:

002

Gross achou que teria sido mais adequado nadar como “exibição” e Patrícia Amorim não perdeu a oportunidade de bater mais um recorde sul-americano

Sulamerica_1984

E a uma pista sobre o mistério da convocação

Semanas depois, recebi num dia de treino no Curitibano, recebi um envelope com o diploma abaixo:

001

Fiquei constrangido ao ler esse conteúdo e resolvi guardar mesmo assim. É o único diploma que tenho de uma prova que nunca existiu. Dia 23/09/1984 até houve um Torneio Regional em piscina longa no Clube Curitibano, mas eu não nadei 1500m e nunca fiz 17m03s20.

Não fui atrás para saber, mas o que imagino é que toda a documentação de uma competição deve ter sido forjada com tempos estimados para garantir a classificação de alguns e enviada para a organização do circuito.

Talvez algum dos leitores possa esclarecer.

E você, estava na Copa Sulamérica?

Compartilhe conosco sua história.

Forte abraço,

Fernando Magalhães

Sobre Fernando Cunha Magalhães

Foi bi-campeão dos 50m livre no Troféu Brasil (87 e 89). Recordista brasileiro absoluto dos 100m livre e recordista sulamericano absoluto dos 4x100m livre. Competiu pelo Clube Curitibano (78 a 90) e pelo Pinheiros/SP (91 a 95). Defendeu o Brasil em duas Copas Latinas. Foi recordista sulamericano master. Trabalha como gerente da Academia Gustavo Borges e consultor da empresa Vendas 3i. É conselheiro do Clube Curitibano.

29 comentários em “E o Albatroz pousou no Rio

  1. Mauricio Niwa
    31 de março de 2014

    Este blog é mesmo muito legal! Qual seria a oportunidade que eu teria de saber dessa história, hein, Maga? A impressão que dá é que a natação das antigas era um pouco mais criativa, com eventos menos óbvios. Muito bacana a história!

    • Fernando Cunha Magalhães
      31 de março de 2014

      Aí Niwa!
      Prometeu e cumpriu… valeu a visita, a leitura e o comentário.
      De fato, essa foi uma experiência bem criativa e nos motivou muito.

  2. Hiran Carlos Gallo
    31 de março de 2014

    Grande Smaga… Mais uma vez, uma bela reportagem , com um belo texto…. Em 84, eu nem competia ainda, apenas nadava nas categorias de base do AFC, mas fui assistir esta competição…. Muito bom!!

    Abraços..

    • Fernando Cunha Magalhães
      31 de março de 2014

      Olha só, muito bacana Hiran, teus pais te levarem pra assistir.
      Deve ter sido um belo incentivo pra você… fora a frustração de ver o recordista mundial lá atrás.

  3. dado borell
    31 de março de 2014

    o anão, leia-se Fábio “chupeta” Storelli perdia na virada pq é pequenino, demorava para sua pernoca curta encostar na borda. kkkkkkk. mais uma vez excelente maga, eu estava lá nesta do “albatroz”, lembro de nadar ao lado dele na piscina de aquecimento, mas não lembro o que nadei. abs querido!!!

    • Fernando Cunha Magalhães
      31 de março de 2014

      É isso aí, Dadão, a raia de aquecimento do Albatroz e as do lado, tiveram uma procura bem maior naquele dia.
      Quanto as pernas curtas/virada do Chupeta, eram um dos meus trunfos em nossas disputas particulares… pena aquela viradinha dos 1350m.
      E você deve ter nadado 100m livre… dá uma forçada na memória aí.
      Abraços

      • Fabio Storelli
        3 de abril de 2014

        E a falta de respeito impera……Sr.Anão, por favor!
        Essa é uma das provas que guardo com carinho, valeu Maga!

        Abração!!

      • Fernando Cunha Magalhães
        3 de abril de 2014

        Pois não… Sr.Anão,
        por acaso vc tem uma foto do nosso pódium?

      • Fabio Storelli
        11 de abril de 2014

        Tinha uma com o Vitor Davis….mas, como um bom peba, não faço idéia de onde esteja….

        Abraço

      • Fernando Cunha Magalhães
        14 de abril de 2014

        Lamentável!

        Mas acredito que D. Maria Lúcia vai abraçar a causa e nos ajudar.

        Abraço

  4. rcordani
    31 de março de 2014

    Muito legal Esmaga.

    O Albatroz era daquele tipo de nadador sensacional tipo Thorpe, Biondi, Popov. Caras que ganhavam quase tudo e de vez em quando perdiam. Aí veio o Phelps 2008 e acabou com eles todos de uma vez…

    Sobre a farsa, no início dos anos 80 esse tipo de prática era aceita também na Federação Paulista, eu mesmo tive meu tempo “arredondado” em 1980 para alcançar o índice e participar do Maurício Becken. Uma prova de como o país evolui (ainda que devagarinho…) é que esse tipo de prática hoje em dia (acho que) seria impensável!

    • Fernando Cunha Magalhães
      31 de março de 2014

      Boa analogia do Gross com os grandes, é bem essa a medida do craque que esse alemão foi.

      Também presenciei várias situações de arredondamentos dos tempos para dar o índice. E não tenho parâmetros para afirmar que a situação hoje seria impensável.

  5. Ricardo Firpo
    31 de março de 2014

    Ando participando demais.
    Quando comecei a ler o post, fiquei intrigado, pois você usou o termo COPA SUL AMERICA…. Depois é que olhei bem, e vi que ’81 o termo era CIRCUITO!!!
    Eu somente nadei este – na época também era só para infantil B e juvenil A. Tinha 14 na época, e foi uma eliminatória no Rio, uma semi em BH (MTC) e a final no Rio, no maracanã….
    As provas também eram 100L, 200 Med e 1500L.
    E, tinham outros patrocinadores na época – os três primeiros colocados ganhavam uma bolsa cheia de coisas de uma marca SP ….ortiva. Acho que o Vlad lembra disso! Naquele tempo, isso era novidade….
    Também achei interessante vc falar que ficou no CEFAN. Fiquei lá uma semana, e não achei tão ruim. A piscina era boa, tinha tanque de saltos, e a comida não era tão ruim como diziam. É claro que era junto com os sargentos e suboficiais, mas não era tão ruim. Também não era sensacional quanto a do Minas, mas dava para mandar para dentro…..
    E por último, sempre achei que os nadadores de 1500 e – principalmente – os de 400Medley sempre tiveram um parafuso meio frouxo.
    Abraço!

    • rcordani
      31 de março de 2014

      Firpo, aqui não tem essa de “participando demais”. Não pode é “participando de menos”!

      • Fernando Cunha Magalhães
        31 de março de 2014

        Firpo, concordo com o Cordani, você é muito bem vindo.

        Sobre Circuito x Copa, veja que na credencial era 1a Copa e na medalha era IV Circuito. As provas dos gringos e absolutos eram da Copa. As dos infantis B e juvenis A, do Circuito.

        Sim, essas provas mesmo para os Juvenis A. Para os infantis B, saía os 1500m livre e entravam os 400m livre.

        De fato, o CEFAN não é muito ruim. Já havia falado dele em “Vasco da Gama 1983 – Meu primeiro Julio de Lamare”, agora, quando se compara com o Copacabana Palace, aí vira covardia.

  6. Rodrigo M. Munhoz
    31 de março de 2014

    Maravilha! O que dizer para um cara que lembra até da touca que usava há 30 anos atrás?! Parabéns pelo texto e pela documentação, Esmaga. Muito legal ver os famosos dando vexame e as amizades jovens sendo documentadas em 35mm…
    Senti um pouco de inveja de saber do detalhe da premiação do Victor Davies – um dos ídolos da natação da minha infância e protagonista de uma história sinistra que culminou numa morte estúpida e prematura no Canadá.
    Outra reflexão foi lembrar que a natação teve vários bons “mecenas” empresariais nos anos 80-90 (Sul america, Mesbla, Kibon), mas os Correios meio que ficaram mais sozinhos há tempos… com o eventual “astro” sendo patrocinado por marcas não estatais aqui e ali. Será que isso é bom?
    Abraços!

    • Fernando Cunha Magalhães
      31 de março de 2014

      É Munhoz, a Kodak ektra deixou seus registros, pena que não tinha flash.

      Essa touca eu ganhei de um técnico americano – do PEPSI Marlins, que passou pelo CC no primeiro semestre de 84.
      A cada dia ele fazia a demonstração de um estilo.
      Ele escolhia um atleta do grupo e ao final do trabalho, dava vários brindes.
      Acho que o Léo que indicava, mas todos queriam ser escolhidos.
      Fui escolhido para o dia do crawl.
      A sunga puiu rapidamente, mesmo só usando em competição, mas a touca durou, e muito.
      Virou minha marca registrada e o LAM também usava. Inclusive usou em suas duas primeiras finais em Juiz de Fora. Também foi numa prova dele, na semana seguinte no estadual absoluto em Londrina, que a touca rasgou. Ele veio “acabado” me dar a notícia.

      Isso, morra de inveja do lance do Davis. O cara foi simpatissíssimo, torci por ele em Seoul e lamentei muito por ocasião do seu passamento.

      Na verdade os Correios põem um grana forte e é a marca que mais aparece, mas a Lei de Incetivo aos esportes viabilizou muitas empresas, inclusive de pequeno porte a redirecionarem parte do seu imposto para o esporte, e isso é muito legal.

  7. Julio Rebollal
    31 de março de 2014

    Caro Esmaga, nosso HD Man!!

    Só você mesmo para lembrar essas histórias.

    Muito bacana a foto com o Gross!! Mais bacana ainda ver você nadando 1500!

    Quando o Ricardo Moura foi para o Fluminense (1981) ele queria que eu nadasse 1500, porém, como sou um cara que não gosta de sofrer, fui nadar 400 medley. Ops…peraí…deixa pra lá…

    Não lembro se nadei ou só assisti essa competição, afinal eu era juvenil B e estava em fase de transição. Você tem os resultados aí?

    Parabéns e forte abraço!!

    • Fernando Cunha Magalhães
      31 de março de 2014

      Julinho,

      não gostar de sofrer e escolher os 400m medley… rs, francamente!

      Não tenho os resultados mas sei que o Luiz Osório e o Grackzyk nadaram. Logo, muito provável que você também tenha nadado. Eu apostaria que sim.

      Aliás, Grackzyk me contou duas histórias sobre essa competição. Uma de que raspou orientado pelo Reinaldo e outra sobre um jantar no Copacabana Palace junto com o Luiz Osório, enquanto os gringos haviam saído para a balada. Muito boas! Espero que ele passe por aqui e registre.

      Obrigado e abração.

  8. Lelo Menezes
    2 de abril de 2014

    Sensacional Esmaga. Me lembro do Lundquist e do Salnikov visitando o Paulistano mais ou menos nessa época. Será que foi pra mesma competição ??

    • Fernando Cunha Magalhães
      3 de abril de 2014

      Lelo,

      No Facebook o leitor Glauco Oliveira e Silva afirmou que nadou o Sul América em 85, e que o Salnikov estava lá.
      Antes ou depois ele veio para Curitiba e passou pelo Clube do Golfinho. Naquele dia a equipe do Curitibano foi treinar junto com os rivais na piscina de 25m. Imagine a força que a galera fez.
      Depois fomos ver, ouvir, reverenciar esse grande craque da natação mundial.
      Vi quando ele assinou em pincel atômico vermelho a parede da cantina do tricolor do Pilarzinho. Sensacional!

      Já o Lundquist, não me lembro da vinda dele ao solo tupiniquim, logo, para 84 não foi.

  9. Cristiano Michelena
    2 de abril de 2014

    Grande Maga,
    Super show. Essa competição pra mim foi especial demais. Meu primeiro recorde brasileiro. Deixei de ser PEBA e afastei meu fantasma do Maurício Becken 1980.
    Ano que concluí fechando a edição 84 da mesma competição com ouro em todas as provas. 100, 200, 400 livres e 100 borbo. Feito que repeti algumas vezes na carreira.
    Grandes lembranças.
    Abraços,
    Castor

    • Fernando Cunha Magalhães
      3 de abril de 2014

      Garoto IMPRESSIONANTE.
      Vou deixar por aqui uma reflexão para os futuros leitores que passarem por aqui terem a dimensão desses 4m20s que o Castor fez como Infantil B em piscina LONGA.
      84 foi o ano em que ele completou 13 anos.
      No fim de 85, eu fui finalista do Campeonato Brasileiro de Juvenis B, para atletas dos 16 aos 18 anos, com 4m21s.

      Xô fantasmas! Viva a virtude! Vi o campeoníssimo Castorzinho, que de fato repetiu o feito de sair invicto várias vezes em sua carreira.

      • Cristiano Michelena
        4 de abril de 2014

        Não tinha me atido a este detalhe.
        Mas se for tentar ver melhor performance em relação a idade… Aí tem que ser recorde brasileiro Juvenil A. Quando, se não me engano, ganharia a prova juvenil B. Com 1:55 e uns quebrados. Foi a única vez na minha carreira que fui aplaudido em pé pelo público e lembro os aplausos não terminavam a ponto de ficar meio envergonhado.
        Há… Na mesma piscina do fatídico Mauricio Becken 80, que também foi meu primeiro clube de natação na minha cidade natal.
        Castor

      • rcordani
        4 de abril de 2014

        Castor, aí você pegou pesado! Quem ganhou o 200L Juv B naquele dia de dezembro de 1986 foi justamente o Esmaga! haha

      • Fernando Cunha Magalhães
        7 de abril de 2014

        Sim, sim, o recorde da prova Juvenil B era 1:55:10 do Rebollal, de 84.
        O recorde do Juvenil A era do Manu, 1:59:39 de 85.
        Eu ganhei o Juvenil B com 1:55:89, 3o melhor tempo de um Juvenil B na história dessa prova.
        E você deu uma “abaixadinha” no recorde do Juvenil A com 1:55:41 – absurdo total – mereceu todos aqueles aplausos. O que eles não imaginavam é que sete meses depois vc faria 1:51:71.

  10. Fabiano Chede
    3 de abril de 2014

    Maguito,

    Espetacular a história e o texto como sempre impecável nos transporta no túnel do tempo. Foto com o Albatroz…que bacana. Chupeta…não sabia que nadava tanto!!!

    Ônibus cheio de menina e o maguitinho ali…encurralado…olho pro meu Pedro com 11 anos, guri com potencial para mulherada (não puxou o pai 🙂 ) e tímido…posso imaginar a cena… ficaria também ali quietinho p da cara de não estar apavorando no ônibus dos cueca. Imagine esta cena 2…4 anos + tarde…PARAÍSO !!!! Muito legal 🙂

    abço grande Maguiiiiito

    • Fernando Cunha Magalhães
      3 de abril de 2014

      Fabiano,

      É isso aí, meu amigo, em 4 anos, o PARAÍSO em maiúsculas.
      Muito bom seu paralelo com o Pedrinho.

      Valeu a leitura e comentários,

      Abração
      Maguito

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