Epichurus

Natação e cia…

E não é que ele não é imbatível

HISTÓRIAS DO ANO DE 1986

O mundo vivia a expectativa pela passagem do Halley, cometa com órbita de 76 anos, que voltava a se aproximar do nosso planeta. O assunto era tema em todas as rodas, jornais e mesas de bate-papo. Num desses, perguntei a minha avó Georgina, nascida em 1900 e que nos deixou dois anos depois, se ela se recordava da passagem do astro em 1910, quando tinha 10 anos de idade. Os olhos dela brilharam e mesmo dentro de casa, levantou a cabeça como se buscasse o horizonte e disse:

– era uma luz forte, brilhante e comprida…

– mas de que tamanho vó? – perguntei

– como se fossem dez luas

Imaginem a expectativa. As ilustrações mostram o que deve ter acontecido com vista do espaço, mas numa distância maior que a esperada e o que gostaríamos de ter visto olhando da Terra.

Chegado o período de maior aproximação previsto pelos astrônomos, as previsões não se cumpriram. Numa noite de sábado sem nuvens, cheguei a deitar no jardim da casa do LAM com amigos da natação para tentar identificar qual luz seria o Halley em meio as estrelas. Foi uma frustração mundial.

NATAÇÃO PARANAENSE

Seguia em ascensão. Eduardo De Poli e Claudia Sprengel, do Clube do Golfinho, foram convocados para o Mundial de Madri. No Curitibano, Renato Ramalho ganhou seu segundo título continental nos 400m medley, agora no Sulamericano absoluto. As duas equipes atraiam atenções e atletas de clubes de dentro e fora do estado.

Desfile de abertura do Troféu Avelino Vieira, apesar de fora de foco, dá para ver a faixa em homenagem ao título de Ramalho.

Desfile de abertura do Troféu Avelino Vieira, apesar de fora de foco, dá para ver a faixa em homenagem ao título de Ramalho.

A faixa em outro ângulo. Na equipe do CC, a frente: Gustavo Pinto, Magalhães e Cezar Antunes. Atrás: LAM, Gerson Sunyé e Sergio Penteado.

A faixa em outro ângulo. Na equipe do CC, a frente: Gustavo Pinto, Magalhães e Cezar Antunes. Atrás: LAM, Gerson Sunyé e Sergio Penteado. Acervo família Mäder.

No Golfinho, a principal novidade foi a chegada de Rogerio Romero, vindo da ACEL de Londrina. No Curitibano, grande reforço na equipe feminina, com as chegadas de Anouk Lambers – principal atleta da natação catarinense e a super Virginia Andreatta, que formada na Universidade do Alabama, preferiu vir treinar em Curitiba a voltar para Flamengo do Rio de Janeiro. Ela havia conhecido o nosso técnico Léo, Kaminski e a Marcia Resende na Universíade de Kobe no ano anterior, identificou-se com o grupo, e veio, em meio a uma realidade em que não havia qualquer remuneração.

Carlos Becker Neto, Sérgio Penteado, Fernando Magalhães e Virginia Andreatta. Sorrindo ao fundo, Marcia Resende.

Carlos Becker Neto, Sérgio Penteado, Fernando Magalhães e Virginia Andreatta. Sorrindo ao fundo, Marcia Resende.

As evoluções mais surpreendentes do ano ficaram por conta de Mirian Arthur no Golfinho e Isabele Vieira no Curitibano.

Isabele Vieira, ouro nos 100m livre do Avelino Vieira, seguida de Patricia Koglin e Alice De Poli, para alegria de Raul Candeloro e Christian Carvalho.

Isabele Vieira, ouro nos 100m livre do Avelino Vieira, seguida de Patricia Koglin e Alice De Poli, para alegria de Raul Candeloro e Christian Carvalho. Olhar atento de André Perry e Deisa Castro. Mais ao fundo, Kaminski, Tatiana Piasecki, Tereza Macedo e Luiz Carlos Nery.

GRANDES PERSPECTIVAS

1986 foi o terceiro ano seguido em que não fiquei doente, não perdi um dia de treino e não matei um metro sequer. A motivação estava nas alturas com o objetivo de chegar a final no primeiro ano de categoria alcançado no ano anterior e a real perspectiva de ganhar minha primeira medalha em campeonatos brasileiros.

Era o ano em que eu completaria o ensino médio. Matriculado no colégio Dom Bosco em que no Terceirão não havia chamada, nem provas regulares, focando exclusivamente na preparação para o vestibular, tive a maturidade de perceber as matérias que dominava e não assistia aulas com esses conteúdos. Ganhava esse tempo para estudar aquilo que ainda não dominava e descansar para os treinos.  Também era possível entrar e sair do colégio no intervalo de todas as aulas, com isso, assim que recebia a grade de aulas das semanas seguintes, montava meus horários para nos dias de treino de duplo poder chegar no colégio na segunda aula, assim dormia uma hora mais. Assistia algumas aulas a noite para não precisar ir aos sábado e poder treinar com a equipe. Foi gestão consciente e responsável de um jovem de 16 anos que funcionou muito bem.

Nesse ano também ganhei do Renato um Diário do Nadador – agenda muito bacana – produzida pelo Projeto Mesbla de Natação. Ali anotei todos os treinos, tempos das principais séries, resultados das competições. Infelizmente é um dos materiais que não encontro de jeito nenhum em meu acervo, o que é uma pena, pois poderia ajudar a acrescentar detalhes a minha memória e enriquecer os posts sobre esse ano.

COMPETIÇÕES E MAIS COMPETIÇÕES

Nosso calendário era recheado. No primeiro semestre tivemos Torneio Regional Sul de categorias, absoluto, Troféu Avelino Vieira, Campeonato Estadual de Velocistas e Campeonato Estadual de Inverno, isso tudo somente entre março e junho na preparação para o Troféu José Finkel.

No Regional Sul Absoluto, disputado no Pinheiros (hoje Paraná Clube), o revezamento formado por Newton Kaminski, Renato Ramalho, Tite Clausi e eu quebrou o recorde brasileiro absoluto de 4 x 100m livre em piscina curta. Era uma época em que ninguém polia ou nadava raspado em piscina curta, não havia torneios expressivos e os recordes eram fracos. O de piscina longa era da Seleção Brasileira com 3m27s, obtido nas Olimpíadas de Los Angeles. Fizemos 3m35s21, tempo que para nós foi fantástico e como não tínhamos nada a ver com o fato de ninguém ter feito tempo melhor antes, recebemos com orgulho o diploma abaixo num intervalo da disputa do Troféu José Finkel em São Paulo.

Recorde Brasileiro

No Avelino Vieira, um marco em minha carreira: depois de 7 anos de disputas, ganhei pela primeira vez do Edu. Até então era assim, se eu saia com uma medalha de ouro de regional ou estadual, podia procurar e o nome Eduardo De Poli não estava no resultado, havia escolhido outra prova. Desta vez, ele estava ali – lado a lado.

Quando contornei a piscina e ia em direção a lanchonete, encontrei o Cristiano Michelena, e ele falou:

– cara, você ganhou do Edu em 100 golfinho! Quanto você fez?

– 1m00s80

– Ah! Pensei que você que estava bem… é ele que está mal.

Ô espontaneidade!!! Não retruquei e segui em frente, afinal o Edu tinha feito 2m04s em 200m borbo quatro meses antes, treinava pesado para o mundial e a afirmação era a mais pura verdade.

No Estadual de Velocistas em Londrina, repeti a dose e levei mais um ouro nos 100m livre.

Velocistas - diploma

No Campeonato Estadual de Inverno – Troféu Berek Kriger – tempo um pouco pior, mas a presença no pódio absoluto do Paraná.

Gazeta do Povo - acervo da família Michelena.

Gazeta do Povo – acervo da família Michelena.

Observem o resultado dos 200m borboleta e percebam como o semestre pesou para o Edu.

Passamos assim pelas lembranças do primeiro semestre do ano de 1986. No próximo post, o Troféu José Finkel.

Agradeço a leitura. Não espere a próxima passagem do Halley para deixar seu comentário.

Forte abraço,

Fernando Magalhães

Pódio dos 200 medley que já apareceu lá em cima. Incluída a pedido de Luiz Alfredo Mäder para que os amigos da época possam identificar outros colegas nas arquibancadas.

Pódio dos 200 medley que já apareceu lá em cima. Incluída a pedido de Luiz Alfredo Mäder para que os amigos da época possam identificar outros colegas nas arquibancadas.

Sobre Fernando Cunha Magalhães

Foi bi-campeão dos 50m livre no Troféu Brasil (87 e 89). Recordista brasileiro absoluto dos 100m livre e recordista sulamericano absoluto dos 4x100m livre. Competiu pelo Clube Curitibano (78 a 90) e pelo Pinheiros/SP (91 a 95). Defendeu o Brasil em duas Copas Latinas. Foi recordista sulamericano master. É conselheiro do Clube Curitibano.

28 comentários em “E não é que ele não é imbatível

  1. rcordani
    23 de março de 2015

    Muito legal Esmaga. Perguntas:

    1) o Romero era tratado como “esse piá que veio do interior até está nadando bem os 200 costas, mas logo tudo volta ao normal e o Ramalho volta a ganhar dele, ainda mais na longa!”? (No primeiro regional de 1989, foi o que pensamos sobre o Gustavo Borges.)

    2) o que aconteceu com o Felipe Michelena depois dos fenomenais anos de 1984 e 1985? Ele meio que desistiu de treinar, ficou doente ou mudou de prioridades?

    3) é óbvio que a rivalidade entre os clubes ajudou a formar essa geração cheia de campeões brasileiros, olímpicos e etc. Mas em 1986 o clima estava amistoso? Não teve briga?

    4) cadê o LAM?

    5) você falou da Virgínia Andreatta, mas não a vimos nos resultados.

    6) essa do cometa Halley na casa do LAM…. acho que o culpado então foi ele!

    Grande abraço

    • Fernando Cunha Magalhães
      23 de março de 2015

      Alô Cordani,

      1. A chegada do Piu foi bem diferente. Já o conhecia desde 80. Em 84 ele já havia dado um baita salto de qualidade, foi prata no Julio de Lamare. Também ganhou medalha pela ACEL no primeiro ano de Juvenil B, ou seja, sabíamos que era fera, porém é certo que ainda tínhamos expectativa de que o Renato ganhasse dele, como aconteceu mais uma vez no Finkel de 90, mas não imaginávamos que ele seria o fenômeno que foi;

      2. No dia em que me entregou o Acervo da Família Michelena, o Felipe me contou sobre as impressionantes séries que fez em 86, das dificuldades da relação com o treinador, da forma como ele se sentia, da transferência para o Flamengo em 87, do acolhimento que o Daltely deu a ele, das séries que fez por lá e do dia que ele falou “chega” – nesse dia, compreendi o que não havia compreendido em quase 30 anos – como aquela ascensão meteórica pode ser interrompida tão repentinamente. Quem sabe um dia ele escreve um post para nós;

      3. Essa época as coisas estavam bem mais tranquilas que na época do post “Nitroglicerina
      nas águas do Paraná” – não me recordo de brigas;

      4. Tinha esquecido de incluir a foto… tá ali em cima;

      5. Ela começou a competir no 2o semestre – aparecerá nos próximos post – inclusive com pódio no TB87. Mas já inclui uma foto dela ali em cima;

      6. Certeza!

      Abraços.

  2. Luiz Alfredo Mäder
    23 de março de 2015

    eu? estava tão bem neste ano que peguei medalha no 200 IM no Avelino Vieira, tenho até a foto do pódio, mas não consegui colar aqui

    • Fernando Cunha Magalhães
      23 de março de 2015

      Alô LAM,
      tenho a foto, já havia editado ela no Picasa e me surpreendi com seu comentário de que tentou inserir. Pensei: “como é que o LAM não viu lá em cima?” – seguido do pensamento: “será que esqueci de incluir?” – e tinha!
      Já fiz nova atualização com a inclusão da nossa foto.
      Abraços

      • Luiz Alfredo Mäder
        23 de março de 2015

        Maga, ponha as fotos sem editar, tem vários personagens conhecidos atrás prá brincar de Wally… tem Anouk, Malburguinho, Gerson Sunyé

      • Fernando Cunha Magalhães
        24 de março de 2015

        Alô LAM,
        a minha já estava recortada no meu álbum de nadador.
        Inclui as que vc me enviou por email.
        Abraços

  3. Rodrigo M. Munhoz
    23 de março de 2015

    Boa Esmaga ! Senti que esse foi um ano “de passagem” de certa forma. Estamos chegando em momentos dos quais lembro melhor de Esmaga e turma de Curitiba!

    • Fernando Cunha Magalhães
      23 de março de 2015

      É Munhoz,
      falta menos de um ano para eu te conhecer… rsrs

  4. glauco
    23 de março de 2015

    Fase brilhante da natação paranaense… só feras nesse resultado…

    • Fernando Cunha Magalhães
      23 de março de 2015

      Baita saudade, não é mesmo, Glauco?

  5. Celio Brandão Filho
    23 de março de 2015

    Hehehe,
    Hoje copiei a foto que aparece a Márcia atrás de você e mandei para ela com o título “Onde está Wally?”
    Ela me perguntou onde tinha conseguido uma foto tão antiga…. Respondi: Ué, no post do Maga de hoje. Também pudera, foi a primeira coisa que li quando cheguei aqui no trabalho……

    • Fernando Cunha Magalhães
      23 de março de 2015

      Boa Celio!
      Tomara que a Marcia passe por aqui para deixar um comentário.
      A propósito, o Tchachas voltou para academia – está nadando 3as e 5as ao meio dia – que tal se animar e voltar para as piscinas?

      • Celio Brandão Filho
        24 de março de 2015

        Pois é, estou me motivando. Passei por um período meio complicado e isto me abalou bastante. Mas sabe como é, sou eu do jeito que todo mundo me conhece e comigo não tem tempo ruim! Isto é, no figurativo, porque na água tem que treinar muito, senão o tempo fica ruim mesmo, literalmente!
        Vou falar com a Márcia para dar um oi aqui.

  6. Lelo Menezes
    24 de março de 2015

    Excelente Esmaga. Estou ansiosamente aguardando o próximo post, dado que foi meu 1o Finkel.

    • Fernando Cunha Magalhães
      24 de março de 2015

      Valeu Lelo! Boas histórias nesse Finkel de 86.

  7. Luiz Carlos Pessoa Nery
    24 de março de 2015

    Excelente postagem Maga, parabéns. Muito bom reviver bons momentos da Natação Paranaense, Geração de Ouro, período do pioneirismo da Ciência nos esportes aquáticos, já que foi nessa época que aconteceram as primeiras avaliações de Lactato da Natação Nacional.

    Seria muito legal vc conseguir escrever a respeito

    Grande abraço, Saudações Aquáticas

    • Fernando Cunha Magalhães
      26 de março de 2015

      Alô Luiz Carlos,
      Fomos em 87 para Rosario conhecer o Mazza. Tenho fotos e boas histórias que em breve estarão num post aqui no Epichurus.
      Abraços

      • Luiz Carlos Pessoa Nery
        27 de março de 2015

        Me lembro dessa viagem Maga, inclusive o Fred Lacerda tinha um vídeo desse momento, será que vc consegue com ele a fita?

        Esse momento vale a pena ser destacado. Foi uma turma boa do Curitibano, se lembra quem?

      • Fernando Cunha Magalhães
        5 de abril de 2015

        Boa dica Luiz,
        vou perguntar ao Fred.
        Sim, lembro todos que estavam lá, mas guardarei a informação para o post.
        Abraço e Feliz Páscoa.

      • Luiz Carlos Pessoa Nery
        5 de abril de 2015

        Feliz Páscoa prá vc e sua família

        Grande abraço

  8. Flávio Mildemberg
    26 de março de 2015

    Impressionante a riqueza de detalhes, fotografias, jornais, etc…Muitos ainda estão na ativa (kaminski, Ramalho, Tite, Gustavo Pinto…) e aquela máxima é verdadeira, o esporte é formador de pessoas de caráter. parabéns pela dedicação! Recordar é viver, não é mesmo?

    Grande abraço

    • Fernando Cunha Magalhães
      5 de abril de 2015

      Valeu Flávio,
      espero ainda chegar ao dia de me dedicar às águas como você e os citados estão se dedicando.
      Estou lutando para isso.
      Forte abraço e uma Feliz Páscoa.

  9. Becker
    27 de março de 2015

    Caríssimo amigo Magalhaes,
    Parabéns pelo Post!!!!!!!!
    Tua narrativa traz tamanha precisão e perspectiva que consegue me remeter imediatamente para o ano de 1986 revivendo as grandes emoções deste ano espetacular.
    Ano alias, que foi fechado com chave de ouro por vc com uma esplendida vitoria nos 50m livre no Troféu Julio Delamare que foi realizado no Grêmio Nautico União em Porto Alegre, além eh claro, do belíssimo tempo que fizeste nos 200m livre com 1’55” tempo grandemente celebrado por todos os amigos e que teve seus parciais escritos e autografados em sua prancha vermelha! Imagino que estas são cenas dos próximos capítulos …
    Grande emoções!
    Grande abraço,
    Becker

    • Fernando Cunha Magalhães
      5 de abril de 2015

      Sim, sim, Beckerman, meu amigo.
      Com direito a um reparo na cor da medalha nos 50m livre.
      Muito legal você ter passado por aqui.
      Espero sua companhia nos próximos posts também.
      Abraços e Feliz Páscoa!

  10. Renato Ramalho
    27 de março de 2015

    Maga, muito legal rever as fotos do clube…em que ainda nadamos hoje. Ótima a cabeleira do Lam, o sorriso dos amigos, e historias que com a sua excelente memória e organização nos brinda com fatos que confesso que não lembrava mais. A faixa por exemplo, eu poderia jurar que nunca a fizeram!?
    Parabéns pelo texto!
    Me atrevo aqui a responder o Cordani.
    1) Quando ganhei pela penúltima vez do Piu , já dava pra ver que seria difícil supera-lo, pela eficiência de braçada principalmente. Ele dava duas enquanto eu e demais tínhamos que dar três. Após esta somente ganhei dele uma única vez, alguns anos depois, em um Finkel, acho que o mesmo que perdi pro Junior os 200 medley 2:01, me aproveitando de uma febre que deu nele por conta da garganta…Acho que fiz 2:01 e ele 2:02. (O Maga deve saber dos tempos)
    2) Na minha visão o Felipe cresceu muito rápido fisicamente de uma hora para outra e mudou o centro de gravidade. Ganhou uns 15 kg de massa magra. Lembro que em testes de barra ele fazia quase uma centena de barras antes disso, após este crescimento, ele fazia mais ou menos igual ao Lam umas. 6 ou 7 barras no máximo. Vejo ele hoje em dia e está ótimo praticamente igual aos velhos tempos em termos físicos…tornou se grande capoeira.
    3) a rivalidade estava presente sim. Mas não havia briga de fato, apenas alguns inimigos de plantão. Por algum motivo a raiva da equipe feminina rival se concentrava apenas em uma pessoa da nossa equipe (Curitibano). Adivinhem quem? Existia uma certa cordialidade entre os homens, exceto pelos peitistas que se odiavam todos. Srsrsr.
    Renato.

    • Fernando Cunha Magalhães
      5 de abril de 2015

      MIL VIVAS PARA O PRIMEIRÍSSIMO COMENTÁRIO DO RENATO NO EPICHURUS!
      ESTOU MUITO CONTENTE.
      E BEM COMO EU ESPERAVA, COM AQUELA PITADA DE PROVOCAÇÃO CARACTERÍSTICA.
      QUE VENHAM MAIS!
      Abraços e Feliz Páscoa.

  11. rcordani
    27 de março de 2015

    Grato pelas respostas Ramalho, inclusive creio ser esta a primeira vez do sr. aqui, espero não ser a última!

    Quanto aos 200C e sobre o Finkel de 1990 leia aqui, inclusive os comentários sobre a sua pessoa nessa competição, incluindo a surpresa do tempo nos 200M e a vitória nos 200C sobre o Piu (2:02.88 contra 2:03.17), os 4:19 de 400M, etc.

    Sobre o Felipe, incrível como a maioria parava cedo naquela época. Se não me engano, Felipe já não chegou ao fim de 1987, com 17 anos! Uma pena.

    Por fim, aposto que as moças do Golfinho tinham raiva do… LAM!

    Grande abraço.

    • Fernando Cunha Magalhães
      5 de abril de 2015

      O único do nosso grupo a não ser convidado para a festa de 15 anos da Robertinha no Concórdia.

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