Epichurus

Natação e cia…

Patrícia Amorim: a nadadora. Parte I

Pergunte a virtualmente qualquer brasileiro: quem é Patrícia Amorim? A grande maioria dirá “foi presidente do Flamengo, foi vereadora e acho que é ex-nadadora”.

A descrição acima é correta (fora o “acho”), porém os quatro leitores assíduos desse blog provavelmente terão uma outra visão, mais ou menos algo como:

Patrícia Amorim foi uma nadadora brasileira sensacional que quebrou paradigmas, ganhava todas as suas provas, bateu inúmeros recordes sulamericanos, nadou as Olimpíadas de Seul e recentemente foi vereadora e presidente do Flamengo”.

Essa última descrição é muito melhor, mas ela só é válida por causa de um particular fato excepcional ocorrido em 16 de janeiro de 1983. Mas que paradigmas ela quebrou, e que carambolas aconteceu nesse dia?

Para responder essas perguntas precisamos retroceder alguns anos na história, diretamente para o ano de 1977. Nesse ano, com apenas oito anos de idade Patrícia ganhou seu primeiro brasileiro nos 50 peito. Na ocasião a natação brasileira feminina estava dando adeus a uma talentosa (mas pouco trabalhada) geração de nadadoras, que estavam parando ou quase parando de nadar. Flavia Nadalutti, Cristina Teixeira, Maria Elisa Guimarães e Rosimary Ribeiro nadaram as Olimpíadas de Montreal 1976, sendo que Maria Elisa foi a melhor brasileira colocada, 21° nos 400L com 4:32.63.

Como dizíamos, Patrícia ganhou seu primeiro brasileiro em 1977, mas o que parecia ser o início de uma carreira dourada começou a esbarrar seriamente em um outro novo fenômeno da natação carioca e brasileira: nascida em 1969, mesmo ano de Patrícia, Cristiane Pereira é o nome do fenômeno que dominou o nado livre desde sempre na sua faixa etária. Em 1978, Cristiane ganhou o carioca mirim com folga. Em 1979, ganhou o brasileiro de Curitiba com recorde 1:07.84 (aqui). Em 1980, embora no primeiro ano do infantil B, Cristiane ganhou o brasileiro de Porto Alegre com 1:03.66 (melhor índice técnico), ficando Patrícia apenas em quinto com 1:06.08.

Enquanto isso, a natação feminina brasileira ia de mal a pior, e nenhuma nadadora foi a Moscou 1980 (Maria Clara Matta chegou perto mas infelizmente não foi). Apesar de ser apenas uma criança, Cristiane Pereira já era dada como a nova esperança para Los Angeles 1984, conforme a reportagem do jornal Aquatica.

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“Cristiane tem como objetivo principal as Olimpíadas de Los Angeles, quando terá 15 anos…”

A partir de 1981, podia ser em amistosos, regionais, estaduais ou brasileiros. O duelo Cristiane Pereira x Patrícia Amorim sempre acontecia, era super disputado e tinha sempre uma vencedora: Cristiane. Acompanhem os melhores tempos finais dos anos de 1981 e 1982:

1981

100L

200L

400L

Cristiane Pereira

1:01.99

2:13.41

4:38.87

Patrícia Amorim

1:02.91

2:14.58

4:41.27

1982

100L

200L

400L

800L

Cristiane Pereira

1:01.41

2:10.27

4:30.59

9:18.80

Patrícia Amorim

1:01.55

2:12.93

4:35.64

9:26.17

Posteriormente (em 1985), diria Patrícia sobre essa época: “os anos de 1978 a 1982 foram duros, não tive nenhuma vitória e precisei de muita vontade para não desistir.“

Como se vê, a rivalidade fez muito bem à dupla, que melhorava ano a ano e ameaçava tirar a natação brasileira do marasmo em que se encontrava desde que Maria Elisa e Flávia pararam de nadar. No entanto, do ponto de vista de Patrícia, essa maldita “rivalidade” só lhe rendia o gosto agridoce das medalhas de prata…

Entrando no ano de 1983, Cristiane parecia invencível, invicta desde 1978. Estaria Patrícia destinada a ser coadjuvante?

O dia 16 de janeiro de 1983

Decidida a acabar com a sina de medalhas de prata, Patrícia Amorim chegaria ao Julio de Lamare (Campeonato Brasileiro) do Vasco da Gama em janeiro de 1983 com muito treino e muita vontade.

Pelo programa da competição, a primeira prova era os 100m Livre no dia 13/01/1983. Para Patrícia, a primeira prova foi também a primeira decepção: Cristiane passeou com 1:01.04, deixando-a com a tradicional prata: 1:02.15.

Nadando com autoridade no segundo dia, Cristiane novamente não abriria nenhuma brecha nos 400 livre, ganhando a prova com 4:30.62 e deixando Patrícia com a … prata! 4:32.20.

Bom, ainda faltavam os 200m livre, mas se Cristiane ganhou os 100 e 400, convenhamos que os 200 eram só para cumprir tabela. Já não havia um cristão que apostasse suas fichas na vitória de Patrícia!

Eis que chegamos senhoras e senhores ao quarto dia da eletrizante competição, domingo 16/01/1983, a prova dos 200m nado Livre Juvenil A feminino. Nosso escriba Fernando Magalhães, de memória privilegiada, nos conta empolgado sobre a prova que seria o grande divisor de águas da carreira da Patrícia Amorim.

“Vi a Cristiane Pereira, da Gama Filho ganhar e bater o recorde na prova dos 100m livre no Maurício Bekenn de 79 como Infantil A e em 80 como infantil B. Não foi surpresa chegar ao JD 83 e vê-la arrebentando na competição. Venceu os 100m e os 400m e na cola, com duas pratas, vinha a Patrícia Amorim, que embora estivesse por perto, em nenhuma dessas duas provas demonstrou que poderia surpreender a vencedora.

Ganhou os 100m e os 400m, logo, parecia que os 200m já eram “favas contadas”.

Parecia!

Na minha percepção, a estratégia da Patricia para os 200m começou nas eliminatórias. Ao invés de voltar a se classificar em 2º ou tentar classificar em 1º, segurou o ritmo. Acredito também que Daniele Ribeiro, colega que havia sido revelada na AABB e agora também defendia o Flamengo, e que foi finalista nessas três provas, estivesse com a responsabilidade de nadar bem forte de manhã e classificasse na raia 5.

Na final, Patricia deu um show. Passou forte porém deixando que a rival ficasse meia braçada a frente, após a virada dos 100m, aproveitou que a adversária respirava para a direita e deu um tiro de 50m para assumir a liderança com uma boa vantagem. Depois da virada deu pra ver o susto da Cristiane, que talvez até tivesse gás pra recuperar, mas impactada pelo efeito surpresa perdeu eficiência de nado e ficou com a prata.

Lembro da festa, mais que justificada, dos flamenguistas. O tempo me impressionou, 2:10.18, mas mais do que isso, certamente essa vitória foi um marco para a confiança da Patricia, que deu um salto de qualidade.

Como bem disse o Esmaga, “essa vitória foi um marco para a confiança de Patrícia”. A partir desse dia, tudo seria diferente. Munida de uma confiança inédita, no Troféu Brasil da semana seguinte Patrícia ganharia com 13 anos seu primeiro brasileiro absoluto com 2:09.42, ficando Cristiane Pereira em quarto com 2:10.66, e a partir daí a sina das pratas virou ouro. Iniciava-se precisamente nesse instante a impressionante carreira que lhe garantiu praticamente todos os ouros de 200, 400, 800 e 1500 livre por pelo menos os próximos seis anos em todas as competições nacionais e continentais.

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Depois da sina das pratas, Patrícia passou a ganhar tudo. Foto do Jornal Aquatica.

No Pan de Caracas (setembro de 1983) Patrícia já era a titular dos 200 Livre, ficando em sexto nessa prova (2:10.10) e conseguindo o quarto lugar nos 4×100 Livre, ao lado da ex-algoz Cristiane.

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Nadando o Pan com 14 anos. Foto do Jornal Aquatica.

Ainda nesse mesmo ano de 1983 Patrícia continuava treinando e melhorando cada vez mais, tanto que no estadual absoluto de dezembro ela finalmente bateria os recordes Sulamericanos Absolutos dos 200 e 800 Livre. O de 200 (2:07.09) que pertencia a Maria Elisa Guimarães (2:07.37) desde 1980 e o de 800m livre (9:07.99) contra o recorde da mineira Isabel Miranda (9:08.70). O Jornal Aquática estava lá, e registra que Patrícia ainda não havia digerido os cinco anos de derrotas:

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Curioso: Patrícia bate o recorde sulamericano pela primeira vez, mas não esquece os cinco anos de derrotas!

Em janeiro de 1984, exatamente um ano após o dia D descrito pelo Esmaga, Patrícia continuava melhorando e superando recordes sulamericanos:

100L 59.55

200L 2:07.50

400L 4:23.56 (RS que era de Maria Elisa Guimarães 4:24.60 de 1976!)

O Jornal Aquática premiou Patrícia com os Troféus de Revelação e Destaque absolutos de 1983. Veja no texto a presença de Cristiane.

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Com todos esses tempos e recordes Patricia já era disparadamente a melhor nadadora da America do Sul, e iniciou-se espontaneamente uma campanha de toda a comunidade aquática para que ela fosse convocada para os Jogos Olímpicos de Los Angeles. A Revista Veja chegou a dar reportagem completa com foto sobre o tema em fevereiro de 1984. Não tenho condições de avaliar quanto perto ela chegou de conseguir a vaga do COB, mas o fato é que ela não estava na lista final de convocados. Como consolação, seu novo patrocinador (Kibon) levou-a para assistir os jogos ao vivo, e ela pode ver das arquibancadas que com seus tempos ela ficaria em 21° nos 200 Livre, 18° nos 400 Livre e 16° nos 800m livre.

Isso mesmo, o leitor atento do Epichurus entendeu corretamente: fizesse o tempo que fez no Julio de Lamare, Patrícia teria ficado entre as 16 melhores do mundo nas Olimpíadas de Los Angeles, colocação que não era alcançada por uma nadadora brasileira desde Helsinque 1952!

O desânimo de não ter sido convocada para Los Angeles poderia ter acabado com a carreira da jovem nadadora então com 15 anos.

Acompanhe aqui a segunda e última parte desse espetacular exemplo de dedicação e conquistas.

Sobre rcordani

Palmeirense, geofísico e nadador master peba.

51 comentários em “Patrícia Amorim: a nadadora. Parte I

  1. Cássio
    25 de fevereiro de 2013

    Bom dia, boa matéria, porém seria de bom tom , voces divulgarem a fonte de onde tiraram esse artigo por questões éticas.
    att
    Cássio

    • rcordani
      25 de fevereiro de 2013

      Caro Cássio, obrigado pelo comentário. O texto é uma mistura das minhas lembranças com as lembranças do Fernando Magalhães. Os tempos foram tirados de resultados da época que temos, em papel mesmo. Aliás, no caso do Fernando, nem são necessários resultados, o cara LEMBRA os tempos com centésimos e tudo. De qualquer forma ficarei atento à sua sugestão.

      • Luiz Alfredo Mader
        26 de fevereiro de 2013

        Excelente Texto R.
        Aliás quem conhece vc e o Smaga não precisa de internet, só “bater um fio” e perguntar

      • rcordani
        27 de fevereiro de 2013

        🙂

  2. Lelo Menezes
    25 de fevereiro de 2013

    Excelente texto! Patrícia Amorim foi o maior nome da natação feminina da nossa geração. Engraçado que quando li o draft desse texto pela 1ª vez confundi Cristiane Pereira com Adriana Pereira, que eu vi dominar as provas de velocidade no inicio da minha carreira de nadador e pensei com meus botões “caramba, não sabia que a Adriana detonava nos 200 e 400 também”. Só depois que me liguei que Adriana e Cristiane eram duas pessoas diferentes! Eu não lembro da Cristiane. Pelo visto deve ter parado de nadar muito cedo! Uma pena!

    Alias, que lastima a Patricia não ter ido a Los Angeles onde ficaria entre as 16. Que péssimo histórico temos de levar equipes minúsculas para as Olimpíadas!

    • Marcos T. Cavos
      25 de fevereiro de 2013

      Bom dia….Prezado comentarista…Ir á uma olimpíada são para poucos, minúsculo ou não, não importa…quem foi mereceu e quem não foi infelizmente não era pra ir ou por falta de talento ou por azar, mas o fato é que o Brasil leva sempre os melhores nadadores a esse grandioso evento. Quisera eu poder ter ido mesmo que fosse uma equipe de 2. Abs

      • rcordani
        25 de fevereiro de 2013

        Prezado Marcos, obrigado pelo comentário. A opinião mais completa do Lelo pode ser lida nesse outro post: https://epichurus.com/2012/05/23/porque-os-indices-da-cbda-3/ .

        A MINHA opinião é que se o nadador tiver alguma chance de ficar entre os 16 ele deve ir sim, especialmente se tiver 15 anos como era o caso aqui. (aliás, acompanhe a parte final do post na quinta feira e possivelmente você terá uma surpresa.)

        E, evidentemente, você não precisa concordar conosco… 🙂

      • Lelo Menezes
        25 de fevereiro de 2013

        Marcos, boa noite!

        Não entendi muito bem o seu ponto. Que Olimpíadas é para poucos eu sei e concordo. No caso especifico da Patrícia, ela não deixou de ir pra Los Angeles por causa do azar, nem tão pouco por falta de talento. Ficou de fora muito provavelmente por critérios de convocação equivocados e exigentes demais! Um nadador que ficaria entre os 16 melhores do mundo não pode ficar de fora das Olimpíadas! Alias, grande parte de todos os nossos olímpicos nunca conseguiram tal feito!

    • rcordani
      25 de fevereiro de 2013

      Lelo, eu imagino a cena da Patrícia nas arquibancadas assistindo as nadadoras de quem ela ganhava com certa facilidade. Deve ter sido uma sensação horrível!

      • Lelo Menezes
        25 de fevereiro de 2013

        Putz Renato! Com toda sinceridade do mundo, acho que deve ter sido uma baita tortura! Fácil falar depois do caso, mas se eu fosse ela não aceitaria o “prêmio” de consolação!

        Uma vez fiquei de fora do 4x100m Medley numa seleção brasileira, mesmo tendo sido o 1º brasileiro na prova. Descobri que estava fora minutos antes da prova quando fui informado que a equipe era fechada antes da competição com resultados do Troféu Brasil (onde eu havia ficado em 2º). Foi difícil pra casseta assistir o revezamento que eu deveria fazer parte levar o ouro.

        Imagina a frustração de poder ter ficado entre os 16 melhores do mundo, mas ter essa chance arrancada de si!

      • Fernando Cunha Magalhães
        26 de fevereiro de 2013

        Já eu, aceitaria.
        O “prêmio de consolação” foi uma super gentileza do patrocinador.
        Já a “não convocação” foi por conta dos critérios da CBN/COB.
        Fora a frustração de não ter nadado ela deve ter outras lembranças maravilhosas da viagem, como assistir ao vivo a prova do Pradinho e um monte de recordes olímpicos e mundiais.

    • Daniel Takata
      26 de fevereiro de 2013

      Post sensacional como sempre! Não tinha a exata dimensão da rivalidade entre Patrícia Amorim e Cristiane Pereira. A Cristiane parou de nadar no fim da temporada de 1985 (com apenas 16 anos), realmente se casou com Régis, ex-goleiro do Vasco e seleção brasileira, e foi mãe no final de 1987. Quanto a Patrícia, pelas notícias da época, o clamor pela sua convocação para Los Angeles foi grande, e não era para menos. Ricardo Prado, com 15 anos, disputou os Jogos de Moscou em 1980 e chegou entre os 16 melhores do mundo nos 400m medley. Nos anos seguintes, deu no que deu. Será que se Patrícia tivesse disputado em 1984, com 15 anos, e tivesse terminado entre as 16 melhores, algo nada impossível de acontecer, ela não teria tido um estímulo para alcançar glórias ainda maiores do que ela alcançou? Afinal, pelo visto o trauma foi grande. Vi uma entrevista recente dela dizendo que teria sido finalista em 1984. Final A seria improvável, mas final B estava ao alcance (só uma correçãozinha no texto, a Patrícia teria ficado em 17º nos 400m livre com seu 4:23.56, a 26 centésimos da final B).

      • rcordani
        26 de fevereiro de 2013

        Obrigado pelo comentário, Daniel, concordo muito, e tenho três adendos:

        1) como você bem sabe outro jovem nadador foi com 15 anos para uma olimpíada e pegou “apenas” uma finalzinha e experiência. Michael é o nome dele.

        2) Você está correto quanto à colocação hipotética da Patrícia nos 400L de LA1984, mas eu também estou! Essa prova teve uma desistência, a alemã Ina Beyermann fez 4:18 mas não quis nadar a final B, e aí chamaram para a Final a primeira reserva (décima sétima colocada de manhã), a mexicana Irma Huerta, que tinha feito 4:25.13 de manhã, mas na final fez 4:23.34. Então considerando a alemã + a mexicana o tempo de Patrícia ficaria em 18. Veja o link.

        http://www.sports-reference.com/olympics/summer/1984/SWI/womens-400-metres-freestyle.html

        3) Em uma entrevista com leigos, é lícito dizer “seria finalista” significando “final B”. Acho que foi isso o que ela quis dizer!

        Nos vemos na quinta feira por aqui!

      • Daniel Takata
        26 de fevereiro de 2013

        É verdade Renato. Então, podemos pré-anunciar que, tivesse Patrícia Amorim nadado em Los Angeles e repetido seu melhor tempo de 400m livre nas eliminatórias, ela teria sido finalista olímpica!

      • rcordani
        26 de fevereiro de 2013

        Correto!

  3. Juliana
    25 de fevereiro de 2013

    Adorei! Patricia Amorim e Ricardo Prado foram exemplos e ídolos para mim! Comecei a nadar no CRF em 1977, na escolinha, dando minha primeiras braçadas na piscina do feijão…depois passando para primeiras competições na piscina gelada do polo aquático…e acompanhado com muito interesse os treinos e resultados da atleta inspiradora! Boas lembranças e com certeza muito aprendizado com ela e com o Ricardo.
    Por favor não parem de escrever, o texto de vocês é muito bom!
    Keep writing!!!

  4. Flávio Amaral
    25 de fevereiro de 2013

    Como sempre ótimo texto.
    Eu lembro dessa rivalidade, mas como eu era jovem, já lembro mais da Patrícia como a melhor.

    • rcordani
      25 de fevereiro de 2013

      Exato Flávio, quem conheceu a Patrícia depois de 16 de janeiro de 1983 custa a acreditar que ela perdia de alguém antes…

  5. Rodrigo M. Munhoz
    25 de fevereiro de 2013

    Bom texto, Renato!
    Tive a oportunidade de fazer alguns treinos com a Patrícia em clínicas de natação (ex: https://epichurus.files.wordpress.com/2012/10/scan00021.jpg ) e nas viagens para fazer testes de lactato com o Dr Mazza. Vou te dizer: Ela treinava muito e encarava qualquer nadador homens ou mulheres (pouqúíssimas acompanhavam) de igual para igual, especialmente em series longas. Muito dedicada e focada, acho que mereceu cada conquista. Aguardo o próximo post para mais lembranças dessa época.
    Abraços!

    • rcordani
      25 de fevereiro de 2013

      Bela foto, fora o agasalho que parece um monte de gema de ovo!

      Mas conta pra nós as séries que ela fazia, detalhes please.

  6. Marina Cordani
    25 de fevereiro de 2013

    Patrícia Amorim, o mito feminino da minha geração. Merece mesmo um bom post!

    • rcordani
      25 de fevereiro de 2013

      Obrigado – estou assumindo que você considerou ESTE um bom post! Quinta feira tem mais.

      • Marina Cordani
        25 de fevereiro de 2013

        Assumiu corretamente!

  7. fabrizio morelli perricone
    25 de fevereiro de 2013

    Belo texto e excelente homenagem tanto à Patrícia como para Christiane. Excelentes nadadoras. Tive a honra de treinar no mesmo clube e época que a Patrícia. Sempre humilde, atenciosa e talentosa. Verdadeira campeã. Um grd abç.

    • rcordani
      25 de fevereiro de 2013

      Valeu Fabrizio. Na quinta tem uma foto dela no JD de 1985, do qual o sr. deve ter ótimas lembranças…

  8. Fernando Cunha Magalhães
    25 de fevereiro de 2013

    Caro Cordani,

    Certa vez a Patrícia me contou com carinho sobre a experiência de ir ao Pan com 14 anos, logo após importantes passagens relatadas no post: “Cheguei lá e na primeira prova o Steve Lundquist bateu o recorde mundial dos 100m peito e eu pensei – o que é que eu estou fazendo aqui?!”.

    Uma grande craque e ícone da nossa geração: justíssima homenagem.

    • rcordani
      25 de fevereiro de 2013

      É preciso dizer aqui que a sua participação no post não foi somente a parte citada, mas a própria idéia central do texto. Eu só tive o trabalho de organizar!

  9. Marcelo Araújo
    25 de fevereiro de 2013

    Isso é muito bom para relembrarmos os bons tempos da nataçào brasileira,e pensar que em vésperas de olimpíadas estamos retrocedendo no âmbito da das grande equipes de nosso Pais Flamengo,Vasco Gama filho clube Olímpico da Bahia entre outros!!

    • rcordani
      25 de fevereiro de 2013

      Realmente Marcelo, o ano de 2013 não começou bem para a natação brasileira. Mas na década de 80 não vivíamos tempos brilhantes também, fora o nosso teimoso costume de gerar isoladamente nadadores fora-de-série.

    • Lelo Menezes
      26 de fevereiro de 2013

      Grande Marcelo! Como anda você e seu irmão Heraldo?

      Abs

  10. Alvaro Pires
    25 de fevereiro de 2013

    O Historia do esporte passando neste momento na ESPN Brasil c a Gabriela Silva estah sensacional. Emocionante !!! Menina se aposentou depois de um 5o num mundial e uma final olimpica !!! Estah falando q o GH rola solto na natacao e nao eh pego nos exames. Palavras dela … derrotada pelas lesoes no ombro. Sem reconhecimento nenhum, isso eh o esporte nacional !
    Sobre a Patricia, ela sempre foi muito bacana fora das piscinas tb, sempre disposta a ajudar e c um espirito de equipe incomparavel !!! Convivo desde q ela foi minha veterana no Mauricio Becken de Recife e pintava os rostos do pessoal. Depois no JD de Porto Alegre foi a 1a pessoa q falou comigo depois q bati na borda e nao sabia minha colocacao. Veio me parabenizar pelo 3o lugar conquistado logo na saida da piscina. Pequenos grandes gestos q sempre vinham dela.
    Depois treinei bastante c ela p TB de 90 (no inicio de 91) de 7 as 9 da manha, horario q nao tinha quase ninguem. Muitas vezes treinavamos soh nos 2 c o Dalty. Eu era obrigado a fazer series de meio fundo e fundo em longa naquela piscina rasa do Fla, um suplicio danado, a Patricia nao cansava nunca. Eu tinha q fazer uma forca enorme p acompanha-la. Coincidentemente este foi meu melhor tb fazendo finais nos 50 e 100L, quase beliscando uma medalhinha. Boas lembrancas q o blog me trouxe.
    Em q ano ela comecou a treinar c o Dalty (Daltely Guimaraes) ? Talvez tenha sido no ano da virada. Ela credita muitas de suas conquistas ao trabalho do Dalty c ela.
    Outro ponto eh q ouvi muita dizendo na epoca q se a Patricia fosse mais forte fisicamente seria uma das melhores do mundo.
    Sobre a o olimpiada de Los Angeles, eu sempre tive a impressao q a Paula (Amorim) era a pessoa q tinha ficado mais perto de ir, nos 200 B. Conversando c a Paula em julho passado perguntei a ela sobre a decepcao de nao ir a LA. E ela me falou q desanimou bastante e nunca mais foi a mesma atleta depois de 84.
    Parabens Renato pelo texto, gr ab.
    .

    • rcordani
      25 de fevereiro de 2013

      Valeu Vreco, essa do Dalty não sei. Pelo que eu me lembro, o técnico dela em janeiro de 1983 era o Alberto Klar, mas não tenho certeza! Grande abraço.

  11. Alvaro Pires
    25 de fevereiro de 2013

    Esqueci de falar da Cristiane Pereira q tb era uma atleta excepcional, parecia imbativel ateh a Patricia vence-la !!! Engracado q tinha outra Cristiane Pereira uns 4 anos mais nova, tb da Gama Filho e tb campea brasileira infantil/juvenil de crawl.

    • rcordani
      25 de fevereiro de 2013

      E por onde anda a Cristiane? Alguém tem notícias? Quando procurava dados para esse post, achei uma notícia de 1987 segundo a qual Cristiane Pereira estava parando de nadar e iria casar com o goleiro Régis do Vasco.

      • Simone Pinto
        27 de novembro de 2013

        Nadei na Gama Filho com a cristiane, mesmo se ero 1 ano mais nova do que ela, era uma grande atleta e com certeza eram as provas mais espetaculares que tinham na época Patricia x Cristiane. Ela mora atualmente em Campo Grande.

      • rcordani
        8 de dezembro de 2013

        Oi Simone, só vi agora seu comentário, obrigado pela informação! A Christiane passou por aqui outro dia e disse que havia erros no post, mas ainda não mandou a correção.

  12. Viviane
    25 de fevereiro de 2013

    Quando comecei a participar de brasileiros em 1984 Patricia Amorim ja era a melhor fundista brasileira de todos os tempos .Desconhecia as “medalhas de prata”,as quais com certeza me fariam admira-la ainda mais .Eu também tive minhas muitas medalhas de prata,bronze e tambem tive meu ano de virada…1989,no Júlio Delamare quando contrariando as minhas medalhas prateadas anteriores ganhei dos 100aos 1500livres,batendo 2recordes juvenil A nos 200e800l,ficando bem perto dos 400(bateria o do juvenil B)todos de Patricia Amorim.Minha alegria nao se restringia as medalhas mas principalmente aos resultados.Ali fui vista como uma nova Patricia Amorim e ao mesmo tempo que isso me deixava realizada,sabia da responsabilidade dessa comparação.Infelizmente nao consegui continuar quebrando seus recordes nas demais categorias,apesar de continuar no alto do pódio,o que colocaria por terra a teoria da nova Patricia Amorim…continuei sendo Viviane Motti mesmo.rsrsrsr
    Nao nadei o Troféu Brasil daquele ano o que me impediu de nadar ao lado daquela que foi minha maior ídolo .Patricia só voltaria a disputar um troféu Brasil anos depois no Pinheiros depois de ter passado um tempo parada.Já não estava na mesma forma.
    Nesse mesmo ano 1989 me classifiquei para a Copa Latina e crente que viajaria com “ela”,fiquei sabendo que pedira dispensa por estar muito casada.Teria sido minha oportunidade de dividir um revezamento 4×200 com Patricia.Ainda tentei a Kibon rsrsrsrs mas logo depois ela pararia de nadar.
    Nao tive oportunidade de conviver com Patricia mas sempre admirei a nadadora e com certeza foi a atleta por quem mais me inspirei,e espelhei.
    Fiquei devendo o texto que vc me pediu Cordani, mas fica meu comentário e respeito pela maior nadadora de fundo dos meus tempos e de uma das melhores de todos os tempos .

    • rcordani
      26 de fevereiro de 2013

      Valeu Viviane. Excelente o trecho em que você comenta que falavam que você seria a nova Patrícia Amorim, mas continuou sendo Viviane Motti mesmo!

      Outra coisa, no TB do Ibirapuera (jan 90) vocês nadaram juntas sim, veja na quinta feira!

      Obrigado pelo comentário.

      • Viviane
        26 de fevereiro de 2013

        agora fiquei confusa…. devo ter tido uma crise seria de amnesia,eu so recordo ter nadado com ela os 400l no trofeu Brasil do Pinheiros.Vou aguardar então na quinta feira.rsrsrsr

  13. Mauricio Niwa
    26 de fevereiro de 2013

    Muito legais o texto e os depoimentos! Eu sou de 78, então cresci vendo a Patricia Amorim como “a” nadadora brasileira. Mesmo assim, minha compreensão sobre o que ela representou não era tão clara em relação ao nível a que ela conseguiu chegar. A impressão que eu tinha era a de que a Patrícia era uma excelente atleta, que contava com a torcida do Brasil inteiro (para o senso comum era ela ou mais ninguém), mas estava um degrau abaixo das estrangeiras. Pelo que percebi do post, ela nadou sim em alto nível.
    Grande história! – e o melhor de tudo é que tem mais.

    • rcordani
      26 de fevereiro de 2013

      Mauricio, valeu pelo comentário. E se você nasceu em 1978 é mais provável que a Patrícia que você lembra é a da segunda parte. Vamos ver se bate.

  14. Ricardo Mota
    27 de fevereiro de 2013

    Já assisti várias vezes, nos idos da década de 80, os duelos Patrícia Amorim x Cristiane Pereira. Era muito emocionante. A disputa era tão acirrada que parecia que elas estavam fazendo nado sincronizado acelerado.

  15. Pingback: Patrícia Amorim: a nadadora. Epílogo Parte II | Epichurus

  16. Pingback: Retrospectiva de um ano de Epichurus | Epichurus

  17. Pingback: Atento, curioso e fascinado | Epichurus

  18. Christiane Pereira
    22 de novembro de 2013

    Boa tarde, agradeço a lembrança da minha carreira. Contudo há alguma imprecisões em seus relatos. Se assim desejar posso por email ajuda-lo a esclarecer alguns fatos narrados que estão equivocados. Grata.

  19. Pingback: Até 2014. « Epichurus

  20. Pingback: A despedida | Epichurus

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