Epichurus

Natação e cia…

Um pico por ano? Ou: as lições do atletismo e o fuso horário em Kazan.

Muita gente notou a piora nos tempos da maioria dos nadadores brasileiros entre o Pan de Toronto e o Mundial de Kazan. Lelo Menezes, nadador das antigas, atribuiu essa piora à priorização errônea, ou seja, esses nadadores teriam priorizado o Pan ao invés do Mundial. Patrick Winkler, da Swim Channel, preferiu ver o lado positivo dos resultados, mesma linha adotada pela Carolina Moncorvo na Yesswim. Minha opinião vou dar lá embaixo, mas antes disso vamos recuar uns 30 anos.

A olimpíada de Los Angeles 1984 marcou o auge de dois dos maiores brasileiros de todos os tempos: Joaquim Cruz ganhou o ouro nos 800m rasos (com recorde olímpico) e Ricardo Prado ganhou a prata nos 400m medley. O feito extraordinário desses gênios percorreu no entanto caminhos muito diferentes antes e depois dos jogos: enquanto Ricardo Prado nadou os 400 medley para valer APENAS UMA VEZ no ano de 1984, Joaquim Cruz correu NOVE vezes os 800m rasos, conforme a tabela abaixo.

JCruz_provas_1984

O exemplo acima ilustra o fato de que, se na natação da década de 80 os nadadores trabalhavam para atingir UM PICO POR ANO, o pessoal do atletismo já trabalhava por faixas temporais de algumas semanas nas quais o atleta tentava várias vezes atingir o auge. Veja que após os Jogos, enquanto Prado pegou a prata e veio para o Brasil de férias aquáticas (trabalhou no marketing, porém), Joaquim guardou o ouro e foi para a Europa, onde obteve uma sequência impressionante de três provas ainda em Agosto, nos dias 22, 24 e 26, culminando com o extraordinário tempo de 1:41.77 em Köln, quando não bateu o lendário recorde mundial do britânico Sebastian Coe por apenas 4 centésimos. O tempo de Joaquim Cruz em Köln não é apenas muito melhor do que o seu próprio tempo dado nas olimpíadas 20 dias antes, como hoje, mais de 30 anos passados, só foi superado por mais TRÊS corredores além de Coe.

Essa sequência de picos concentrados em um período de tempo é tradição do atletismo desde aquela época (e continua até hoje). Veja a inacreditável sequência de DEZ provas em 2012 de David Rudisha (sendo OITO DELAS EM TRÊS MESES), o fenômeno queniano que detém o recorde mundial e seis dos oito melhores tempos all-time dos 800m rasos:

DRudisha_2012

(Aliás, a final olímpica de Rudisha do dia 09-08-2012 é considerada por muitos especialistas como a melhor performance olímpica de Londres 2012, não só no atletismo mas em todos os esportes! assista essa prova aqui)

David Rudisha comemora após obter uma das maiores performances atléticas de todos os tempos.

David Rudisha comemora após obter uma das maiores performances atléticas de todos os tempos.

O fato de os atletas do atletismo alcançarem vários picos por temporada não passou despercebido pelo Pancho já na década de 80. Ele lutava (em vão) contra a cultura brasileira da época que era de fazer UM PICO POR ANO (e que depois com o fortalecimento do Finkel a partir de 89 passou a dois picos por ano).

Quando eu parei de nadar na década de 90 a cultura ainda não havia mudado totalmente, estava mudando, mas hoje em dia o conceito é bem diferente. Os atletas de natação modernos seguiram os passos do atletismo e hoje em dia muitos programas de treinamento incluem três ou quatro objetivos, e para cada um deles pode haver um período estendido para dar os melhores tempos, como fizeram Cruz em 1984 e Rudisha em 2012.

Expoentes dessa forma “moderna” de treinamento de natação são vários: Katinka, Le Clos, Manadou, Ledecky e até a nossa Joanna Maranhão. O desafio é acertar o pico dos picos na hora certa, qual seja, a final do mundial (ou para o ano que vem a final olímpica).

Tudo isso para dizer que nadar o Pan muito bem e depois o mundial de Kazan ainda melhor não era uma ideia descabida.

O que ocorreu a foi um erro de planejamento que permitisse uma aclimatação maior ao fuso horário e o descanso das viagens aéreas. O Pan terminou em 18 de julho e o Mundial começou dia 02 de agosto, apenas duas semanas depois, e os nadadores se atolaram entre viagens Canada-Brasil, depois Brasil-Portugal e depois Portugal-Russia. Quando chegaram em Kazan a menos de 3 dias para o início do mundial, após uma noite inteira dormindo entre malas, vôos e chãos de aeroporto no trecho Lisboa-Moscou-Kazan, não houve tempo para uma aclimatação adequada e muito menos adaptação ao fuso horário. E não tem NADA pior do que você não dormir bem e ter que encarar o Ryan Lochte no dia seguinte!

Então infelizmente para boa parte dos nossos atletas a estratégia de dois picos (que repito, não é ruim) acabou indo por água abaixo devido ao erro da escolha dos locais e vôos entre Toronto-Brasil-Russia, e no fim 80% dos tempos foram piorados.

Mas não estamos aqui para lamentar os erros passados, e sim aprender com eles. No ano que vem os atletas terão que estar no pico no Maria Lenk (abril) e depois nas olimpíadas em agosto, mas não haverá fuso horário, viagens e aclimatação.

Então que os nossos nadadores consigam aquilo que (como diria João Nogueira) separa os homens dos meninos: atingir o auge na final olímpica, como fizeram Prado e Rudisha!

Sobre rcordani

Palmeirense, geofísico e nadador master peba.

30 comentários em “Um pico por ano? Ou: as lições do atletismo e o fuso horário em Kazan.

  1. LAM
    28 de setembro de 2015

    boa Renato, um pouco de luz nestes tempos de eclipse dos colunistas

    • rcordani
      29 de setembro de 2015

      Grato LAM, se bem que o eclipse aqui ficou meio escondido pelas nuvens.

  2. Paulo Cezar Braga
    28 de setembro de 2015

    Parabéns pelo texto, boa reflexão. Aproveitando o personagem, a biografia do Joaquim Cruz que saiu este ano me surpreendeu. Gostei muito da sua história, recomendo.

    • rcordani
      29 de setembro de 2015

      Valeu Paulo Cezar, a biografia é o “Matador de Dragões”, né? Vou ler!

      • Paulo Cezar Braga
        29 de setembro de 2015

        Este mesmo! O texto em si não é lá estas coisas, mas achei muito interessante a ida dele pros EUA, pra estudar no Oregon e se preparar melhor.

  3. Eduardo Hoffmann
    28 de setembro de 2015

    Muito interessante. Relevantes pontos.

  4. Julio Rebollal
    28 de setembro de 2015

    Boa RJC!

    Esse foi um dos assuntos discutidos entre os PEBAS em RP.

    Essa falta de planejamento lembrou-me do hotel que ficamos hospedados por 15 dias, em Recife, como treinamento para a Olimpíada de Seul.

    General Custer e Munhoz ouviram os relatos feitos por mim e pelo Ramalho na sorveteria da Jô. Desastre total!

    Quanto ao Joaquim Cruz e ao Pradinho, tive a rara oportunidade de assistir as duas provas em LA 84. Espetaculares!!

    • rcordani
      29 de setembro de 2015

      De facto, o lance dos todinhos no convento deve ter sido bizarro!

  5. Julio Rebollal
    28 de setembro de 2015

    Para completar: chegamos em Seul 07 dias antes da competição. 25 horas de viagem, 24 horas de fuso.

    É só fazer as contas…

    • rcordani
      29 de setembro de 2015

      Opa, 24 horas de fuso seria um sonho (por ser igual a não-fuso), creio que o fuso de Seul seja 12 horas, esse sim o pior de todos. Eu reputo a má atuação de Seul a isso, impossível nadar em nível olímpico com o corpo totalmente fora de hora…

      • Julio Rebollal
        29 de setembro de 2015

        Perdão 12 horas. Obrigado!!

  6. Lelo Menezes
    28 de setembro de 2015

    Interessante a teoria e a mesma faz sentido para explicar os maus resultados em Kazan. Seria perfeita se Kazan fosse exceção, mas infelizmente não é. Desde sempre os brasileiros, na sua maioria, não surpreendem positivamente em Olimpíadas e Mundiais. Na minha cabeça a explicação é outra embora tão simples quanto: 80% dos nadadores da elite brasileira não focam no Mundial. Não focam em Olimpíada. Focam em chegar lá. Diferença que parece sutil, mas é gigantesca. Gasta-se toda a energia física e principalmente a psicológica para fazer a seleção. Depois de alcançado o difícil objetivo, é natural um certo acomodamento e o inevitável pensamento de “o que vier agora é lucro”. Só os fenômenos (Cielo, Pereira, Borges, Romero, Scherer, Fratus, etc) não passam pelo “turmoil” do processo seletivo e portanto tem o privilégio de ter 100% de foco nessas grandes competições, aumentando consideravelmente a chance de melhores resultados.

    O grande mistério pra mim continua sendo a priorização do PAN por atletas que tem chances reais de medalha em Campeonatos Mundiais. Realmente não consigo, racionalmente, explicar como um atleta desses, junto com sua comissão técnica, prioriza o Panamericano.

    Sei que vai ter nego falando “Pô, você não entendeu que hoje em dia tem o tal pico duplo que teoricamente garante bons resultados em duas competições em curto espaço de tempo?” Eu respondo que sim, entendi, como entendo que não é novidade, os americanos o fazem a décadas. A diferença é que no caso dos gringos é um processo obrigatório ou o cara não vai para as Olimpíadas/Mundial. Diferente do caso dos brazucas atuais. Eu assisti os Jogos Panamericanos e só escutei dois atletas garantindo que o foco era o Mundial (o Fratus e o Léo de Deus). O resto parecia fazer do PAN a competição mais importante da temporada.

    Pra mim a coisa é muito simples e me lembra o fim da década de 80, anos áureos do amadorismo saudoso da nossa natação. Eu nadava o Campeonato Paulista e logo depois o Julio Delamare. Eu queria nadar bem ambas as competições, mas meu foco absoluto era o Julio Delamare. Eu até descansava um pouco pro Paulista e invariavelmente nadava bem a competição, mas sempre, sempre, nadava melhor o JD.

    Priorizar o Mundial não significa morrer afogado no Panamericano. Da pra nadar bem os dois, mas o foco, para quem não é PEBA, tem que ser 100% MUNDIAL. Não parece que isso acontece com a atual geração. O que parece pra mim é que tentam detonar no PAN e depois no MUNDIAL o que vier é lucro!

    • felipecasas
      28 de setembro de 2015

      um duvida de um leigo admirador da natação…

      Lelo, isso não é reflexo de uma cultura brasileira? daquela coisa que brasileiro nao gosta de esportes, gosta de quem ganha! e por isso, ao longo dos anos, os jogos panamericanos viraram uma competição supervalorizada. ou mesmo um “raia rapida”, que é uma competição legal, bacana mas nada de mais e é anunciada como “4 potencias mundiais” pela rede globo. perai.. o brasil é potencia mundial na natação? mesmo? o brasil tem otimos nadadores mas de forma isolada, creio eu.

      voltando… pro nadador (o cara purista mesmo) que cai na agua, obviamente um mundial e olimpiadas seriam o maior objetivo possivel mas pro profissional (que quer reconhecimento financeiro, publico, etc) o pan é um objetivo mto mais paupavel e com um retorno melhor. e infelizmente isso se tornou uma quase regra.

      lembro de uma entrevista do gustavo borges ao joao gordo (sim, o joao gordo), onde ele falava que o pan e as olimpiadas eram as competiçoes mais importantes! e eu pensava “como o maior idolo do esporte me deixa o mundial de fora no nível de importancia?”.

      essa coisa do mister pan, por exemplo! po, é legal e tal mas não é mto exagerado?

      ou as comparações em meios totalmente nao especializados, que fizeram pré pequim entre o phelps e o thiago pereira (esse pos vitorias no pan do rio)… comparações totalmente descabidas

      E fazendo um paralelo mais amplo sobre isso.. pego um pedaço de uma entrevista do flavio gomes, da fox sports:

      “O que mais me incomoda na cobertura esportiva brasileira é o “pachequismo” que contamina quase todo mundo quando se tem Brasil na parada. Especialmente a Globo, que vende qualquer esporte como se tivesse sido concebido para brasileiro ganhar. Onde não tem brasileiro, não tem esporte. Gol da Champions, só se for de brasileiro. Surfe, só se brasileiro for campeão do mundo. Tênis, idem. E por aí vai. Domingo de manhã é um horror, tem torneio de peteca, desafio mundial de futebol de areia, copa intercontinental de vôlei de praia, mundialito de futsal, campeonato universal de asa-delta, meia-maratona de Itapecerica da Serra. Tudo para tocar vinhetinha Brasil-sil-sil, uma babaquice monumental.“

      Concluindo.. sendo assim, não se criou que é melhor ser medalhista panamericano com certeza do que brigar por medalha num mundial?

      abraços

      • Lelo Menezes
        28 de setembro de 2015

        Bons pontos Felipe! O que eu acho é o seguinte: A decisão de priorizar o PAN é claramente comercial. Desde quando eu nadava, os principais nadadores já falavam do PAN como um cofrinho de dinheiro. Aparentemente até hoje os nadadores acham que a grana vem do PAN. Só que eu acho que estão errados. Acho que para comercializar um atleta dá na mesma apresenta-lo como medalhista do PAN ou Finalista de Mundial. No Brasil o Apelo é baixo tanto de um quanto do outro. Um bom exemplo disso é que perguntei aqui na empresa quem sabia quem era Thiago Pereira e a maioria esmagadora não sabia quem era o cara. Impressionante! A maioria não sabia quem era o maior medalhista da história do PAN. Qual o Marketing real desse cara?

        Você sabe me dizer quem são: Marcelo Suartz, Augusto César Lima, Douglas Brose, Valéria Kumikasi, Andressa Alves, Jéssica Maier, Ana Paula Ribeiro, Henrique Teixeira, André Soares, Felipe Borges, Elaine Barbosa, Daniela Piedade, David Moura, Joice Souza, Arthur Mendes, Marcel Sturmer, Thiago Monteiro, Cassio Rippel, Patricia Freitas, Julio Almeida, Célia Coppi…

        Pois é, nem eu sabia. Tive que procurar na Internet. Todos são brasileiros campeões panamericanos em 2015 em diversos esportes. Ou seja, nós que somos “amantes” do esporte não sabemos nem mesmo os campeões do Panamericano que aconteceu outro dia, imagina as edições passadas.

        O Marketing esportivo (com exceção do futebol e talvez do vôlei masculino) só serve para praticantes e amantes daquele esporte. Uma propaganda com o Thiago Pereira me chama a atenção e chama a atenção dos milhares de outros nadadores e ex-nadadores. Pra gerente da minha equipe aqui, que nem sabe quem é o Thiago, não importa se o narrador chama-lo de Campeão Panamericano ou de “Um dos melhores nadadores do mundo”. Ela vai continuar preferindo uma propaganda com o Gianecchini.

        E ressalto mais um ponto. Muitos desses nadadores que “priorizaram” o PAN de 2015, já eram medalhistas em edições anteriores, ou seja, o CV já tá carimbado.

        Ahh, e pra quem não reconheceu ninguém da lista acima, tem um nadador no meio… Pegadinha pra ver como a gente conhece pouco os campeões panamericanos…

      • rcordani
        29 de setembro de 2015

        Felipe, eu concordo contigo sobre a importância do Pan, relativizada pelo que o atleta consegue nas olimpíadas. Essa entrevista do Gustavo no João Gordo deve ter sido antes da prata de Barcelona, senão não faria muito sentido, afinal, o PAN só é mais importante para aqueles que não conseguem medalha olímpica.

        Com relação ao pachequismo, concordo com você e o Flavio Gomes, escrevi sobre isso outro dia no caso Érika Miranda / Majlinda.

    • rcordani
      29 de setembro de 2015

      Lelo, vou ficar com a sua primeira frase “Interessante a teoria e a mesma faz sentido para explicar os maus resultados em Kazan.” Era essa a proposta…

      • felipecasas
        29 de setembro de 2015

        Lelo, valeu pela resposta!

        e Renato.. foi antes de sidney! ou seja, ele ja era o maior nome da natação brasileiro ate entao! logico, ele se referia a natação como um todo, o foco era o pan e olimpiada. e realmente, naquela epoca nao se ouvia e via, mta coisa a respeito de mundial!

  7. Antonio Carlos Orselli
    28 de setembro de 2015

    Vamos ver, se, pelo menos, o pessoal se prepara para nadar finais às 23:00 horas. O que, para o tipo de planejamento brasileiro, já será alguma coisa.

    • rcordani
      29 de setembro de 2015

      Correto, 23 começa e vai até uma da manhã! Que se preparem para isso!

  8. Rodrigo M. Munhoz
    28 de setembro de 2015

    Boa, Renato.
    Acho que a combinação dois picos com viagem não otmizada pode ter realmente contribuído negativamente. O que importa nesse caso é o aprendizado, para que melhorem o planejamento para a próxima vez, que eventualmente virá.
    O que acho interessante é que na nossa época se reclamava muito que a elite da natação não viajava o suficeiente e por isso não ia a tantas competições de alto nível. Hoje sei que já tem vários atletas estressados com o grande número de competições internacionais seguidas e com os longos períodos fora de casa.
    Sinal dos tempos. Será que esse “problema” persistirá, mesmo em face do dinheiro acabando?
    Abraços!

    • rcordani
      29 de setembro de 2015

      “Atletas estressados com o grande número de competições internacionais seguidas e com os longos períodos fora de casa”? Sério? Não creio, se fosse seria melhor trocar de profissão, não é?

  9. Lelo Menezes
    28 de setembro de 2015

    O que importa é o aprendizado vírgula né?! Por moleque de 20 anos tudo bem. Pro cara no fim de carreira esse aprendizado saiu caro pra casseta!

    • rcordani
      29 de setembro de 2015

      Aprendizado do setor de planejamento da CBDA que, no fundo, foi quem fez a bobagem.

    • Rodrigo M. Munhoz
      29 de setembro de 2015

      Lelo,
      Não temos máquina do tempo ainda. Depois de erros, tudo que resta além do dano é o aprendizado…

  10. anonimo
    29 de setembro de 2015

    nadador e muito fresco. não pode nem encostar no ombro que o cara reclama. baseball por examplo, joga-se 162 jogos em 26 semanas. ciclismo como tour de france, pedalam 18 dias consecutivos onde a maioria dos esta’gios sao pra la’ de 100km. além do nu’mero imenso de competicoes qualificatorias durante o ano, tenis viajam direto e jogam intensamente o ano todo. e ai vai…

    • rcordani
      30 de setembro de 2015

      Oi anônimo, beleza? Você já parou para pensar que se todos os nadadores tem esse comportamento pode ser devido não a uma característica de grupo mas sim a uma característica do esporte? Natação é um esporte muito sensível.

      Se você olhar o desfile de abertura de qualquer olimpíada você vai ver muitos atletas de todos os esportes, menos natação. Um nadador não pode se dar ao luxo de ficar 5-6 horas em pé na semana da competição, já para outros esportes isso não é problema.

  11. Fabio Massuia
    2 de outubro de 2015

    Na minha visão, o conhecimento sobre a fisiologia do exercicio e as técnicas de treinamento evoluiram e podem permitir os atletas a terem vários picos ao longo do ano, mas precisa ter atitude, tem que querer ter esses resultados e treinar forte. A Katinka consegue ter bons resultados em várias competições, não acredito que ela seja única do ponto de vista fisiológico, mas tvz seja uma das poucas com a atitude para querer isso.
    Pegando um trecho dos comentários do Lelo, “…80% dos nadadores da elite brasileira não focam no Mundial. Não focam em Olimpíada. Focam em chegar lá…” eu lembro de uma prova (200m livre masculino), acho que foi em Pequim 2008, um dos atletas nadou e fez um tempo ruim, até aí, pode ter acontecido uma infinidade de coisas e seria até aceitável, mas o que deixou muito chateado foi a entrevista dele após a prova, não lembro exatamente as palavras que ele usou, mas foi algo assim; “O tempo não foi o meu melhor, não sei muito bem o que aconteceu, mas o importante foi ter vindo até aqui e ter encontrado algumas pessoas que não via há algum tempo…” Peraí!? O importante foi ter ido e encontrado amigos? Eu poderia aceitar qquer desculpa, menos essa, estava acordado vendo a competição e torcendo por ele e pelos outros e o cara me responde isso!?
    Enfim, a CBDA errou o planejamento, agora temos menos de um ano para nos preparar para fazer finais após as 22h00. Cade o calendário do Open e Maria Lenk? Já estão pensando em fazer isso? Afinal são as duas seletivas que teremos e os Australianos já estão se preparando.

    • rcordani
      6 de outubro de 2015

      Grato Massuia, mas acho que o Lelo exagera na questão, na minha opinião eles focam sim no mundial em si, e tem atitude. É que o resto do mundo também tem, e é uma competição dificílima, não podemos pretender ganhar sempre. Os mais talentosos (inclusive no quesito aguentar o tranco olímpico) acabam chegando lá, como o Cielo e o Thiago. Tomara que mais nadadores brasileiros consigam quebrar esse lacre, mas não é fácil.

      Nas olimpíadas podemos nos beneficiar do fator casa, nos acostumar direitinho com o horário e chegar em ponto de bala, né? Acho que o fator “equipe” será crucial para o Brasil em 2016.

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