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Natação e cia…

Ribeirão Preto: Mais Pebas que Nunca!

Nada poderia impedir estes Pebas de irem ao XX Torneiro Aberto Brasil Masters de Natação em Ribeirão Preto… Exceto talvez coisas como família, filhos, esposas e ex-esposas, viagens de férias, cirurgias de pequeno e grande porte, processos cíveis e criminais ou total falta de treinos nos últimos meses. Resumindo, isso significa que, dos 23 Pebas em território nacional 12 se inscreveram e só 10 compareceram. E o esperado embate com o Lelo e Renato nos 50 peito nem aconteceu (um não veio, outro nem nadou a dita prova). Nada muito surpreendente, dados que os planos declarados no final de abril não eram lá tão auspiciosos… Mas isso é apenas uma das muitas contradições que nos cercam.

A equipe PEBA, que se reuniu no Pinguim do centro de Ribeirão na sexta a noite, estava disposta a dar tudo nessa tradicional e disputada competição anual. Ou na verdade, não exatamente tudo, até porque o nosso mote dessa vez era “100% Só no Parmegiana” em referencia ao desafiador filé do Bar do Nelson – iguaria típica do almoço de sábado ribeirãopretano.

Os leitores do Epichurus podem lembrar que esta é a única competição que vamos oficialmente como uma equipe – a qual varia anualmente em tamanho e qualidade. Neste ano, tivemos um reforço agradável e importante: Nosso amigo Julio Cesar Rebollal Rodriguez Lopez – vindo diretamente de BH, envergou a camisa amarela pela primeira vez e abrilhantou o evento com sua natação, suas ótimas histórias e bom humor constante.  Também tivemos por ali: Renato Cordani, Luis Alfredo Mader, Marco Tulio Fumis, Ricardo Bonotti, Alexandre Miyahara, Rodrigo Barros, Aymar Almeida e Ricardo Minguez, além deste escriba. Encarando uns 400 outros atletas masters, em provas de 50, 100 e 200, claro.

A competição teve um bom nível técnico em várias provas, como sempre: É claro que é sempre impressionante ver vinte e nove recordes sul-americanos e trinta e sete recordes brasileiros Masters quebrados em dois dias. Mas, pra mim o mais legal foi o recorde mundial do Edilson Silva Junior nos 50 Costas 45+ com 26″62. Com objetivos muito claros e nadando pela Cia Athletica de Belém, acho que ele foi um dos caras que veio de mais longe. E me parece que valeu a pena, pois ele também bateu o recorde sul-americano de 50 Borbo e o brasileiro de 50 Livre. Um dos precursores brasileiros no nado submerso com golfinhadas, Edilson mostrou que ainda é excepcionalmente veloz nessas épocas de Ryan Lochte. Pensando melhor, o cara nadou muito mesmo e deveríamos ter lhe pago o filé no Nelson, aproveitando que ele se juntou aos Pebas no almoço! Fica pro próximo ano.

Apesar desse show de resultados, algo foi um pouco mais Peba do que o normal nesse ano. Até que medalhamos ok, com 3 de ouro, 5 de prata e 2 de bronze, mas depois de meses de dedicação nos treinos de vários componente do nosso time, tivemos uma performance destes… Pior ainda… Em parte, isso se explica pelo nosso envelhecimento natural, mas pra aqueles que nadam o nobre estilo clássico,isso foi mais doloroso: Aparentemente, o nado de peito tem evoluído fortemente, enquanto nosso estilo “bonito dos anos 80” parece patinar cada vez mais. Ou seja, quanto mais treinamos, mais Peba ficamos devido as nossas “ferramentas arcaicas”.

Em casa hoje, estou (e estou certo de não estar sozinho nisso) ainda pensando se valeria a pena investir tempo e paciência no aprendizado desse novo estilo de peito. O “sim” pareceria a resposta segura e certa, mas não é tão simples assim. Sinto que estamos um pouco velhos e rabugentos demais para mudar algo tão profundamente enraizado no nosso nado. Além do mais, não tenho certeza de que nosso corpo se adaptaria ao novo estilo, mais apoiado no tronco e braços, o que claramente exige mais força e musculatura… Que fique claro que eu não acho (como disse o Lelo), que “assassinaram o estilo de peito”, mas talvez seja mais fácil simplesmente mudar a escolha de provas, como alguns aliás, já vêm fazendo. Por outro lado, não vai ficar mais fácil nunca e talvez a hora seja agora. Embora tenhamos demorado pra admitir, até que seria legal obter tempos um pouco melhores, como estamos vendo alguns Masters concorrentes fazerem, apesar da idade que avança. Essa história certamente não termina aqui. Dicas e sugestões são bem vindas.

Highlights:

  • Parmegiana do Bar do Nelson, Chopp do Pinguim no calor de Ribeirão e
    croquetes do Empyreo (como sempre)
  • Banda Undercover no Vila Dionísios
  • Histórias epicurísticas de aventuras pós-Olímpicas do Rebollal e Ramalho (A história do Hawaii mereceria um post)
  • Café da Manhã do Araucária
  • Torcida Peba recebendo reconhecimento da locutora do evento

Lowlights

  • Parmegiana do Nelson vencendo o Renato
  • Tiozinho tocando RC na piscina (como sempre)
  • Calor demais
  • Comemos demais
  • Pebas em 10o entre as equipes médias – mais Pebas que nunca
 (mais fotos serão adicionadas a este post durante o dia, fiquem ligados)

Sobre Rodrigo M. Munhoz

Abrace o Caos... http://abraceocaosdesp.wordpress.com

25 comentários em “Ribeirão Preto: Mais Pebas que Nunca!

  1. rcordani
    21 de setembro de 2015

    Mais um ano, mais histórias construídas, e a tradição is ON. E nesta semana, apenas obtenção de vitamina D e beach tenis ON?

    • Rodrigo M. Munhoz
      21 de setembro de 2015

      Claro! Apesar da overdose de Vitamina D de Ribeirão, lembre-se do que nos foi dito no fim da competição: “Temos um nome a zerar!!”.
      Tradition!

      • rcordani
        21 de setembro de 2015

        E no quesito “histórias do Ramalho e Rebollal” menção honrosa para aquela do Ramalho segundo a qual eles estavam pegando onda no Hawaii e veio uma onda tão grande mas tão grande mas tão grande que o dia virou noite!

      • Luiz Alfredo Mäder
        21 de setembro de 2015

        conheço esta história a mais de um quarto de século e a cada ano o narrador se lembra de mais detalhes, memória impressionante deste guri
        😉

  2. Ricardo Bonotti
    21 de setembro de 2015

    Foi um ótimo final de semana!
    Mais PEBAs do que nunca é a melhor definição do nosso desempenho!!!

    • Rodrigo M. Munhoz
      21 de setembro de 2015

      Sim, Champs. Acho que o sol forte atrapalhou um pouco também 🙂

      • Luiz Alfredo Mäder
        21 de setembro de 2015

        Parece que o Christian Carvalho havia cantado esta bola com antecedência:
        “Você fica ali sentado olhando o bar e a piscina RECReAtiva e pensa – vou fazer uns 30″…
        depois de algum tempo e temperatura você repensa – vou fazer uns 35″…”

    • Francisco Lemos
      21 de setembro de 2015

      opa Bonotti, como faz pra entrar nessa equipe Peba…

      • rbonotti
        21 de setembro de 2015

        Grande Fran!!
        Seu irmão veio falar com a gente lá!
        É só se inscrever na competição de Ribeirão ano que vem e colocar “PEBA” como equipe!!!
        Se vc conseguir sair de Boipeba pra vir nadar será demais!
        Abração!

    • Fernando Cunha Magalhães
      29 de setembro de 2015

      Pelas fotos, avaliei que o Bonotti foi o único PEBA que melhorou a forma física de um ano para outro. Parabéns Champs!

      Quanto ao LAM… peloamordedeus, que bigode é esse??? Já que é para usar, pelo menos dá uma ajeitada no moustache.

  3. Danilo
    21 de setembro de 2015

    Muito bom ! Parabéns aos Pebas, espero ano que vem estar presente …

    • Rodrigo M. Munhoz
      21 de setembro de 2015

      Valeu, Danilão.
      Já ouvimos essa história, mas tenho CERTEZA ABSOLUTA que no ano que vem vai dar certo e você vai conseguir! Abrtz!

  4. Alvaro Pires Vreco
    21 de setembro de 2015

    Bacana o relato e as fotos Munhoz. Parabens a vcs por manterem esta tradicao. Os tempos do Edilson foram sensacionais mas as medalhas c certeza nao foram o mais importante. Abs

    • Rodrigo M. Munhoz
      21 de setembro de 2015

      Sim, Vreco – o Edilson estava voando! Não sei como consegue… isso porque não se sentiu bem pra ir ao Mundial!
      Mas certamente os metais são apenas um detalhe nessa história dos Pebas. Um dos próximos desafios, do qual falamos em Ribeirão por sinal, será organizar o próximo campeonato mundial Peba de Jacaré… Fiquem ligados!

  5. Barros
    21 de setembro de 2015

    Nadar em Ribeirão pela equipe PEBA é maravilhoso! Um final de semana para esquecer os problemas da cidade grande e estar ao lado dos amigos. Poder sentir um pouco do clima de competição também faz bem para o corpo e para a mente. Ano que vem estarei lá pelo sexto ano consecutivo para competir, comer, beber e me sentir feliz. Abs

    • Rodrigo M. Munhoz
      21 de setembro de 2015

      Barrão, contamos sempre contigo – até porque eu e você somos os únicos Pebas a terem comparecido nas 5 últimas edições consecutivas. No ano que vem, mais uma chance de ganhar do Champs no 50 costas, então, vê se treina!
      Apalagalação e até breve, ok? 🙂
      Abratz!

    • rcordani
      21 de setembro de 2015

      De slow skin?

  6. Julio Rebollal
    22 de setembro de 2015

    Prezados amigos, gostaria que alguém me explicasse como eu poderia resistir ao suborno oferecido pelo Cordani?

    Além do alto valor da propina, descobri que existe uma mensagem subliminar nesse blog que diz: “100% só no parmegiana.” Assim, rapidamente me vendi por uma camiseta!

    Logo me senti em casa junto à colegas militares como eu: General Renato “Jesus” Cordani, General Emiliano LAM Zapata, General George Armstrong Mader Custer (os dois últimos apareciam alternados dependendo do nível de oxigênio no meu cérebro!), Capitão Ghost Medley Relay Bonotti e o Capitão Morrimento que, inexplicavelmente, só aparecia no final das provas dos PEBAS!!

    Confirmo aqui a história do Ramalho: as ondas em Pipeline eram tão grandes que o dia virou noite, principalmente depois da primeira onda que ele tomou na cabeça!!

    Confesso que amarelei para as ondas, mas isso ainda é melhor do que amarelar para um bife!

    Caros amigos, foi uma honra defender o PEBA. Agradeço a oportunidade e aguardo o WPJC.

    Realmente foi um final de semana fantástico: bons amigos, boa comida, boa música no Dionísio e boas histórias. Quanto à natação, bem…como alguém já escreveu por aqui: daqui há 20 anos só vamos lembrar dos amigos!

    Forte abraço!

    • Rodrigo M. Munhoz
      22 de setembro de 2015

      Boa, Julio! Ainda bem que você aceitou a propina e veio se unir ao front Peba!
      Quanto ao póximo campeonato de jacaré: iremos mante-lo informado, na verdade o general já está monitorando os swells do Atlantico sul, e assim que ele notar a chegada de ondas que tapem o sol, irá convocar Pebas jacarezeiros por aqui!
      Foi um muito legal te ver e espero que tenha sido só a primeira.
      Abrtz!

    • Fernando Cunha Magalhães
      29 de setembro de 2015

      Sensacional a inspiração do Julinho para falar dos Generais.
      Quanto ao Havaí… o Zequinha também estava lá???
      Melhor não arriscar, de qualquer forma, não aparece nas várias fotos do acervo do Edu De Poli que estão na pasta ali na gaveta ao lado.

  7. Adriana Mendes
    23 de setembro de 2015

    Comentei exatamente isso com uma amiga, como é bonito ver o nado peito dos anos 80, enquanto vc e o Cordani nadavam os 200. Quanto a melhorar os tempos, talvez seja melhor chegar esticado, com estilo lindo e jurássico, do que esforçar-se para mudar o que você, sabiamente, diz estar enraizado. Não esquecendo, afinal, que nós “temos um nome a zerar”. Bj

    • Rodrigo M. Munhoz
      24 de setembro de 2015

      Adriana,
      Foi muito bom te rever em Ribeirão! E parabéns pelo retorno as piscinas!
      Quanto ao nosso jurássico estilo anos 80, obrigado pelo elogio. E talvez você esteja certa: Podemos manter a desculpa do estilo e ir assim “zerando nosso nome” com bastante eficiência certamente. Ou já posso imaginar que, depois de muito esforço, aprenderemos e começaremos a nadar no estilo novo… mas vamos chegar morrendo e em último no fim de cada prova…Seria derrota total!
      Ah, essa busca busca do conhecimento e seus riscos! Tenho que pensar mais a respeito.
      Beijos!

  8. Luiz Claudio Toledo
    2 de outubro de 2015

    Parabéns Munhoz, belo relato do torneio!!! Venho acompanhando este desde outros anos, porém ver meus companheiros de clubes, Renatão (CPM), Tulião (ECP) e Julinho (Mission Viejo), reunidos a todos vocês me trouxeram lembranças maravilhosas de épocas vividas, e pela primeira vez, desde que encerrei minha amadora carreira esportiva, e olha que faz tempo, senti muita vontade de participar deste evento. Me passem diretrizes de como participar!!! Alguem treinando perto do morumby querendo um sparring partner de baixo nível ???
    Abrxx à todos

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