Epichurus

Natação e cia…

2 centésimos

Um corpo que se desloca a uma velocidade de 1,40m/s percorre 2 cm em 2 centésimos de segundo.

Nadei os primeiros 100 metros mais de 1 segundo mais rápido que na tentativa anterior, senti o esforço e vi o Teófilo, que havia passado cerca de um corpo atrás, crescendo na prova. Na virada dos 150m, já estava muito cansado e desisti da disputa. Diminui muito meu ritmo para não puxar o adversário que nadava contra o meu tempo”. Essas palavras são de Cassiano Leal em seu relato sobre a prova de 200m livre no último dia, da última seletiva para os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, realizada na piscina do Fluminense no Rio de Janeiro.

21 anos se passaram e há poucas semanas encontrei o dirigente Tetê, alcunha de Teófilo Laborne Ferreira, em Curitiba. Acompanhava a equipe do Minas Tênis Clube num Campeonato Brasileiro de Juvenis. Nunca ouvira a versão dele e curioso, perguntei sobre aquela tarde-noite de 1992. Ele respondeu com uma pergunta: “você sabe que eu não ia nadar, né?” – não sabia.

Para que o leitor entenda o contexto de “desisti da disputa” e “você sabe que eu não ia nadar, né?” é preciso explicar: a CDBA definiu os critérios de convocação para as Olimpíadas com bastante antecedência. Medalhistas de provas individuais no Pan de Havana em 1991 estariam garantidos – foi por muito pouco que isso não deu uma baita confusão – e, além disso, foram fixados índices que poderiam ser obtidos em piscina longa até a data da seletiva do Fluminense, foi quase um ano de tentativas.

Cassiano não era o mais talentoso da nossa geração, mas a partir do seu amor pelo esporte tornou-se um obstinado. Nas categorias de base teve seu trabalho dificultado por ser do dia 31 de dezembro e mesmo assim frequentou várias finais nas provas individuais e pódios integrando as fortes equipes de revezamentos do Pinheiros em campeonatos brasileiros. A partir de 1987, quando começou a trabalhar com o técnico Alberto Klar passou a dedicar-se às provas de 200m e 400m livre. Dedicou-se ao extremo e chegou à elite. O Pan de Cuba foi sua primeira participação na Seleção Brasileira.

Teófilo também estava em Cuba, também estava em sua primeira participação na seleção principal, embora já houvesse estado no topo do pódio em campeonatos brasileiros e integrado seleções juvenis.

Delegação brasileira nos Jogos Panamericanos de Havana. Cassiano é aquele mais acima, Teófilo é o 4o da esquerda para direita.

Delegação brasileira nos Jogos Panamericanos de Havana. Cassiano é aquele mais acima, Teófilo é o 5o da esquerda para direita.

En La tierra del Comandante Fidel eles conquistaram junto com Gustavo Borges e Emanuel Nascimento a prata no revezamento 4x200m livre. Voltaram ao Brasil com a carreira em um novo patamar e habilitados a viver o Sonho Olímpico.

Mais seis meses de muito treino e chegávamos ao Troféu Brasil de Belo Horizonte. Assisti a final dos 200m livre de camarote, já que eu iria cair na raia 5 na final B. Cassiano na raia 4, Teófilo na 5, o grande Cristiano Michelena, retornando após uma cirurgia no ombro na 3 e Gustavo, não polido, na 6. Passaram juntos e Cassiano se impôs com grande propriedade: 1m52s32, sem dar qualquer chance aos adversários. Castor ficou em 2º com 1m53s08, Tetê em terceiro e Gustavo em 4º.

Coaracy Nunes e Bernard do vôlei, paraninfos da prova de 200m livre. Michelena badalado mas o ouro foi de Cassiano.

Coaracy Nunes e Bernard do vôlei, paraninfos da prova de 200m livre. Michelena badalado mas o ouro foi de Cassiano.

A essa altura Gustavo era o 1º do ranking com 1m49s74 e Cassiano o segundo. Ocorre que na véspera do campeonato universitário americano, disputado em piscina de jardas, Cristiano Michelena e Emanuel Nascimento fizeram uma tentativa em piscina longa e marcaram respectivamente, 1m50s70 e 1m51s29, deixando Cassiano em 4º no ranking e Teófilo em 5º, mesma posição que ele estava para o 4x100m livre.

E foi assim que eles chegaram à seletiva do Fluminense. Eram 3 dias em que foram disputadas todas as provas. No domingo, quem quisesse podia nadar novamente a prova que quisesse.
Nos 200m livre no 1o dia o Cassiano não deu chance nenhuma ao Tetê. Dominou a prova do começo ao fim, fez 1m52s5 e ganhou com quase um corpo de vantagem. Seguia em 4º no ranking.

Sábado foi o dia dos 100m livre, prova em que o Teófilo ameaçava os 51s35 e a vaga de José Carlos Ferreira de Souza Júnior, o JR. Não conseguiu.

No domingo, dia de repetir qualquer prova, os 100m livre foram antes dos 200m.
Tetê nadou os 100m e mais uma vez, não alcançou o tempo do JR. Essa é a hora de voltar a afirmação do Teófilo registrada no início do post: “você sabe que eu não ia nadar, né?”.

Pois bem, foi muita pressão até aquele momento, Teófilo saiu derrotado da piscina para falar com seu técnico Reinaldo Souza Dias, não soltou e sua derradeira chance de ir às Olimpíadas aconteceria em 30 ou 40 minutos, numa prova em que teria que melhorar seu tempo em mais de meio segundo, nadando contra um adversário que o dominara nos principais confrontos diretos do último ano. “Pra quê?” – ele se questionava e foi por isso que deixou combinado com seu técnico que não nadaria. Subiu na arquibancada para encontrar sua mãe, discutiu com ela expondo toda a racionalidade dos seus porquês. Ficou por ali ainda de sunga e com os óculos na mão até que viu a apresentação dos 200m livre. Na hora da apresentação mudou de ideia, gritou que o esperassem, nem pegou sua touca e foi para a prova.

E aconteceu exatamente como registrado anteriormente: Cassiano passou no gás, mais de 1s mais rápido que 3 dias antes, Tetê colou na raia e melhorou o parcial mas “sem sentir”, nos 150m Cassiano travou “desistiu da disputa” porque percebeu que não teria como chegar a frente do Teófilo e sua presença ao lado poderia atribuir mais vigor ao ímpeto do adversário que o vencera, mas ainda precisava superar sua melhor marca. Tetê seguiu firme, bateu no placar eletrônico, cerrou os punhos, ergueu os braços e esperou o veredito de dentro da sala de controle, já que não havia placar aparente. O tempo 1m52s30. Inacreditável! Por dois centésimos de segundos, Teófilo estava em Barcelona e Cassiano fora.

Um episódio como esse não se restringe ao momento, é um marco para toda a vida. Embora adversários, os dois também eram e são amigos. A emoção aflorou forte ali mesmo na piscina. Desespero e êxtase em medidas extremas. Procuro em minha memória e não encontro outro episódio com esse grau de dramaticidade nas disputas da minha geração.

Teófilo fez o melhor tempo do quarteto nacional no revezamento das Olimpíadas. O Brasil ficou em 7º lugar.

7.

Brazil
Gustavo Borges
Emanuel Nascimento
Teófilo Ferreira
Cristiano Michelena

7:24.03
1:50.45
1:52.63
1:50.28
1:50.67

Delegação brasileira faz o reconhecimento da piscina (literalmente) olímpica.

Barcelona 92. Delegação brasileira faz o reconhecimento da piscina (literalmente) olímpica.

Apesar do baque e de todos os questionamentos que envolveram a experiência, Cassiano superou o momento e decidiu seguir em frente, com o mesmo grau de dedicação, mesmo que não houvesse nenhuma garantia de que um dia realizaria seu Sonho Olímpico. Nos anos seguintes fincou os dois pés na seleção brasileira. Foram mais Jogos Panamericanos, Universíades, Copas Latinas, vários títulos brasileiros e duas participações em mundiais de piscina curta. A primeira em Palma de Mallorca quando conquistou a medalha de bronze no revezamento em 4x200m junto com Gustavo Borges, o amigo de infância José Carlos Souza Júnior e Teófilo Laborne. A segunda no Rio de Janeiro quando repetiu o bronze com Gustavo, Teófilo e Fernando Saez no lugar de JR.

Sobre 1996, ano das Olimpíadas de Atlanta, Cassiano lembra o seguinte: “Estávamos mais uma vez na piscina do Fluminense para uma seletiva. Sabia que seria minha última chance de ir aos Jogos Olímpicos, só que dessa vez o revezamento ainda não estava garantido. Gustavo tinha um dos melhores tempos do mundo, mas a soma dos outros 3 nadadores não era suficiente para garantir a presença do Brasil na prova.

Na primeira tentativa, passei forte e rápido, tinha treinado muita velocidade e consegui segurar a volta. Meu melhor tempo ainda era aquele de 4 anos atrás e finalmente foi superado. Com 1m52s06, garanti a participação do Brasil no revezamento nos jogos de Atlanta.

Dessa vez eu tinha o segundo melhor tempo e decidi não nadar a prova do Domingo. Assisti de fora, nervoso. Ninguém superou minha marca e ali, naquela mesma piscina, foi carimbado meu passaporte para Atlanta.

O meu Sonho Olímpico foi realizado nos Jogos Olímpicos de Atlanta – EUA, em 1996. Nadei junto com Fernando Saez, André Teixeira e Luiz Lima. Ficamos em 10º lugar com 7m28s82”.

001

Para mim é um grande prazer registrar parte da história desses dois amigos por quem tenho grande admiração.

Convido-os a contar suas lembranças desses episódios bem como, a registrar suas homenagens a Teófilo Ferreira e Cassiano Leal.

Forte abraço,

Fernando Magalhães

Sobre Fernando Cunha Magalhães

Foi bi-campeão dos 50m livre no Troféu Brasil (87 e 89). Recordista brasileiro absoluto dos 100m livre e recordista sulamericano absoluto dos 4x100m livre. Competiu pelo Clube Curitibano (78 a 90) e pelo Pinheiros/SP (91 a 95). Defendeu o Brasil em duas Copas Latinas. Foi recordista sulamericano master. É conselheiro do Clube Curitibano.

30 comentários em “2 centésimos

  1. rcordani
    11 de julho de 2013

    Essa história é sensacional. O elemento (Cassiano) perde a vaga olímpica por dois centésimos aos 45 do segundo tempo, mas consegue dar a volta por cima e quatro anos depois realiza o sonho olímpico!

    Eu vi de perto a ascenção do Cassiano. Em 1991 eu estava no ECP e o Alberto chamou para uma conversa a minha pessoa, o Fralda e o Cassiano, dizendo que a gente tinha condição de pegar o Pan. Eu me lembro nitidamente de achar quase impossível para mim, e achar muito difícil também para os outros dois, embora mais plausível para eles do que para mim por causa dos revezamentos. Até então na minha cabeça o Cassiano era bem mais nadador de costas, mas a partir daí corretamente priorizou os 200L e “se achou” nessa prova, pegando o Pan e subindo de patamar para sempre.

    Parabéns ao Esmaga pelo post e principalmente ao Cassiano, que protagonizou essa bonita história e pôde tatuar os anéis olímpicos.

    • Fernando Cunha Magalhães
      11 de julho de 2013

      Obrigado Cordani,
      E sem dúvida, o Cassiano merece nossas homenagens.
      Tomara que ele passe por aqui para comentar fatos e comentários.

    • Cassiano Leal
      12 de julho de 2013

      Essa época foi boa mesmo Renatão. Demos até nome para essa temporada: Temprada “Rocky Balboa”!!!!!. Valeu. Abração.

  2. Fabio Yamada
    11 de julho de 2013

    Sensacional essa passagem! Tive o privilégio de ter nadado Regionais e Abertos por Araçatuba com o Tetê, em 91. O cara era um cavalo! (isso é um elogio…) Mas, por algum motivo, me lembro principalmente de tê-lo visto ganhar uma Vermelhinha nadando para 4:01 nos 400 livre (acho que foi em 90 ou 91). Na época, ainda mais numa competição de meio de temporada, achei aquilo um assombro. Essa prova do Tetê me inspirou a treinar mais para os 400 livre e acabei conseguindo nadar para essa marca mais adiante.

    A Família Schalch Leal praticamente me adotou em SP, quando fui nadar no Pinheiros, sou imensamente grato a eles. Entrei no Pinheiros em 93, coincidentemente no ano seguinte à passagem narrada pelo Esmaga. Me lembro claramente do quanto o Cassiano treinava e, mais do que isso, se dedicava à natação. Além das provas de livre e costas, o Cassiano nadava 400 medley, assim como eu. Eu sempre fechava bem as provas (para meu nível PEBA, obviamente), mas nunca conseguia baixar de um minuto nos 100 livre. Fui perguntar para o Cassiano como ele conseguia fazer isso. A resposta, da qual nunca me esqueci, foi simples, mas genial: “Cara, vc não pode dosar para fechar essa prova, passar os primeiros 50 na boa e depois acelerar. Tem que meter perna seis tempos e acelerar o quanto vc aguentar desde o começo!” Funcionou!

    Parabéns ao Tetê e ao Cassiano pelas respectivas carreiras e ao Esmaga pelo post!

    • Fernando Cunha Magalhães
      11 de julho de 2013

      Alô Yamada,
      Belos exemplos de como as referências são importantes a jovens atletas.
      Que diferença encontrar uma família assim, hein?!

      • Fabio Yamada
        12 de julho de 2013

        É verdade!
        Sem dúvida, Esmaga. A equipe do Pinheiros foi muito bacana comigo e me recebeu de braços abertos – Ludmila Gramont, Bozó, Mirra, Francês, dentre outros, muita gente legal. Facilitou bastante a vida deste caipira recém-chegado à capital!
        Abração

    • Cassiano Leal
      12 de julho de 2013

      Valeu Japonês!!!! Abraço

  3. JR
    11 de julho de 2013

    Muito legal Esmaga! Obrigado pelo post.
    Parabéns mais uma vez Cassiano, Tetê.
    Incrível como os detalhes de perspectivas diferentes acrescentam drama e intriga a uma historia ja interessante.
    Forte abraço a todos.
    JR

  4. Fernando Cunha Magalhães
    11 de julho de 2013

    Obrigado JR,
    escrevemos a nossa perspectiva que provoca essa percepção em alguns leitores.
    E é por isso que celebramos quando os leitores as suas aqui nos comentários, também gostamos de saber das perspectivas dos outros.
    Abraços

  5. Paoletti Filippini
    11 de julho de 2013

    Gente … e eis que no meio do meu dia … quase vesga de tanto olhar planilhas e dados, decido dar uma olhadinha no fb para tomar fôlego e depois voltar ao trabalho … e qual não foi a minha surpresa ao ter ganho de presente uma “viagem ao túnel do tempo”. Consegui me transportar de volta ao Fluminense em 1992 e reviver um pocuo da minha própria história.
    Cassiano e Tetê, atletas admiráveis! Parabéns pela coragem, determinação e vitórias.
    Magalhães, texto sensacional!!!
    Beijos

    • Fernando Cunha Magalhães
      11 de julho de 2013

      Paoletti… seu comentário e daqueles que me faz ter vontade de continuar contando histórias. Obrigado e passe sempre por aqui.

    • Cassiano Leal
      12 de julho de 2013

      Grande companheira de seleção Paoletti. Obrigado pelo carinho. Beijos

  6. Douglas Andrade
    11 de julho de 2013

    Obrigado Fernando por nos brindar com estas histórias da natação, eu convivi com você e o Cassiano, me sinto honrado. Um abraço, Douglas

    • Fernando Cunha Magalhães
      11 de julho de 2013

      É isso aí, Douglas.
      Obrigado pela leitura e comentário.
      Nos vemos na academia.

  7. Marina Cordani
    11 de julho de 2013

    Sensacional! Emocionante!

    • Fernando Cunha Magalhães
      11 de julho de 2013

      É o esporte… e viver essas emoções de perto é muito legal.

  8. Rodrigo M. Munhoz
    11 de julho de 2013

    Que bacana ver esta história por aqui. Nunca disse isso pessoalmente ao Cassiano – que conheço desde os tempos em que ele nadava costas – mas acho esse “come back” dele, para conseguir a vaga para Atlanta 96 um dos grandes feitos esportivos que acompanhei! Em 96 já tinha parado de nadar forte fazia 2 anos, mas ainda torcia pelos amigos e sem dúvida achei a(s) conquista(s) muito merecidas. Interessante lembrar da amizade entre os competidores dos 200L … uma baita prova forte, com gente muito dedicada. Nunca havia atentado para a dimensão humana dessa disputa até ler o texto do Esmaga, mas certamente lembro das faíscas voando na hora da prova… Valeu!

    • Cassiano Leal
      12 de julho de 2013

      Valeu meu amigo Munhoz. Abração!!!

  9. Pacheco
    11 de julho de 2013

    Boa historia! Lembro bem, foi inacreditavel.

  10. Apesar de já ter ouvido esta história do Fluminense algumas dezenas de vezes (com muito mais palavras impublicáveis neste blog), ainda assim é emocionante. As emoções foram extremas. Crucial também esta noção de ambas superações. Parabéns ao autor e protagonistas.

    • Fernando Cunha Magalhães
      15 de julho de 2013

      É Piu, história muito boa, a turma conta e re-conta por décadas.

  11. Cassiano Leal
    12 de julho de 2013

    Maga, muito obrigado pelo texto brilhante. E a todos os amigos que aqui comentaram, fiquei realmente emocionado. E tenham certeza que se consegui isso não foi sozinho, muita mas muita gente me ajudou, dentro e fora das piscinas. Aos “inimigos” dentro d’água que sempre foram e continuam amigos fora dela um grande abraço e espero um dia ainda encontrar todos para comentarmos essas e outras muitas outras vividas por todos nós.

    • Fernando Cunha Magalhães
      15 de julho de 2013

      De nada, Cassiano.
      Agora está aí… parte da sua grande trajetória como atleta registrada nas nuvens.
      Abração.

  12. Lelo Menezes
    14 de julho de 2013

    Não consegui comentar antes. Na verdade eu não gosto muito de lembrar daquela seletiva olímpica, embora me lembre muito bem dela. Foi com certeza a pior decepção da minha vida de nadador e não consegui mais ter o foco no esporte que tive antes dela. Por isso que acho absolutamente fenomenal o Cassiano ter mantido esse foco e conseguir ir pra Atlanta. Se pra mim, que morri afogado em 1992 foi impossível manter o objetivo olímpico, imagino pro Cassiano que ficou a 2 centésimos, na ultima tentativa e do modo que aconteceu. Poucos atletas teriam a fortitude emocional pra dar a volta por cima depois de tal baque.

    Parabéns Esmaga pelo texto e parabéns Cassiano, pela perseverança de seguir o sonho!

    Grande abraço!

    • Cassiano Leal
      15 de julho de 2013

      Valeu Lelo. Abraço!!!

  13. Maria Ignez Laborne Ferreira
    15 de julho de 2013

    Fiquei muito emocionada ao relembrar este episódio,porque como mãe fiquei realizada pelo meu filho mas como ser humano,fiquei penalizada pelo Cassiano…
    A natação ensina a superar traumas físicos e emocionais,no caso do Teófilo o problema foi físico.
    Começando aos 9 anos,quando já nadava,ele sofreu 4 cirurgias no fêmur com enxertos e depois de cada uma tinha que ficar 6 meses em recuperação.
    Como fisioterapia,a natação,Devo muito ao Gerson,seu técnico na época.
    Teófilo voltava a estaca zero depois de cada cirurgia,engessado seis meses,e foi preciso muita força de vontade para persistir!
    Graças à natação ele ficou perfeito e conseguiu muitas vitórias!
    Esses dois têm muito valor !

    • Cassiano Leal
      15 de julho de 2013

      Tia Maria Ignez, nunca se sinta penalizada. Deus sabe o que faz e acredito que fez as coisas certas na hora certa. Tenho e sempre guardarei vocês com muito carinho. Me receberam mais de uma vez em BH. Muito obrigado pelas palavras e parabéns pelo filho. Um beijo

    • Fernando Cunha Magalhães
      15 de julho de 2013

      Olha só… e eu que não sabia que o Tetê havia passado por isso. 4 cirurgias x 6 meses engessado em cada recuperação dá 2 anos… que barra para uma criança. Uma baita superação que revelou um grande talento. Sem dúvida, tem muito valor.

  14. LAM
    19 de julho de 2013

    este blog tá ficando cada vez mais legal… até as mães estão comentando…
    boa história Maga

  15. Pingback: Até 2014. « Epichurus

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