Epichurus

Natação e cia…

Gustavo Borges e o caminho da prata

Nem todos os nadadores conseguiram expressar olimpicamente seus feitos (ex: Katinka Hosszú). Por outro lado, nem todos os medalhistas olímpicos contam com tanta substância na carreira para suportar essas medalhas (ex: George Dicarlo). No caso de Gustavo Borges, suas quatro medalhas olímpicas representam um ótimo resumo da sua carreira. Vamos fazer uma pausa de homenagem aos feitos extraordinários, enquanto vocês apreciam a beleza dos metais.

medalhas_GB

Todo mundo conhece bem as provas das quatro medalhas, então aqui no Epichurus vou me concentrar naquilo que é o menos conhecido: o que aconteceu ANTES da primeira medalha. O início, as inseguranças, os obstáculos, o salto, a mudança de objetivos e a escalada até o olimpo.

Eu sou um pouco mais velho e estava lá, vi tudo isso acontecer. A primeira lembrança que eu tenho do Gustavo é do primeiro regional de março de 1989, no Defe do Água Branca, nadando 200 livre pelo Pinheiros e destruindo o Messias, que era do nosso Paineiras. O Messias estava convocado para o sulamericano, inclusive era titular do 4×200, e não poderia estar perdendo de tanto de um cara que ninguém conhecia, e que NÃO estava no sulamericano… “Na longa será diferente”, foi o que pensamos. (Ahã).

Mas comecemos do princípio. Gustavo começou a nadar quando por volta de 1982 (com 10 anos) um técnico “estrangeiro” de Ribeirão Preto começou a dar treinos em Ituverava. Virou modinha nadar, e ele entrou na onda. No início nadava peito e praticava vários esportes, fixando na natação só a partir dos 13 anos. Só mudou para o crawl com 14. Ele conta:

Comecei com o peito e, posteriormente (com 14) o nado livre já era o principal. No peito lembro de campeonatos regionais e projeto nadar onde cheguei a ficar em segundo em São João da Boa Vista se não me engano.

Sobre os jogos Regionais temos abaixo o registro do leitor Pedro Costa, que se orgulha de ter ganho do Gustavo Borges, então nadador de Franca, em Araraquara, junho de 1987.

Jogos_Regionais

 

Gustavo não tinha nenhuma medalha de Paulista até o Paulista de Verão de 1987, quando com 15 anos subiu nesse pódium pela primeira vez. Mas não ganhou a medalha de ouro, que coube ao PEBA Marcelo Abdo. (NdoA: pedi, mas a foto desse pódium com o Abdo e o Gustavo repousa em algum lugar da casa da mãe do Abdo, uma pena.)

Já em 1988 (16 anos), nadando em São Carlos, Gustavo ganhou o Paulista de Verão e foi ao Julio de Lamare em janeiro de 1989 com chances de final, e de fato conseguiu duas, 50 e 100m Livre. Confiram abaixo o resultado dos 100m Livre.

Gustavo_sexto_25_01_1989

Interessante que apesar de ter sido sua primeira final de brasileiro, Gustavo nem se lembra de ter participado dessa competição. O fato é que a vitória no Paulista e a final de Julio de Lamare chamaram a atenção dos clubes da capital, e Gustavo veio para São Paulo para nadar pelo Paulistano. Ué, Paulistano? Ele conta:

Não me lembro de ter participado de competição em janeiro de 89.  Neste início de ano foi complicado pois eu tinha vindo pra São Paulo nadar no Paulistano com o William. Estava tudo certo com o William, só que toda a turma do Paulistano acabou indo para o Paineiras, e para um garoto do interior, o Morumby era muito longe, quase que em outra cidade… aí resolvi ir para o Pinheiros. Por coincidência no mesmo dia eu encontrei o Rogério Hawilla no Shopping Iguatemi e fomos juntos para o Pinheiros. Imagina a cara do Alberto Klar e do Miguel Cagnoni com dois caras de 2 metros, velocistas, visitando o clube… daí foi dificl não ficar no clube. Virei um pinheirense!

Com poucas semanas de treino com Klar no Pinheiros, Gustavo começou a evoluir muito rápido, a ponto de chamar a atenção de todos naquele regional de março no Água Branca quando ganhou do Messias, e de lá não parou mais.

Em julho, ficou em segundo nos 100m Livre e em terceiro no 4x100m Livre (foto acima) no Finkel que não terminou, e ainda fechou com o primeiro tempo dos 50L de manhã, prova esta que não teve final. De forma que o ouro nacional absoluto só viria em fevereiro de 1990, quando ele ganhou o TB de 100 Livre na batida de mão contra o Michelena. Primeiro TB, primeiro ouro!

Sobre o ano de 1989 e o TB de 1990, Gustavo conta: “Na primeira metade do ano de 89 eu evoluí bastante e ficava em terceiro ou quarto nas competições. No Finkel acho que fiquei em terceiro atras do Maga, que meteu um sub 51, e de mais um que não me lembro (NdoA: segundo empatado com o Rebollal).  No segundo semestre comecei a me destacar nos 50 e 100.  Mas a imagem do Michelena era daquele cara que ganhava dos 100 as 1500, algo impensável hoje em dia. O Julio de Lamare que me lembro bem foi no final do ano 89 que consegui ganhar do Michelena em Goiania, era uma rixa grande pois o cara era o melhor nadador e eu estava chegando agora e querendo sentar na janelinha.  Nesse JD a gente disputou até quem andava mais rápido pra chegar atras do bloco…rs.  Coisa de jovem.  Ele ficava puto e no Troféu mais ainda pois ele se preparava para o Troféu Brasil e não para o brasileiro de categoria.  Hoje somos grandes amigos e damos muitas risadas com estes fatos.

No início de 1990, enquanto Michelena foi para a Europa nadar o circuito de Copas do Mundo (chegando a ganhar do então recordista mundial Giorgio Lamberti), Gustavo deu uma entrevista dizendo que “tendo em vista o trabalho meu e do meu técnico posso chegar a disputar uma final numa olimpíada. Hoje não falta vontade”.

GB_draw

“Acho que posso chegar a uma final olímpica!”

Saboreando a nova fase e comemorando perder “só” de 4s do Castor, Gustavo participa das suas primeiras duas seleções brasileiras. “No TB foi a primeira vez que eu peguei uma seleção brasileira de qualquer coisa.  Nunca tinha ido nem a Sulamericano de categoria.  Nesta ocasião me classifiquei para o Sulamericano e para a Copa Latina no México.  O SA foi demais com direito a guerra da farinha e tudo mais.  E na Copa Latina encontrar com os astros mundiais foi show. ” (NdoA veja como foi a Guerra da Farinha)

Comemoracao_Gustavo

Comemorando o bronze nos 200L, 4s atrás do Michelena.

Até então, Gustavo era um nadador promissor, não tão promissor quanto o Michelena, claro, mas que podia almejar ser olímpico e quem sabe pegar “uma finalzinha”.

O grande salto no Finkel de 1990

As expectativas mudaram radicalmente poucos meses depois, para ser exato no dia 5 de julho de 1990, quando Gustavo (17 anos) nadou na raia 4 da final dos 100m livre no Finkel (piscina de 25m). Você, leitor atento, que já o viu ganhar quatro medalhas olímpicas, já viu Borges nadar desta forma muitas vezes. Mas essa foi a primeira vez que Gustavo Borges nadou como Gustavo Borges antes de ser Gustavo Borges. Para aqueles 100m Livre esperava-se uma prova dura, os recordistas de curta (Fernando Magalhães) e de longa (Jorge Fernandes) estavam lá, além do próprio Michelena, Luiz Osorio, Rebollal e o Emmanuel Nascimento. Não era impossível apostar na vitória do Gustavo, mas certeza mesmo ninguém tinha. Assistam abaixo como foi, com exclusividade do Epichurus, lembrando que até esse momento ninguém nunca tinha nadado 100L para menos de 50.67 no Brasil.

(mais sobre esse Finkel de 1990 aqui).

A empolgação da torcida de todos os clubes, inclusive os que disputavam a competição contra o Pinheiros, dá uma medida do tamanho do feito executado pelo Gustavo nesse dia. Ele já não era um nadador bom, que poderia “até pegar uma finalzinha”. Quarenta e oito segundos e cinquenta e nove centésimos depois do tiro de partida, Gustavo Borges passou a ser postulante à medalha olímpica.

Gustavo Borges 4859

O início da “Era Borges”

Depois do assombro em Santos (também fez ótimos 1:48 nos 200m, mas lembremos que o Michelena fazia 1:46 nessa prova), Gustavo fez as malas e foi para os EUA, estudar e nadar. “Foi minha a escolha de ir pros Estados Unidos em Bolles com Gregg Troy entre 90/91 e Michigan a partir de 91/92. Tive muito apoio dos meus pais. Michigan foi uma combinação do treinador e uma realidade de frio e neve que eu nunca tinha vivido. Era a combinação perfeita com a ótima educação da Universidade.

Gustavo só nadaria no Brasil novamente em julho de 1991, no Finkel de longa que era seletiva para o Panamericano (foto abaixo). Nesse ínterim, bateu o recorde brasileiro dos 100m Livre no Mundial da Austrália (50.77, final B) e ganhou seu primeiro NCAA, competição que era a sua prioridade na época. Ele conta:

Nesse mundial da Australia eu estava semi-polido, estava focado num treinamento para as competições americanas (NCAA) e dei uma ajustada para nadar bem o mundial.  Americano não é bom fazendo isso. Mas foi legal, me encontrei pela primeira vez com monstros mundiais…Albatroz, Caron e cia. Foi ótima experiência com as finais B.

No Panamericano de Havana 1991 ele enfim nadou polido e raspado em longa (depois de quase dois anos) e com 18 anos finalmente mostrou seu potencial para o mundo, metendo 49.48 nos 100m e 1:49.74 nos 200m. “No Pan, aí sim eu estava muito bem. As 3 provas foram demais principalmente os 100 e os 200. Bati todos os meus melhores tempos e nos 100 eu entrei para bater de frente com o Matt Biondi e com o Popov que começou a aparecer naquela época também. 

De volta aos EUA e, menos de um ano depois do Pan, Gustavo (19) iria ser posto à prova contra os ex-ídolos nas Olimpíadas de Barcelona 1992. Matt Biondi, Alexander Popov e Stephan Caron (dentre outros) disputavam a MESMA medalha do que ele, e não havia medalhas para todos. Mas antes dos 100m Livre ainda havia os 200m Livre. Seu técnico inclusive tinha dito que acreditava mais nos 200 do que nos 100. Nas eliminatórias do dia 26/07/1992 Gustavo nadou muito mal, fez 1:51.42, perdeu do Michelena (1:51.04), piorou quase dois segundos do Pan e ficou bem longe da final. Sobre isso, perguntei a ele: em Barcelona, você começou muito mal nos 200m Livre, o que aconteceu?

Na delegação de Barcelona não tinha peitista.

A equipe olímpica de Barcelona (faltou o JR)

Me senti péssimo,  nadei tudo errado estava nervoso com o Sadovi e o Michelena que estava do meu lado. Sai rasgando e morri. Tenso, sem técnica, e até agora não sei se respirei nos primeiros 50. Totalmente juvenil. 

O dia seguinte (27/07/1992) era dia do 4x200L, o Brasil precisava de uma boa atuação e Gustavo teve que nadar 100% de manhã e de tarde. O 1:50.45 da final já foi bem melhor do que o tempo da prova (e ele abriu), e obter sua primeira final olímpica deve ter lhe animado um pouco. Adicionalmente, nadar 200m forte duas vezes deve ter lhe feito dormir bem. E era bom mesmo ele dormir bem, pois os 100m Livre eram logo no dia seguinte!

Barcelona, 28 de julho de 1992. Gustavo faz uma eliminatória forte 49.49, que o coloca na raia 5 da final. Na final, além dos figurões mencionados, ainda teve que lidar com a pressão. A pressão da final olímpica.

Barcelona_1992_antes_da_prova_FB_Gustavo

A menos de um minuto da prata

A diferença é a pressão.  Eu estava melhor preparado pra Barcelona do que no Pan, mas a pressão… nem se compara!  Na prova em si eu estava tranquilo, mas antes dos 200 eu estava muito tenso e isso me atrapalhou muito.  Depois dos 200 e do reveza eu liguei o dane-se se e fui pra cima. Não tenha nada a perder, quem tinha que se preocupar eram os 3 figurões da prova.

E na raça saiu a prata. Momento histórico para a natação brasileira, início de uma trajetória ímpecável e inédita no esporte brasileiro. Sim, eu sei, o Torben Grael e o Robert Sheidt tem mais medalhas olímpicas, mas… Vela? Não tem um décimo da competitividade, não dá nem para comparar com natação!

Dali pra frente, foi como uma bola de neve ladeira abaixo: vários recordes mundiais de curta, doze medalhas de mundial, quatro medalhas olímpicas, Hall of Fame nos Estados Unidos, porta bandeira olímpica em 2004. Mas imagino que essa prata tenha sido a mais sofrida, e a mais importante.

GB_barcelona

Uma finalzinha? Que tal a prata?

E assim, de forma totalmente prateada, até que enfim o Epichurus dedica um post exclusivo ao maior nadador brasileiro da nossa geração.

Sobre rcordani

Palmeirense, geofísico e nadador master peba.

30 comentários em “Gustavo Borges e o caminho da prata

  1. Luiz Carvalho
    28 de março de 2016

    Muito bom o artigo! Parabéns Gustavo!

    • rcordani
      29 de março de 2016

      Valeu Chicão. Estou com umas ideias aqui, vou te chamar inbox.

  2. Rodrigo M. Munhoz
    28 de março de 2016

    O post ficou sensacional, Renato!
    Lembro de ver o Gustavo pela primeira vez numa travessia (curta… dava uns 500m) que havia num lago no Clube de Campo em Piracicaba, se nao me engano em fins de1987… Aquele cara magro e comprido que eu nunca tinha visto antes ganhou de mim no funil de chegada e nao parou mais de melhorar.
    Se bem, que nunca mais vi ele fazendo travessias 🙂
    Outra coisa engracada desse texto foi que lembrei o Rogerio Hawilla (meu colega de equipe e faculdade no Missouri) contava essa historia de ter levado (tungado?) o Gustavo pro ECP e desconfio que tinha gente que nao acreditava. Agora fica para a posteridade!
    Grande Gustavo sempre foi um exemplo como nadador e pessoa. Merece parabens por uma grande carreira!
    Abrtz!

    • rcordani
      29 de março de 2016

      Podicrê Munhoz, se alguém em 1983 fosse escolher alguém da “safra” de 1972 para apostar em uma olimpíada seria certamente o Marcio Santos, e (talvez) a sua pessoa. Gustavo só apareceu com essa possibilidade em 1989, ao menos outro de 1972 (Picinini) também foi.

  3. JR deSouza
    28 de março de 2016

    Parabens. Otimo como sempre. O nome do tecnico de Bolles e’ Gregg Troy. Abs.

    • rcordani
      29 de março de 2016

      Valeu JR, vou corrigir. E por que o sr não está na foto em Barcelona? Chegou depois?

  4. Ludmila Grammont
    28 de março de 2016

    Adorei o texto! Me lembro perfeitamente de um sábado que teve uma competição amistosa no ECP e depois dessa competição o Pirula iria viajar para treinar nos EUA. Lembro muito da bagunça de despedida na piscina.

    • rcordani
      29 de março de 2016

      Valeu Ludmila, grato pela visita e pelo comentário. Eu não vi essa despedida em 1990.

  5. Alvaro Pires Vreco
    28 de março de 2016

    Muito legal o post. Lembro de ter vibrado muito c a prata. Demorou a beca o resultado pq o placar não marcou e ficou aquele suspense. Faltou esta pergunta a ele. O q será q passou na cabeça dele durante os minutos q esperou pela confirmação da medalha ?
    Tenho um recorte de jornal do Globo q guardo c carinho do JD de 89 c o Gustavo em 1o e eu em 2o nos 50L.
    Teve um Tancredo Neves na fonte nova em 88 q eu e mais 4 atletas do Fla fomos sem tecnico em que ele ficou em 4o nos 100L e eu em 5o, nos 50L ele ficou em 4o e eu em 5o e na elim dos 200L nadamos lado a lado, eu perdi na batida de mão e ele ficou em 8o e eu em 9o. Aquele magrelo alto de São Carlos q eu nunca tinha visto me ganhou por pouco nas 3 provas. Ficou um gosto amargo q depois até se transformou em resignação por eu ter perdido por pouco do cara q depois ganhou 4 medalhas olimpicas.
    Parabéns ao Gustavo q se tornou um ícone da nossa geracao. E lembrando q o Gustavo teve performances fantásticas em varios revezamentos TB.

  6. Gustavo borges
    28 de março de 2016

    Cordani demais está matéria. Incrível a riqueza de detalhes e momentos que eu nem lembrava que existiram. Parabéns por resgatar a memória e manter vivo a história do nosso esporte. Obrigado pela lembrança e aproveito para agradecer todos aqueles amigos e competidores que cruzaram o meu caminho e fizeram desta trajetória uma grande oportunidade de crescimento pessoal e profissional.

    • rcordani
      29 de março de 2016

      Grande abraço Gustavo e obrigado pela entrevista.

  7. Marina Cordani
    28 de março de 2016

    Impecável nas piscinas, e impecável também fora delas. Nas entrevistas, na integridade, na simpatia, na humildade, na lealdade aos colegas, em tudo. Um verdadeiro exemplo. Eu só o conheço de leve, o vi ao vivo em poucas situações, mas sua imagem é realmente impecável.

    • rcordani
      29 de março de 2016

      Sim, concordo, imprimiu uma excelente imagem a partir da vitoriosa carreira, feito talvez tão notável quanto nas piscinas.

  8. henrique americano carvalho de freitas
    29 de março de 2016

    Concordo totalmente com a Marina.

    Parabéns Pirula pela sua história !

    Grande abraço a todos !

    • rcordani
      29 de março de 2016

      Henrique tá lá na foto do 4×100 Livre, imagino a surpresa ao constatar a força do novo integrante do reveza..

  9. Lelo Menezes
    29 de março de 2016

    Excelente o post! Conheci o “Pirula” em 1986, no Justus Aquatic Center. Na época um mero PEBA buscando aperfeiçoamento lá fora. Engraçado essa história do Paulistano. Eu me lembro na época disso aí, mas passou quase desapercebida, como se fosse um boato. O William não abriu detalhes pra gente e eu nunca fiquei sabendo que o Pirula realmente ficou tão perto de ser um companheiro de equipe. Acompanhei muito de perto o início da carreira do Gustavo, até porque eu era muito amigo do Messias e ouvia constantemente o discurso de que GB só era “bom” em piscina curta… kkkkkk! Não preciso nem falar que esse discurso morreu rapidinho…

    A 1a seleção dele, em 1990, eu também fui… Sulamericano de Rosário. A Guerra da Farinha foi sensacional! Um dos maiores highlights da história da natação brasileira :).

    Também tenho um enorme orgulho de ter participado de alguns momentos importantes na carreira dele, juntos em algumas seleções brasileiras e não posso deixar de agradecer a ele, a “ajuda” fechando o revezamento 4×100 Medley pra 47’00 no Mundial de Palma de Mallorca, levando esse reles PEBA que vos escreve a uma final de Mundial, com direito a recorde SA…

    GB sempre foi humilde… O maior nadador da minha geração…

    • rcordani
      29 de março de 2016

      Olha só Lelo, dizem que ele só não aceitou ir para o Paineiras em 1989 porque você recusou-lhe caronas, é verdade?

      • Lelo Menezes
        29 de março de 2016

        ele não cabia no buggie do William… kkkk

  10. Flávio Mildemberg
    29 de março de 2016

    Gustavo Borges inspirou uma geração!

  11. Sérgio
    30 de março de 2016

    Muito legal. Gustavo Borges era desconhecido na época de Infantil A, onde tinha um pessoal muito bom como o Márcio Santos, Mauro Tozzi, Passarini, além do Munhoz. Mas o cara já era bom, na lista da competição acima ele ganhou do Oscar Godoi. Prova que para ser um grande nadador além do talento é necessário determinação.

    • rcordani
      30 de março de 2016

      Sim, e desta geração de 1972 ainda tem o Maurício Cunha. Desde pequeno, as apostas eram para o Marcio Santos, mas no fim, os olímpicos foram Gustavo e Picinini.

  12. felipecasas
    30 de março de 2016

    Comecei a nadar por causa do Gustavo! Lembro que fui a um ortopedista que disse que eu ia ser alto como “Gustavo Borges”, quase pirei ouvindo isso. Passei mto longe disso haha

    E ano passado, estive em Barcelona, quis pq quis ir até o parque olímpico, claro pra ver tudo mas, principalmente, a piscina. Virou um espaço público, o que é ótimo (se aqui fosse assim…) 😉

    Abraços

    • felipecasas
      30 de março de 2016

      Ops.. nao terminei o comentario.. por ter virado espaço público, não pude ver 😦

    • rcordani
      30 de março de 2016

      Para nadar rápido é ótimo, para jogar basquete também, mas ter mais de 2m deve ter seus problemas também… hehe

      • felipecasas
        30 de março de 2016

        Pois é… nada contra mas ainda bem que o médico errou feio, fiquei na casa dos 1,80… mas ouvir que eu ia ser “igual” a um ídolo foi um prazer sem tamanho ou melhor, altura 😉

  13. Pingback: A despedida | Epichurus

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