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Natação e cia…

Não tá na Hora da Tolerância ZERO com Doping?

“I don’t know what any of that means, but it sounds pretty bad!” são palavras do Tom Cruise no filme A Few Good Men em reação ao testemunho técnico de um médico sobre uma substancia encontrada no sangue da vítima.  Essas palavras expressam muito bem a minha reação quando me deparo com alguma notícia envolvendo qualquer substância considerada doping.  Nada no entanto que a Wikipédia não possa remediar.

Bom filme, mesmo com o papel chato da Demi Moore.

Bom filme, mesmo com o papel chato da Demi Moore.

Metiltestosterona, por exemplo, é um esteroide anabolizante que produz testosterona e tem milhares de contraindicações em sua “bula” como impotência sexual, hemorragia interna e insuficiência renal e como doping serve para aumentar “artificialmente” a força física do atleta.  Já a Clortalidona é um forte diurético que tem “n” indicações medicinais para aqueles com problemas cardíacos, mas para o atleta serve para mascarar o anabólico em caso de exames anti-doping, parecido com a furosemida, já encontrada algumas vezes na urina de nadadores brasileiros.

anabol

Foram exatamente essas as substâncias encontradas na urina do nadador Evandro Vinicius dos Santos Silva do Corinthians no último Troféu José Finkel, botando a natação brasileira de volta nas manchetes com mais um caso de doping no século XXI.  Em 2011 eram 20 casos e hoje devemos estar chegando nos 25.

O nadador corintiano abdicou do seu direito pela prova “B” e levou a pena máxima: Suspensão de 2 anos.

2 anos?!  Sei lá, me parece uma pena muito branda para o pior “crime” que um atleta pode cometer.  O doping “proposital” para obter vantagem competitiva é a atitude mais nefasta do esportista.

Quando eu nadava essa pena máxima era maior.  Me lembro bem da americana Angel Myers (que depois de casada virou Angel Martino) pegando 4 anos pelo uso de anabólicos e ficando de fora das Olimpíadas de 1988 e ressalto que naquela época o nadador, em média, parava de nadar muito antes que o nadador atual.  Com a enorme longevidade dos nadadores hoje em dia, essa pena de 2 anos me parece mais um castigo que uma pena.  Pior ainda é a sensação que sempre tive que a “ajuda” dos anabólicos é de longo prazo.  Vi a Angel no Mundial de Palma de Mallorca em 1993 (5 anos depois de ser flagrada no exame antidoping) e o corpo dela não parecia natural.  A “gatinha” era um emaranhado de músculos, mais parecia uma fisioculturista do que uma nadadora e lá no Mundial levou o ouro.  A minha convicção é que o anabolizante do passado lhe ajudou nessa conquista e isso pra mim é inaceitável.

Por isso sou bastante radical quando o assunto é doping e sou 100% a favor do banimento nos casos de anabólicos já na 1ª transgressão.  Foi pego no doping, diz adeus pro esporte.  Ahh, mas tem atleta que é pego porque tomou um remédio “X” que tinha a substância proibida.  Sim, pode acontecer, mas eu não nasci ontem e grande parte dos dopados já tem essa desculpa na ponta da língua no caso de um teste positivo.  Tem até creme de depilação com substancia anabólica!  Lembram do caso da Maurren Maggi?  Ela foi punida, mas voltou pra ser campeã olímpica.  Se eu tivesse sido prata não teria ficado muito feliz não. Teria me sentido lesado.

No caso dos verdadeiros desavisados, uma junta médica independente deveria investigar o caso individualmente e chegar a uma conclusão se o atleta de fato precisava daquele medicamento: Em caso positivo a punição deveria ser exemplar e proporcional ao tipo de medicamento versus necessidade (gravidade da “doença”, urgência, existia remédio alternativo, etc) e em caso negativo, ou seja, foi constatado que não havia necessidade de tomar o remédio, tem que ser banido também.

Aliás, adorei a notícia que vi no Blog do Coach que dizia que a Alemanha está no processo de criminalizar o doping.  Se dopou?  Vai pro xilindró!  Aí fica difícil continuar treinando né?!  Quem sabe um dia!

Enquanto a criminalização não chega no Brasil e muito menos o banimento, poderíamos ter algumas atitudes, independentes da FINA, para coibir o doping por aqui e provar pro mundo que estamos ativamente combatendo essa lástima que assola a nossa natação e que se não fosse os russos, continuaria sendo disparado o país com mais nadadores dopados no século XXI.

Poderíamos por exemplo aprender com os Estados Unidos que parecem ter bastante sucesso nessa frente com seus testes aleatórios durante o ano.  Na minha época já era assim.  Fica difícil se dopar (entendo que o doping é cíclico, ou seja, tem prazo pra começar e prazo pra terminar para “evitar” o exame na competição) se você pode ser obrigado a fazer um teste surpresa a qualquer momento.  Imagina tomar a injeção hoje e chegar no treino de amanhã e ser obrigado a fazer xixi no potinho.  A casa cai certo?!

Não sei a viabilidade de implantar algo semelhante aqui no Brasil, num esquema que randomicamente possa efetuar testes surpresa em qualquer nadador, de qualquer nível, em qualquer equipe federada brasileira.  Infelizmente, imagino que possa ser inviável devido ao alto custo e logística complexa.

Uma outra ideia, embora controversa, seria jogar essa responsabilidade para os clubes.  E como garantir que os clubes façam isso?  Simples! Passa-se a punir o clube com a mesma pena do atleta.  Os principais clubes brasileiros hoje gastam verdadeiras fortunas não só na manutenção de seus complexos aquáticos e salários dos nadadores + comissão técnica, mas também na contratação de estrangeiros em busca de títulos do Finkel e Maria Lenk.  Uma suspensão de 2 anos de qualquer competição oficial seria desastroso para clubes de ponta como Pinheiros, Corinthians, Minas Tênis, Flamengo, etc e o atleta dopado teria um peso gigantesco em suas costas, mesmo com a curta pena de dois anos. Tenho certeza que os clubes teriam mais cuidado e mais controle de seus atletas, mas mais importante do que isso é que o próprio atleta pensará 1.000 vezes antes de se dopar, sabendo que prejudicará não só a si próprio, mas também a todos os seus colegas de equipe.  Lógico que não é a solução perfeita, pois você acaba punindo não só o dopado, mas também nadadores inocentes que provavelmente teriam que competir por outros clubes, além da forte chance do programa acabar, dado que sofrerá perda de patrocinadores.  Talvez seja uma medida utópica, inclusive porque não vejo interesse na CBDA de punir algum clube de ponta.

Uma sanção mais fácil de ser implantada seria a aplicação de uma multa milionária ao clube, assim você não fere diretamente os atletas inocentes, mas fere o clube que não efetua o controle periódico dos atletas sob sua bandeira.

De qualquer forma, como diria meu amigo Laurival “O Brasil só vai deixar de ser o país do tudo pode na hora que tivermos accountability.”  Eu concordo com ele.  Um profissional de um banco por exemplo condenado por desvio de dinheiro será sumariamente demitido e provavelmente nunca mais conseguirá emprego no mercado financeiro, além do fato do banco ter que responder judicialmente pelos atos ilícitos de seus funcionários.

Porque o nadador profissional condenado por doping recebe apenas uma pequeno castigo e o clube que o emprega sai sempre ileso?

18 comentários em “Não tá na Hora da Tolerância ZERO com Doping?

  1. Rodrigo G
    24 de novembro de 2014

    Acho que a solução encontrada pela Alemanha deveria ser copiada pelo mundo todo. Queria muito entender a cabeça de um dopado, porque não consigo imaginar como o cara pode satisfazer-se com uma mentira. Ele pode enganar a todos, mas e a si próprio? Será psicopatia ou mau-caratísmo mesmo?
    Outra dúvida que fica no ar: como as pessoas próximas do atleta não percebem algo de diferente. Especialmente aqui no Brasil onde a impressão que tenho é de que os atletas tem uma relação muito paternal com seus técnicos. As mudanças – especialmente físicas – não são notadas? Não despertam dúvidas???

    Só discordo no seu texto em relação aos EUA. Vários casos escandalosos de Doping aconteceram no país (Lance Armstrong, Florence Griffith-Joyner. Carl Lewis…) E o que é pior: todos descobertos depois que os atletas se aposentaram. Sei lá… Apenas uma teoria da conspiração, mas não acho que os EUA sejam um país transparente em suas ações, especialmente quando se trata de manter seu poder e hegemonia… Não duvido que haja por todo o mundo programas de doping assistidos e financiados por federações/governos… Há uma grana preta movimentando o esporte de alto nível e ai, já viu… vale tudo por uma fatia maior desse bolo.

    • Lelo Menezes
      25 de novembro de 2014

      Rodrigo,

      Essa questão de enganar a todos é bem interessante. Na nossa época, década de 90, alguns nadadores chamavam a atenção pelo crescimento muscular muito rápido, assim como uma melhoria de tempo muito expressiva. Difícil acusar sem provas no entanto, mas com certeza o técnico devia desconfiar. Não sei dizer porque nunca ninguém fez nada.

      Quanto aos Estados Unidos, eu quis dizer a natação os casos de doping são bem raros.

      abs

      • Rodrigo G
        27 de novembro de 2014

        Pois é, Lelo! A convivência diária com o técnico torna às vezes essa relação muito mais próxima até do que com os próprios pais, por isso acho que em muitos casos, se não há conivência, há pelo menos uma “vista grossa”…

        Quanto aos EUA, minha colocação foi exatamente no sentido de levantar essa questão. Será que a natação americana não esconde o jogo? Assim como atletismo e ciclismo conseguiram esconder estes casos durante tanto tempo? Será que o que os diferencia realmente é só a estrutura ou pode haver um programa de doping que esteja bem mais a frente do que os programas de controle de dopagem? Fiquei meio descrente do esporte de alto nível depois de ver grandes mitos desmascarados. Deixei de acreditar em super-homens e super-mulheres do esporte.

      • Lelo Menezes
        1 de dezembro de 2014

        Rodrigo, eu tenho dificuldade de responder essa sua pergunta pelo simples fato de não ter o conhecimento técnico sobre o assunto, mas para ” burlar” o exame antidoping, os americanos precisariam estar tomando uma substancia que virtualmente não é detectável no exame. É possível? Sim, entendo que seja possível! Se eu acredito que isso aconteça já são outros 500. Eu acho improvável. Acho que o incentivo gigantesco que o americano dá ao esporte, desde criança, é o grande responsável pelo surgimento de vários talentos. Acho essa supremacia meio matemática. Um pais com a população americana e com incentivo a natação vai sempre ter aquele 0,0001% que se destaca absurdamente pela genética. São os Phelps, Lochtes, Biondes e Barrowmans da vida. O Brasil pode se dizer tem a mesma facilidade com jogadores de futebol. A diferença é que nossos talentos não encontram a mesma estrutura que nos Estados Unidos então muitos futuros craques se perdem no meio do caminho ou migram para outros países.

  2. Rogério Aoki Romero (@rogeromero)
    24 de novembro de 2014

    Lelo, tema polêmico. Seguem minhas considerações:

    1. Discordo em responsabilizar os – poucos – clubes que tem estrutura e ainda investem em suas equipes. Jogar ainda para que eles façam exames teria que passar, além da parte financeira, por conselhos de ética, por mudança na atual legislação.

    2. Concordo em criminalizar, mas que sejam todos os envolvidos, desde quem indicou, quem ministrou, até aqueles que contrabandearam a substância.

    3. Discordo do atleta ser expulso na primeira punição, afinal ele pode ter sido enganado e estes acabam se safando.

    4. Porque não multas, que iriam para um fundo?

    5. Aproveito para divulgar uma página no Facebook que criei sobre o tema: Doping Brasil. Tem lá uma matéria de um novo exame que pode baratear muito os testes, porém ainda temos a logística para ser resolvida…

    Abraço a todos.

    • Lelo Menezes
      25 de novembro de 2014

      Piu, primeiramente parabéns pelo aniversario (atrasado obviamente). Concordo plenamente com seu item 2. Nunca entendi porque ninguém vai atrás do medico que receitou o doping. Já no item 3 acho que o nadador tem que saber o risco que esta tomando quando toma alguma coisa, principalmente esteroides anabólicos. Acho difícil o cara ser “enganado” embora é um risco isso acontecer.

      Quanto a multas, concordo 100%. Curti a pagina no Facebook. Show de bola. Muita informação por lá

      abs

  3. rcordani
    24 de novembro de 2014

    Boa Lelo.

    Sou a favor de banir do esporte os atletas julgados culpados em substâncias cujo ganho esportivo é perene (ex: anabolizantes). O sujeito fica fortão, paga a suspensão, e depois compete ainda fortão? Aí não dá!

  4. DDias
    25 de novembro de 2014

    Bom texto Lelo, só uma coisa:Sansão é o marido de Dalila.Você quis dizer sanção(Acho até que o nome veio do seu subconsciente devido a força descomunal do personagem bíblico).
    Sou contra o caso da pena máxima(se não provar o dolo) por um assunto que eu não vejo falar muito por aí:Sabotagem.
    Fico pensando o quanto é fácil sabotar um atleta com umas gotinhas de efedrina, um diurético…
    Imagina que alguém tem algo contra você, ou você roubou a namorada de um cara e recebe um “payback” nem sabe de onde.Eu jamais serviria para ser um atleta profissional.Iria pirar com o medo.Moral da história: se for atleta, não tenha inimigos.

    • Lelo Menezes
      25 de novembro de 2014

      Opa! Erro de português corrigido! Valeu! Quando a sabotagem, sei lá, me parece meio difícil de acontecer e mais difícil ainda acontecer com alguma substancia anabólica. Claro que um diurético pode rolar, mas se isso acontecesse de fato veríamos mais casos em competições importantes como Olimpiadas e Mundiais ondes os atletas comem todos juntos. Não existem muitas Tonyas Harding na natação. kkkkk

  5. felipecasas
    25 de novembro de 2014

    beleza, todo mundo?

    ao seu ver, o cielo merecia esse banimento?

    abraço

    • Lelo Menezes
      25 de novembro de 2014

      Beleza Felipe. Não acho que o Cielo merecia o banimento. Ele foi pego com furosemida, que em si, não traz ganho nenhum. Logico que é uma substancia usada somente para quem tem problemas cardíacas o que não é o caso do Cielo e é doping porque mascara anabólicos. De qualquer forma, como nenhuma substancia anabólica foi encontrada não da pra cravar que ele utilizou, mesmo sendo muito suspeito na minha opinião. No caso de diuréticos eu daria uma pena exemplar na primeira ofensa (diferente do tapa na mão que ele levou) e baniria na segunda ofensa.

  6. Roberto Veirano
    26 de novembro de 2014

    Boa discussão! Sou totalmente a favor do endurecimento das penas. O nosso esporte não pode ser manchado pelas inúmeras histórias de doping. A elevada frequência parece indicar que o crime compensa – ou será que alguém imagina que a maioria dos dopados são pegos?
    Para começar o mínimo que deveríamos ter é uma pena como as de antigamente, de 4 anos. Se o custo da punição aumentar o efeito será grande, ainda que sempre tenhamos que conviver com um pequeno percentual de pessoas dispostas a tudo para alcançar a glória.

    • Lelo Menezes
      2 de dezembro de 2014

      Concordo plenamente. Penas mais longas já… é o mínimo enquanto o banimento não vem!

      abs

  7. Julian Romero
    26 de novembro de 2014

    Sou da opinião que o esporte reflete – e prepara – para a vida pós-esporte. Se um atleta não tem escrúpulos e usa meios ilícitos e imorais para ter seus 10 segundos de fama, há de se convir que esta mesma pessoa profissional, num ambiente de trabalho, terá uma possibilidade muito maior de participar de atos ilícitos, imorais e ilegais para proveito próprio. Se ele foi corrompido pela sedução de um suplemento milagroso, será difícil resistir à tentação de “uma cervejinha” ou “uma propinazinha”. No caso do esporte, a lição é dada por punição que só é afetada no âmbito esportivo e ao atleta. Já na vida real, há prisão, multa, perseguição jornalística e exposição que vai além de sua vida pessoal – afeta os familiares também.
    A desculpa em dizer que não sabia o que estava tomando, que receitaram isso ou aquilo, para mim é difícil de digerir porque quando é descoberto o doping positivo, não chega à discussão a raiz do problema: a suplementação – muitas vezes excessiva – do atleta, confiando cegamente em rótulos, marcas e “fulano tomou e melhorou pacas”.
    Não é assim que funciona com a história de trajes? Fulano usou, nadou bem: vou comprar também. Centésimos preciosos a qualquer custo.
    E vamos refletir: só existe doping se existe benefício financeiro como força motivadora. Atletas infantil, 13 anos, recebendo coisa de 4 mil reais por mês, me parece que está virando de ponta-cabeça o conceito da hierarquia familiar, colocando aquele que deveria ser sustentado – porque ele convive num ambiente saudável, amigável e que lhe trará responsabilidade suficiente para caminhar sozinho após o término da vida esportiva – como quase que uma principal fonte de renda.
    E o risco, como cansamos de ver nos últimos 5 anos, compensa porque a punição não é exemplar e a periodicidade, que deveria ser muito maior, conflita com o caro processo (segundo o que chequei, um exame no Canadá custa por volta de 4 mil dólares, mais impostos e o custo de envio).

    • Lelo Menezes
      2 de dezembro de 2014

      Boa Julian! Concordo com tudo! Só boto a ressalva que além do beneficio financeiro (e sei que as duas coisas andam juntas) o desejo do sucesso, de ser vitorioso, famoso, etc também contribui. 4 mil dólares é realmente muito caro, difícil implantar isso em âmbito nacional, mas não há desculpas para penas brandas para casos comprovados de doping. E lembro que tem nadador no Brasil que foi pego mais de uma vez e continuou competindo…

      abs

  8. Fernando Cunha Magalhães
    30 de novembro de 2014

    Muito bons pontos.
    Também acredito que as penas devem ser endurecidas.
    Sobre a multa – também difícil – tem dopado que pode pagar milhões, tem dopado que R$ 1 mil de multa vai atrapalhar no orçamento. Como fixar valor?
    Discordo da punição dos clubes.
    Concordo em variar penas em relação ao tipo de doping – descongestionante nasal e anabolizantes não podem ser tratados da mesma forma.
    Mas sobretudo, concordo com os pontos relacionados ao caráter levantados pelo Julian.
    E me assustei com o custo de US$ 4 mil por exame- ainda bem que o Piu traz notícias de opções mais econômicas.

    • Lelo Menezes
      2 de dezembro de 2014

      Valeu Esmaga. Sobre a multa, a minha proposta era ser paga pelo clube e não o atleta. Eu entendo que essa punição do clube é controversa, mas também acho que a gente tende a olhar o clube da mesma forma que a gente olhava na década de 80/90. Hoje esses clubes são 100% profissionais e os atletas são como funcionários, que recebem salários (muitos deles salários gordos) e portanto eu acredito sim que o clube merece alguma punição se seu “funcionário” for flagrado no doping.

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Publicado às 24 de novembro de 2014 por em Natação e marcado .
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