Epichurus

Natação e cia…

O inacreditável Castor (16) no Pan de Indianápolis 1987

(Quinta passada não deu para postar o top 3 do Pan de Caracas 1983, então furou meu esquema que era fazer uma “segunda cheia” (hoje) com o post de Indianápolis 1987. Mas aí eu pensei que podia contar com a compreensão do leitor (você) e inverter as pautas, portanto hoje teremos a versão expandida do Top 3 do Pan de Indianápolis, e Caracas fica para essa próxima quarta feira, ok?)

Nos Pans anteriores eu era um mero espectador, mas no Pan de 1987 já estava chegando a vez da minha geração. Ok, é claro que eu continuei um mero espectador, mas a diferença é que desta vez alguns dos meus amigos e de meus adversários começavam a pegar a seleção do Pan. Dentre aqueles que tinham a minha idade, você já viu aqui que o Hermeto estava na lista mas foi cortado, o Henrique,  o Esmaga e o Grangeiro quase foram, o Michelena foi, enfim, era uma coisa bem mais próxima.

Além disso, ainda não tinha caído a ficha (ou não era muito divulgado) que a partir desse Pan os americanos passaram a não levar o time A, então para nós era como se estivéssemos assistindo uma competição como a de Caracas 1983, com os tops americanos. Inclusive faziam parte de equipe americana (e ganharam medalha) pelo menos três nadador@s que futuramente seriam recordistas mundiais, David Berkoff, Mike Barrowman e Jenny Thompson.

Na seleção brasileira o destaque ainda era o Ricardo Prado, mas alguns jovens como Julio Rebollal e Cicero Torteli estavam despontando (saíram com metais de revezamento) e mesclando com os “veteranos” Jorge Fernandes e Cyro Delgado, que nadaram seu derradeiro Pan. O Rebollal inclusive fez nos 200L o melhor tempo de toda a sua carreira (1:52.15) e não pegou o bronze por apenas 4 centésimos! Porém a maior revelação acabou sendo mesmo Cristiano Michelena (Castor), o que ele fez foi inacreditável (veja mais abaixo no Top 1, junto com as sensacionais e exclusivas fotos do Rebollal no final do post).

A piscina da universidade de Indiana.

A piscina da universidade de Indiana.

Os resultados completos da natação deste Pan estão aqui (e são melhores do que os da wikipedia, pois tem os resultados dos brasileiros).

E sem mais delongas, vamos ao Top 3 do Pan de Indianápolis.

Top 3: Anthony Nesty

Com seu vigésimo primeiro lugar em Los Angeles-84, Anthony Nesty não estava na lista de favoritos para o Pan de 1987. Daí a imensa repercussão de seu ouro nos 100m Borboleta em Indianápolis, ainda mais por ser o único ouro não americano na natação masculina, o primeiro ouro panamericano do Suriname e também por ser o primeiro negro de destaque na natação mundial. Menos de um ano depois, Nesty ganharia o ouro olímpico naquela famosa chegada com o Matt Biondi (1 centésimo a favor do surinamês), sendo o primeiro nadador de toda América do Sul a fazê-lo.

Foi nesse Pan o primeiro feito do fenômeno Anthony Nesty.

Foi nesse Pan o primeiro feito do fenômeno Anthony Nesty.

Top 2: Basquete do Brasil

Alguns eventos são especiais por serem altamente surpreendentes, outros por causarem um alto impacto no futuro, e outros ainda por provocarem alta repercussão e causarem lembranças eternas. A vitória do Brasil sobre os Estados Unidos na finalíssima do basquete do Pan de Indianápolis foi um desses raros eventos que congregou esses três aspectos:

Surpreendente. Os Estados Unidos não imaginavam perder no basquete, muito menos em casa, coisa que nunca havia acontecido antes. No intervalo o placar de 68-54 para os americanos indicava que daria a lógica, e uma certa soberba tomou conta deles. Mas basquete é um jogo traiçoeiro, e quando Oscar e Marcel começaram a embalar e acertar bolas de 3 pontos uma atrás da outra os americanos demoraram a reagir, e quando tentaram já era tarde demais. Oscar meteu 46 pontos (35 só no segundo tempo) e Marcel 31 (20 só no segundo tempo). David Robinson e Danny Manning amargaram atônitos a primeira derrota do basquete americano em casa até então.

Alta repercussão: as imagens daquela final estão vivas na memória de quem viu. Por causa da TV ao vivo e o fato de o jogo ter sido no domingo à tarde, a repercussão dessa vitória foi muito maior do que os (mais importantes) títulos mundiais de 1959 e 1963, levando algumas pessoas à (exagerada e injusta) percepção de ter sido esta a maior vitória do Basquete nacional. O herói do jogo, Oscar Schmidt, jogador de tantas glórias e membro do Hall of Fame do basquete mundial já declarou inúmeras vezes ser essa a maior emoção da sua vida.

Impacto futuro. A derrota foi tão impactante para o basquete americano que eles demoraram quase cinco anos para se recuperar: perderam o ouro olímpico em Seul-88, perderam o mundial em 1990 e também o panamericano em 1991. Essa sequência de derrotas teve ao menos uma consequência boa: a montagem do Dream Team em 1992, o maior time de basquete de todos os tempos, que serviu para retomar a autoestima e o domínio do esporte de forma inconteste. Ou seja, sem Indianápolis-87, não teríamos o Dream Team de 92. Outro impacto importante dessa derrota americana foi passar a dar importância às cestas de 3, que eram de certa forma negligenciadas por eles até então. Oscar e Marcel mostraram que em certas circunstâncias eles não podiam continuar indo sempre de 2 em 2 se o adversário ia de 3 em 3!

Top 1: 400 livre do Michelena

Se o basquete mexeu com a torcida brasileira, a medalha de prata do Cristiano Michelena (Castor) nos 400 livre em Indianápolis marcou de forma ainda mais profunda a mim e toda uma geração de nadadores.

No meu caso: eu estava em casa para o jantar depois do treino, minha mãe ligou a TV e de repente do nada começou a passar ao vivo a prova de 400 livre, a prova estava lá pelos 250m e o Castor estava em sexto mas relativamente próximo do terceiro, a gente se surpreendeu que estava passando natação na TV (era raro) e começou a torcer (mas achando que ia ficar no quase), de repente ele vai avançando e nos últimos 50 ele mete aquela perna 12 tempos e passa os caras no finalzinho, a gente gritando em casa, foi uma das maiores emoções que senti ao vivo em uma prova de natação, uma porque a prova foi sensacional mesmo (você vai ver aí embaixo no vídeo), outra porque eu CONHECIA o cidadão, e nadava contra ele. Claro que eu não nadava as mesmas provas e muito menos lhe fazia frente, mas a gente era bastante próximo do Grangeiro, o qual morava na casa do Lelo e de vez em quando até GANHAVA dele, então por tabela sentíamos que o olimpo não era tão distante assim.

Veja abaixo o vídeo do finalzinho da prova que estava no famoso baú do JGM.

(sobre a narração do vídeo, fica óbvio que o narrador desta gravação já sabia que o Castor tinha sido prata, pois mesmo ali nos últimos 25m quando ele está em quarto o narrador fica falando que ele está em segundo, fosse ao vivo o cara não teria dito isso e certamente teria se empolgado e gritado como eu e minha mãe fizemos!)

O melhor tempo dele antes do Pan era 4:01, nas eliminatórias pela manhã ele já tinha feito milagre (3:59) e na final todo mundo esperava uma boa atuação, mas ninguém poderia apostar em um 3:55.37 fechando com 57.7! No final da prova notem a cara de criança do cidadão, ele tinha apenas 16 anos e alcançava precisamente nesse momento o status de maior destaque presente e maior esperança futura da natação brasileira, já que Ricardo Prado estava se despedindo das piscinas (foi a última competição importante do Prado). Sobre esse dia vejam o que disse Esmaga (aqui) e Rogério Romero (aqui). (aliás, o termo “inacreditável” do título foi proferido nesse comentário pelo Esmaga).

São essas as palavras do Romero: “A lembrança mais vivida que tenho do Castor é da prata do Pan de Indianapolis. Com seu 3:55 negativo, Castor pulou várias etapas e praticamente garantiu sua primeira vaga olímpica.“.

Palavras do Esmaga: “Esse “pulou vários degraus” foi assim:
JD em dezembro 4:04 (batendo um recorde que era 4:10) ou seja, já foi um absurdo.
Seletiva (Interfederativo) em maio 4:01.
Eliminatória PAN em julho 3:59 (onde esse menino vai parar?)
Final PAN no mesmo dia 3:55 e prata no peito.
Foi INACREDITÁVEL!

A galeria de fotos abaixo é uma cortesia do bi-bronze nesse Pan, Julio Rebollal.

Sobre os 400L do Castor, para você que como eu viu na TV, para os que viram ao vivo e até para você que só viu agora: foi mesmo inacreditável!

Sobre rcordani

Palmeirense, geofísico e nadador master peba.

28 comentários em “O inacreditável Castor (16) no Pan de Indianápolis 1987

  1. Luiz Alfredo Mäder
    29 de junho de 2015

    excelente!

  2. Cristiano Michelena
    29 de junho de 2015

    Jesus! Digo Cordani…

    Meu. Muito Legal! Principalmente o video.

    Ver o ponto vista do pessoal do Brasil naquele momento. Esta competicao foi surreal!
    Somente sendo um site de natacao pra por a minha prata a frente do Basquete no seu top 3. Mas aceito feliz a imparcialidade :).

    Varias curiosidades pra narrar desta competicao e desta epoca incrivel da minha vida. Mas conto depois em um computador onde eu ache o cidilha. Pois aqui do escritorio e phoda.

    Valeu mais uma vez por tantas grandes lembrancas. Volto depois pra contra umas… e outras…
    Castor

    • rcordani
      30 de junho de 2015

      O basquete foi sen-sa-cio-nal, mas esses 400L foram especiais. Vocês assistiram o basquete?

      • Cristiano Michelena
        30 de junho de 2015

        Meu assisti o basquete do Brasil. Nao rolou uma extensao!

  3. Marina Cordani
    29 de junho de 2015

    Muito emocionante esse vídeo! Onde será que eu estava que não naquela sala de jantar com a família? Renato, você que lembra tudo, lembra os meus whereabouts?

    • rcordani
      30 de junho de 2015

      Era um dia de semana em agosto de 1987, a sra devia estar na faculdade…

  4. Álvaro Pires Vreco
    29 de junho de 2015

    Muito legal. Eu infelizmente não vi a prova ao vivo. Mas quando soube achei inacreditável. 7/8 meses antes eu tinha subido no pódio c ele numa competição que pra mim era praticamente de criancas … Hehe o interessante eh enxergar a dimensão disso hj. E parabéns ao cidadão que era um monstro realmente. E nadava demais os revezamentos TB. Ab

    • rcordani
      30 de junho de 2015

      Na competição que o Esmaga acaba de postar, JD86, correto? Incrível a melhora.

  5. Lelo Menezes
    29 de junho de 2015

    Castor era muito craque. Pouca coisa mais a acrescentar! Essa prova foi de fato impressionante! Muito legal o video. Assistir de novo depois de décadas traz de volta um pouco da emoção daquele dia! Show de bola!

    • rcordani
      30 de junho de 2015

      Estava nos videos do seu pai, então você deve ter assistido um par de vezes, mas ao vivo o sr lembra de ter visto? Se eu conheço o Grangeiro, deve ter assistido e treinado 3x mais forte depois!

      • Lelo Menezes
        30 de junho de 2015

        Sim, assisti ao vivo! Foi inacreditável!

  6. Rodrigo M. Munhoz
    29 de junho de 2015

    Uhuuu! Foi boa a chegada do Castor, hein?!
    Eu que não lembrava de ter visto a prova, achei o video emociante… Lembro de alguns meses depois ver a medalha pessoalmente na casa dos Michelena, numa festinha da natação durante uma visita a Curitiba para uma competição. Era muito bacana ver que um “moleque” da nossa geração estava nadando num nível tão alto e que continuava sendo um cara gente boa. Ouviamos dos resultados em treinos incríveis do Michelena na época e lembro de achar que ele só podia ir ainda mais longe. Show.

    • rcordani
      30 de junho de 2015

      Sobre ele “ir mais longe” uma coisa que salta aos olhos hoje em dia é a ausência de melhora entre 1987 e 1990, quando ele voltou a evoluir, mas aí o ombro apitou.

      O Sandro Mercio disse no Facebook (aqui) que essa prova de 400 o “carimbou” como fundista, e isso causou o problema do ombro.

      Me pergunto também se entre 1987 e 1990 ele não ficou erroneamente treinando para 1500, se o maior talento dele talvez fosse para 200. Vendo hoje depois parece quase óbvio, talvez na época não fosse…

      • Cristiano Michelena
        30 de junho de 2015

        Acho que tem muita verdade nesse raciocinio. Foquei mais nos 400 pra cima e foi um erro. Apesar de ter tido resulados muito boms apoes minha primeira contusao na epoca da ASU. Acho que o recorde da escola ainda e meu nas 500 jardas com 4:17.83. e meu tempo nas 1650 era bem bom 15:05 sendo que na epoca que eu ja nao estava muito bem.

        Minha maior frustracao e que na temporada que estourou meu ombro eu estava muito bem. Lembro de uma competicao no inicio de temporada que madei ver um 3.56 e um 800 negativo onde dei coro num alemao metido a besta. So Ramalho pra lembrar de detalhes.

        Com certeza deveria ter focado mais nas provas rapidas e trenos mais curtos. Fazil falar depois do fato ocorrido,

        Ainda volto aqui pra contar umas ccuriosidades. Por enquando descupem a falta total de acentuacao e corretor ortografico.

        Castor.

  7. Julio Rebollal
    29 de junho de 2015

    Bem amigos, foi realmente uma prova inacreditável que tive a honra de assitir “in loco”. Que arrancada puro sangue! Emocionante! Gritávamos feito loucos!!

    Vamos aos bastidores: esse resultado nos 400 começou com os 200 livres. O Castor tinha fica chateado com o resultado dele nos 200. No início eu fiquei com uma mistura de alegria e decepção: perder o bronze por 4 centésimos foi meio cruel. Porém, depois a ficha caiu: eu tinha vencido o TB em BH, com o Castor passando na frente, dobrando a prova e terminando com 1.53.68 (não tenho certeza dos centésimos. Maga?). Em agosto, 1.52.15. Convenhamos, não dava para ficar muito P não.

    No 4×200 o Dalty colocou o Castor para abrir já com a intenção de liberar a fera e tirar o atraso. Resultado: o Animal abriu com 1.51.71!! Então, como o negócio era tirar o atraso, fechei com 1.50:69. Porém, perdemos a prata por 8 centésimos (de novo!!). O cara do Canadá saiu uns 03 segundos na minha frente e, quando precebeu que eu tinha chegado (depois da virada dos 150), acelerou.Daí eu passei o cara, o cara me passou, eu peguei ele e no final: 8 centésimos…Valeu o bronze, o tempo e o susto que ele tomou! Acredito que esse tempo na abertura deu mais confiança ao Rosito Michelena.

    Outro detalhe, sem desmerecer ninguém: a piscina da Universidade de Indiana era fantástica. Notaram a profundidade no video? As raias eram tão altas que não se podia ver o rosto do adversário na raia ao lado. Além disso as bordas de partida eram vazadas, ou seja, quase não havia marola. Nunca havia experimentado algo igual.

    Preciso fazer algumas retificações e adendos nas legendas das fotos. Responsabilidade minha, uma vez que passei poucas informações para o Cordani:

    1) o cara “desconhecido” na foto é o Otávio Silva, nadador de borboleta de Recife.

    2) as fotos no aeroporto são da volta. Vocês podem notar que tem um LP do “YES” numa das cadeiras. Eu costumava comprá-los no exterior quando não encontrava no Brasil. Tenho algumas raridades e meu toca-discos ainda está funcionando. Minhas meninas adoram! Podem notar também um carrinho de controle remoto que era do Jorge ou do Castor. As compras foram feitas depois da competição.

    3) Confidenciei ao Cordani que uma das fotos de natação que eu tenho e que mais gosto é a da saída do revezamento. O Jorge chegando e eu já no ar. Resultado de muito treino e entrosamento. Saída treinada à três. Notem o Castor sentado ao lado esquerdo do bloco de partida, ajudando a marcar o tempo da saída.
    O Cyro está na piscina de saltos.

    Castor, a escolha dos seu resultado como Top 3 foi merecida! Eu mesmo, via e-mail com o Cordani, destaquei o seu resultado e do basquete. Merecida também a escolha do Nesty. Também tive o privilégio de assitir a vitória dele sobre o Biondi em Seul.

    Parabéns Cordani, bem escolhidos os três destaques!!

    Abraços para todos e obrigado por me ajudar a desenterrar velhas histórias!

    • rcordani
      30 de junho de 2015

      Boa Julio, obrigado pelas fotos, parabéns pela participação e pelas medalhas. Corrigirei as legendas! E até 1991, quando o “azar” de Indianápolis se transformou na “sorte” de Havana sob as barbas de Fidel!

      • Julio Rebollal
        30 de junho de 2015

        Também tenho uma sensacional para contar sobre 1991. Até!!

    • Cristiano Michelena
      30 de junho de 2015

      1.50:69!
      1.fu&^%””&&50.fucjj82727769!
      Reveza animal. Eu e os meus idolos literalmente!
      Treinamento de saida intenso. FOCO!
      Recorde durou ate 1992 se nao me engano. Nao era pra qualquer time!

      Faltam os causos que rolaram na vila do pan…
      Castor

      • Julio Rebollal
        30 de junho de 2015

        Com saída livre e ajuda dos amigos meu caro!

      • Julio Rebollal
        30 de junho de 2015

        Castor, o seu tempo de abertura foi esse ou foi menor?

  8. Flávio Mildemberg
    30 de junho de 2015

    Escuto histórias dos feitos do Michelena até hoje nas piscinas do Curitibano…realmente um atleta formidável e que fez história.

    Parabéns, homenagem mais que merecida!!!

    P.s: Parece que teve um 200L assombroso para 1’46″…na época poucos nadavam abaixo de 1’50”, alguém tem essa prova em vídeo? Deve ter sido fantástico.

    Um abraço.

    • rcordani
      30 de junho de 2015

      Obrigado Flávio.

      Quanto ao 1:46, foi na Copa do Mundo (piscina curta) no início de 1990, ganhando do (então recordista mundial de longa) Giorgio Lamberti. Foi a tal evolução que mencionei acima, infelizmente o ombro estourou logo em seguida…

      E eu não tenho o vídeo, espero que alguém tenha!

      Abraços

  9. LUCAS ELIAS ROSITO
    30 de junho de 2015

    Sensacional o vídeo!
    O Castor é meu primo e sempre fui seu fã. Mesmo com a distância e a diferença de idade, lembro de como era mágico ter um primo que era atleta olímpico. Lembro muito do Pan de 87 (muito em função do basquete) e sempre tive curiosidade de ver a prova do Cristiano. Emocionante! Sensacional! Além de tudo, um sujeito de coração grande, emotivo e muito engraçado.

  10. Pingback: Top 3 do Pan de 1983 | Epichurus

  11. Pingback: Com apenas 17 anos… | Epichurus

  12. Pingback: A despedida | Epichurus

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Follow Epichurus on WordPress.com
junho 2015
S T Q Q S S D
« maio   jul »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  
%d blogueiros gostam disto: