Epichurus

Natação e cia…

Eu não quero o dinheiro da viúva!!!

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Semana passada tivemos a entrega do prêmio Brasil Olímpico ocasião em que são premiados os melhores atletas do ano. Confesso que fiquei um pouco incomodado com alguns pontos da festa principalmente neste momento em que mais uma federação esportiva é acusada pela CGU de malversação de dinheiro público.

Para aqueles que não acompanharam a premiação vale a pena dar uma olhada pois a festa foi simplesmente um luxo, sem dúvidas por ali não houve contenção de gastos.

Não queria mais uma vez ser o estraga prazeres mas acho importante discutir alguns pontos, que talvez por sua aridez, sejam pouco discutidos na grande mídia mas que são importantes na delimitação destas parcerias público-privadas que hoje dominam nosso país.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de atletas em uniforme militar, será que estamos na antiga URSS e não nos demos conta? Será que as forças armadas viraram subitamente uma potência esportiva?

Para aqueles mais novos uma explicação, nos tempos da guerra fria e das Olimpíadas só para “amadores” os países do leste europeu colocavam suas grandes promessas esportivas dentro do exército pois assim eles poderiam treinar o dia todo sem perder seu status de amador. Para estes países o quadro de medalhas Olímpico era uma importante ferramenta de marketing político. Foi exatamente esta política que firmou Cuba como potência esportiva mas também criou a triste geração de nadadoras olímpicas da Alemanha Oriental que dominou as piscinas por tanto tempo.

Era de se esperar que uma ideia idiota como estas pudesse aparecer em um ministério comandado por um deputado do PCdoB mas será que no COB não sobrou ninguém com um mínimo de bom censo para nos privar de ver duas espetaculares velejadoras recebendo o prêmio máximo do esporte em um uniforme da marinha?

A falta de parâmetros desta turma é tão absurda que chega a ser engraçado. Em um momento que o exército suspende treino de tiro por falta de munição nosso incríveis comandantes gastam o dinheiro da viúva patrocinando atletas da vela, golfe, natação, etc… Ou seja, se o país entrar em guerra as meninas vão colocar a bordo de seu veleiro um golfista e um nadador, enquanto o golfista distrai o inimigo com suas possantes boladas o nadador coloca uma mina submarina no casco de seu barco, desculpe a digressão mas é tudo muito surreal.

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Outro ponto que me entristeceu bastante foi ver a nossa querida Lais de Souza ainda com severas sequelas de seu acidente na neve, acidente que poderia/deveria ter sido evitado como expus no meu primeiro post para o Epichurus – O acidente de Lais dos Santos Souza foi uma fatalidade?

Sintomático que tudo isto tenha acontecido dias depois do BB anunciar a suspensão de sua parceria de 23 anos com a CBV. O motivo foi o de sempre, fortes indícios de desvio de dinheiro público por parte da entidade. Entre as muitas pérolas investigadas temos o desvio da premiação paga pelo BB aos atletas pelas vitórias da temporada de 2012, a CBV teria recebido R$4,6mi do BB mas apenas dividiu entre os atletas R$1,8mi, o R$2,8mi restante teriam ficado com os cartolas, o clássico um pra você dois pra mim…

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Por conta disto, no final de semana, os atletas da modalidade jogaram com nariz de palhaço. Acontece que eles ainda não entenderam que este ixquema do vôlei foi montado há muito tempo e foi este ixquema que permitiu o impressionante crescimento do vôlei no cenário mundial, sem o dinheiro do BB não existem as medalhas de vôlei. Alguns vão dizer que estou exagerando mas felizmente estas palavras não são minhas mas sim do próprio Nuzman em discurso na terça a noite.

Aliás Nuzman conhece como ninguém este assunto pois foi justamente ele quem firmou esta “parceria” com o BB em 1991 quando era o todo poderoso presidente da CBV. Além de ser o inventor desta fórmula miraculosa foi ele quem deixou Ary Graça como seu sucessor na CBV. Mais detalhes sobre este assunto o leitor interessado pode encontrar na ótima série de reportagens intitulada Dôssie Vôlei escrita por Lúcio de Castro da ESPN ou no meu post sobre a Estrutura Esportiva Brasileira.

Os números são superlativos, a acusação é de um desvio de R$30 milhões em um contrato de R$350 milhões por cinco anos. Este valor é o equivalente a R$70 milhões/ano uma quantia impressionante até para o primo rico dos esportes nacionais, o futebol. Para se ter uma ideia com esta verba seria possível patrocinar o Corinthians, o Flamengo, o Cruzeiro, o Grêmio e todos os times do Nordeste juntos.

Não tenho absolutamente nada contra o vôlei mas será que patrocinar todos estes times de futebol não daria um maior retorno do que patrocinar o vôlei? Com a resposta o departamento de marketing do BB outrora comandado pelo saudoso Henrique Pizzolato um ex foragido do mensalão e atual cidadão Italiano.

Este ixquema tem uma característica comum com tantos outros, a quadrilha usa uma causa nobre, como o esporte, para desviar dinheiro público. O esporte confere uma linha extra de isolamento da opinião pública pois que maluco vai criticar um agente público que defende o investimento no esporte brasileiro.

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O Brasil claramente quer ficar no Rio de Janeiro entre os top 10 do quadro de medalhas. O que ninguém parece perceber é que nesta elite do esporte mundial oito são países do primeiro mundo e os outros dois são gigantes totalitaristas. O Brasil infelizmente não é do primeiro grupo e felizmente ainda não é do segundo.

Sei que a maioria que lê este texto é amante do esporte e posso garantir que também integro este time. Acontece que diferentemente da maioria sou contra o uso de dinheiro público direta ou indiretamente no financiamento do esporte de alto rendimento. Na minha opinião o esporte de alto rendimento deveria ser financiamento estritamente pela iniciativa privada pois com certeza o país tem destino ainda mais nobre para o nosso parco dinheirinho.

12 comentários em “Eu não quero o dinheiro da viúva!!!

  1. Lelo Menezes
    22 de dezembro de 2014

    Bom texto Laurival! Eu concordo com seu pensamento. Sempre acreditei que o patrocínio governamental ao esporte tem que ser nas categorias de base pelos motivos óbvios que já cansamos de expor aqui. O esporte de alto rendimento deveria ser patrocinado pela iniciativa privada.

    Posto isso, frente aos absurdos petralha-brasileiros que estamos enfrentando como a corrupção faraônica nas estatais, a política populista do PT, Maluf sendo considerado Ficha Limpa, e os lindos estádios construídos com meu dinheiro em Manaus, Cuiabá, Natal e Brasília, realmente sinto que o patrocínio estatal ao esporte seja um dos menores males que assolam nosso país.

    O Brasil é o país do “cada enxadada uma minhoca” e dado que não da pra matar todas as minhocas de um vez, acho melhor mirar primeiro nas Anacondas…

    • laurivalshita
      23 de dezembro de 2014

      Caro Lelo,

      Entendo a sua estratégia mas prefiro atacar todos os males ao mesmo tempo pois esta mais do que provado que um tem forte ligação com o outro.

      O mensalão tem ligação com o BB que tem ligação com a CBV que tem ligação com o COB que tem ligação com o Nuzman que tem ligação com o Havelange que tem ligação com o Ricardo Teixeira que tem ligação com a FIFA…

      Esta na hora da população encarar uma politica de tolerância zero e mudar de uma vez este ixquema chamado Brasil.

      Seria isto uma utopia? Talvez, mas sonhar não custa nada !!!

      abs,

  2. vreco
    23 de dezembro de 2014

    Belo texto, concordo c tudo. Tb estou na minoria q acha absurdo din publico na elite do esporte. Din publico como bem disse o Lelo eh na base da piramide. Tb acho absurdo fazer copa e olimpiada qdo n temos o minimo q eh o esporte na escola. Eh um tremendo contra senso e uma hipocrisia danada o q acontece nesse pais. E vejo muita gente dizendo q eh melhor q o din vah p o esporte em qq situacao pq se nao vai ser roubado em outro lugar. Nao consigo aceitar isso de jeito nenhum. Fico feliz de ver q mais gente pensa como eu. Abs

    • laurivalshita
      23 de dezembro de 2014

      Caro Vreco,

      Obrigado pelo comentário. Não chamaria de hipocrisia, acho que uns poucos sabem exatamente como usar a ignorância da população em benefício próprio. Se lembra que a Copa do Mundo seria feita sem nenhum dinheiro publico? O tempo passou e ninguém pagou por esta afirmação calamitosa.

      abs,

  3. rcordani
    23 de dezembro de 2014

    Boa Laurival.

    Concordo com muita coisa, sobretudo com os comentaristas aí em cima: dinheiro público deve ser majoritariamente colocado na base, como política social. O esporte de alto rendimento seria impactado automaticamente com a descoberta de talentos no meio de tanta gente.

    No esporte competitivo eu colocaria menos dinheiro público e priorizaria alguns esportes, quais sejam:

    atletismo (barato e acessível, temos tradição, distribui muitas medalhas)
    natação (temos tradição, distribui muitas medalhas)
    vôlei (temos tradição, as moças gostam, esporte coletivo bacana)
    basquete (temos tradição, esporte coletivo bacana)
    handebol (temos tradição, esporte coletivo bacana)
    judô (barato e acessível, temos tradição, distribui muitas medalhas)

    E só.

    Praticar TODOS os esportes com dinheiro público acho que não é necessário, hipismo, vela, etc, etc não levariam o meu dinheiro caso eu fosse dirigente do COB.

    • laurivalshita
      23 de dezembro de 2014

      Caro Rcordani,

      Vamos aos fatos, as confederações de atletismo, vôlei, basquete e judô sofreram intervenção do estado nos ultimos anos por suspeitas de desvios públicos. Como se esquecer do Mamede?

      A CBDA é dirigida há 26 anos pela mesma pessoa, isto porque é um cargo sem remuneração, imagine se pagasse bem. Quer dizer, não temos a menor idéia do que acontece lá dentro só que seu parceiro é o Correio um dos mais corruptos orgãos publicos. Para se ter uma idéio os Correios estão envolvidos no mensalão, são suspeitos de ajudar a campanha da Dilma e seu fundo de pensão o Postalis é figura carimbada nas páginas policiais com direito a comprar títulos da Argentina pré default. Uma verdadeira aula de corrupção.

      Se você acha que estas confederações são merecedoras do dinheiro da viúva é um direito seu, MAS fingir que é uma forma eficiente de alocar recursos públicos é brincadeira.

      abs,

  4. DJAN MADRUGA
    28 de dezembro de 2014

    Bem amigos do Epichurus esse nomeado por voces ao hall da fama vem reclamar do texto acima na parte que diz” era de se esperar que uma ideia idiota como esta pudesse aparecer em um ministério comandado por um deputado do PCdoB” . Considerando que fui eu em 2007 que criei esse Programa de Incorporação de Atletas nas Forças Armadas quando estive a frente da Secretaria Nacional de Alto Rendimento do Ministerio do Esporte (ME), .Na verdade foi um trabalho iniciado junto com o brigadeiro Pinto Machado que chefiava a CDMB equivalente ao COB Militar e a ideia surgiu quase por acaso no campeonato brasileiro de judo das forcas armadas quando contei ao brigadeiro que havia encontrado um amigo italiano no mundial de natacao master que era coronel carabinieri e que ele quando nadava comigo na decada de 70 ja era soldado italiano sendo pago apenas para nadar, o brigadeiro ficou impressionado com o relato e dai surgiu a ideia de criarmos um projeto similar no Brasil com a justificativa de preparar os militares para os Jogos Mundiais Militares de 2011 que aconteceriam no Brasil , esses jogos são o quarto maior evento multi-esportivo do mundo, perdendo apenas para os Jogos Olímpicos, Jogos Paraolímpicos e a Universíade. So pra constar o Brasil que nunca havia chegado entre os primeiros nessa competicao acabou vencendo os Jogos Mundiais no computo geral de medalhas conquistando 114 sendo 45 de ouro um feito inedito. Mas voltando a “ideia idiota”, queria dizer que 20% dos atletas que foram a Londres estavam dentro desse programa, e que hoje cerca de 400 atletas de alto rendimento estao incorporados as forcas militares, igualando o que fazem paises como China, Itália, Polonia, França, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Quenia, Alemanha, Ucrânia e a maior potencia esportiva do planeta EUA. O Brasil na verdade implantou tarde esse programa, visto que o resto do mundo ja usa isso ha decadas ou seja estamos apenas dando agora aos nossos atletas condicoes de competir em igualdade de condicoes com o resto do mundo.Desculpe-me o desabafo mas o que foi escrito pasou uma ideia retrograda e puritana que deviamos continuar amadores como na epoca da guerra fria enquanto que o mundo evoluiu e usa desse beneficio para seu atletas , isso nao me pareceu condizente com o Epichurus que eu conheco preocupado com a evolucao da natacao brasileira. Por fim queria dizer que a nossa campea e recordista mundial Etiene Medeiros acabou de ser incorporada a Marinha e que no ultimo Mundial Militar de Natação, realizado na Alemanha , o time do Brasil Composta por 11 militares do exército e um da marinha subiu ao pódio em 26 oportunidades, conquistando 14 medalhas de ouro, além ter quebrado três recordes mundiais O melhor atleta da competição foi o sargento Tales Cerdeira, com quatro medalhas de ouro , já no índice técnico, o Brasil teve os três nadadores de maior pontuação: os sargentos Nicholas Santos (942 pontos), Tales Cerdeira (937) e Guilherme Guido (924). No feminino, a sargento Fabíola Molina foi a segunda colocada, com 917 pontos.Os recordes mundiais militares foram batidos pelos sargentos Henrique Rodrigues nos 200m medley, 1m59s94; Guilherme Guido nos 50m costas, 25s12, e Fabíola Molina nos 100m costas . Parece que a ideia idiota idealizada por um nadador esta rendendo frutos, e tenho certeza que vamos ver muito mais nos Jogos Olimpicos do Rio em 2016.

    • laurivalshita
      30 de dezembro de 2014

      Caro Djan,

      Muito obrigado pelo seu comentário, como já disse em um post anterior você é um dos meus maiores ídolos esportivos e me sinto muito honrado com a sua crítica.

      Felizmente ainda vivemos nuns pais que permite a diversidade de opiniões e mesmo após seu post continuo achando a ideia de colocar atletas no exército uma ideia absolutamente idiota.

      Não me entenda mal, você como ex-atleta e atual cartola tem todo o direito/dever de pedir dinheiro para o esporte em todos os escaninhos possíveis de Brasília. Mas eu, como pagador de impostos, tenho TODO o direito do mundo de criticar a forma com que o governo aloca o meu suado dinheirinho. Pois é, infelizmente dinheiro não nasce em árvores.

      Acho também que você não entendeu nada do que eu escrevi pois em nenhum momento defendi a ideia de um esporte amador, o que defendo é um esporte de alto rendimento financiado pela iniciativa privada ao invés de um esporte de alto rendimento financiado por dinheiro público. Sacou a diferença?

      Para mim ficou transparente que você não acredita que o esporte de alto rendimento brasileiro pode se sustentar por seus próprios meios e tem que eternamente bater continência para ganhar o seu sustento, tomara que também nisto você esteja errado pois é uma figura triste de se imaginar.

      Adorei quando você me chama de puritano, como se isto fosse um defeito, só isto já indica visões de mundo diferentes. Porém nunca se desculpe por me criticar, nem por pedir a minha cabeça para os “donos” do Epichurus, isto em outras épocas poderia soar como censura mas hoje é apenas engraçado.

      Poderia gastar páginas tentando te explicar o porquê você está errado em “so many levels” mas tenho certeza absoluta que isto seria inútil, só me permita humildemente te dar um conselho, como se fosse possível dar um conselho para um monstro do esporte como você. A minha visão de melhor alocação dos recursos finitos do estado não é retrógrada mas sim uma corrente que nasceu em 2013 e que vem se intensificando de forma impressionante. Não é à toa que o BB suspendeu o patrocínio ao vôlei e não é coincidência que em todos os lugares se encontram críticas abertas a estrutura esportiva do país.

      Como exemplo leia a coluna do José Cruz de hoje no UOL.

      Meu conselho é para você tentar entender o que está acontecendo e se adaptar as mudanças pois elas virão mais rápido do que você imagina.

      De resto te desejo um ótimo 2015 e por favor sinta-se muito a vontade de me criticar quando tiver vontade pois para mim é uma honra trocar ideias com você.

      Grande abraço

  5. Andre lucena
    20 de janeiro de 2015

    Hungria, primeiro mundo???

    • laurivalshita
      31 de janeiro de 2015

      Caro Andre,

      Este é o comentário mais inteligente que você consegue fazer?
      Triste, muito triste…

  6. mpacheco1
    22 de janeiro de 2015

    Excelente post e nao poderia concordar mais.
    A discussao correta e’ em DOIS niveis.
    1. Devemos por dinheiro publico no esporte, se sim quais, em que nivel, etc.
    Essa discussao e’ valida, tenho a minha opiniao (NAO) mas vejo merito na opiniao oposta e a respeito.
    2. Se for pra por dinheiro publico, de que maneira deve ser feito?
    Aqui a resposta e’ OBVIA, o montante alocado tem que ser discutido no congresso (refletindo, talvez utopicamente, a vontade do povo) e claramente marcado para este proposito como uma linha no orcamento, um numero transparente e visivel para quem quiser discuti-lo. A forma absolutamente ERRADA de se fazer isso e’ via o Bando (sic) do Brasil e outras estatais, que absurdamente alegam que tomam essa decisao pois competem no mercado e querem convencer os incautos cidadaos de que eles acreditam honestamente que os tais patrocinios milionarios trazem enorme retorno. Trata-se apenas de mais um dos varios canais de roubalheira descarada, canal esse escolhido a dedo pois a opiniao publica, ignorante dos fatos, acha a causa nobre e apoia que a propria carteira seja aliviada pelo dedo rapido dos gatunos. Diria que por os atletas pendurados no orcamento das forcas armadas e’ quase do mesmo nivel de acinte.

    A grande confusao que o publico sempre faz e’ confundir uma causa que consideram correta com o uso totalmente equivocado da maquina publica, irrigando varias contas bancarias nos paraisos fiscais, em nome da tal causa. Se for para esfolar a viuva que PELO MENOS seja com transparencia total.

    • laurivalshita
      31 de janeiro de 2015

      Caro Pacheco,
      O segredo dos bandidos é vender uma idéia bonita para se apropriar dos recursos públicos.
      O problema deste tipo de estratégia é que além do desvio de recursos acaba por corromper toda a idéia inicial. Na minha opinião o aumento dos recursos na natação conversa com o aumento do doping no esporte.
      A famosa história da maçã podre que apodrece o cesto todo.

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Publicado em 22 de dezembro de 2014 por em Natação.
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