Epichurus

Natação e cia…

Nunca Tão Feliz Assim Com o Futebol

Eles não desistiram no fim do ano passado afinal, como imaginei que aconteceria neste post. Contudo, no começo deste inverno, depois de muito ensaio, meus filhos finalmente pararam de nadar. Dessa vez, resolvi não insistir e não tentarei reverter a situação. Afinal, eles já se viram bem na água e aprenderam (mais ou menos) os quatro estilos. Cancelei as matrículas e tudo mais. As reclamações aos avós e para a mãe, que chegavam em mim de segunda mão – mais que me convencerem, me cansaram.

Talvez no verão de seus 8 anos, depois das olimpíadas e de um tempo de descanso, eles encontrem ânimo para voltar, mas não posso ter certeza disso.

A verdade é que eles não eles não estavam mesmo felizes com a natação. Ficavam mal humorados e reclamões nos dias de piscina, especialmente no frio. Me lembrei dos meus tempos de moleque e de sobreviver a dias miseráveis indo ao treino no inverno. E olha que uma piscina muito mais fria que as de hoje em dia me esperava, o aquecimento global não estava bombando e, diferente de meus filhos, não conheci uma roupa de neoprene até aprender SCUBA na vida adulta.

Naquela época, acho que continuei por falta de opções e porque era mais feliz nadando do que não. O que vinha primeiro, não sei. Eu me animava de ir nadar, encontrar a turma e enfrentar os desafios do professor ou técnico do dia. Mas honestamente, não via muita escolha. Nunca me senti a vontade em nenhum outro esporte que experimentei, e era especialmente ruim em tudo que envolvesse bola. A natação se encaixou bem na minha vida e mais tarde as viagens com a equipe para competições foram coisas para as quais passei a viver. Queria que meus filhos pudessem experimentar algo assim. Mas eles sabem melhor que eu que há opções. O que sei agora é que minha menina vai se dedicar ao ballet e os meninos ao judô e ao famigerado futebol, pelo qual nunca tive muita simpatia.

Mas foi assistindo o torneio interno de futebol de salão do clube que acabei ficando mais tranquilo. Um dos meus filhos é simplesmente fanático por futebol. É do tipo que vive com uma bola no pé, mesmo quando está assistindo TV ou brincando de algo aparentemente incompatível. Ele estava super ansioso nesse dia do torneio. Não queria chegar um minuto sequer atrasado e me fez sair da mesa de almoço literalmente correndo. Ao chegarmos as quadras, assim que viu os amigos de time saiu correndo e nem me disse tchau. Pulou uma grade já gritando e pedindo a bola para os que se aqueciam.

Naquele momento me ocorreu que nunca fui tão feliz assim com a natação.

E a excitação durou a tarde toda. Os pequenos Pebas futebolísticos ganharam alguns jogos, perderam outros. Meu filho fez quatro gols e até uma bela defesa (aplaudida!) num momento que teve que substituir o goleiro machucado. Saiu do clube radiante e não vê a hora do próximo “campeonato”. Meu problema é que não tenho a mínima ideia do tipo de desafio, ambiente ou oportunidade que aguarda os que escolhem esse caminho. Não sei nem como avaliar o “estilo” ou técnica de um jogador de futebol.  Mas reconheço uma criança feliz se divertindo e agora é isso o que importa, no sentido mais epicurista possível.

Concluindo, as crianças não deviam estar se divertindo o suficiente na natação, seja por temperamento, preferência deles ou problemas no método usado. Parar era uma questão de tempo. Eles tem a escolha do futebol, judô ou ballet – onde a história parece ser diferente. Dureza… Se apenas conseguíssemos fazer da natação algo mais atraente, interessante e divertido. Mas pelo que vi dos treinos de futebol da molecada, e da torcida (com bola no pé) pela vitória de Portugal na Eurocopa, essa expectativa talvez seja até injusta… Um esporte individual e duro como a natação sempre vai ter uma grande chance de ser associado com chatice, especialmente para uma criança.

Dicas serão bem vindas. Valeu pelo desabafo. Mais um. Só não esperem uma atualização minha neste assunto. Não tão cedo, pelo menos.

Sobre Rodrigo M. Munhoz

Abrace o Caos... http://abraceocaosdesp.wordpress.com

27 comentários em “Nunca Tão Feliz Assim Com o Futebol

  1. Cassiano Leal
    11 de julho de 2016

    Onde eles nadavam? Só por curiosidade!
    O meu também, aos 10 anos não se anima nada em nadar. E leva jeito, mesmo sem saber nadar os 4 estilos tem uma perna de crawl muito eficiente. Mas também é viciado em futebol. E só nos resta apoiar, dar força, estar presente, levar, buscar, incentivar, mesmo sabendo que não será o esporte dele como tivemos no nosso.
    Abraço

    • Rodrigo M. Munhoz
      11 de julho de 2016

      Oi Cassiano!
      O mais importante, na minha opinião, acaba sendo manter a molecada ativa. Futebol é ok. O que mais me preocuparia seria vê-los escolhendo o sedentarismo como modo de vida. Aí vou brigar.
      Eles nadavam no Paineiras mesmo. Tem uma turminha boa por lá, inclusive alguns filhos de amigos – mas são mais velhos que os meus. Quem sabe num futuro…
      Abraços!

  2. LAM
    11 de julho de 2016

    Lo me deu um gato, com ajuda da mãe é claro, e foi prá Ginástica Artística e Handebol.
    Ju, depois de algum sofrimento na Ginástica, se encaixou bem com os treinos e segue firme. Com a ajuda da Tia Ines consegui colocá-la na natação competitiva também, mesmo treinando apenas 2x por semana. Como ela gostou da primeira viagem para competição, acredito que as chances ainda existem.

    • Rodrigo M. Munhoz
      11 de julho de 2016

      Pois é, LAM… Acompanho a Ju de longe e sei que esse lance de viagem com a turma faz diferença. Pelo menos experimentar esse lance já seria muito legal. Isso me dá esperança que os meus possam voltar a se interessar um dia. Mas no momento, vou deixar rolarem as atividades em terra firme mesmo. Eles são novos ainda. A ver.

      Abraços e boa sorte pra Ju.

  3. Polaco
    11 de julho de 2016

    Boa Munhoz, do meu lado os dois estao no Volei, durante o inverno, ficam no Indoor e agora no verao, estao jogando volei de praia. Eles aprenderam a nadar, mas nao praticaram nem um pouco a mais, ou seja, nao nadam os 4 estilos, somente o livre e nao forco nem um pouco a pratica. Ja no Volei, os dois estao muito bem, com uma rotina de treinos e competicao e ja da para ver que querem muito ficar na rotina de escola/treinos/competicao.O que resta para nos e apoiar, ajudar a definir caminhos e estar ao lado deles quando precisarem.

    • Rodrigo M. Munhoz
      11 de julho de 2016

      Volei deve ser muito legal! Estou acompanhando o sucesso dos seus aqui de longe e imagino que a Adriana deva estar radiante com isso! Meus filhos devem ser estatura mediana na melhor das hipóteses, então acho que volei e basquete podem ser mais difíceis porem … 🙂 Mas vc ta certo Polaco: Tem que apoiar e incentivar quando o no que precisarem! E esse ponto da rotina me parece importante tbem: Os pequenos precisam da rotina para se sentirem seguros e se eles se adaptam com uma rotina já fica meio caminho andado. No Canada isso deve ser mais tranquilo que em SP, certo?
      Abratz!

      • Polaco
        11 de julho de 2016

        Com certeza Munhoz, a rotina por aqui e mais tranquila, ja que o transito por aqui nao e o inferno que Sao Paulo produz. Com relacao ao Volei, a Adriana esta bem contente,mas ela pena um pouco treinando eles. Ja melhorou muito, ja que este ano eles aceitaram treinar com ela, mas ainda sim, de vez em quando sao meio rebeldes durante as praticas. Vida dura de mae!!!! No mes que vem os dois foram selecionados para jogar no time da regiao 5 , no Ontario Summer Games, que e uma mini olimpiada (todos os esportes) da Provincia de Ontario, onde 6 regioes competem entre si. Vai ser a primeira experiencia em uma selecao, com treinamentos, e durante os jogos, ficarao hospedados em hotel. Experiencia bem legal. O site dos jogos e este (https://www.osgmississauga.ca/sport) caso queira dar uma olhada.

  4. Lelo Menezes
    11 de julho de 2016

    Eu acho que natação é um esporte que requer mais “maturidade”. Pra quem tem menos de 11-12 anos natação é meio sacal mesmo. A criança passa frio, socializa pouco (esporte solitário), e as recompensas são escassas nessa idade. Eu acho que a partir dos 12 a criança, agora entrando na adolescência, consegue entender melhor os benefícios e as viagens e o reconhecimento (medalhas) começam a dar uma força pro esporte. O difícil é chegar até lá. Eu ainda sou a favor de forçar um pouco, mas sei que é difícil. O meu, com 6 anos, já tá de saco cheio da natação e reclama toda hora. Eu tô forçando a barra e quando chega lá ele até parece gostar, mas o processo de ir pra piscina é um saco. Vamos ver no que vai dar. A sorte que tenho é que o meu não parece ser muito fã de futebol e todo dia diz que quer jogar basquete (não sei da onde ele tirou porque eu acho basquete um bago), então fica mais fácil segurar na natação, mas eu já consigo ver um caminho árduo para os próximos anos…

    • Rodrigo M. Munhoz
      11 de julho de 2016

      Boa, Lelo.
      Acho que natação pode ser meio sacal mesmo… mas pra criançada não precisava ser assim, certo? Eu me focaria mais no lúdico e em atividades em equipe na agua para manter o lance um pouco mais interessante. seria possível combinar algo do futebol com a natação e ainda assim manter algo do esporte original? Esperaria que sim, mas nunca vi.
      Adicionalmente, obre as “recompensas” … acho que em tudo quanto é evento, tem uma medalhinha pra molecada. Acho que isso banalizou um pouco demais a coisa. Meus filhos gostam, mas não vão lembrar da 1a medalha que ganharam, como eu lembro da minha. Na verdade acho que nem vão acha-la…
      De qualquer forma, boa sorte. Tamo junto nessa!
      Acho que o caminho é sempre árduo quando as recompensas são grandes.
      Abrtz!

  5. silvasidney1
    11 de julho de 2016

    Rodrigo o importante não é a modalidade. O importante é se divertir. Até nos jogos profissionais da NBA os atletas dizem; have fun.
    Fiquei impressionado com teus comentários de futebol no wats. Você nunca foi disto. É a influencia dos meninos.Deixa o tempo passar e apresente a eles outras modalidades também.
    Grande abraço.

    • Rodrigo M. Munhoz
      11 de julho de 2016

      Bem lembrado, Sidâo! Se divertir é super importante em qualquer situação.
      Quanto aos meus recentes comentários de futebol… tudo influência de um dos meus filhos que já sabe muito mais que eu do nobre esporte bretão. Também, convenhamos que isso não é difícil…
      Abração!

  6. Marina Cordani
    11 de julho de 2016

    Existe vida inteligente fora da natação e mesmo do esporte! Minha filha jogou tênis sério até os 15 anos, e parou. Daí teve tempo para viver como queria! Se dedicou a desenho, francês, japonês, arriscou nadar um tempo, joga vôlei agora. Tem tempo para ler bastante e assistir séries. Joga vídeo game e sai bastante com os amigos. Faz faculdade, vai a museus, viaja muito. É bem mais feliz agora, depois do esporte. Meu filho fez de tudo: natação, futsal, judô, vôlei, handball, tchoukball, skate, snowboard, bike. Gosta de experimentar tudo, ativo, faz faculdade também. Nós que fomos de uma equipe, conhecemos esse estilo de vida e queremos isso para os filhos. Mas existem milhares de outras coisas que nós não pudemos fazer… Esporte sério é para bem poucos, e não necessariamente os mais felizes! Os meninos estão bem, Munhoz! Fique também!

    • Rodrigo M. Munhoz
      11 de julho de 2016

      Concordo, Marina! Mas é que pra gente (te incluindo nessa, apesar de saber que você adquiriu visão mais ampla) imaginar uma vida sem esporte é meio estranho, ou não? Enfim, quero mais que eles sejam felizes e acho que na maior parte do tempo eles estão bem encaminhados para isso. Controlar minha ansiedade no tema realmente é uma boa dica. Obrigado. Vou ficar ok 🙂 Beijos!

      • Marina Cordani
        12 de julho de 2016

        Detalhe: eu demorei bastante para me “recuperar” da desistência da minha filha do tênis. Foi doído. .. mas passou!

  7. Eduardo Hoffmann
    11 de julho de 2016

    É imprevisível mesmo essa coisa de desenvolver gosto por um esporte, ou outro. Os meus filhos se fanatizaram pela natação. Talvez a única ameaça seja o Xbox…rs…. Go figure. O mais novo até leva jeito pra esportes com bola, mas adora nadar. O mais velho, como eu, sofre de sério déficit de habilidade com as pelotas…rs… se sente mais seguro na água .

    • Rodrigo M. Munhoz
      11 de julho de 2016

      Hoffmann, se precisar de dicas com o XBOX é com o Lelo, mas já aviso que ele é Peba nisso também. Quanto a falta de ^habilidade com pelotas^, além disso ser normal em nadadores, me parece que a sua é tão notória quanto a minha… Abraços e boa sorte pros moleques!

  8. Alvaro Pires Vreco
    11 de julho de 2016

    Munhoz meu amigo, eu queria q os meus nadassem ateh os 10 pelo menos, mas nao consegui. O mais velho jah se garante na agua e o mais novo ainda nao. Os 2 adoram o futebol, muito mais do q eu gostava de nadar. Jogam no time da escola, do condominio e da escolinha de futebol. Os campeonatos sao muito legais, disputados e quase sempre divertidos p os pais tb. Ano passado fomos ao mundialito de Portugal, q foi uma competicao muito bacana c grandes times do mundo inteiro e me trouxe lembrancas das viagens c a equipe do Flamengo. No condominio, quando nao tem jogo, fazemos churrasco, queijos e vinhos, tomamos cerveja etc nos fins de semana enquanto os meninos ficam horas jogando bola, andando de bike, skate e brincando ao ar livre. O mais importante sem duvida eh ter uma infancia saudavel e gostar de praticar esporte, nao importa qual seja. gr ab

    • Alvaro Pires Vreco
      11 de julho de 2016

      Faltou dizer a idade dos meninos, um tem 11 e outro 8 anos.

    • Rodrigo M. Munhoz
      11 de julho de 2016

      Que legal, Vreco! Quem sabe nos encontremos em algum evento futebolístico infantil futuro? Seria muito legal ter uma cara conhecida de ex nadador que já tenha as manhas do esporte…
      Agora… o mais novo tem que se garantir na água, hein? Senão vai ser difícil organizar os campeonatos de jacaré pais e filhos que eu sei que o Cordani anda imaginando para um futuro próximo.., Abrtz!

  9. rcordani
    11 de julho de 2016

    Lendo os comentários acima (a California está sempre com delay) me ocorreu dizer que é claro que qualquer esporte feito com seriedade vale, só não sei se o futebol na adolescência permite isso. Se sim, nada de errado com o futebol. Balet eu sei: DIFICILMENTE dá para levar com seriedade na adolescência, a tendência é parar.

    Talvez a maior vantagem da natação sobre a maioria dos outros esportes seja o fato de que a equipe é formada por homens e mulheres, ao contrário da maioria dos outros. Sobre o futebol então, ainda existe o aspecto “contusão”, que embora exista na natação (vide Banana), é muito menor.

    Dito isso, faltou um comentário importante: a maioria de nós passou mais de 15 anos nadando, e no fim a tendência é lembrarmos dos bons momentos. Mas os maus, péssimos, horrorosos momentos também ocorreram conosco. É um pouco difícil para uma mãe que só viu o “produto final”, ou seja, nós mesmos nadando Troféu Brasil, considerar isso. Aí elas veem um sofrimento NORMAL no dia a dia de uma criança de 8 anos e fica difícil segurar a criança no esporte. Se você está achando que o cidadão vai GOSTAR de ir para o treino TODO DIA, isso não vai acontecer.

    Por último, ainda é cedo para jogar a toalha. M e P podem tentar mais vezes ainda!O A pelo jeito vai ficar pelo futebol, mesmo…

    • rcordani
      11 de julho de 2016

      E todo o meu repúdio à camisa do A no país do 7×1…

      • Rodrigo M. Munhoz
        11 de julho de 2016

        Sabia que alguém iria notar a camisa da Alemanha… Interessante que ontem ele estava com a camisa de Portugal, assistindo e torcendo pelos Lusos na final da Euro, junto com os sogros do padrinho que são portugueses. Ele deu uma phusta sorte… e teve sua primeira grande alegria assistindo uma final de futebol internacional. Pena que não foi com o Brasil.

    • Rodrigo M. Munhoz
      11 de julho de 2016

      Pois então… nossa visão tem sempre um viés da nossa experiência, como comentei acima. Eu me lembro sim dos dias miseráveis,até porque foram esses que tornaram os bons dias ainda mais memoráveis. Se fosse tudo “facinho facinho” a sensação de eventuais conquistas provavelmente nem seria tão marcante. Contudo… convenhamos que o “normal” não deveria ser o sofrimento, especialmente na infância. O prazer tem que ser predominante ainda que o eventual perrengue e chateação ocorram. Isso que me preocupa.
      Já conversamos e não joguei a toalha. Ainda. Mas diminuo minhas expectativas especificas com a natação a cada dia… Quanto ao ballet… entendo menos do que de futebol, então nem vou tentar comentar agora. Abrtz!

  10. Adriana
    11 de julho de 2016

    Pelo que li de todos os comentários a única conclusão que cheguei é que a kilometragem que nadamos e o quanto nos dedicamos serviu para nossos filhos kkkkk que eles sejam felizes praticando a atividade fisica para saude e bem estar! Quem sabe voltem no Master como vejo muito atualmente.Saudades de todos vocês Adriana

    • Rodrigo M. Munhoz
      12 de julho de 2016

      É mesmo… Exageramos na dose da natação em nossa época e agora que a natação é mais “molezinha” achamos que iria ser fácil convencer os pequenos que o cheiro de cloro, frio e dor no ombro tinham “glamour”…que nada!
      Mas isto posto, foi um ótimo ponto sobre voltar como Master. Acho que por ser algo leve e tranquilo (especialmente para ex-nadadores dos anos 80-90 como nós) é o mais próximo que um Peba pode chegar da felicidade aquática. Beijos!

  11. Cristiano Viotti Azevedo
    18 de julho de 2016

    Atrasado no assunto, Munhoz, mas meu pitaco é o seguinte: nossa geração aguentou firme em um só esporte provavelmente porque construímos nossa base cultural também através das relações conquistadas na natação. Comecei com 4 anos e aos 6 anos já era amigo dos mesmos que hoje continuam sendo minhas referências. Acho que éramos mais soltos, ficávamos muito tempo no clube depois do treino, iramos para casa um dos outros, brincávamos juntos além de treinarmos juntos. Hoje me parece que as crianças são super protegidas e se criam diversos círculos e obrigações paralelas sob o pretexto de sociabilização e se perde em profundidade das relações. Sou pai, ainda de uma linda menina de 4 anos, e por enquanto ela nada para não se afogar. Espero que ela construa, no esporte que escolher, relações sólidas e para toda a vida com pessoas sadias e bem estruturadas, como nós, como nossas famílias. Será que um garoto de 12 anos hoje lembra do amigo que ele tinha quando tinha 6 anos…. espero que sim. Abs

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Publicado às 11 de julho de 2016 por em Futebol, Natação, PEBAs, Saúde e marcado , , .
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