Epichurus

Natação e cia…

A vida não é um 200 Peito! Parte V – Epílogo da Saga.

Eu possivelmente não teria escrito essa saga caso esse “fato novo, sensacional e surpreendente” não tivesse ocorrido. Eu teria parado por aí pela quarta parte, que minha vida na natação já teria dado sem dúvida uma bela história, apesar dos pesares, e sejamos francos, com 21 anos eu já era considerado um veterano. Na época, poucos atletas passavam desta idade treinando, e os que o faziam eram os top de linha, os olímpicos, ou seja, os que já viviam e/ou viveriam do esporte, mas certamente não os semi-pebas que pegavam quarto em TB e teriam outra profissão. O mais provável é que eu teria parado de nadar ou ficaria “brincando de treinar”, praticando o esporte mas sem dedicação suficiente para nadar em primeiro nível nacional.

Mas então qual o tal fato novo? Ocorre que voltando de mais uma viagem ao Nordeste (esta ainda sem relato no Epichurus), recebo a sensacional notícia de que o Pancho havia retornado ao Paineiras! O argentino Francisco Gaos (Pancho) tinha sido meu técnico desde a escolinha até 1987 (ver parte I), e portanto me conhecia muito bem. Não é que ele fosse melhor ou pior do que os outros três técnicos que tive, mas a questão é que a filosofia de treinos (e de vida) do Pancho casariam perfeitamente com o que eu precisava na ocasião para mais uma temporada de atleta. Nada como retornar ao clube onde eu havia nascido para encerrar a carreira com o técnico que havia me ensinado a nadar!

Pancho me entregando medalhinha de destaque do ano 1980.

Em 1992, eu já era um estudante de geofísica dedicado e não tinha mais condições de treinar dois períodos, e nem o Pancho pretendia isso. Os treinos eram em um só período e misturavam medicine-ball, futebol uma vez por semana (gol de menina e do Barros valia dois), um treino semanal só de circuito de corrida + nado com exercícios por toda a piscina, participação em biatlons, viagens para cavernas ou para a praia nos finais de semana, presença nos estádios de futebol e, evidentemente, treinos de natação específicos, curtos e fortes, afinal éramos uma equipe de natação. Tudo isso temperado por uma turma unida, coesa e animada, que tornava cada encontro uma festa, inclusive nas arquibancadas das competições. Não havia um só atleta do CPM que nadava sem o tradicional “Vai, fulano”, e no final o “Valeu, fulano”. Em competições menos tensas valia até brincar nessa hora, tipo “Vai Jesus Cristo” se eu estivesse de barba ou “Vai Kojac” para o Barros, “Vai Pé na boca” para o Oscar Hogenboom, “Vai Bombinha de Chocolate” para o Amendoim e assim por diante.

Charlão, Betinho, Oscar, eu e Minduba: tinha treino mas também tinha praia! E o Barrão não foi nessa por causa do aniversário da bisa…

Não se falava (a princípio) em Finkel, Troféu Brasil, e muito menos em medalha.

De alguma forma beneficiado pelos anos anteriores de treino forte, pelos próprios treinos específicos individualizados, pela diminuição da pressão e (principalmente) pela animação da equipe, obtive no meio do ano meus melhores tempos em curta, 2:20.91 nos 200 Peito e 4:29.05 nos 400 medley. A parte boa é que eu estava nadando como nunca, mas a parte ruim é que por causa disso a pressão retornou! Como eu me sairia no TB de dezembro no Pinheiros? Iria disputar novamente uma medalha?

Fizemos um segundo semestre na mesma toada, ganhei um total de nove paulistas nesse ano, e cheguei a dezembro no para o Troféu Brasil do ECP meio relaxado, meio tenso. Afinal, apesar de todas as cavernas, praias, partidas de futebol e biatlons, era impossível esquecer a saga que até então contava com cinco quartos seguidos (ver o início, o sonho adiado, a tragédia do Ibirapuera e o improvável acontece).

A prova dos 200 Peito seria no primeiro dia, 17/12/1992, exatos cinco anos depois do JD de 1987, e considerei isso um bom sinal (justo eu que sou ultra-cético me apegando a datas, imagine a situação!). Logo pela manhã, naquela escadinha do ECP que sobe do vestiário para a piscina encontrei o Léo, técnico do Curitibano, que me perguntou se eu estava legal, se eu tinha treinado bem, tal e coisa, e me desejou boa sorte. Pensei “puxa, que simpático!”, e só depois da final fui entender a razão das perguntas. Nas eliminatórias meu objetivo explícito era obviamente pegar final, porém tentando fugir das raias centrais para diminuir a pressão pelo bronze. “Grande coisa, pegar terceiro, quarto, tanto faz!”, eu mentia para mim mesmo. Apesar de nadar controladamente (2:30), acabei pegando a raia 3, atrás apenas do Oscar Godoi e Lelo. Eu tentava fugir da pressão, mas ela corria atrás de mim!

Pensando hoje, para aquela duríssima sexta final consecutiva, meu grande trunfo foi o período depois do aquecimento que passei na parte de fora da piscina, alongando e olhando o campo de futebol, fugindo do barulho e do ar viciado de piscina fechada, tentando me convencer que o resultado da prova que seria dali a pouco não era crucial, não mudaria nada na minha vida. Era evidente que eu tinha chances de medalha pela sexta vez consecutiva, mas tendo falhado em obter o metal nas cinco primeiras, eu precisava ter uma válvula de escape para um novo “fracasso”. (“fracasso” está entre aspas pois com a distância devida a gente percebe que nesse nível semi-peba REALMENTE não faz quase nenhuma diferença ficar em terceiro ou quarto, a não ser por um pedaço de metal enferrujado pendurado na parede. Óbvio que no nível olímpico e em nadadores que seguem carreira profissional correlata a medalha faz diferença, mas como sabemos não é esse o meu caso.)

Desta vez convido vocês a acompanhar comigo a prova, pois o João Guilherme (pai do Lelo) filmou, o Lelo finalmente ripou, e assisti pela primeira vez HOJE enquanto escrevia esse texto. Assista aqui essa prova no youtube. Munhoz na raia 2, eu na 3, Oscar na 4, Lelo na 5, Guernieri na 6… Guernieri? Que Guernieri? Esse atleta do Curitibano que eu desconhecia (ah, agora entendi as perguntas do Léo…) passou os 50m, os 100m e os 150m na minha frente, mas literalmente empurrado pela animada torcida do Paineiras eu consegui fechar forte, ultrapassar o curitibano e (apesar de o pai do Lelo ter deixado de filmar por emoção o finalzinho da prova) bati na frente dele e finalmente obtive o tão sonhado bronze! Tempos: ouro – Oscar 2:25.46, prata – Lelo 2:25.90, bronze – Renato 2:27.62. Exatos cinco anos depois do ouro juvenil B eu conseguia o bronze absoluto e já poderia tranquilamente encerrar a carreira sem o peso dos quartos lugares! Um alívio tremendo, devidamente comemorado no Forcheta D’Oro.

A foto está meio ruim, mas a alegria está na cara, e o bronze no peito. Só o Lelo está bravo…

Após a prova, o Ricardo de Moura veio conversar comigo e perguntou se eu aceitaria participar da seleção brasileira para o meeting Claybon organizado pelo Djan Madruga que seria logo após o natal em Niterói, óbvio que aceitei e participei assim da minha primeira e única seleção brasileira principal.

Mas ainda havia mais um pouquinho de vontade sobrando. Tendo tido tão bons momentos em 1992, decidi repetir a dose em 1993, porém desta vez os treinos seriam divididos com estágios em geofísica, já que eu estava terminando a faculdade e nesse momento (para alívio do meu pai) eu já projetava uma vida profissional fora das piscinas. Além disso, precisamente nesse ano comecei a namorar a minha esposa e mãe dos meus filhos, com quem eu casaria em 1996 e tenho o privilégio de tê-la tido presente na arquibancada do TB de janeiro de 1994 que contarei abaixo. Digo privilégio pois, ao assistir um TB, ela pode entender um pouco dessa parte da vida que foi tão importante para mim, e talvez não me considere tão maluco!

Arquibancada do TB de jan 1994: literalmente abraçando novos objetivos. O Fralda, um sósia do Barros com cabelo, o Ricardo Parente e metade do Pancho (no canto direito) também aparecem.

Na verdade a minha participação nesse TB ficou a perigo, pois eu tinha feito um estágio de dois meses (setembro e outubro) na Rio Tinto e logo após a formatura em dezembro eu seria contratado como geofísico júnior. Pedi para o diretor de exploração da empresa, meu novo chefe, Elpídio Reis, se podia começar apenas após o TB e ele surpreendentemente concordou. (Durante o estágio de setembro e outubro, passei alguns dias em BH e treinei no MTC com o Reinaldo Dias, e outros dias no Rio onde fui acolhido pelo Daltely Guimarães.)

Sim, eu estava liberado pela empresa para nadar o TB, tive alguns problemas para treinar, mas mesmo assim tinha treinado o suficiente para fazer um razoável papel. Quem sabe uma finalzinha A para terminar a carreira bem! A equipe do Paineiras estava melhor e mais legal do que nunca, reforçada pelo Fralda e pela Mayra Kikuchi.

Rio de Janeiro, piscina do Julio Delamare, 20/01/1994, eu estava pronto para fazer minha última participação como nadador semi-profissional. Objetivando a tal finalzinha A para terminar a carreira nadei com tudo de manhã, e, relaxado após o término da “pressão dos quartos”, fiz surpreendentes 2:26.79 pegando final A raia 4 de novo. De tarde, ainda melhorei um pouco e obtive o sensacional bi-bronze! Depois de cinco quartos, eu conseguia meu segundo terceiro consecutivo, desta vez totalmente inesperado! A prova foi filmada pela irmã do Lelo, o qual vencia seu primeiro Troféu Brasil, com comentários da saudosa mãe dele. Link para o filme. Vejam que em 3:08 a Tia Yella diz “aiaiai, Cordani vindo”e no final, depois de certificar-se da vitória do filho, nos 4:22 ela diz “o Renato pegou segundo pelo menos?” (lembrando que éramos adversários, e de clubes diferentes). Quando vi esse filme logo após a morte dela fiquei genuinamente emocionado. Conforme o placar indica, Lelo ganhou com 2:25.70, Raphael G. Vieira foi prata com 2:26.34 e eu bronze com 2:26.65.

Lelo, Raphinha e eu. Medalha inesperada é mais gostosa!

Eu ainda continuei nadando “na cachaça” até 1998, mas com outro comprometimento totalmente diferente. Pode-se tranquilamente considerar que minha carreira de nadador semi-profissional termina aqui, e de forma totalmente alto astral. O Paineiras (com apenas 10 atletas) ficou entre os oito melhores do Brasil, e para comemorar a equipe imitou o Corcovado nas arquibancadas. Inesquecível!

Na semana seguinte, eu me apresentaria como geofísico júnior na Rio Tinto, e, polido e raspado, desceria em uma clareira na Amazonia para começar uma vida nova.

Janeiro 1994: comemoração pelo oitavo geral; uma semana depois, polido e raspado, coletando dados geofísicos na floresta amazônica.

E até hoje, quando estou meio obsessivo com alguma coisa, ou meio ranzinza, ou os dois, o pessoal diz: “Renato, a vida não é um 200 Peito”!

E não é mesmo…

Sobre rcordani

Palmeirense, geofísico e nadador master peba.

55 comentários em “A vida não é um 200 Peito! Parte V – Epílogo da Saga.

  1. Daniel Takata
    10 de outubro de 2012

    Passei aqui para reler a quarta parte da saga (quando um texto é bom, leio e releio várias vezes!), e para minha surpresa o epílogo já estava no ar! Antes de ler, terminei de resolver umas coisas (primeiro a obrigação, depois a diversão), peguei um copo de suco de uva (o mais adequado para a situação seria uma taça de vinho, mas juro que degustei como se fosse) e acompanhei com muito envolvimento o final da história! “Polido e raspado coletando dados na floresta amazônica” é de uma sensibilidade ímpar, que expressa bem o sentimento de um nadador após a missão cumprida! Meus parabéns pelos textos Renato, no Troféu Bestswimming se puder vou votar em você como revelação da natação brasileira em 2012!

    • rcordani
      11 de outubro de 2012

      Muito obrigado Takata. Aguardamos a sua história, pode ser inclusive no seu blog, que está meio parado mas sempre foi sensacional.

  2. Amendoim
    10 de outubro de 2012

    Renato, simplesmente SENSACIONAL!

    • rcordani
      11 de outubro de 2012

      Valeu Minduba, o sr estava comigo lá em todas as provas.

  3. Lelo Menezes
    10 de outubro de 2012

    Espetacular o texto e a saga, talvez mais ainda pra mim que fiz parte de todos os capítulos, desde o 1º quando abaixei pela 1ª vez dos 2’30 no JD com apenas 16 anos e finalmente culminando com meu sonhado ouro no TB no epilogo da série. O Renato sempre teve uma memória privilegiada (só comparável a do Esmaga) e é muito legal ver seus detalhados textos em provas que eu participei. Foi especialmente emocionante poder rever a prova com torcida (um tanto coruja) da minha mãe! Saudades!
    Se a prata no TB do Ibirapuera foi a grande decepção do Hermeto, a prata no TB do Pinheiros foi a minha! Eu virei os 150m com total convicção da vitoria! Eu estava vencendo com “relativa” folga e me sentindo bem. Eu não contava com o final de prova absolutamente fenomenal do Oscar. Não notei a sua aproximação e quando já sentia o gostinho do ouro, o vi ao meu lado, quase na chegada e já sem forças pra segurar a liderança. Minha surpresa foi absoluta, assim como a decepção! Era o 1º TB que eu nadaria polido e raspado em três anos e nadei só pensando no ouro, até pra tentar apagar o amargo gosto do meu fiasco na seletiva Olímpica 6 meses antes! Em vão! Considero o ano de 1992, psicologicamente pelo menos, como o ano mais decepcionante da carreira e um divisor de águas entre anos de dedicação completa e absoluta à natação e anos mais “relaxados”! E eu não tinha a mínima idéia que esse estilo mais relaxado de encarar a natação a partir de 1993 seria responsável pelos melhores 3 anos da minha carreira de atleta (texto futuro no Epichurus)!
    Finalizo parabenizando o Renato pela perseverança de buscar o bronze! Agente sempre brinca com os seus 4ºs, mas mesmo eu não sabia que foram 5 seguidos! Cinco 4ºs e dois 3ºs em 7 TBs seguidos é um grande feito…Ironia Off!

    • rcordani
      11 de outubro de 2012

      Valeu Lelo, aguardamos a sua saga, incluindo o fiasco olímpico. O sr. participou de tudo isso aí, desde o primeiro TB no Golfinho (que o sr. pegou final B) até o último.

      Nadar mais relaxado sempre ajuda, e justamente por isso acho muito animais os atletas que vão bem em olimpíadas. Conseguir treinar MAIS, MAIS FORTE, com MAIS PRESSÃO decorrida de ter treinado tudo isso, acrescentar a pressão da mídia, a pressão dos melhores do mundo e ainda melhorar. Eu considero esse um talento extra que nem todos os atletas tem: nadar melhor no dia de mais pressão.

      • Fernando Cunha Magalhães
        11 de outubro de 2012

        Esse comentário deveria ser obrigatório para a mídia e público leigo antes das Olimpíadas.

  4. rmmunhoz
    10 de outubro de 2012

    É interessante como o texto nos faz não apenas lembrar dos fatos relatados, mas também de eventos e sensações que vivemos paralelamente e que já tiveram tanta importância na nossa vida… Parabéns pelos posts históricos e obrigado, Renato!
    Ainda que a vida não seja mesmo um 200 peito, entendo melhor hoje a sua motivação com a tal odiosa (ao menos pra mim) prova…
    Acho que esses bronzes só não tiveram “gosto de ouro” porque nessa altura do campeonato vc já tinha se tornado meio ranzinza, ON? 🙂 Um abraço!

    • rcordani
      11 de outubro de 2012

      É vero Munhoz, para escrever sobre 7 TBs seguidos acabei tendo que escrever sobre as outras coisas (que eram necessárias ao entendimento), mostrando que a natação e “o resto” era inseparável. E eu não sou ranzinza, só sou alerta! 🙂

  5. Marina Cordani
    10 de outubro de 2012

    Puxa, 1994… Eu estava gravidíssima do João e dava treino de natação na Hebraica. Logo depois da licença maternidade fui embora da Hebraica, e passei 6 meses sendo técnica do Juvenil no São Paulo, Nessa época, conheci o hoje Olímpico Ari, espetacular técnico de peito, que era o técnico do mirim. No início de 1995 fui convidada pelo William (o que eu considerei honra máxima!) a ir para o Corinthians pegar a equipe de petiz e infantil, e no ano seguinte infantil e juvenil. Fiquei no Corinthians até o nascimento da Ana, pois quando voltei o William tinha ido embora e a equipe meio que também… Acho que o Ismar ficou lá depois. Daí, abandonei as piscinas! Deu saudades ouvir a voz do William, grande mentor e amigo! Renato, parabéns de novo! Pena que acabou a saga, mas acho que agora vai dar tempo de você trabalhar, né?

    • rcordani
      11 de outubro de 2012

      Opa, tô de férias – hehe! E você não disse no comentário, mas nem todo mundo aqui sabe, então eu conto: você como atleta só teve um técnico, o Pancho!

      • Marina Cordani
        12 de outubro de 2012

        Pois é! E com certeza o Pancho estava comigo nos meus anos como técnica também, pois com ele aprendi quase tudo o que sabia. Inclusive dar “recreação” uma vez por semana para os atletas!

  6. Pedro Costa
    10 de outubro de 2012

    Sensacional Renato! Pena eu ter nesse momento, menos do que o tempo de um 200 peito para comentar, antes de levar as crianças para a escola!
    Emocionante! Emocionante.
    Talvez a vida não seja um 200 peito, Talvez – no estrito ou no figurado – seja vários deles!
    Grande abraço!

    • rcordani
      11 de outubro de 2012

      Obrigado pelas palavras Pedro. Como eu disse no preêmbulo tive a ideia de postar a saga após ler comentários como o seu.

  7. Pingback: E o improvável acontece – Saga dos 200 Peito parte IV. | Epichurus

  8. Indiani
    10 de outubro de 2012

    Obrigado por me fazer chorar de EMOCAO com palavras e fatos que ACREDITO muito: A vida e um 200 Peito, mas para uma minoria ! A vida do TREINO, FUTEBOL, BIATLON, CAVERNAS, CINEMAS E PITZZADAS E PRA TODOS ! Aproveite muito seus momentos, eles jamais se apagarao ! Parabens ! Voce e OlimPICHURUS !

    • rcordani
      11 de outubro de 2012

      Grande abraço coach Indiaaaaaaaaaani. Saudades daquela época, incluindo o JUBs 1995.

      • Lelo Menezes
        11 de outubro de 2012

        JUBs 95 foi sensacional!

  9. Fernando Cunha Magalhães
    10 de outubro de 2012

    OlimPICHURUS… o amigo Indiani mandou muito bem.
    São várias sensações envolvendo esse momento e a paixão pelo esporte que tanto amamos.
    Que bom que os bronzes aconteceram e te encorajaram a escrever a Saga.
    Quantas coisas influenciam os resultados de uma prova a ponto de uma diferença absurda de dedicação na preparação resultar num resultado tão parecido.
    Questões que não tem resposta certa e que ajudam a tornar a natação um esporte tão fascinante. Bate uma vontade imensa de fazer voltar o tempo e tentar de novo, de um jeito diferente.

    Finalizando, parabéns Cordani, meu caro.
    Sua ideia do blog, de escrever a saga, a dedicação da construção do seu EU, incluindo a sensibilidade desenvolvida e a competência da escrita estão plenamente reconhecidos e celebrados por seus amigos e comunidade aquática.
    Forte abraço.
    Esmaga

    • rcordani
      11 de outubro de 2012

      Grande Esmaga.

      Você assim como eu sempre se apegou aos detalhes das provas, eu não sei por que a gente é assim. Poderia explicar? hehe

      • Fernando Cunha Magalhães
        11 de outubro de 2012

        Perfil e significado.
        Acabo de assistir os videos dos TBs de 92 e 94.
        Tem mais semelhanças, inclusive a valorização da cerimônia de premiação indo com uniforme completo. Todo o rito competitivo era fascinante pra nós, por isso detalhes fazem toda diferença e aí, guardá-los na memória é apenas uma consequência.
        Será que passei perto?

  10. Beatriz Nantes
    10 de outubro de 2012

    Estou no trabalho (deveria estar produzindo) e quem me passou o blog foi meu irmão, Caio. Nunca comentei aqui e não te conheço, Renato, mas é impossível não comentar, fiquei muito emocionada com os cinco posts.

    Eu e meu irmão fomos nadadores do Saldanha da Gama e da Unisanta, em Santos. Ler a sua história foi lembrar da minha como se tudo tivesse acontecido ontem. Nunca cheguei a nadar um Troféu Brasil (uma coisa que quis muito), parei precocemente com 17 anos, e o que definiu minha vida de adolescente/nadadora foi tentar uma medalha de paulista.

    Nunca vou me esquecer do dia que isso aconteceu, que já fez aniversário de 10 anos… e foi justamente no Pinheiros!!! Assim como a primeira medalha de paulista do meu irmão e a sua primeira medalha de Troféu. Esse lugar é mágico. Muito obrigada por ter contado sua história (de fato deve ser lida tomando um bom vinho), adorei os videos (fiquei torcendo pra ter sido bronze antes de ler!!). Pra finalizar porque já me alonguei demais: escrevi sobre essa minha primeira medalha de paulista no dia que o Cielo fez o recorde mundial no Pinheiros, fiquei com vontade de compartilhar aqui (ler a saga me fez lembrar desse dia de uma forma mto especial): http://outrosquinhentos.wordpress.com/2009/12/19/pinheiros/

    Abs, Bia Nantes

    • rcordani
      13 de outubro de 2012

      Muito obrigado pelo comentário Beatriz! Vou ler seu post sim! O comentário ficou parado na caixa de spam (acho que era por causa do link) mas acabo de resgatá-lo.

    • Lelo Menezes
      15 de outubro de 2012

      Muito bacana o seu texto Beatriz! Ser nadador e’ ter essas boas “obsessões” mesmo! Sem elas os objetivos raramente são alcançados. Parabéns!

  11. Ruy
    10 de outubro de 2012

    Sensacional e parabéns pelo relato. Agora, me lembro na epoca de criticar os treinos que voces estavam fazendo no Paineiras pois era muito “moleza” para a epoca. Complementando com o relato do Lelo, onde diminuiu sua dedicação aos treinos e melhorou a performance, ali, naquela epoca, ja percebiamos empiricamente que volume de treino nao necessariamente significava bons resultados. A geração atual da natação precisa agradecer a nossa geração pois fomos verdadeiros cobaias de volume de treinamento.

    • rcordani
      11 de outubro de 2012

      Ruy, olhando hoje eu vejo que a grande diferença era a dobra do treino e o volume menor, mas é necessário dizer que eu fiz tudo isso DEPOIS de cinco anos de muito volume, então creio que de alguma forma os cinco anos ajudaram a segurar os dois últimos anos. E a grande diferença foi a redução da pressão.

      Mas também não é que eu MELHOREI os tempos de longa, na verdade o meu melhor tempo (2:26.00) acabou sendo o de maior volume (temporada 1989 TB jan 90).

      Obter ou não uma medalha acabou sendo mais circunstancial em função da presença dos adversários.

  12. Tulio Fumis
    10 de outubro de 2012

    R., eu li os cinco capítulos de uma vez e acabei agora. Muito tesones a saga e pude lembrar de algumas passagens destas competições embora tenha me ausentado um tempo meio de 91 a meio de 92) da piscina pois fiquei quase um ano como trainee em navios mercantes para me formar (quem sabe escrevo minha tentativa de não perder condicionamento nadando em um mini tanque amarrado em um elástico extensor ou sobre os desafios de fazer bicicleta ergométrica qdo o navio está jogando muito….hilário).
    De qq forma, parabéns pela narrativa e forma de abordar o assunto. Ficou SHOW!

    Túlio

    • rcordani
      11 de outubro de 2012

      Valeu Tuliao, queremos ver esses relatos sim. O sr. tem fotos do tanque?

  13. Pedro Costa
    11 de outubro de 2012

    Algumas coisas a observar, além dos elogios a este texto e a toda a saga:
    1 – Neste, não sei se pela existência do video, a narração pareceu menos introspectiva (de quem está dentro) e mais “de fora”. Pode ser os videos, mas pode ser a cabeça mesmo, na torcida, nos amigos…
    2 – Nesses 2 TB em que Renato ganhou medalha curiosamente só os 3 primeiros mesmo participaram da cerimônia de premiação, ao contrário dos anteriores, em que os demais (inclusive o quarto) foram premiados. Será que foi o medo de “não sair na foto” que o levou ao pódium? (rsrs)
    3 – Daria um certo trabalho, mas Renato, você já pensou em fazer uma “pontuação acumulada/agregada” dessas 7 participações? Qual seria sua colocação?
    Abraços!

    • rcordani
      11 de outubro de 2012

      1- sim, pode ser, mas teve o parágrafo do “antes da final do ECP vendo o campo de futebol” que atende ao critério 🙂

      2- não foi bem assim, isso eu não lembro bem, mas acho que intercalavam os que perfilavam os oito com os que iam somente os três. O de fev 1989 por exemplo, vimos que só foram os três por causa do episódio do agasalho do Renalves.

      3- opa, seria algo como 3.7 lugar…

      Abraços

  14. Alvaro Pires
    11 de outubro de 2012

    Bacana a historia toda Renato. A busca pela medalha foi bastante interessante e qdo ela finalmente veio coroou seus anos de dedicacao e amor pelo esporte. Acabou tendo ateh mais meritos, pela demora, consistencia nos resultados e pelas prova (muito) duras q vc nadava.
    Bom, o blog tah parecendo uma verdadeira catarse de todos nos e pelo visto estah agradando bastante. gr ab

    • rcordani
      11 de outubro de 2012

      Pode apostar que agradou mais escrever do que ler. Grande abraço e obrigado pela participação. E aguardamos suas histórias, que o Veirano já disse que o sr lembra de muitas, e com detalhes!

  15. Luiz Renato (Rena)
    16 de outubro de 2012

    Cordani, perfect a saga. O impressionante que seus relatos ressucitam nossa memória aquática. Lembrei das minhas provas nos campeonatos mencionados na saga e de até de vc treinando no Minas com a gente na época citada. Amplexos, Rena.

    • rcordani
      16 de outubro de 2012

      Valeu Rena. Naquela época fui várias vezes na república, inclusive lá estava no dia que o Romario meteu dois gols no Uruguai e o Brasil carimbou o passaporte para a Copa dos EUA, lembra dessa?

  16. Raul
    16 de outubro de 2012

    UFA!!! Eu já estava começando a ficar com medo que essa medalhinha não saísse. Li o relato, vi a prova e fiquei torcendo. Uma carreira semi-peba brilhante, diga-se de passagem, com medalhas em TB e tudo. Parabéns. Mas parabéns mesmo pelo relato histórico. Agora eu entendi porque a vida não é um 200 peito, mas se for como as últimas provas relatadas, qual o problema? Equilíbrio sempre. Obrigado por dividir conosco. Quando tiver um tempinho vou mandar uma história que pode ser dínga de registro. Grande abraço.

    • rcordani
      17 de outubro de 2012

      Opa Raul, obrigado pelo comentário, e estamos no aguardo da sua história!

  17. Luiz Claudio Toledo
    22 de outubro de 2012

    Parabéns Renatão pelo texto primoroso, não consegui parar de ler a saga completa, personagens, memórias e sensações maravilhosas, …, sensacional!!! Abs, Toledo
    Ps. Aguardo o Tulião narrar a saga do mini tanque amarrado em um elástico extensor ou sobre os desafios de fazer bicicleta ergométrica qdo o navio está jogando muito

    • rcordani
      23 de outubro de 2012

      Fala Toledones, você também tem história para contar, hein? Aquele seu bronze no JD de 1984 foi inspirador para todos nós do Paineiras, que na época pensávamos que medalha em brasileiro só era possível para as mulheres!

      • Luiz Claudio Toledo
        29 de novembro de 2012

        Renatão,
        Inspirador para aquele bronze foi treinar ao lado dos Cordanis, Dudorenkos, Camargo Barros, Fernandes, Monteiros, Ruggeris, e outros tão importantes quanto, de um time vitorioso, unido e companheiro. Foi um prazer enorme participar desta familia CPM, sem falar de nosso incentivador e que nos fez acreditar, o querido Pancho.
        Abs,
        Toledo
        Ps.: Continuo aguardando o Tulião narrar a saga do mini tanque amarrado em um elástico extensor ou sobre os desafios de fazer bicicleta ergométrica qdo o navio está jogando muito.

  18. Alemao
    28 de novembro de 2012

    Gostei.
    Renato, dessas poucas semanas que voce passou em BH, l embro mais das baladas pelos barzinhos do que dos treinos. Tem uma que me lembro melhor: depois de umas biritas seguimos em uma grande turma para a faculdade de arquitetura da UFMG onde ia rolar uma festa bem legal e com show do Pato Fu.
    Chegamos na porta onde havia um grande alvoroco e faltavam convites. Uns pebas tiveram a ideia de pular o muro pra entrar na festa. Mas nao era ququer muro. Foram varios muros e telhados e os unicos pebas que nao se cuzalaram e conseguiram entrar fomos nos.
    Depois que entramos ainda tinhamos uns trocados para mais algumas cervejas, assistimos ao show e nao pegamos ninguem. O melhor mesmo foi o jump como dizia o Guilherme? Abdo (do Paineiras) (pelo menos em 1990) que foi meu primeiro mestre nos jumps durante um JEBs em Brasilia.
    Depois desse na faculdade de arquitetura fui condecorado mestre mor (me igualando ao Biro) em jumps. Teve muitos outros depois, mas esse foi o melhor. Deve ter servido de treino para os buracos em que voce se enfiou depois ja nao mais como nadador mas como geofisico.
    Um abraco!

    • rcordani
      29 de novembro de 2012

      Haha, lembro totalmente desse jump na F. Arquitetura, foi sensacional! O Abdo é o Marcelo. Grande abraço!

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  20. Anônimo
    14 de janeiro de 2013

    ESTOU PROCURANDO O OSCAR HOGENBOOM QUE FEZ UM LEVANTAMENTO GEO-REFERENCIADO PARA UM CLIENTE DA TB CONSULTORIA.
    TENHO IDEIA QUE O OSCAR MUDOU DE VALINHOS PARA ALGUM LUGAR NO BRASIL. MAIS PARA O NORTE.
    PROCURO NA INTERNET E ACHO ESTE DEPOIMENTO E OS COMENTÁRIOS DA TURMA DE NATAÇÃO DO C P M!
    EU ERA DIRETOR DE ESPORTES´NESSA ÉPOCA!
    O PANCHO COMEÇOU A TRABALHAR NO CLUBE E A DIRETORA DE NATAÇÃO ERA A LISBETE, MÃE DO CORDANI (SEM ESQUECER DA FIGURA DO JOÃO MANUEL)..

    TRATA-SE DO MESMO OSCAR? PARECE QUE SIM.

    TANTO QUANTO AS DEMAIS DECLARAÇÕES REGISTRADAS TENHO CERTEZA QUE FOI UM ÉPOCA FANTÁSTICA EM QUE O C P M CRESCEU MUITO EM ESPORTES AQUÁTICOS.
    SAUDAÇÕES
    NELSON TERRA BARTH
    ntbarth@terrabarth.com.br.

    • rcordani
      15 de janeiro de 2013

      Sim, Nelson, é o mesmo Oscar. Saudades daquela época!

      Um grande abraço

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  25. Emilson Pereira Leite
    8 de setembro de 2014

    Olá Renato. Em primeiro lugar, parabéns pelas histórias relatadas nesse site. Ficaram muito interessantes! Há uma coincidência grande entre nós. Também sou geofísico e também fui nadador, embora não de destaque como você e seus colegas, por vários motivos. A outra coincidência é que, aparentemente, ambos temos filho(a) disputando o Circuito Mirim no Paineiras. Eu te vi por lá na primeira etapa do segundo semestre (30/08) :-). Grande abraço!

    • rcordani
      8 de setembro de 2014

      Fala Emilson, conheço você de nome. Nos vemos no ECP então no dia 14. Abraços

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  29. Sandro Mercio
    25 de abril de 2016

    Renato, realmente não somente fui mais peba que tu na natação, mas tb como contador de histórias.
    Muito legal essa sua saga!

    • rcordani
      25 de abril de 2016

      Valeu Sandro, e quando nos encontramos em 2003 eu nem sabia que você tinha sido nadador, muito menos primo do homem. E você ou não sabia também, ou ficou na miúda. Aliás, experiência ruim aquela de 2003, hein?

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