Epichurus

Natação e cia…

Comemorando a Final B

Esse não é um post sobre natação.

Os atletas e ex-atletas que passaram muitos anos treinando estão familiarizados com um tipo de colega bastante comum: aquele cuja prioridade maior é não treinar muito, não se sacrificar, não fazer muito esforço. Tal indivíduo fica contentíssimo ao pegar uma final B (disputa do 9º a 16º), avaliando que dado seu pouco investimento esse resultado é bastante satisfatório. Ele ou ela pensam também: potencial eu tenho para estar no pódio, mas como levei os treinos nas coxas, a final B está mais do que boa! Ele se considera vitorioso, pois sabe (ou acha que sabe) que o pódio ficou longe por opção. Não confundir com outros atletas que estão na mesma final B por falta de talento, tendo investido tudo o que podiam.

Podemos agora traçar um paralelo do parágrafo acima com a situação econômica e política do Brasil

Estar na “Final A” do mundo desenvolvido requer sacrifício. Em termos econômicos, o “sacrifício” é a poupança, é não consumir para poder investir (que equivale a “treinar” no esporte). Ou seja, investir hoje produz mais riqueza amanhã (a sonhada final A).

Mas o povo que sempre critica “os governantes” e “as elites” quer o que?

Acho que há pouca dúvida de que o povo brasileiro quer minimizar o sacrifício e pegar a final B. Crescer uns 3%, taxa bastante medíocre para as condições do país, garante ao governo ótima avaliação. Está de bom tamanho “pegar a final B” e ser parabenizado por isso. O padrão de comparação é baixíssimo, qualquer coisa melhor que uma crise brutal resulta em bons resultados nas urnas.

Pode-se alegar que as classes mais desafortunadas não tem como compreender a relação entre politicas imediatistas e a condenação do país à mediocridade eterna. São pessoas de baixa renda e que todos concordamos já terem feito sacrifício até demais, e votam em quem lhes da um cheque no fim do mês, o que, convenhamos, é bastante compreensível.

Embora a popularidade do governo nos diversos estratos socioeconômicos seja em linhas gerais inversamente proporcional a renda da população, seria incorreto afirmar que apenas pessoas de baixa renda ficaram satisfeitas com o período iniciado em 2002.

Camadas educadas e supostamente conscientes de fatos econômicos óbvios festejaram o período onde, a exceção de 2010, o país experimentou um crescimento novamente medíocre.  Dessa forma, fundamentos como: “não se enriquece sem se investir”, “não se investe sem poupança”, “o aumento exagerado do consumo gera crescimento no curto prazo, mas sufoca a capacidade de perpetuar os bons tempos” são solenemente ignorados. É a felicidade de ter terminado na final B, afinal não treinamos muito!

No presente momento encontramo-nos nessa situação de novo. Nossa presidente vai a televisão bater em banqueiros (ou em qualquer outro elemento pertencente ao vasto conjunto dos bodes expiatórios), e sua popularidade alcança altitudes invejáveis – apesar de o crescimento do país se encontrar já há quase dois anos no nível definido pelo impagável ministro Guido Mantega como “piada” (cabe a pergunta, por que o ministro que entregou a piada ainda está empregado?). Achar culpados ocasionais vale mais pontos do que colocar o país para andar, aparentemente.

O gênio do governo reside nessa percepção. O PT em sintonia com seu eleitorado, entendeu que o contínuo inchaço do Estado é, afinal, popular. É péssimo no longo prazo, mas quem nao adora o dólar barato, que faz ser mais em conta ir pra Miami do que para um resort em território nacional? Medido em dólares,  a capacidade de consumo da classe média (de todas as classe, na verdade) deu um belo salto. E quem não gosta de consumo? A preocupante queda da produtividade, a inabilidade da indústria nacional de se manter competitiva e o baixíssimo nivel dos investimentos públicos, tudo isso está ligado à festa consumista, são todas faces do mesmo problema, mas quem se preocupa com isso?

Como exemplo, nos últimos anos as principais metrópoles brasileiras vem galgando degraus nas listas internacionais de “cidades mais caras do mundo para se viver”. Isto nada mais é do que a outra face da moeda da sensação de estarmos todos mais ricos. Viver numa cidade cara faz as outras parecerem baratas. O que é de fato uma distorção temporária, pois não se fica rico de verdade sem aumento dos investimentos e da produtividade. Sem isso a sensação de riqueza é apenas ilusão monetária. A cidade fica cara por problemas do lado da oferta – o que é má notícia – nao por que a renda cresceu demais.

Em suma, o brasileiro não quer fazer o sacrifício para chegar à final A. Observando-se a receita do governo federal nos últimos 10 anos o que se vê é recorde atrás de recorde na arrecadação. A dinheirama vai parar no custeio da máquina pública, enquanto assistimos ao triste espetáculo da lama em que se encontram os investimentos públicos. Regularmente os bondosos governantes concedem algum “direito” novo. Os problemas estruturais são alegremente varridos para debaixo do tapete. Com memória curta, especialmente do eleitorado mais jovem, o contraste colocado é o último ano do período FHC quando o país atravessou uma crise intensa (aliás, crise de origem exógena, que afetou duramente os países emergentes em geral). Usando-se essa régua, a fraca recuperação subsequente ficou parecendo uma enorme vitória. E tome propaganda para convencer a todos – com bastante sucesso, infelizmente – de que tanto a crise fora causada pela inépcia do governo anterior quanto a recuperação foi puro mérito dos inovadores programas do novo governo (programas estes que anunciados com estardalhaço foram enterrados sem alarde após resultados pífios). Uma simples observação do que ocorreu com os outros países e do choque nos termos de troca que atingiu o Brasil soterrariam essa hipótese absurda, mas fatos inconvenientes nao ganham muito espaço no discurso oficial – isso obviamente era de se esperar, trouxa é quem nao consegue discernir propaganda de realidade. Ironicamente, ter tomado para si o mérito do período de expansao deixa os arquitetos da economia do governo em posição bastante inconveniente para explicar o marasmo atual – daí a intensa busca por bodes, preferivelmente externos.

A importante agenda de reformas constitucionais foi jogada pela janela. Não que o palácio do planalto esteja tentando arduamente e sendo rechaçado por um congresso hostil. Não. O governo tem controle do legislativo mas sequer TENTA empurrar qualquer coisa que seja impopular. É a recusa diante do sacrifício. Afinal, se está todo mundo feliz na final B, para que puxar um esforço mais forte?

Note-se que no longo prazo uns míseros 2% a mais de crescimento por ano fazem uma imensa diferença. Tiram um país do “middle income trap” para o seleto grupo dos desenvolvidos. Por isso creio eu que qualquer pessoa consciente tem a obrigação de exigir essa melhora – ela é perfeitamente factível.

A diferença principal entre o país desenvolvido e o preso na armadilha da mediocridade não é uma conta bancária mais gorda. É uma qualidade de vida superior. Um país que investe em infraestrutura ganha eficiência. Como exemplo básico, os custos associados ao trânsito infernal das capitais brasileiras é estratosférico. Isso é consequência direta da politica de um governo que nada investe em infraestrutura de transporte, mas que faz o possível e o impossível para aumentar a venda de carros (particularmente os “nacionais” que se mal podem ser chamados de carros menos ainda são nacionais – subsidiamos o capital dos outros!). Por que naturalmente comprar o primeiro carro deixa o eleitor bem mais feliz e realizado, ainda que atole o cidadão em dívidas. E deixa também mais um pouquinho de desperdício para todos. (Infelizmente o desperdício e ineficiência, pra não falar na poluição e irritação do transito não é incremental e proporcional ao aumento da frota, mas exponencial, pois a oferta de espaço é bastante inelástica).

As péssimas escolas públicas e hospitais superlotados são outro exemplo da falta de investimento. As estradas horrorosas, os aeroportos – como o Galeão, no Rio de Janeiro que está num estado inacreditavelmente lastimável, os portos sempre na lanterninha das listas internacionais de eficiência portuária, a lista é interminável.

A taxa de investimento do país é bem baixa – ao redor de 20% do PIB, dependendo do ano um pouco mais, um pouco menos. Para conseguir manter esses 20% ainda temos que ter um déficit em conta corrente, de cerca de 2% ou 3% do PIB. Portanto, vemos que o problema é a falta de poupança domestica.

Agora, se olharmos a poupança e o investimento doméstico dos três setores da economia, quais sejam, Governo, Famílias e Empresas observamos que a taxa de poupança das duas últimas, também conhecido como “setor privado” é um pouco baixa, mas não grotescamente baixa.

A fatia de poupança que cabe ao governo é pífia. O governo não investe quase nada. É um nível muito abaixo da média mundial, principalmente muito abaixo da média da Ásia, região cujo desenvolvimento o governo Dilma tanto almeja emular. Muitos acreditam que o governo federal está se comportando muito bem – veja só o superávit primário, dizem! Mas esse superávit alem de ser apenas “primário” só existe porque a receita do Estado vem aumentando vertiginosamente, ou seja, ele não representa absolutamente nada em termos de sacrifício!

De fato, olhando-se a receita do governo vemos que ao redor de 37% do PIB (incluindo Estados e municípios), trata-se de um nível bastante acima da média dos emergentes, compatível até mesmo com países já “prontos” do primeiro mundo.

Logo se o governo poupa pouco, não é por falta de dinheiro. A conclusão é obvia: na Ásia os governos investem mais com menos receita. A diferença é que o consumo do governo, o chamado “custeio”, no Brasil esta absolutamente fora da curva, sendo de longe o mais alto dentre países em estágio de desenvolvimento semelhante. Trata-se de um paquiderme voraz, que está amassando o futuro do país e cimentando de vez a mediocridade.

Agora as políticas oficiais têm sido consistentemente na direção de negar esse fato óbvio e comprovável. Alimentar o paquiderme é vendido como alguma forma de justiça, os gastos seriam na verdade “restauração” da pujança do Estado, que teria sido dilacerado por neoliberais sádicos, ao seu tamanho devido e “justo”. A porcentagem do PIB que o paquiderme consome desmente essa tese de imediato.

Por que outro motivo categorias de servidores públicos que, tendo obtido aumentos reais bastante generosos por vários anos a fio sentiram-se no direito de desencadear a onda de greves que assistimos no inicio deste ano? Várias categorias encontram-se com vencimentos comparáveis aos pagos nos países ricos, senão acima. Mas embalados pela ladainha petista, vendem essa inacreditável postura como uma luta por “justiça”.

A criação de novas estatais, a ampliação do tamanho de outras que nem deveriam existir, o frequente uso de artimanhas contábeis para tentar elevar a taxa de investimento sem passar pelo incômodo de se elevar a taxa de poupança – e depois reclamar do déficit em conta corrente, fingindo não saber que o mesmo é consequência direta dessa politica, tudo isso revela a mentalidade da “Final B”.

Fosse o público brasileiro mais ambicioso, e exigisse uma melhora qualitativa, a popularidade dessas políticas não seria tão elevada. Resta que a culpa do governo se apoiar na mediocridade e na constante busca por bodes expiatórios (os bancos! A Grécia! A Espanha! Os EUA! A manipulação dos chineses! As operadoras de cartão de crédito! As geradoras de energia! A lista não para de crescer) reside no juiz último, o eleitorado. Um eleitorado que quisesse chegar no pódio ou na final A não sustentaria esse tipo de governo.

A propaganda continua a toda, é claro. Agora que a firmeza e coragem da nossa destemida presidenta amassou a taxa de juros básica, vão “chover investimentos”! Infelizmente os dados mostram que desde que os juros começaram a cair o investimento privado encolheu! Ao mesmo tempo, o governo deixou de atingir a meta de superávit – o que seria razoável num momento de quase-recessão – mas mais uma vez, desgraçadamente, não para investir.

O nível nominal dos juros é apenas um número. Nada significa se não comparado com outros parametros como a inflação, a taxa de retorno média de um projeto, etc.  Para que o investimento mude de patamar precisamos que a poupança nacional mude de patamar também. E o plano do governo é poupar nos juros. Ainda que isso fizesse total sentido, o espaço que tal política gera não passa de alguns poucos, bem poucos, pontos percentuais no PIB. Não resolve o longo prazo. Se houver um aumento mensurável na taxa de investimento sem que o prometido “choque de gestão” ocorra, inevitavelment o déficit em conta corrente aumentará para níveis preocupantes, ilustrando a natureza insustentável desse tipo de estratégia (o déficit atual não é alarmante, mas quando se leva em consideração que tal déficit ocorre mesmo com investimentos baixos demais, a figura não fica tão tranquila).

Concluindo: se você acha que  “Final B” está ótimo, não reclame. Se gostaria de pegar o pódio, não mate treino nem apoie um governo que passa o tempo todo prometendo gerar um milagre sem sacrifício. A postura média do povo brasileiro parece ser a de ficar feliz com o medíocre. De que outra forma explicar que o país ao mesmo tempo esteja sempre no topo dos rankings internacionais de felicidade, e no fundo dos rankings de competitividade, corrupção, qualidade do serviço público, etc? De que outra forma explicar que o crescimento da economia se encontra em níveis quase recessionários e ao mesmo tempo a popularidade da liderança política estar elevadíssima? Sim, senhoras e senhores, o governo é eleito por nós, o governo representa o país, não foi imposto por um inimigo estrangeiro interessando na nossa eterna submissão!

É bonitinho fingir que o país é vitima de ganância alheia, mas matemática é matemática. Sem poupança não há investimento, e sem investimento bastante robustos não sairemos da mediocridade nunca.

Ah, em tempo, fazer novos estádios para a bonita festa da copa do mundo, ou um velódromo novo para uma bela Olimpíada são contabilizados como investimento publico (na maior parte), mas são elefantes brancos que não gerarão retorno algum. É um circo de desperdício. A evidência empírica é vasta: sediar olimpíadas é um péssimo, péssimo investimento. Necessidades prementes não faltam, mas a prioridade é o circo.

Gostaria apenas de comentar uma visão bastante popular, especialmente mas não só entre atletas, sobre o retorno de se sediar um evento esportivo importante. É comum ouvir que vai haver roubo, desperdício, etc, mas pelo menos ficam as melhorias (em transporte publico, particularmente, ou em outros tipo de infraestrutura). Infelizmente isso está errado. O que ocorre é uma elevação do nível de endividamento para que tais melhorias sejam realizadas. Apos o evento, o serviço desse pedaço adicional de dívida fica por muitos anos reduzindo os investimentos futuros na ampliação e manutenção de infraestrutura. Ao final de um período mais longo observa-se que o estado da região que sediou o evento será muito provavelmente pior do que seria sem o evento. Para ilustrar de maneira mais intuitiva, sugiro um pequeno exercício: o que é melhor, gastar $100 em infraestrutura tida como necessária, ou gastar $1.100, sendo $100 na referida infraestrutura e $1000 em obras superfaturadas que serão abandonadas logo após o evento? (Então no Brasil se se deseja uma restauração de um bairro decadente precisamos construir junto um velódromo olímpico? Não seria mais apropriado apenas gastar no objetivo central?) Nos dois casos após o evento fica-se com infraestrutura no valor de $100 so que no segundo caso fica-se pagando o serviço de dívidas adicionais de $1000. Não faz o mínimo sentido, mas é o argumento mais comum que se ouve dos que são a favor das Olimpíadas! Há outros, claro, sobre supostos enormes retornos sociais que nunca ocorreram em nenhum lugar e poderiam ser obtidos por muito menos dinheiro, esses eu nem vou comentar.

A defesa humanista das politicas da esquerda latina são sempre tentadoras, quem haveria de ser contra um salario mínimo digno, quem não se sente bem apoiando a melhor distribuição de recursos? O perigo reside nessa falácia: a adoção de politicas com demasiada ênfase no “distribucionismo” sem uma estratégia coerente de incentivo à poupança doméstica e elevação do potencial de crescimento não tira ninguém da pobreza. Infelizmente, como ilustram certos países mediterrâneos, tais falácias podem facilmente jogar na pobreza quem um dia já foi desenvolvido.

Ficar feliz com a “Final B” é direito de qualquer atleta. Mas ficar satisfeito com o país na final B da corrida mundial implica em certo egoísmo. Podemos achar que “assim está bom”, mas achar isso é condenar uma grande fatia da população a não ter chance de viver num pais que oferece uma melhor qualidade de vida. Pode ser pouca diferença pra quem já é rico, mas é enorme a diferença pra quem nasce sem privilégios.

18 comentários em “Comemorando a Final B

  1. rcordani
    8 de novembro de 2012

    Boa Pacheco, demorou mas consegui ler até o fim, e não me arrependi.

    Só uma questão: como conciliar objetivos de longo prazo com eleições a cada DOIS anos? O partido que aprende a dominar a agenda eleitoral não tem a MENOR intenção de realizar projetos de longo prazo, caso contrário perde a próxima eleição.

  2. mpacheco1
    8 de novembro de 2012

    Essa e’ a tragedia latina. Pensando assim Chavez e Kirchners ganham eleicoes, enquanto seus respectivos paises afundam. A licao e’: nao confie no julgamento das massas para tomar boas decisoes!
    Agora isso e’ inevitavel? Nao. Basta ver que OUTROS paises latinos vao muito bem, obrigado. Paises como Chile, Colombia, Peru e ate o Mexico mostram que que a mediocridade nao e’ um beco sem saida. Quem quer sair, sai. FHC conseguiu um segundo mandato com agenda reformista. Depois com a crise internacional, o PSDB afundou. Mas o periodo 94-98 mostra que o eleitorado nao necessariamente so vota em quem entrega consumo facil – o eleitorado nao reclama disso, mas nao se rebelaria com o oposto nao!
    Eu nao estou sugerindo nem acho justo que o governo anuncie uma reducao do salario minimo ou o fim do bolsa-familia. Mas o tao prometido “choque de gestao” onde o setor publico emagreceria de verdade nao custaria muitos votos nao. So nao fazem porque acham que nao precisa. E acham isso porque apesar do mau desempenho, ta todo mundo feliz (vide altissima popularidade da presidenta). Ou seja, pra ir pra final A a condicao necessaria e’ mudar a mentalidade de final B. Outros conseguiram, por que nos nao?

  3. rmmunhoz
    8 de novembro de 2012

    Bom texto, Pacheco. Me parece o sumário das suas críticas dos últimos anos. Na minha opinião, o foco em educação poderia ajudar a mudar a tendência de valorização do consumo e recompensas imediatistas e assim eventualmente aumentar poupança, Mas isso provavelmente requer tempo, foco e vontade política que não temos em grande oferta no momento, não? Acredito que um eleitor com melhor educação tem mais chances de fazer melhores escolhas para o seu futuro e do país. Abraços e volte sempre!

  4. mpacheco1
    8 de novembro de 2012

    “Mais educacao” e’ sempre lembrado como elixir magico que curaria tudo. Mas eu acho que ha outras coisas dificeis de serem identificadas que influenciam esse tipo de comportamento eleitoral. Basta observar a Argentina, cujo nivel educacional medio, piadas a parte, e’ BEM mais alto que o do Brasil. E a Argentina encontra-se agora em acelerado processo de suicidio economico. A maior escolaridade nao os salvou do engodo. Lembrando que a maluca da Cristina (ou Cretina, como eu carinhosamente prefiro) Kirchner foi eleita em primeiro turno!

  5. Eduardo Hoffmann
    8 de novembro de 2012

    Pacheco,

    Só complementando: a arrecadação total de tributos representa 37% do PIB, aproximadamente, entretanto, eu somaria aí o déficit nominal, pra chegar no “custo total do Estado”… Uns 3% a mais, arredondando… Ou seja, o Estado, nas três esferas (contando Executivo, Legislativo, Judiciário e o Ministério Público), “custam” uns 40% do PIB… Nível Britânico de tamanho do Estado… O único país de nosso nível de renda per capita com Estado tão inchado…

    • Anônimo
      8 de novembro de 2012

      Sem duvida, e quando voce retira os investimenos publicos das contas para comparacao, ai fica feio mesmo!
      Como a previdencia brasileira, que tendo uma demografia jovem e favoravel gasta mais do que alguns paises europeus em situacao oposta. E’ inacreditavel que para o eleitorado “assim ta bom!”

  6. Anônimo
    8 de novembro de 2012

    Nunca vi tanta besteira escrita ! Vcs trabalham ou ficam o dia inteiro pensando em Resolver os problemas do mundo,resumindo Corneteiros!!!

    • rcordani
      8 de novembro de 2012

      Anônimo: acertou, nosso trabalho é aqui e a gente está tentando resolver os problemas do mundo.

      Pelo jeito você não gostou: pena! Passa no caixa e pega o seu dinheiro de volta!

      • Marcelo Menezes
        8 de novembro de 2012

        Esse negocio de anônimo é um saco. Todo mundo tem o direito de não concordar com o texto. Só que a maioria pelo menos até agora tem discordado argumentando com boas idéias, trazendo dados e enriquecendo a discussão. Então se o autor do texto se identificou, o critico anônimo podia fazer o mesmo! Até porque não agregou nada!

      • Eduardo Hoffmann
        9 de novembro de 2012

        Curiosa essa mentalidade de que pensar, refletir, trocar idéias, discutir, debater, etc… seja alguma forma de “perda de tempo”. Dentro dessa mesma “filosofia”, o que importa mesmo é colocar uma viseira, daquelas para cavalos, evitando a visão além de alguns poucos graus de amplitude, e sair “ralando” no trabalho cotidiano… sem usar o cérebro para nada além do repetitivo…

        Essa “Cornetagem” é característica de uma democracia saudável, meu caro(a) Anônimo(a)… Entretanto, suspeito que, essa liberdade toda de expressão o(a) incomode… Talvez sejamos nós aqui somente mais uma “extensão” dessa “mídia golpista”´… Parece-me que lhe agradaria uma boa censura, um “controle social”, quem sabe por parte de um futuro “sindicato dos nadadores do Brasil”, ligado a algum partido de inspiração Stalinista.

        Se não quiser ler, não leia… Mas se for criticar, e quiser ser levado(a) a sério, identifique-se… O “mundo das sombras” é reservado para aqueles que não tem confiança na sua habilidade/capacidade de defender um ponto de vista…

      • rcordani
        9 de novembro de 2012

        O que me incomoda particularmente não é o anonimato, e sim a ausência de argumentação!

      • Eduardo Hoffmann
        9 de novembro de 2012

        Renato,

        Acho que fica bem mais fácil essa ausência de argumentação, no anonimato… é o esconderijo perfeito para a mediocridade…

        O que me incomoda não é uma pessoa ter idéias divergentes, mas, na ausência de argumentos estruturados, tentar desqualificar as opiniões de outros, na linha: “só fica falando, mas não se mexe para mudar”, ou ainda “só fala besteira, fica perdendo tempo, e não trabalha”…

        É como se a própria existência de um debate já incomodasse…

    • mpacheco1
      9 de novembro de 2012

      a patrulha tarda, mas nao falha!

  7. Marcelo Menezes
    8 de novembro de 2012

    Excelente o texto Pacheco! Explica de maneira muito clara o atual governo!

  8. eduardoestefano
    12 de novembro de 2012

    Reblogged this on eduardoestefano's Blog and commented:
    Final B é pros Pebas

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