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Natação e cia…

Jason Lezak e a incrível mentalidade americana. Ou: sangue nos olhos nos EUA é da cultura!

Imagine a seguinte situação: você está na final olímpica e integra aquele que já foi considerado o melhor revezamento do mundo, e você vai fechá-lo pela raia 4. Esse revezamento só perdeu a olimpíada duas vezes, coincidentemente nas duas últimas, e você estava em ambas as equipes derrotadas. O presidente do seu país está nas arquibancadas. Você vai cair para fechar, mas as coisas não estão indo muito bem e seu companheiro te entrega a prova 0.59s atrás da equipe da França, que está na raia 5.

Seu nome é Jason Lezak, e você olha para o lado esquerdo e o imenso francês que vai fechar o reveza adversário é nada menos do que o recordista mundial de 100 livre. A sua tarefa é “simples”: cair na água quase um corpo atrás e ultrapassar o recordista mundial!

Bernard_Lezak

Jason Lezak caindo um corpo atrás do então recordista mundial de 100m Livre.

Mas Lezak é americano, e a mentalidade americana talvez seja a mais preparada do mundo para lidar com esse tipo de situação.

Tomemos o exemplo do torneio de basquete do meu filho Rafael (9).

Inscrevi-o na liga de basquete da região, e como a gente não conhecia ninguém aqui, o time dele foi formado por um “catadão”, enquanto os melhores times foram formados pelos pais mais antigos e engajados que tiveram a oportunidade de formar seleções com as crianças mais habilidosas. Logo no primeiro jogo no dia 10 de janeiro, o time do Rafa (Hawks = time 10) enfrentou uma dessas “seleções”, o Celtics = time 11. Eu não tinha expectativa muito alta para esse jogo, mas o baque foi grande: tomaram de 36×6. Na arquibancada, eu ficava menor a cada cesta adversária olhando o semblante triste do meu filho, que mal conseguia pegar na bola. Após a humilhante derrota, o Rafael não podia esconder a decepção e o sentimento verbalizado de “o que estou fazendo nessa liga? Pra que tanto sofrimento?”.

No segundo jogo (era um jogo por semana) contra o time 9 o chocolate foi similar 30×4, mas a coisa melhorou a partir do terceiro jogo, o time ganhou um pouco de estrutura por causa dos treinamentos (que a essa altura eram 2x semana fora o jogo), pegou um time mais fraco (time 12) e eles conseguiram uma grande vitória por 19×12! Alvíssaras! Animado, o coach aumentou a carga para três treinos por semana, melhoramos, mas perdemos honrosamente os últimos quatro jogos classificatórios por 26×15, 18×12, 24×12 e 27×23.

Com seis derrotas em sete jogos, ficamos em quinto (de seis) na classificação da Eastern Division. Nessa altura do campeonato eu já estava muito satisfeito com a liga, e apesar das derrotas o Rafael estava curtindo bastante a participação. Já o nosso coach tinha outros planos. Ele queria GANHAR A LIGA. Eu pensei, caramba, nosso time está se divertindo e fazendo um bom papel, maaaaaas, como assim GANHAR A LIGA? Nós não temos a MENOR CHANCE de ganhar a liga!, pensei.

Na primeira partida dos playoffs jogaríamos contra o time que tinha ficado em quarto, aquele que a gente já tinha perdido por 26×15 na fase de classificação. Durante a semana, intensificou-se os treinos e o coach chamou todos para darem tudo de si:

Again, it’s been an awesome season and we don’t want it to end tomorrow night. Be as loud as you can tomorrow and help fuel the kids to victory. We want to win and we are going to go for it. So when the time comes we are going to give ourselves the best chance to do so  I just want everything to be clear. Get a good nights rest, get hydrated and see you tomorrow at 3:30. Bring the energy. Go Hawks!!!

Os meninos se superaram e ganharam a semifinal da divisão por 27×21! Awsome job! Agora era a hora de pegar novamente o Celtics (lembra do primeiro jogo?) no dia 07 de março pelas semifinais da divisão. Vocês pensam que o Coach disse que era impossível ganhar o jogo de um time contra o qual há menos de dois meses antes tomamos de 36×6? Não! Ele intensificou os treinamentos (foram quatro nessa semana), mandou todo mundo assistir basquete na TV durante o tempo livre, descansar e se hidratar para fazer o jogo perfeito e ganhar o jogo daquele que era teoricamente imbatível, o mesmo que há  dois meses nos tinha vencido por 36×6.

Awesome win tonight team!!! We didn’t play as well as we could’ve but we got the result. We will now move on to the conference semi finals next Friday. We will play the #1 undefeated team. We will need to be as close to perfect as possible. Keep working on your lay ups at home, and please try to make it to all the practices this week as we will implementing a new defense so that the other team cannot prepare for us.

Remind the kids to come focused, we can laugh and smile after our game.

We can do this! Believe. Bring the energy. Dare to dream. GO Hawks!!!!!!

Não, infelizmente os Hawks não ganharam o jogo e não foram para a final, perderam honrosamente dos Celtics por 27×10. Mas foi bem melhor do que o 36×6 do primeiro jogo, e inclusive os Celtics depois ganharam a final da divisão e a final da liga. Mas o que achei impressionante foi a mentalidade dos caras. Em nenhum momento, mesmo quando o time mal pegava na bola o Coach desanimou, e almejou sempre o TÍTULO DA LIGA mesmo contando com um plantel nitidamente inferior. Rafael aprendeu as seguintes lições:

1) Americanos jogam pelo ouro, não importa o nível do time.

2) Mesmo que você esteja ganhando por 20 a zero, você não relaxa. Respeitar o adversário é ganhar dele pelo maior score possível.

3) Quer o ouro? Então treine mais do que os outros, três, quatro, cinco vezes por semana, e jamais aceite a derrota antes do jogo, mesmo se for jogar contra um time teoricamente superior.

4) Faça o possível e o impossível para ganhar. Mas se perder, cumprimente o adversário e vá comer uma pizza. E a culpa da sua derrota não é do juiz!

Lezak:

Voltando ao Jason Lezak da final olímpica dos 4×100 Livre em Pequim 2008: ele caiu na água um corpo atrás do então recordista mundial dos 100m Livre, Alain Bernard, fez a melhor parcial de 100 livre de todos os tempos (46.06), passou o francês de forma inacreditável e ganhou o ouro para os Estados Unidos. Foi o momento de maior comemoração da carreira do Michael Phelps, que ganhava ali a segunda e mais difícil medalha da saga dos oito ouros. Assista abaixo essa fantástica fechada e acompanhe as fotos retiradas do filme.

(clique nas fotos para ampliar).

Eu nunca deixei de acreditar, nem naquela hora, por incrível que pareça!

Pelo menos foi isso que o próprio Jason Lezak disse quando visitou o time de natação do Rafael no dia 01/03/2014. A exemplo do coach do basquete, Lezak estava lá para ensinar a jamais deixar de acreditar.

Lezak_Rafa

Jason Lezak, os ouros olímpicos e o Rafael.

Olha, eu sei, tem muito brasileiro com sangue nos olhos também, o Gustavo Borges por exemplo era um animal fechando (veja um exemplo aqui).

Mas aqui nos EUA, amigo, sangue nos olhos e faca nos dentes faz parte da cultura!

Sobre rcordani

Palmeirense, geofísico e nadador master peba.

17 comentários em “Jason Lezak e a incrível mentalidade americana. Ou: sangue nos olhos nos EUA é da cultura!

  1. Marina Cordani
    21 de abril de 2014

    Muito legal, Renato! Tenho certeza de que me faltava isso na minha carreira de nadadora e de jogadora de polo aquático. Eu estava sempre muito aware das possibilidades e limites. Mas, falando sobre o técnico do Rafa, que encontrei em 2 ou 3 ocasiões, o cara é demais!!! Um menino de High School ainda, mas com todas as características de ótimo líder. Tomara que ele se torne um coach! E parabéns para o Rafa, que cumpriu honrosamente com os compromissos!

    • rcordani
      21 de abril de 2014

      Realmente, o coach era muito legal! Mas dava para ver que todos os coaches levavam o negócio bem a sério, o dos Celtics por exemplo estava ganhando de 20×0 mas o outro time pegava na bola e ele gritava DEFENSE! DEFENSE!

      Darei os parabéns ao Rafael, ele vai ficar contente.

  2. Rodrigo M. Munhoz
    21 de abril de 2014

    Que texto legal!
    Me trouxe duas lembranças interessantes… 1o da Liga de Basquete Mirim da Luso de Bauru, da qual meu grande amigo Vitinho participou e depois ajudou a organizar. Era uma super disputa todo ano e nós da natação as vezes invejávamos os uniformes coloridos e o bom publico deles nos fins de semana…2o Lembrei do filme “The Mighty Ducks” – um clássico do cinema esportivo infantil. Quando você descreveu a vitória nos play offs quase te liguei pra comprar os direitos pro roteiro do filme… Podia chamar “Rafa’s Hawks” ou algo assim, bem sonoro.
    Sei que muitos vão comentar do Lezak e do eye of the tiger culture, por isso vou ficar por aqui.
    Um Abração e meus parabéns ao Rafa e ao coach X!

    • rcordani
      21 de abril de 2014

      Valeu Munhoz. O filme iria ficar sensacional se eles ganhassem a liga.. Do jeito que foi, ficou bom para um post!

  3. Flávio Amaral
    21 de abril de 2014

    É uma das coisas que falamos, no Rev não tem essa.

    Puro sangue nos olhos mesmo.

    Bernard distraiu, raspou na corda, perdeu o foco e o ouro.

    • rcordani
      21 de abril de 2014

      Flavio, o problema é que o Alain Bernar fez a parte dele decentemente, ele meteu 46.73, not bad at all…

      Quem fez o impossível foi o Lezak!

  4. Mauricio Niwa
    21 de abril de 2014

    Esse revezamento foi sensacional, inacreditável! E o post foi muito feliz ao utilizar o fato como ilustração da mentalidade americana, ainda mais com o aproveitamento do exemplo da liga de basquete “dos pequenos”.
    Os caras são realmente muito competitivos. Não à toa chegaram onde chegaram.
    Abraços!

    • rcordani
      21 de abril de 2014

      Valeu Niwa, realmente um traço da cultura daqui dos EUA. Para o número de medalhas de ouro do país e para os vencedores, é muito bom, mas tem também o lado de dividir o mundo entre esses vencedores e uma legião de “losers”, questão delicada, né?

      • Mauricio Niwa
        22 de abril de 2014

        Sim, Cordani, eu ia mencionar essa coisa dos “losers”, mas achei que ia ficar longo demais o meu comentário. Também eu não sei se existe meio-termo.
        Outro dia ouvi uma história muito interessante sobre a cultura indiana, que, de cera maneira, é bem o oposto da americana na questão de aceitar “as coisas como elas são”.
        No final das contas, é difícil saber quem vive melhor. Mas o resultado dos americanos é mais, digamos, visível.
        Grande abraço!

  5. Paulo Milko'
    22 de abril de 2014

    Cordani,

    Grande texto. Leio seus artigos semanalmente, apesar de nunca ter treinado natacao, sou da mesma geracao.

    Lendo seu artigo lembrei que vi esta prova de revezamento na TV e admirei muito a vitoria dos americanos. Realmente, e’ cultural: os gringos podem ser meio “travados”, apegados a sistems e processos. Nao tem improvisacao. Mas quando enfiam algo na cabecao, se dedicam ate conseguir. Com consequencias admiraveis (e em poucos casos, lamentaveis – como na politica – mas isso e’ papo para outra hora)

    Porem associar a dedicacao a vitoria em um grupo de adultos profissionais a criancas de 10 anos e’ um grande erro – um desastre para esta geracao e para o esporte nos Estados Unidos.

    Ha algumas semanas escutei uma palestra de um desconhecido ex jogador de basquete da NBA – Bob Bigelow. Palestrante de esportes e treinador de times de basquete junior, ele veio a escola das criancas falar sobre o problema fundamental do esporte infantil nos EUA.

    E’ admiravel que aqui nos EUA, a esmagadora maioria dos treinadores de criancas de 6 a 14 anos sao os proprios pais. Diferente do Brasil, aqui os pais se dedicam a educacao esportiva dos filhos. Isso permite uma real universalizacao do esporte. Adicionando a isso, o custo de um treinador aqui e’ muito mais alto que no Brasil. Isto torna inviavel o modelo de esportes que temos em alguns clubes nas grandes cidades brasilieras.

    Porem os treinadores voluntarios, apesar de muito dedicados, em sua grande maioria nao tem preparo para treinar as criancas. Por exemplo: eu estudei 6 anos de biologia na escola – mas isto nao quer dizer que estou preparado para ser um professor de biologia. Por esta logica, alguem que treinou basquete ou nadou 10 anos quando era jovem provalvelment nao esta preparado para ser treinador destes esportes. Um bom treinador tem que ter um peparo educacional, conhecer as diferentes etapas do desevolvimente de criancas, etc…

    Aqui e’ normal os pais voluntarios se dedicarem imensamente ao treinamente de seus filhos e das equipes amadoras. Isto e’ fantastico, pois democratiza o esporte em proporcoes gigantes – algo que no Brasil ainda e’ um sonho. Porem estes pais “treinadores” foram preparados para serem, administradores, advogados, encanadores, jardineiros, etc. Nao para ser treinadores.
    Isto nao e’ necessariamente um problemas. Muitos esportes nao necessitam treinadores especializados quando as criancas estao comecando. Um treinador amador tem que entender as fases de aprendizadoe e maturidade emocional das criancas e aplicar treinos que sao apropriados a cada idade.

    Sim existem alguns esportes que necessitam especializacao precoce como a ginastica olimpica. Mas a grande maioria dos esportes, este nao e’ o caso. Com certeza nao e’ o caso para basquete, hockey, etc. (natacao nao sei, ai voce e’ o expert).

    O Bob Bigelow comentou que uma Universidade por aqui fez um trabalho serio com milhares de entrevistas a criancas que praticam esportes e seus pais. (nao me recordo o nome da pesquisa, mas esta no livro to tal do Bigelow – que por aqui e’ nome de cha…)

    Note que a maioria dos entrevistados sao de esportes com basquete, basebol, futebol, futebol americano, hockey, atletismo – estes sao os esportes mais popoulares por aqui. Porem tenis, natacao, e outros esportes estao incluidos

    Em resumo perguntaram as criancas por que elas gostavam de praticar esporte? As criancas de 6 a 13 anos responderam, em ordem de importancia: 1º mais portante: para estar com os amigos, 2º: para se divertir; 3º para correr ou sentir velocidade….etc. “Gostar de Ganhar” nao apareceu entre as primeiros 10 razoes que levam as criancas a praticarem esportes.

    Depois perguntaram aos pais destas criancas porque eles apoiavam e incentivavam os filhos a praticar esportes. Adivinha qual a resposta: 1º mais imporatante: Ganhar… .

    Por iso que a grande maioria das criancas nos EUA desiste da pratica esportiva, inclusive de esportes que elas tem potencial de alta performance. Este e’ um dos motivos que os americanos adultos praticam pouco esporte (e e’ um fator indireto a crise de obesidade no pais).

    Criancas querem se divertir, socializar, evoluir, sentir o prazer da adrenalina que o esporte lhes da. Claro que quando perdem ficam chateadas, ate choram. Mas pode observar: 15 minutos depois de uma derrota 100% das criancas estao sorrindo, fazendo piada de si mesmos, dos outros etc.

    O estudo mencionado confirmou que o objetivo “ganhar ou vitoria” comeca a aparecer nas respostas dos adolescentes a partir redor dos 14 anos de idade –quando as criancas estao no colegial. E, a partir dai, aumenta a prioridade de vitoria.
    Hoje vivo em Boston. Meu filho, 8-9 anos no ano passado, estava no “travel team” de um time hockey da cidade. Ele entrou no pior time em sua faixa etaria. O moleque herdou a falta de habilidade do pai somada a inexperiencia tupiniquin no gelo. Foi um dos piores do time. O time foi bem. Tinha um treinador durao que queria ganhar. Nos ultimos minutos dos jogos apertados, favorecia os melhores jogadores em quadra para garantir o resultado.

    Este ano ele, permaneceu no mesmo time. A maioria de seus colegas “subiu” para times melhores. Teve um tecnico bem mais tranquilo. Deixava as criancas patinarem e terem mini jogos nos treinos. Nada de exercicios complicados (nesta idade a capacidade de concentracao de uma crianca com o tecnico nao passa de 20 segundos). Meu filho ganhou autoconfianca, tomou gosto pelo assunto, adorou estar com os colegas. Os dois ou tres melhores do time jogavam o mesmo tempo que os 2 ou 3 “moscas mortas”.

    Esporte tem sua maior virtude na formacao de individuos, nos valores de dedicacao, de etica, nos habitos saudaveis, etc.

    A mania Americana de expor criancas pequenas a frequentes treinamentos estruturados esta destruindo esporte neste pais. E no quesito “medalhas e vitorias profissionais” a performance dos EUA e’ lamentavel: e’ so dividir o numero de medalhas olimpicas pelo numero de habitantes e compara-los a outros paises desenvolvidos.

    Um grande numero de criancas nos EUA desiste precocemente de esportes. Os pais, os tecnicos, a sociedade em geral, sempre busca a vitoria.

    Sem se dar conta, o tecnico do time que voce mencionou, e’ parte desta tragedia esportiva. Nao e’ culpa dele. E’ o sistema que esta viciado.
    A solucao: deixe que as criancas “joguem mais bola”, treinem menos, tenham mais tempo para jogar basquete na rua. Menos jogos de times que viajam grandes distancias de um lado ao outro – para a familia de uma crianca de 10 anos, quanto mais perto o jogo, mais chance da familia apoiar o moleque.

    Na pesquisa tambem perguntaram o que as criancas mais gostavam da plateia e da torcida. A resposta foi reveladora: gostavam quando os avos iam ver o jogo no lugar dos pais. Por que? As criancas mencionaram: por que eles nao dao palpites gritando durante o jogo e estao sempre sorrindo apos o jogo: na vitoria e na derrota.

    Cordani, sou fa do seu blog e se um dia vieres para os lados de Boston, venha visitar.
    Abraco,
    Milko’

    • rcordani
      22 de abril de 2014

      Obrigado Milko, excelente texto o seu também!

      Verdade que muitos coaches eram os pais, inclusive esse que comentei acima e que ficava gritando “defense, defense” desesperadamente mesmo com o seu time ganhando de 20×0. Imagino que esses caras não tenham realmente formação adequada, por outro lado esses caras são os mais interessados que o filho tenha uma boa formação e não “estoure” cedo, o que pode ocorrer quando o coach quer “fazer o nome” em cima de um time sem se importar com o longo prazo.

      Concordo contigo que esporte em criança tem que SEMPRE ser lúdico e prazeroso, senão a criança espana, mas tem um balanço entre diversão e seriedade que não pode passar muito para nenhum dos lados. O coach bom é o que consegue fazer a coisa com seriedade e diversão ao mesmo tempo! Por sorte eu tive um desses quando pequeno, o Pancho.

      Finalizando, para a maioria de nós (e dos nossos filhos) o esporte deve ser um complemento da educação e da vida, e para isso se divertir é fundamental!

      Grande abraço, e querendo fugir do frio, venha para o sol da Califa!

      • pedrovaladares
        5 de maio de 2015

        Cara, sou um nadador PEBA ao cubo, mas adoro os textos do blog. O mais legal é que muitas vezes os comentários enriquecem ainda mais os textos(como aconteceu agora entre vocês dois). É sensacional! Tanto os autores, quanto os visitantes são de alto nível, coisa raríssima na internet hoje em dia!

      • rcordani
        5 de maio de 2015

        Obrigado Pedro pelas simpáticas palavras.

  6. .
    22 de abril de 2014

    o correto e’ “fire in the eyes”

  7. Pingback: A despedida | Epichurus

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Publicado às 21 de abril de 2014 por em Natação, Olimpíadas e marcado , , , , , , .
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