Epichurus

Natação e cia…

Sundown Swim to Seoul 1988 – “You cannot swim!”

O Projeto Mesbla de Natação investiu alto para incrementar a experiência internacional dos seus atletas, 4 meses antes das Olimpíadas de Seoul.

Apenas 3 dias após o encerramento do Interfederativo – Campeonato Brasileiro de Seleções – estávamos no portão de embarque do Galeão para embarcar para os EUA – era minha primeira vez na terra do Tio Sam. Nosso patrocinador havia encerrado o contrato com a Speedo e entregou os novos uniformes da Adidas, em padrão internacional. A coleção estava demais.

delegação no embarque

Vladimir Ribeiro, Adriana Pereira, Renato Ramalho, Daniela Lavagnino, Ângela Tupynambá, Leonardo del Vescovo, Cristiano Michelena, Monica Rezende, Cristiano Azevedo, Cristiane Santos, José Geraldo Moreira, Cícero Torteli, Fernando Magalhães e Julio Rebollal (patrocinado pela Francisco Xavier Imóveis).

Nosso destino era a Flórida. Ficamos hospedados em Del Rey Beach, na Baseball School, uma estrutura preparada para receber centenas de jovens para treinamentos intensivos da modalidade durante os períodos de férias de verão. Estávamos somente nós por lá, rapazes numa casa, moças noutra. Havia uma van bem grande da escola a nossa disposição e o Fernando Sorage, coordenador na viagem, havia alugado outro utilitário para caber toda a equipe.

O Mission Bay Aquatic Center ficava a poucos quilômetros, em uma cidade chamada Boca Raton. Vários colegas já haviam estado lá no ano anterior. Ramalho havia me falado maravilhas sobre a estrutura, mas como sempre foi muito ruim com fotografias, o cenário estava só no meu imaginário. Surpreendeu. A arquitetura era linda, espaços amplos, tanto em vestiários como em sala de musculação, duas piscinas olímpicas, piscina de saltos, jacuzzi, lago artificial, paisagismo exuberante e no estacionamento, vaga reservada para o Porsche Carrera do Mr. Schubert, o Mark, consagrado coach dos times norte-americanos.

Fachada Mission Bay

Um dia de descanso da viagem, reconhecimento da piscina, terceira raspagem em três semanas e partimos para a competição. Diversos craques internacionais como o recordista olímpico e mundial Rick Carey; outra lenda do nado de costas, John Naber, atuando como comentarista; o polonês Arthur Wodjat que tinha quebrado o recorde mundial de 400m livre havia dois meses e Matt Biondi, o maior nadador da época, recordista mundial dos 100m livre e sobre quem, pesava a pressão da mídia pela possibilidade de igualar o feito de Mark Spitz com 7 medalhas de ouro nos jogos olímpicos.

O Cícero Torteli havia sido colega do Wodjat em Mission Viejo e foi abraçá-lo efusivamente. Fomos juntos para cumprimentá-lo, vi Cícero cochichando no ouvido do polaco e quando eu me aproximava junto com a Daniela Lavagnino, o gigante se vira e num sotaque carregadíssimo , grita: “Suco de buc…!!!” – e caiu na gargalhada, olhando para o lado para conferir se havia falado certo. Só escutei o “Aí meu Deus” da Dani ao meu lado.

Arthur Wojdat

O Piu só aparece nessa foto, foi o único do Projeto Kibon a ir conosco. E o Jorge meteu um chifre no recordista mundial.

Recordes 400m livre

Acomodados na pequena arquibancada móvel ao lado da piscina, sentamos para assistir a primeira prova 200m medley feminino, com a participação da Ângela Tupynambá. Logo após a saída, comentei: “tá bem encaixado o borboleta da Anginha, em ritmo de 31s78” – juro! Ela fechou os primeiros 50m e acertei até os centésimos do parcial. Juro de novo!

Em seguida o Renato nadou pela primeira vez abaixo de 2m10s nos 200m medley na longa, e era também na primeira etapa, a prova dos 50m livre. Uma semana após nadar em 23s90, eu mirava os 23s57 – índice olímpico. Sentia-me bem e fui para a prova nervoso, mas confiante e infelizmente, não puder nadar.

A ÚNICA DESCLASSIFICAÇÃO DA MINHA VIDA

Eu costumava fazer a saída de agarre com os polegares pegando a frente do bloco e os demais dedos agarrando na lateral. A plataforma do bloco de partida era o mais largo que eu já havia visto, não senti bem segurando daquela forma no aquecimento e optei em segurar na frente.

Os atletas levavam bem mais tempo que no Brasil entre o “take your marks” dito pelo árbitro até assumir a posição imóvel para aguardar o sinal de partida – percebi só depois. Fato é que abaixei rápido, não estabilizei e caí. Pensei: “que papelão… calma aí, fica tranquilo, sobe lá, e faz a coisa direito” – naquela época, o atleta estava passível de desclassificação na terceira saída em falso, a não ser que o árbitro geral avaliasse que a queimada havia sido proposital. Lá nos EUA era diferente… naquela competição qualquer saída em falso que ocorresse em série eliminatória ou consolação, eles desclassificavam na primeira, só havia perdão nas finais A.

Saí da água, fui para trás do bloco, tirei o excesso da água e comecei a hiperventilar novamente quando percebi o árbitro se aproximando, disse algumas palavras que concentrado, não entendi. Ele percebeu minha expressão.

– Do you speak English? – indagou;

Não que meu ingles fosse um espetáculo, mas pensei, “se esse cara quer me desclassificar, o melhor é dizer”… – no!

E ele: “Where is your coach?”;

E eu, novamente em vã tentativa, “I don’t know”; Já dava tempo dele ter soltado aquela prova com a minha participação, mas ele não estava disposto a me dar outra chance. Elevou um pouco o tom, movimentou o braço direito em direção ao tanque de saltos me convidando a sair e finalizou “YOU CANNOT SWIM!”.

Como foi duro! Como meu principal algoz, me julguei, condenei, fiquei com vergonha do fato do Projeto Mesbla ter pago aquela viagem e eu ir lá fazer esse papelão e principalmente, desperdiçar a chance de tentar o índice.

Consolado pelos colegas, conversei com o Leo e logo em seguida chegou o Daltely. Super descontraído, disse que havia tirado uma foto minha durante a conversa com o árbitro (infelizmente nunca cheguei a ver essa), e disse que tentaria junto com a organização da competição que eu nadasse como extra mais tarde, sem valer para a competição, mas como tentativa de índice.

Explico: o índice que eu havia conquistado na Seletiva do Fluminense, servia para os atletas participarem das séries mais fortes das eliminatórias, terminadas as provas dos mais fortes, repetia-se o mesmo programa, ainda de manhã, para que os atletas sem índice pudessem nadar. Era com esse grupo que o Dalty queria me encaixar, mas não deixaram.

Mas graças a esse formato, pude competir os 100m e os 200m livres naquela competição.

 4x200m – BRONZE NÃO, CAMISETA!

Na tarde do primeiro dia nadei o revezamento com Jorge, Castor e Julinho Rebollal – equipe de peso. Chegamos em 3º, atrás da seleção australiana e de Mission Viejo. Não levamos o bronze porque não tinha medalha naquela competição, fomos ao pódio ganhar camisetas, os primeiros ganharam relógios e não lembro quais outros prêmios.

SEGUNDO DIA – que baita surpresa

Levantei junto com os colegas, tomamos café da manhã e na hora de embarcar na van o Leo sugeriu: “fica dormindo aí… vai só mais tarde para a competição” – eu iria nadar os 200m livres na fase dos sem índice, a princípio quis ir junto com os colegas, mas o Zé Geraldo, que iria nadar os 100m borboleta nas mesmas circunstâncias me incentivou: “fica aí Smaga, vamos descansar um pouco mais e depois a gente vai”. Topei.

Voltei para cama achando que fosse só ficar deitado mas caí no sono, e dormi muito! Quando acordamos, foi uma correria… achamos que perderíamos a prova. O Zé acelerou bastante e chegamos a tempo, o aquecimento foi curto, vi que estava na série do JR que estudava em Bolles, e nadei surpreendentemente bem, nado encaixado, ritmo dosado, ótimas viradas, abri muita vantagem, ganhei a série e quando bati na placa não acreditei – 1m55s78 – minha melhor marca pessoal!!!!

1,5 anos antes eu havia ganhado o brasileiro juvenil com 1m55s89. Desde então havia feito 1m59s num Troféu Brasil e 2m01s no outro. 1m57s61 no Julio de Lamare e 1m57s18 no Interfederativo. E já estava desistindo dessa prova, mas esse tempo me deixou vivo novamente e mais do que isso, a 1s40 da vaga olímpica para o 4x200m.

Quando fui conferir os resultados das séries da manhã descobri que EU GANHEI DO MATT BIONDI… hehehe, a lenda estava na fase pesada do treinamento e nadou para 1m56s.

Balizamento 200m

ÚLTIMO DIA

Com o tempo dos 200m, tive certeza que quebraria a barreira dos 53s nos 100m livre, repeti a receita, como um talismã, de ficar descansando e ir para a competição na hora da prova. Aqueci bem, senti bem, mas não rolou: 53s20.

4 centésimos mais rápido que no Rio. 1 centésimo mais rápido que no Interfederativo. Mas não cheguei ao melhor – 53s07, nem ao almejado 52s.

As maiores lembranças dessa competição foi que Wodjat nadou os 400m para 3m52s com parcial de 1m58s. Biondi perdeu os 50m livres para um australiano – Andrew Baildon que marcou 22s90 e ficou em 5º nos 100m livre com 51s3.

Duncan Armstrong que assombrou o mundo ao bater Biondi e Gross na final dos 200m livre em Seoul com ouro e o recorde mundial estava lá, mas passou despercebido.

Equipe masculina na van -

Jorge, Castor, Cicero, Julio, Ramalho, Zé Geraldo, Edu e eu. Agachados: Vlad e Cristiano.

DEPOIS DA COMPETIÇÃO, OS TREINOS

Nosso pacote de viagem incluía participação em 4 dias de treino com a equipe de Mission Viejo, sob o comando do Mark Schubert. Como já contei em posts anteriores eu treinava na turma de fundo.

Foram os 4 dias em que mais nadei na vida. Pelas manhã entre 8km e 9,5km. À tarde, entre 7km e 8km.

Ali, ouvi falar em hidratação durante os treinos pela primeira vez na vida, haviam três coolers cheios de Gatorade (que eu também nunca tinha provado, já que ainda não existia no Brasil) de tangerina, muito gelado. A turma saía da piscina e tomava, a princípio fiquei pouco à vontade, mas depois que entendi que era liberado, aproveitei… como descia bem.

Logo no primeiro dia, Schubert mandou um tiro de 4.000m. Achei que nadei muito bem, média de 1m10s a cada 100m na piscina longa. Os líderes da série, Sal Vassalo (na verdade, Salvador, irmão do Jesse, na verdade Jesus), Edu de Poli e Renato Ramalho, nadaram pra média de 1m06s – abriram mais de 200m de frente para mim. Tinha uma francesa, que o Jorge conhecia dos tempos de Mission Viejo, que dava um trabalho tremendo nas séries longas, hora eu chegava na frente, hora ela.

Michelena já andava às voltas com dores nos ombros e não completava nenhum treino. Saía e ficava fazendo bolsa de gelo na borda.

A cada sessão, na hora de deixar a Baseball School, o Edu choramingava, dizia que não ia, surgiam planos maquiavélicos como tirar os cabos das velas, que não foram efetivados, reclamava com o Chitão, mas na hora da saída ia, caía na piscina e detonava.

No sábado, super série: 6x100m a cada 8 minutos para mais que 90% de esforço. Estava na série com o Castor, Rebollal e mais uns gringos. No primeiro, Castor e Julio nadaram pra 55s, eu pra 56s. Pensei, se quero ganhar desses caras na competição, tenho que ganhar no treino também, vou para cima. No 2º, 3º e 4º nadei para 55s, eles para 54s. Piscina longa, gente! No 5º, já estava exausto, senti e voltei aos 56s – eles 55s. Antes do último, Schubert falou: “this is the last, 100%!” – a acidose já estava lá em cima, eu mal podia me mexer e não via como reagir, talvez um 55s e só… foi quando vi o Castor se aproximando do Dalty e perguntando se ele podia dar tudo mesmo, pensei: “só pode estar brincando!” – não estava. O homem voou para 52s15 – nunca tinha feito isso na prova – UM MONSTRO QUANDO MOLHADO!!! Julio fez 55s novamente, eu 56s… uma série impressionante, inesquecível.

 EFABULATIVO

No voo de ida, a garotada animada em ver as aeromoças, constataram que o time da Pan Am era exclusivamente formado por aeroviejas. Antes do jantar, a que atendia o nosso corredor vinha perguntando poltrona a poltrono: “chicken or beef?” – e anotando o pedido dos passageiros, ao chegar próxima a nós, sabendo que éramos brasileiros quis agradar e confundiu-se: “carne ou bife?” – Julinho não perdoou e gargalhou na frente da mulher, coitada. Ela não recuperou mais o médio humor naquele voo.

No convívio diário, dividindo dormitório, mesa de refeição, espaço no carro, banheiro e dormitório cria-se uma intimidade muito bacana, aprofundam-se amizades e ali na Baseball School, aprendi duas pérolas, a primeira com o Jorge – “que Deus preserve tua alma porque o corpo já era”, e outra com o Edu – “não como rosas”.

Num dia, exausto, louco para dormir, a turma ainda com energia, além de sacanear o Alf, o ETeimoso de pelúcia do Castor, resolvem começar a jogar cartas. Pensei – “como é que conseguem?” – resolvi desencanar e dormir assim mesmo, não dava muita bagunça, aí pensei – “vou pedir para irem jogar no outro quarto”, mas em seguida “acho que vão mandar o calouro (eu) ficar quieto”, então resolvi pedir de outro jeito: “Hey, turma!” – silêncio – “será que vocês poderiam dialogar num tom de decibéis mais ameno?” – ooohhhh… respeitaram, levantaram e foram jogar no outro quarto.

Essas são algumas das ótimas histórias vividas nessa experiência fantástica de 28 anos atrás. Espero que meus colegas de Pan Am e Baseball School enriqueçam o relato e deixem seus comentários, assim como os demais amigos do Epichurus.

Forte abraço,

Fernando Magalhães

Sobre Fernando Cunha Magalhães

Foi bi-campeão dos 50m livre no Troféu Brasil (87 e 89). Recordista brasileiro absoluto dos 100m livre e recordista sulamericano absoluto dos 4x100m livre. Competiu pelo Clube Curitibano (78 a 90) e pelo Pinheiros/SP (91 a 95). Defendeu o Brasil em duas Copas Latinas. Foi recordista sulamericano master. É conselheiro do Clube Curitibano.

20 comentários em “Sundown Swim to Seoul 1988 – “You cannot swim!”

  1. Rodrigo M. Munhoz
    27 de junho de 2016

    Boa Esmaga! Ótimo post!
    Que phoda essa desclassificação nos 50tinha…não lembrava!
    Engraçado que também fiquei muito impressionado com a estrutura de Mission Bay quando fui treinar por lá com a Kibon (já contei por aqui). Aqueles treinos também foram minha semana mais pesada de treinos na vida e tinha apenas 15 anos na época.
    Voltei muitas vezes para a região de Ft. Lauderdale e Mission Bay anos depois a trabalho e fiquei triste quando soube que nada daquilo resistiu a especulação imobiliária dos anos 90 na Florida. Tudo aterrado, aparentemente virou um “shopping Mall” ou algo assim.
    Também fiquei na “The Baseball School” ali perto, que era uma estrutura de alojamentos bem simpáticos. Até me lembro da Van branca que aparece numa das fotos – sem bem que usávamos mais um ônibus escolar mesmo…
    Abraços,
    Munhoz

    • Fernando Cunha Magalhães
      27 de junho de 2016

      Legal Munhoz,
      economia pujante é assim.
      Também lembro chocado da implosão do Estádio Olímpico de Atlanta.
      Visão prática, sem sentimentalismos.
      Que bom que temos nossas lembranças.
      Abraços

    • rcordani
      27 de junho de 2016

      Ué, você foi junto? Então precisa retificar o post, lá em cima ele diz que o Romero foi o único da Kibon com eles…

      • Fernando Cunha Magalhães
        27 de junho de 2016

        O Munhoz esteve em Mission Bay, porém, em outra oportunidade.
        O post não carece de retificação.

  2. Lelo Menezes
    27 de junho de 2016

    Excelente! Essa do suco deve ter sido hilária. Conheci o Wojdat no Mundial de Mallorca em 1993. Ele foi prata nos 200m Livre! Na festa ele tava “muito louco” e usava um sobretudo e escondido tinha uma garrafa de vodca e cigarros. Foi a primeira vez que vi um atleta (ainda mais um medalhista olímpico) fumando cigarro. Me marcou bem negativamente!

    Tem uma história dele (que não sei se é verdadeira), mas que diz que ele fez um 200m Livre no treino (uma aposta com o treinador que se ele fizesse abaixo de 1’55 acabava o treino para todos os nadadores) e que ele nadou pra coisa de décimos do recorde mundial (acho que 1´48). Diziam que era impressionante no treino.

    Em 1988 eu ainda só sonhava com as Olimpíadas! Me lembro do “drama” do Grangeiro que não conseguiu o índice e se desiludiu da natação…

    • Fernando Cunha Magalhães
      27 de junho de 2016

      Oi Lelo,
      Lá em Mission Bay, ouvi uma parecida do Polonês.
      Era bem isso, se nadasse abaixo de 4 minutos no tiro de 400m, acabava o treino para todo mundo.
      O cara nadando, tentando controlar o parcial no cronometro de ponteiro e o técnico, propositalmente se colocava a frente para que ele não visse o que estava acontecendo.
      Meteu 3m58s e fez a festa da galera.

      No Sundown Swim to Seoul, ele passou lá por 5o com 1m58s, voltou com 1m54s. Ganhou a prova e quebrou o recorde da piscina.

      Em Seoul, melhorou o tempo do recorde mundial em 4 centésimos, mas ficou com o bronze atrás de Uwe Dassler da Alemanha oriental 3m46s95 e Armstrong, o autraliano que nadando na raia 1, passou com 1m55s0, voltou com 1m52s0 e fez 3m47s05.

  3. Cristiano Viotti Azevedo
    27 de junho de 2016

    Meu Deus do Céu, como pode o cara, 28 anos depois, ter tantos detalhes na cabeça? Smaga, você se superou nesse. Eu tentei por anos a fio esquecer esses treinos nas madrugadas frias em que saiamos da cama quentinha, e os técnicos do nosso time não…. Você lembra? Eles continuavam dormindo…. legal,né? Até que no último dia, pregado do esforço da semana, me escondi junto com o .. (não vou contar o santo por que não foi premiado para essa delação kkk) atrás do banco do ônibus e voltei para caminha para dormir… juro que não estava aguentando mais a pancadaria e já tinha perdido a vaga para Seoul e queria muito as minhas férias. A viagem foi uma espécie de prêmio de consolação para mim…com direito a tortura. Mal sabia que a partir daquele momento os treinos no Brasil não seriam mais os mesmos. O modelo MIssion Bay (very) hardwork virou moda e séries cavalares e medidas de ácido lático passaram a ser rotina. De fato a viagem mudou também a minha exigência com os técnicos. Ver Mark Schuber, consagrado, pegando todos os tempos, motivando o time inteiro, liderando os demais coaches e chamando todos pelo nome construiu outro patamar de qualidade na minha cabeça. O que dizer das companhias? Turma excelente, risadas e brincadeiras mesmo na dor e agora a lembrança maravilhosa deste tempo que só o Ephicurus proporciona. Obrigado, amigo, também pelas fotos. Abs.

  4. Fernando Cunha Magalhães
    27 de junho de 2016

    Ficou bacana, né, Cristiano?
    Tinha bastante material e o post ficou show.
    Senti a energia do teu comentário e a vontade era estarmos numa mesma cidade e combinarmos um happy hour para darmos umas risadas.
    O Schubert era realmente incrível na borda. Sinto que Zé Tomaz voltou pressionado da América… mas também, mais à vontade para mandar aqueles 10x100m borboleta… rsrsrs
    E apenas uma ressalva temporal: após essa ainda tínhamos o Finkel e Salvador, você ainda estava no páreo.
    Valeu amigo! Espero que mais gente da turma passe por aqui para comentar.
    Abraços

  5. rcordani
    27 de junho de 2016

    Em primeiro lugar, chupa Matt Biondi! Boa Esmaga.

    Ótimas recordações, ótimas fotos, ótimos amigos.

    Com relação a desclassificações, não posso dizer o mesmo, fui DQ mais de uma dezena de vezes…

    Por último, o Alf tomou paschú?

    • Fernando Cunha Magalhães
      27 de junho de 2016

      Chupa!

      Sim, os caras judiavam… Castor ficou bem sentido… pobre Alf!

      A propósito, eu também era fã do extra-terrestre… trouxe um poster que mandei enquadrar em que ele estava num púlpito e dizia Alf for president.

  6. Luiz Carlos Pessoa Nery
    27 de junho de 2016

    Maga, guardar ticket da Pan Am é demais. Vc é imbatível kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Sensacional suas histórias.

    Precisa urgentemente escrever um livro. Meu Orientador, Prof. Lamartine Pereira DaCosta é o curador de todo patrimônio esportivo da Maria Lenk que hoje conta com mais de dez mil itens e vejo a dificuldade que ele tem pois existem muitas coisas perdidas por ai

    No seu caso, o mais impressionante é que vc não tem material apenas seu, mas de muitas pessoas que dividiram com vc momentos na natação e me incluo nisso.

    Fica a sugestão

    Parabéns cara, vc arrasa

    Grande abraço

    • Fernando Cunha Magalhães
      28 de junho de 2016

      Luiz Carlos, obrigado amigo!

      Acredito que nesses 55 posts já tenho umas 200 páginas.
      Minha ideia, quando chegar ao final da minha história de nadador, é compilar e imprimir. Inicialmente, a tiragem seria de 2 exemplares para minhas filhas levarem as histórias, percepções e ensinamentos do pai para as próximas gerações.
      Alguns amigos se interessaram, e já temos uma tiragem de 7 garantida.
      Ou seja, estou escrevendo o livro… rsrs

      Bela coincidência, meu avô materno se chamava Lamartine.

      Agora que está digitalizado, vou jogar o ticket da PanAm fora…hehe

      Forte abraço

  7. Cristiano Michelena
    28 de junho de 2016

    Grande Maga.

    Mais uma vez nos fazendo levitar no tempo.

    O Alf coitado. E põe coitado nisso.

    O pessoal fala do Baseball School como se fosse uma grande coisa. Sou só eu, ou aquilo era uma meleca alojamento 1/2 boca? O café da manha era uma porcaria. A coisa era tão ruim que todo mundo descontava no pobre coitado, e pões coitado nisso, do Alf.

    Eu lembro bem do evento – you cannot swim. Tenho a imagem clara de você saindo da água com uma cara vermelha e fúnebre. Só sei que serviu de alerta para todos os demais.

    Com relação aos 6×100. Tinha que impressionar os americanos, Mas com certeza foi uma das mais impressionantes da carreira.

    Poucos anos depois estaria de volta na mesma piscina treinando por um tempo antes da faculdade. Por sinal, foi fazendo uma série similar com saída de cima quando, ao cair na água, algo estourou feio pela primeira vez meu ombro e me deletou do mundial e pan 91.

    Mas o que fica mesmo são as lembranças tão bem contadas pela vossa senhoria.

    Agora…
    Confirmo que o texto seguinte não foi inventado.
    “será que vocês poderiam dialogar num tom de decibéis mais ameno?”
    Maga utilizou exatas palavras que se tornou um das tantas pérolas deste nosso amado arquivo vivo! Agora na minha memória não foi ”tom de decibéis”, mas sim ”nível de decibéis”. Posso estar errado pois estava tentando proteger o tal do Alf.

    Abraço saudoso do Castor.

    P.S. Alf depois de muita terapia retomou vida normal. Ou quase normal. 🙂

    • Fernando Cunha Magalhães
      28 de junho de 2016

      Detalhe que apesar do alerta, o mesmo tiozinho te desclassificou na Final B dos 200m livre. Tenho a imagem clara em mente, por uma ajeitada no ombro direito em cima da baliza, num momento em que ele julgou que todos deveriam estar imóveis.

      Fora isso, seu comentário é daqueles que me fazem continuar a escrever nossas histórias:

      Baseball School x Moringão = 5 estrelas
      Baseball School x Gramberi = 4 estrelas
      ou seja, tava valendo, mas de fato, com a percepção de quase cinquentão, meia-boca.

      Estou com você, acho que foi “nível” mesmo.

      Quanto ao 52s no final dos 6x100m… IMPRESSIONANTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      • Cristiano Michelena
        29 de junho de 2016

        Maga,

        Imagino que a molecada de hoje deve ver uma série de 6×100 fechando com 52 em longa como coisa banal!

        Obrigado por lembrar da minha desclassificação. Tentei passar essa vergonha desapercebida, mas assumo a responça.

        Abraços.

    • Fernando Cunha Magalhães
      1 de julho de 2016

      Seria bom o Christian, Amendoim ou o Coach passarem por aqui para dar um parecer sobre a pretensa banalidade da série de 6x100m fechada para 52s nos dias de hoje… tenho minhas dúvidas.

      • Cristiano Michelena
        1 de julho de 2016

        Good luck!

  8. Lelo Menezes
    28 de junho de 2016

    Eu não lembro desse Alf no Arizona. Portanto o coitado deve ter falecido antes de 1993…kkkkk

    • Fernando Cunha Magalhães
      28 de junho de 2016

      Diante dos riscos, ele deve ter desapegado e deixado em Curitiba… seria muita crueldade deixar o Alf naquela casa do Arizona…kkk

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Publicado em 27 de junho de 2016 por em Natação.
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