Epichurus

Natação e cia…

Finkel 1989 – muito além da meningite

Dois recordes brasileiros absolutos, dois ouros, um bronze, terceira melhor performance individual e segundo melhor índice técnico da competição. Eu estava com tudo no Campeonato Brasileiro Absoluto de Inverno que não terminou. A equipe do Clube Curitibano também.

Em minha percepção, o Troféu José Finkel de 1989, é a competição mais comentada da nossa geração, e ela é especial por diversos detalhes:

  1. Como já contei em Finkel 1988 – A conquista da tríplice coroa, a decisão de que ela seria realizada em piscina curta, a escolha do Clube Internacional de Regatas de Santos/SP como sede, o número de dias de competição, as provas que seriam disputadas e o programa das provas foram decididos em consenso, numa reunião da União Nacional dos Nadadores, conduzida por seu presidente legitimamente eleito, Cícero Tortelli. Sem a presença de técnicos e dirigentes. Naquele dia, tínhamos carta branca da CBDA;
  2. Até então, os atletas não tinham competições foco em piscina curta. Como isso aconteceu pela primeira vez, a maioria absoluta alcançou marcas surpreendentes de superação pessoal, fazendo com que um clima virtuoso de conquista e superação dominasse o ambiente. Além disso, as arquibancadas lotaram em todas as finais e pela primeira vez, em mais de 10 anos de carreira, experimentei a sensação de competir numa arena;
  3. Em todas as provas em que as finais foram disputadas, o recorde brasileiro absoluto foi quebrado;
  4. Para mim, e acredito, para a maioria absoluta dos atletas, foi a única competição da minha vida que começou e não acabou;
  5. Por não ter acabado, as especulações sobre o que aconteceria na piscina naquela tarde de domingo, permearam animadas conversas em rodas de bar, reuniões motivacionais de equipes antes de outras competições, debates políticos entre confederação e representantes dos clubes envolvidos na disputa do título por equipes acerca da eventual possibilidade de definir-se um campeão.

Aqui mesmo no Epichurus, o tema ganhou ares de Best seller. Em setembro de 2012, Renato Cordani publicou 1989 – O Finkel que não terminou. O texto está entre os 30 mais lidos da história do blog e por enquanto tem 73 comentário. Sucesso de público e crítica.

Fiz um extenso comentário por lá, mas ainda há bastante a acrescentar, então vamos lá!

CLUBE CURITIBANO

A atmosfera de evolução e crescimento em nosso time estava fantástica. A chegada de Cristiano Michelena havia multiplicado possibilidades, mirávamos nas provas individuais, e pela primeira vez na história do clube, na disputa do título por equipes.

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Clima contagiante na equipe do Curitibano desde o início da temporada. Rogério Carvalho Filho, Luciano Cabrine, Renato Leal (Jacaré), Cezar Antunes, Carlos Becker Neto, Ismail Sabedotti e Leonardo Ribas Gomes (Cheiroso).

Conversávamos muito sobre a melhor a relação de provas para cada atleta, no intuito de potencializar a pontuação e ampliar nossas chances. Tanto que o Castor foi escalado nos 200m medley, onde entendíamos que a prata seria garantida, ao invés dos 100m livre, onde o maior equilíbrio poderia deixar ele ou eu fora do pódio.

A união da equipe fez com que surgisse a ideia de criarmos um mascote. Foi aí que surgiu o Jacaré, que até hoje acompanha, em versões bem mais musculosas, os times atuais do CC.

Quem desenhou o primeiro jacaré foi Felipe Michelena. Já aposentado das piscinas, o ex-recordista brasileiro e sulamericano de categoria na prova dos 200m peito, que nunca defendeu o Clube Curitibano e alcançou seus grandes títulos quando treinava no arquirrival, o Clube do Golfinho.

Craque das artes gráficas, Felipe fez um jacaré de frente, para servir de escudo sobre o nome CURITIBANO, silkado no lado esquerdo do peito.

Nas costas, um jacaré enorme, com um golfinho morto na boca. Em cima da imagem, ADT VACILORUM, em baixo, ENRABATUM EST, do latim: “se você vacilar será enrrabado”.

Fiquei tenso quando vi a arte. Quem me conhece, sabe da minha natureza em buscar  harmonia nos ambientes que frequento e certa especialidade em “manuseio de panos quentes” – soltei um discreto “mas será que…? “ que ninguém deu bola e seguimos em frente.

A camiseta foi um sucesso!

Julinho Rebollal ficou puto, queria direitos autorais. De fato, a frase havia sido trazida ao nosso dia a dia por Ramalho e Michelena, vindos de seleções em que se divertiam com as brincadeiras que envolviam o linguajar.

Porém já estávamos tranquilos, pois quando o Cheiroso – Leonardo Ribas Gomes – nosso prodígio de 15 anos havia mostrado a arte para a Mãe, Célia, ela havia caído na gargalhada lembrando que a expressão era usual nos tempos de faculdade.

O clima ácido da provocação fascinou até o provocado. Edu De Poli, disparou: “quero uma!”, e eu, “mas como Edu?  É um Golfinho na boca do jacaré!”, e ele: “eu vi, mas ficou muito boa”, mas em seguida concordou que achar que ficou bacana era uma coisa, mas vestir não teria sentido.

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O LAM conserva a camiseta até hoje. Gentilmente fotografou e me enviou a foto.

A COMPETIÇÃO

Chegamos a Santos na véspera do primeiro tiro de partida. A hospedagem, mais uma vez no Avenida Palace Hotel, mais uma vez dividi o quarto com Renato Ramalho. O ritual da raspagem e a expectativa do início das provas – como eram bons esses momentos quando se tinha a certeza de que coisas muito boas iriam acontecer. Senti isso, da forma que senti em Santos, pouquíssimas vezes em minha carreira.

1o DIA

100m LIVRE

Nas eliminatórias cai na última série Raia 4. Havia quebrado o recorde brasileiro da prova por duas vezes nas semanas anteriores e me sentia favorito. Passei na frente, Emanuel Nascimento por perto, e os demais bem para trás. Manu cresceu na ida para os 75m e avaliei que não haveria necessidade em forçar até o limite para tentar vencer aquela série. Manu passou, cheguei em 2º com excelentes 51s43, e classifiquei com o 3º tempo para a final.

Naquela final, havia 5 atletas que já haviam ido ou ainda iriam conquistar vaga para nadar os Jogos Olímpicos. Na Raia 4, o estreante em brasileiros absolutos – Gustavo Borges, e ainda: Jorge Fernandes, Julio Rebollal, Souza JR e o já citado Manu.

Passei na frente com 24s3, acelerei em direção aos 75m e virei muito na frente, ninguém mais tinha chance de me alcançar, queria uma volta de 25s8 mas travei nos últimos 10m metros. Cheguei mais de meio corpo a frente. Que sensação!

Tite Clausi, meu amigão, que aguardava para nadar a Final B na mesma raia, agachado na borda, do outro lado do bloco de partida em relação a cronometrista foi o primeiro a me cumprimentar e gritava: OURO! OURO!

Impulsionei de costas a borda, virei para o lado da arquibancada em que estava a equipe do Curitibano em festa. Duas presença mais que especiais: daquela vez, foi uma das pouquíssimas que o pai e mãe conseguiram se desvencilhar dos compromissos profissionais, embarcaram no Ford Del Rey azul e seguiram de Curitiba a Santos para torcer pelo filhão – muita emoção. A imagem do Francis e da Maninha eufóricos, de braços erguidos, celebrando nossa conquista é clara em minha mente até hoje.

Os colegas adversários vieram até minha raia enquanto Mário Xavier pré-anunciava a quebra do recorde brasileiro absoluto, 50s67.

Muito reconhecimento e celebração ao subir a escadinha para contornar as arquibancadas para abraçar meus pais, amigos e o Léo. Encontrei o LAM bem antes, pilhadíssimo, emocionado com minha vitória e a caminho da final dos 100m peito. Não tínhamos o hábito, mas ele beijou meu rosto e seguiu para outra prova espetacular.

 

COMPETIÇÃO ELETRIZANTE

Antes do meu 100m livre, que foi a 4ª prova do primeiro dia do programa, já havia rolado os 200m medley, onde Michelena furou aquela previsão de que seria prata garantida. Surpreendente ganhou do favorito Ramalho e levou o ouro. Inversão de lugares no pódio, dobradinha do Curitibano garantida.

Nos 100m peito, Vicente Melo havia quebrado o recorde na eliminatória, piorou na final e ficou em 4º, atropelado pelo recordista Cícero, o jovem Munhoz e 1m04s86 do LAM. Mais festa no Curitibano.

Fui ao pódio e após a cerimônia de premiação, a garotada santista surgiu ávida por autógrafos. Foi muito legal atendê-los.

Entre as meninas, Renata Carneiro, Ana Julia Borell e Celeste Moro também foram conquistando seus metais e eu virei torcedor. Vacilei em não ir ao Saldanha da Gama para soltar e acelerar minha recuperação. Quando Castor caiu para vencer os 1500m, achei que era tarde e junto com Renato e Tite, já nos concentrávamos para o revezamento.

4x100m LIVRE

Castorzinho nadou duas provas seguidas. Optamos em colocá-lo para fechar, pois era um monstro fechando revezamentos, mesmo logo após uma prova de 1500m.

Fui o primeiro homem da nossa equipe.

Antes do sinal de partida, uma provocação, só podia ser. Anunciaram que os atletas das equipes A e B do Pinheiros, Gustavo Borges e Marcio Pacheco Ferreira iriam fazer uma tentativa de quebra de recorde brasileiro (o meu), na abertura do revezamento.

Senti a falta da soltura e meu parcial ficou mais lento. Lado a lado com o Julinho Rebollal, que na prova estava distante – lá na raia 8 – dessa vez não abri vantagem, pelo contrário, sentia ele uma fração de segundo à frente, cresci no final e chegamos juntos. Ele vibrou e Xavier anunciou, parcial dos atletas das raias 4 e 5, 50s97.

Gustavo piorou o tempo da prova e chegou bem atrás, Pacheco, nem se fala.

Tite mandou 51s, Ramalho 52s e Castor caiu para fechar em 3º, poucos centésimos atrás Flamengo e Pinheiros. Havia poucos minutos que chegara dos 1500m e ia segurando a distância, o desafio era hercúleo. Quando chegou os últimos 25m, ele ACELEROU e passou o  Fralda e o Jorge… MONSTRO! Que alegria ver ali de tão pertinho, aquela mão batendo na placa antes das outras. Parcial de 50s02 e ouro para nós, ouro para o Clube Curitibano e mais um recorde brasileiro.

2º DIA

Como o programa havia sido acomodado em 3 dias de competição, as etapas ficaram bem longas. Quando acabou o revezamento da noite anterior já era tarde, estava todo mundo cansado e novamente a soltura foi negligenciada.

Quando caí para a eliminatória dos 200m livre, estava esgotado. Foi bem difícil, fiz 1m54s e garanti o 7º tempo para a final. Aí fui relaxar, soltei bastante, voltei para os 100m borboleta e classifiquei em 6º.

Soltura, alimentação, sono pesado depois do almoço, só um ritmo de prova em distâncias de  25m no aquecimento e estava novo de novo para a final dos 200m. No parque aquático só se falava na expectativa do Castor quebrar a barreira de 1m50s.

Ele não desperdiçou a oportunidade: 1m49s35.

Eu passei forte: 26s11, 28s00. Estava bem a frente do Manu na 2, via a perna do Castor e alguém nadando junto comigo pros lados de lá, mais uma vez Rebollal. Senti o ritmo e fechei com dois parciais de 28s8. Bronze com 1m51s77, minha melhor marca pessoal.

89-finkel0006-podio-200m-livre

Foto: Francisco Assis Magalhães

Em seguida, Ramalho confirmou sua hegemonia nacional na prova dos 400m medley, com ouro e recorde nacional.

Não consegui me recuperar totalmente para os 100m borboleta. A minha prova na Copa Vermelhinha me credenciava a disputa do ouro, e estava lado a lado com Fiuza na altura dos 75m, mas não deu para segurar, travei e fui parar em 6º, 56s64. 2 centésimos atrás do Tite, na prova vencida por Maurício Cunha.

Para fechar a etapa, outra vitória do Curitibano, dessa vez no 4x100m livre feminino – Pati Koglin, Ana Julia Borell, Celeste Moro e Renata Carneiro. Fechamos as duas primeiras etapas liderando a pontuação na competição por equipes, a frente do Flamengo, Minas Tênis Clube e Pinheiros.

3º e ÚLTIMO DIA

No terceiro e último dia, as eliminatórias aconteceram normalmente…

Esse é o momento ideal de interromper a leitura do meu post, e ler ou reler o post de Renato Cordani (clique aqui).

Pronto?!?!

Em vamos lá… segue meu comentário postado por lá:

“Lembro de tudo com detalhes. Chegamos ao Avenida Palace após as eliminatórias, almoçamos, fiz uma re-raspagem e deitei para dormir. Levantei num nível de entusiasmo absurdo, era uma competição mágica para mim e toda a equipe do Curitibano. Naquela tarde eu iria defender meu título dos 50 livre conquistado em 88. Além disso, havia ganho duas das três últimas edições da prova no Troféu Brasil, ambas nadando na raia 2. Mesma raia em que nadaria naquela tarde.  Só que em nenhuma delas eu havia passado de um bronze nos 100 livre e dessa vez era o recordista nacional e medalha de ouro na distância. Era a coincidência de mais uma vez estar na 2 e muita confiança. Desci as escadas do hotel correndo e alguém me pediu para entrar numa sala. Não entendi quando vi toda a equipe sentada lá quando a hora era de ir pro Internacional competir.

A notícia de que não haveria competição foi um choque. Lembrei na hora de um torneio regional em Ponta Grossa, quando era infantil e havia um surto de meningite na cidade. Fomos com a recomendação de não morder o sanduíche, não tomar do mesmo copo ou canudo dos amigos e só… a competição aconteceu. Além disso, haviam várias delegações no hotel, inclusive a do Minas. Já sabíamos do caso há dois dias e se ali, no ambiente fechado não havia a preocupação, porque temer uma competição em ambiente aberto. Na verdade, eram tentativas vãs de contestar a decisão e um desespero (sem exagero) de tentar reverter aquela realidade… “que adiem para o dia seguinte, mas eu quero nadar”. Não houve jeito, fomos passear no shopping e o Finkel não acabou.

Voltando aos 50 livre, quando falei com o Jorge (o campeoníssimo Fernandes) meses depois, ele me disse que nunca havia se sentido tão bem pros 50 livre. Tite também. Gustavo e JR estavam claramente muito fortes e é impossível afirmar o que aconteceria.

Sobre a disputa pelo título, o 3o dia de competição era o 3o dia em que o CC tinha menos finalistas dentre os 4 postulantes ao título. As coisas estavam dando muito certo para nós e estávamos muito confiantes na vitória.

Sobre disputas posteriores, no Troféu Brasil seguinte disputado no Ibirapuera, o Curitibano disputou de igual para igual com o Minas, mas a bonificação do recorde sulamericano da Monica Rezende nos 200 costas nos tirou o sonho do título. Flamengo ficou em 3o e Pinheiros em 4o.

Depois disso, Ramalho e Michelena se transferiram e disputaram o Finkel de 90 pelo Flamengo e o escriba está certo, nunca mais o Curitibano disputou um título por equipes.

Valeu Cordani pela lembrança e obrigado pela publicação da foto. Deixo minha homenagem a equipe líder do Finkel de 89: Técnico Leonardo Del Vescovo e atletas Katia Ruschel, Celeste Moro, Renata Carneiro, Marta e Esther Marina Bonk, Ana Julia Borell, Patricia Koglin, Roberta Storelli, Monica Castro, Roberta Ramalho, Vanessa Cabrini, Alessandra Batista, Yasodara Magalhães, Márcia Rezende, Rogério Carvalho Filho, Luciano Cabrine, Fernando Takemura, Sandro Ruppel, Paulo Nascimento, Guilherme Sabóia, Carlos Becker Neto, Juliano Almeida, Harry Westphal Jr, Cezar Antunes, Leonardo Ribas Gomes, Roberto Clausi Junior, Luis Guernieri, Ismail Sabedotti, Frederico Lacerda, Renato Leal, Luiz Alfredo Mader, Cristiano e Leonardo Michelena e Renato Ramalho”.

Ainda não comentado, os revezamentos também seriam fantásticos naquela noite.

Segue mais alguns registros:

89-finkel0004-performance-e-indice-tecnico-001

89-finkel0008-gazeta-do-povo-2

EFABULATIVO

Há outro hábito absolutamente corriqueiro nos dias de hoje que experimentei pela primeira vez neste Troféu José Finkel: as refeições por quilo.

Achamos estranhíssimo encontrar uma balança ao final do Buffet e pagar valores diferentes em cada refeição.

Cheguei a chorar de rir naquele clima de camaradagem, perguntando ao Carvalhão quanto ele havia pago naquele osso de coxa de galinha que descansava no prato após a refeição. Como se não houvesse pago por todos os ossos de coxa de galinha comprados na vida.

Ao chegarmos no ônibus depois do primeiro almoço, o Léo, com duas fichas na mão, anunciou o consumo e  pediu que Takemura e Esther maneirassem um pouquinho nas próximas refeições.

E já no segundo, a dura constatação, seguida de reclamação, renegociação e abatimento decorrente do fato de haver pratos mais pesados que a tara da balança para que nos servíssemos. Ô cultura difícil de se mudar… e lá se vão quase 30 anos.

Um prazer dividir essas recordações com vocês, leitores.

Forte abraço aos amigos do Epichurus.

Fernando Magalhães

 

Sobre Fernando Cunha Magalhães

Foi bi-campeão dos 50m livre no Troféu Brasil (87 e 89). Recordista brasileiro absoluto dos 100m livre e recordista sulamericano absoluto dos 4x100m livre. Competiu pelo Clube Curitibano (78 a 90) e pelo Pinheiros/SP (91 a 95). Defendeu o Brasil em duas Copas Latinas. Foi recordista sulamericano master. Trabalha como gerente da Academia Gustavo Borges e consultor da empresa Vendas 3i. É conselheiro do Clube Curitibano.

14 comentários em “Finkel 1989 – muito além da meningite

  1. Marina
    21 de fevereiro de 2017

    Fernando!! Que memórias são essas que você tem! A riqueza de detalhes e nossa ler e reviver aqueles momentos. O campeonato que nunca acabou e até hoje espero um campeão. Parabéns pelo texto!

    • LAM
      21 de fevereiro de 2017

      Marina, vc acha que não houve um campeão por que ele não mencionou que o CC estava mais de 100 pontos na frente do segundo colocado após a 2a. etapa.

      • Fernando Cunha Magalhães
        21 de fevereiro de 2017

        Pontuação ao final da 2a etapa:
        Curitibano 745
        Flamengo 610,5
        Minas 603
        Pinheiros 600,5

        Como veem, a disputa pelo 2o lugar estava pegando fogo, mas como não terminou, de fato, não temos um campeão.

    • Fernando Cunha Magalhães
      21 de fevereiro de 2017

      Obrigado Marina, é muito gostoso relembrar essas experiências fantásticas.
      Mexer nos guardados, preparar o texto e repercutir com os amigos.
      Quanto ao campeão, de fato, nunca teremos.

  2. rcordani
    21 de fevereiro de 2017

    Esmaga, tendo em vista o seu auge técnico atingido (você evidentemente não sabia disso), e a cartinha do Coaracy dizendo que o pódium olímpico estava perto, pode nos contar até onde ia o seu sonho olímpico nessa ocasião?

    • Fernando Cunha Magalhães
      22 de fevereiro de 2017

      Cordani, meu nobre,
      a hipótese de não ir a Barcelona não passava pela minha cabeça.
      Não acreditava em medalha, achava remota a chance de final A, mas achava que nadaria uma final B.
      Será que sonhei baixo?

      • rcordani
        22 de fevereiro de 2017

        Considerando o que realmente aconteceu,você sonhou alto demais… hehe

        Considerando o que se passava em julho de 1989 achei justo!

        eu mesmo com muito menos resultado considerava muito possível minha ida à Barcelona…

  3. Rodrigo M. Munhoz
    21 de fevereiro de 2017

    Que memória! E que memórias! Obrigado, Esmaga, por mais este texto e por ter lembrado daqueles 100 peito PEBA, no meio de suas grandes performances . Agora, fiquei imaginando lendo o texto que você iria fazer contas, prova a prova sobre aquele último dia de competição… acho que o Curitibano iria levar e os considero campeões daquele Finkel que acabou antes de terminar… simplesmente por estarem na frente no momento da interrupção. Mas já ouvi quem discordasse (provocando o LAM também). Você partilharia as suas contas de um possível 3o dia, só pra confirmar? Perdoe a provocação e ignore se preferir. Um grande abraço!

    • LAM
      22 de fevereiro de 2017

      Cheiroso nos 100 Co, Smaga nos 50 Li, eu nos 200 Pe e o mesmo 4×100 Medley que venceu o TB seguinte. No feminino o rev tinha Celeste, Ana Julia, Renatinha e Paty Koglin. Sem contar o resto tipo RR, Castor, Tico Mico, Tite, etc

    • Fernando Cunha Magalhães
      22 de fevereiro de 2017

      Valeu Munhoz!

      Na verdade sei que essas contas foram feitas mas nunca as vi.
      Nas conversas entre dirigentes, o Flamengo aceitou reconhecer o nosso título, mas o Minas e o Pinheiros, não.

      Como eu disse, era mais um dia em que tínhamos o menor número de finalistas dentre os postulantes ao título, mas não dá para afirmar que venceríamos.

      Complementando o LAM, o Tite havia feito o 4o tempo nos 50m livre, o Renato estava na final dos 200m borbo. O nosso reveza ia ser pedreira, mas nossas meninas venceriam o delas com certeza, mas aí vem a hipótese de desclassificações, indisposições, etc, etc, etc

      Ou seja, deixo a presunção de afirmar que venceríamos ao final da competição para o LAM, mas perceberia com justiça a homologação do resultado do momento em que a competição foi interrompida.

      Seria bacana se a CBDA fizesse isso agora, acredito que nossa equipe iria em peso comigo até a próxima edição do Finkel para receber o Troféu.

  4. Lelo Menezes
    23 de fevereiro de 2017

    Espetáculo. Boa recordação da comida por quilo. Pra nós também foi novidade e lembro da galera competindo pelo prato mais pesado.

    Eu fiquei bastante chateado com o cancelamento do último dia de finais, numa época onde meu foco quase único era os 200m Peito. Eu estava confiante, vindo do ouro nessa prova no último Julio Delamare e com sangue nos olhos para beliscar um metal na prova. Coisas da vida! Agora, não lembro quem era a menina da meningite a não ser que era do Minas, mas alguém tem notícias se a sua recuperação foi tranquila?

  5. Fernando Cunha Magalhães
    23 de fevereiro de 2017

    Lelo,
    A Luciane Botelho recuperou-se 100%.
    Sua especialidade era os 800m livre.

  6. nildamacedopaulino
    4 de março de 2017

    Lindo seu BLOG!!! Estou seguindo!!!! Siga o meu também!!! Beijos!!!

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