Epichurus

Natação e cia…

Vinte e seis anos em um dia: de Jorge para Cristiano para Gustavo.

O dia primeiro de fevereiro de 1990 foi inesquecível.

Pessoalmente, foi o primeiro dia do resto da minha vida, ainda de ressaca da tragédia do Ibirapuera ocorrida no dia anterior, isso sem contar os dois quatrocentos medleys que me aguardavam. Mas fora a minha intercorrência pessoal (que ninguém estava muito interessado), o dia reservava um dos momentos mais marcantes já vistos na piscina do Ibirapuera: foi esse o dia em que Cristiano Rosito Michelena (Castor) bateu o recorde brasileiro de Jorge Fernandes, recebeu deste último um abraço ainda na água, enquanto do outro lado da piscina ocorria uma insólita comemoração efusiva pelo bronze de um jovem nadador que chegou quase quatro segundos atrás do Castor.

O incrível baú do JGM traz essas pérolas todas, mas vamos começar do começo, oito anos antes, curiosamente a última vez que a competição havia sido nessa mesma piscina.

Jorge oito anos antes: 

Jorge Fernandes estava voando baixo no Troféu Brasil do Ibirapuera de 1982. Logo no primeiro dia, assombrou o público com o primeiro sub-52 do país nas eliminatórias (51.90) e o famoso recorde sulamericano de 51.21 na final dos 100 Livre.

Sobre esse dia Jorge disse certa vez aqui mesmo no Epichurus:

Após um Cariocão horrível (atropelei o campeonato visando o TB em Sampa), chegou a minha 1ª prova, eliminatórias, e era os 100m, e eu tinha sempre o costume de dar 1 ou 2 tiros de 25m só pra testar o ritmo… fiz o 1º, o Alberto Klar marcando, e ele se recusa a falar, me manda soltar uns 400m e ir descansar… já do lado de fora, vem sério e me mostra o cronometro com o tempo, dá um sorriso e me manda ir descansar pois estava pronto pra tudo, só procurar fazer o que se treinou antes sem afobação… resultado da eliminatória 51s90… ao chegar, foi um silencio por uns segundos e só via o pessoal do CRF gritando que nem loucos e eu sem saber o que eu havia feito…

No segundo dia, Jorge nadaria os 200m Livre, prova cujo recorde sulamericano pertencia a Djan Madruga (1:52.34).  Ocorre que Djan não só estava na prova como havia feito 1:51.40 fechando o revezamento medalhista olímpico de Moscou, então provavelmente seria osso duro de roer. Na água, porém, Jorge Fernandes confirma a sua excepcional fase e ganha a prova com o recorde sulamericano de 1:51.33, tempo esse que (segundo fontes da época) era o terceiro tempo do ranking mundial!

Temos o trechinho final daquela que (para mim) se constitui na melhor performance de Jorge Fernandes em todos os tempos (14 s).

De Jorge para Cristiano. 

Corta de volta para o próximo Troféu Brasil do Ibirapuera, primeiro de fevereiro de 1990. Jorge Fernandes inicia seu último ano de nadador (ele se aposentaria em dezembro), e  participa da final dos 200 livre na raia 2, mas a grande estrela da natação brasileira e esperança de medalhas em Barcelona era mesmo Cristiano Michelena, do Curitibano de Leo Del Vescovo, que estava na raia 5. Na histórica prova, Cristiano consegue uma impressionante vantagem de mais de 5 metros sobre o vice Julio Rebollal e alcança de forma inesperada o recorde brasileiro (que já não era sulamericano desde que o venezuelano Alberto Mestre fez 1:50.23 em Los Angeles 1984).

Acompanhe um clipe da prova com entrevista do Castor no filminho do Epichurus (1min 21s) abaixo. (e se você preferir ver a prova completa (5min 13s), clique aqui).

A imprensa deu amplo destaque para o feito (esses recortes abaixo estavam no Acervo dos Michelena – clique para ampliar).

A galeria de fotos abaixo mostra a empolgação captada pelas câmeras, o abraço do Esmaga, a efusiva comemoração do Ramalho/Juliano e o abraço do novo recordista (Castor) no recordista anterior (Jorge). Trata-se do primeiro e único recorde brasileiro individual em longa de Cristiano Michelena (em curta ele tem dezenas), momento histórico para ele.

De Cristiano para Gustavo. 

Deixei para o fim o que só percebi agora vendo os filmes do baú 24 anos depois. A vibração do cara da raia 6 (veja no filme aos 26s), um jovem nadador de 17 anos que ficou quase quatro segundos atrás do campeão da prova (1:54.89), e que após essa mesma competição declarou “tendo em vista o trabalho meu e do meu técnico posso chegar a disputar uma final numa olimpíada. Hoje não falta vontade”. (o técnico por sinal era o mesmo do Jorge 1982: Alberto Klar.)

Comemoracao_Gustavo

Comemoração pelo bronze.

Já no ano seguinte (1991) Gustavo França Borges nadaria para 1:49.74 (RS e prata no Pan), e seis anos depois ele conquistaria a medalha de prata olímpica nos 200 Livre em Atlanta com o recorde sulamericano de 1:48.08 (aqui), o qual durou mais de 12 anos (veja quem bateu).

Atente para o detalhe, leitor: essa prova que você acaba de acompanhar aqui no Epichurus foi a primeira e única final de 200 Livre em longa que contou com Jorge+Cristiano+Gustavo, esses três nadadores que dominaram a prova no Brasil pela bagatela de vinte e seis anos, de fevereiro de 1982 a agosto de 2008!

Como eu dizia, amigo, aquele primeiro de fevereiro de 1990 no Ibirapuera foi inesquecível!

Sobre rcordani

Palmeirense, geofísico e nadador master peba.

67 comentários em “Vinte e seis anos em um dia: de Jorge para Cristiano para Gustavo.

  1. Lelo Menezes
    24 de março de 2014

    Espetacular o texto. Eu mesmo não sabia desse detalhe dos 26 anos, embora o vídeo faça parte do acervo do meu pai. Essa competição me marcou bastante por ter sido minha primeira medalha de TB, com apenas 18 anos, e também minha 1ª convocação para uma seleção brasileira absoluta. Pro Gustavo também (no caso dele a 1ª de verdade, pois eu já havia sido convocado para seleção brasileira juvenil em 1989), e foi nesse TB onde caiu finalmente o patético “mito” que o Gustavo, pelo tamanho, só nadava bem em piscina curta. Antes desse TB não sei dizer quantas vezes ouvi essa bobagem.

    Já o Castor, era fora de série desde que me conheço por gente. Aliás, não só dentro d’água, como fora também. Tive o privilégio de morar com ele por alguns anos no Arizona. O ombro lhe tirou das piscinas talvez cedo demais.

    Do Jorge eu só peguei o final da brilhante carreira.

    Bem servido esteve o Brasil nessa prova durante quase 3 décadas!

    E me permitindo uma certa liberdade literária, já imaginou se esses 3 + o Djan tivessem nascido na mesma época? Teríamos um 4×200 de dar medo nos gringos, hein!

    • rcordani
      24 de março de 2014

      Lelo, sua convocação está ligada com a tragédia do Ibirapuera mencionada. Em troca, o sr amargou a final B nos 400 medley, mas de qualquer forma eu saí perdendo!

      Quanto aos 26 anos, a conta quem fiz fui eu! O fato de ser a única prova dos três juntos deve-se ao fato de que no ano anterior (1989) o Gustavo não estava na final, no ano seguinte (dez 1990) o Castor estava com tipóia no braço e no outro ano (jan 1992) o Jorge já tinha parado.

      E esse 4×200 seria top!

    • Cristiano Michelena
      24 de março de 2014

      Grande Lelo,
      Boas lembranças da 1340 E.Hall…muita dedicação, estudo e bagunça.
      Turma do fundo com Lelo, Sweede, Manu, Dudu e, no início da estada, Bo Johnson. Eu ocipei a turma do fundo até me mumanúpra turma da frente junto com O Ramalho paizão da casa.
      Com relação a um hipotético reveza… Sempre sonhei com algo assim pra papar uma medalha olímpica como aconteceu logo após a minha partida noa 4×100, ou o revezamento que sempre foi o Dream Team Brasil para mim do bronze de Moscow 1980. Mas batemos este recorde em Barcelona e foi muito legal. Eu, pirula, manu e Tetē. Pena que mesmo nessa época a minha condição já estava comprometida devido ao ombro maldito.
      Mas isso já são outros quinhentos.
      Abraço meu camarada,

  2. Rodrigo M. Munhoz
    24 de março de 2014

    Absurdamente bacana este post! Parabéns Renato! Aos protagonistas, minha profunda admiração e respeito. Grande história!
    O estranho é que não lembro nada deste TB, como já comentei aqui… pena!

    • rcordani
      24 de março de 2014

      Bom, eu disse que o primeiro de fevereiro de 1990 foi inesquecível, pelo visto eu estava errado! 🙂

      Interessante que o sr. pegou medalha nos 100 peito no TB anterior e no posterior, algo deu errado contigo durante o ano de 1989.

  3. jorge fernandes
    24 de março de 2014

    olha só… antes de mais nada, escrevo aqui que bullying com os “velhinhos” não pode…
    fazer chorar menos ainda…

    agradecer é pouco, pelo privilégio de ser lembrado por aqui… acho que nunca, em algum momento, pensei em ser isso ou aquilo, mas simplesmente em ser sempre a mesma pessoa e principal de tudo, poder fazer parte (no mínimo que seja) do desenvolvimento de algo bom…

    lembro ainda (vagamente) do “Micha” quando nos deu a honra de treinar no CRF durante um período de sua vida de atleta… digo atleta porque nadador muitos podem ser, mas um verdadeiro atleta, na minha definição de ser, extrapola em muito a simples definição que muitos fazem…

    Ele, com seu jeito simples, compenetrado, irrequieto (quando queria ser), mas com uma serenidade incrível, e sabendo o que queria alcançar de objetivos, foi um exemplo de perseverança e dedicação total nos treinos, tanto que o chamávamos (não sei se ele lembra) de “animal”, tal a vontade de progredir e comprometimento com seus objetivos… confesso que em alguns momentos me imaginava treinando como ele treinava (nos meus áureos tempos de treinos fortes) mas ele era mais completo e focado…

    outro ponto importante que gostaria de ressaltar aqui, era (e ainda é) a sua família… me desculpem se não cito o nome de todos (sou uma merda pra lembrar de nomes) mais tanto os pais dele, como seus irmãos (e irmã), eram (são) de uma gentileza ímpar, e que simplesmente me fazia querer morar naquela casa com eles para sempre (imagina o prejuízo que iria dar) pois participavam, vibravam, sofriam, todos juntos, uníssonos, sem privilégios, regalias, etc…

    portanto quando ele finalmente bateu meu recorde (achava que ele iria pulverizar meu tempo, pelo que conhecia dele), naquele momento senti intimamente que tinha finalmente cumprido o meu papel na natação brasileira, e curti muito, mas muito mesmo que tenha sido ele a faze-lo, e que muito mais estaria por vir (esse era o meu pensamento naquele momento)…

    não lembro muito da prova (assisti o vídeo integral), mas sim do momento de abraçá-lo e me sentir feliz por ele… portanto, estar ali, nadando a mesma prova, e no final parabenizá-lo pelo feito, foi uma alegria indescritível…

    Não tenho muito o que falar do Gustavo (e nem posso), pois só o conheci na competição, e pelo que o Alberto já havia me comentado sobre ele… mas o currículo e conquistas dele, falam por si, bem como sua postura e posicionamentos em algumas questões…

    vou denunciar o RC, por estar me fazendo escrever este post com lágrima nos olhos quase o tempo todo, pela bela lembrança que me proporcionou…

    um cordial abraço no coração de todos os Epichurianos…

    Jorge Fernandes.

    • rcordani
      24 de março de 2014

      A gente é que agradece, Jorge. Jorge, Michelena e Gustavo, grandes figuras que por acaso nadavam muito.

      Abraços!

    • Cristiano Michelena
      24 de março de 2014

      Jorge,

      Na casa da Família Michelena você manda. Ídolo querido de todos.
      Até hoje tenho saudades de sua visita a Curitiba. E daquela garafa de puro malte consumida no Rio.
      Caramba… O tempo voa.

  4. Rodrigo Frota
    24 de março de 2014

    Sensacional Renato! Lendo seu post lembrei que estava na arquibancada. Lembro da prova e da emoção daquele dia, mas não tinha me dado conta da presença do Gustavo Borges naquela final. Abraço

  5. Vicente
    24 de março de 2014

    Renato, parabens pelo texto maravilho, e ainda mais por nos fazer reviver este momento histórico que vários de nos puderam presenciar ao vivo e a cores naquele dia. Castor, PARABENS!!! Abs

    • Cristiano Michelena
      24 de março de 2014

      Valeu Vicente.
      Mas parabéns mesmo aos PEBAS não PEBAS do Epichurus que nos trazem o prazer de reviver tudo isso.
      Abraço.

    • rcordani
      25 de março de 2014

      Valeu Vicentão. Grande abraço.

  6. Cristiano Michelena
    24 de março de 2014

    Cordani,
    A vida e realmente boa e bela.
    Não pelo que somos, mas pelo que vivemos. Mais ainda reviver um momento tao legal, com tantos amigos se torna muito especial.
    Muito obrigado pelas lembranças e pelo material, pois sempre quis ter uma gravação de alguma prova minha, mas tudo que tínhamos se perdeu (tirando os recortes do acervo da família).

    Jorge,
    Meu ídolo antes, durante e depois desta época.
    Se não me engano suas palavras foram “Que bom que foi tu”, mas minha memoria pode estar me falhando. Minha resposta acho que foi, ou deveria ter sido, “Que bom que você esta aqui”.
    Aquele abraco foi melhor que o recorde, pois foi de um reconhecimento mutuo de talentos, respeito e, acima de tudo, amizade.

    Pirula,
    Na época era quase um inimigo. Aquele que “ameaçava” a minha liderança. Na verdade eu já sabia que era uma questão de tempo. Sua estrela era simplesmente muito forte e este fato nunca me entristeceu. Na verdade seu sucesso era pra mim, meu de alguma forma, pois tive orgulho de estar la em parte dos seus grandes feitos.
    Agora, a simplesmente de inimigo deu lugar para um dos mais queridos amigos que a natação me deu. Não só ele, mas sua linda família.

    Rebolal,
    Sim, Rebollal. Ninguém falou muito do Rebollal neste post, apesar de ter sido prata na prova. Eu faco questão de menciona-lo pois veio dele, pra mim, a segunda melhor lembrança deste campeonato.
    Aos que não sabem houve uma guerra de nervos entre eu e o Gustavo antes da final dos 100 livre. Na verdade foi uma guerra de nervos entre alguns elementos do Pinheiros e eu. Entre a eliminatória e a final me ligavam para não me deixar descansar mencionando que não teria motivo pois o pirula iria ganhar. Isso me perturbou muito, e tive um papo apos a prova com o Gustavo sobre isso. Acho que deste papo surgiu uma grande empatia que gerou nossa amizade.
    Mas o que tem a ver isso com o Rebollal…
    Simples… Ao desabafar sobre isso com o Rebollal ele disparou a seguinte frase que não somente ficou comigo pro resto da vida, mas explica o amor que tenho por cada um de meu amigos da Natação. Foi mais ou menos assim (obviamente não lembro exatamente das palavras, mas lembro muito claramente da mensagem):
    “Michelena, não esquenta não. Daqui a uns vinte anos não vamos lembrar exatamente quem eram os feras, ou quem eram os PEBAS, mas com certeza vamos lembrar claramente quem eram os nossos amigos.”

    Super, mas um super abraço a todos!
    Cristiano Michelena (Castor)

    • jorge fernandes
      24 de março de 2014

      obrigado pelos elogios Castor…

      e essa sua passagem tendo o GB como adversário e pessoas tentando te desestabilizar, me lembra com uma praticamente identica ocorrida entre eu e o Cyro, justamente para o TB de 82 no Ibirapuera…
      como todos sabem eu e o Cyro eramos do Tijuca… passada a Olimpiada de 80, mandaram o Julio Balthazar (um dos melhores treinadores do Brasil, com um feeling impecável) embora do clube, e ficamos treinando com o Ricardo de Moura…
      inicio de 81, e geral (quase todos) foi para o Fluminense… menos eu e mais alguns… detalhes desse interim até ida para o CRF não cabe aqui… e recebia ligações quase todos os dias.. e quando decidi ir para o CRF, levei junto o Ronald Menezes,,, ele me ligou (ainda na Gama Filho) e disse: pra onde voce for eu vou…
      decidido pelo CRF, continuei a receber sempre telefonemas de gente do FFC colocando lenha na fogueira e tentando estragar uma amizade de anos que tinha com o Cyro… veio o Cariocão e eu “mifu”, aguardando o TB… após nadar a eliminatória dos 100, soltando na piscina de saltos, estava lá o Cyro, e resolvemos o “imbroglio” com um belo abraço, pedidos de desculpas de ambas as partes, e estamos aí, amigos desde crianças, já se contabilizando mais de 40 anos de amizade…

      realmente o que conta são as amizades, e as boas lembranças que temos de um tempo que não volta mais… mas que podemos usufruir junto daqueles de quem gostamos, revivendo os fatos…

      • Cristiano Michelena
        24 de março de 2014

        Show de causo esse…
        Ciro Delgado… Total respeito.
        Como disse ants, essa galera da sua getacao era a minha referência.
        Adicionando ai os dois ícones Pradinho e Djan.

      • rcordani
        25 de março de 2014

        Boa Jorge, creio que não prejudica em nada a amizade de vocês o fato de dividirem o mesmo bronze olímpico, né?

        E o Julio Balthazar (cujo nome acabo de ouvir pela primeira vez) devia ser um técnico e tanto, dois de seus atletas estavam em um pódium olímpico!

    • rcordani
      25 de março de 2014

      Valeu Castor. Como disse o Lelo, um fenômeno desde sempre. Uma pena que o ombro não tenha permitido a totalidade do potencial, mas de qualquer forma, sobrou muita coisa no caminho. Alguma coisa tem que ficar registrada para quem não viu!

      Agora, o Rebollal fez um comentário extremamente lúcido, acertando na mosca quando ainda não éramos capazes de ver. Talvez pelo fato de ele ser uns 10 anos mais velho do que a gente… 🙂

      • Fernando Cunha Magalhães
        25 de março de 2014

        Ainda bem que o Jorge pontou a homenagem ao Julio Balthazar (também 1a vez que eu escuto).
        E a pergunta que não quer calar é… como é que mandam um técnico desses embora?
        Sei lá… mil coisas.

      • Vreco
        25 de março de 2014

        Sobre o Julinho Balthazar, realmente um excelente tecnico ninguem entendeu aquela saida dele do Tijuca. So p complementar ele foi tecnico do flamengo em niteroi (treinos no icarai). E foi o tecnico da nossa grande velocista Raquel Finizola. Gosto muito do Julinho apesar de nunca ter treinado c ele. Faltou no meu comentario a devida homenagem ao meu idolo Jorge. Como jah tinha mandado um inbox p ele esqueci de faze-lo aqui no blog. Grande pessoa (apesar de vascaino) q tenho o prazer de encontrar volta e meia aqui pelo Rio.

      • jorge fernandes
        25 de março de 2014

        Excelente falar do Rebollal também…
        Grande pessoa, excelente atleta, grande parceiro seja em treinos ou competições…
        Quanto ao fato ocorrido no TTC pela demissão do Julinho, acho que não seria correto postar aqui, pois envolve outras situações um pouco desagradáveis… não seria ético… mas quando nos encontrarmos, matando uma garrafa de malte 21 anos, tudo certo…
        E durante um tempo, nem eu mesmo acreditava no acontecido, ou pela minha inocencia não queria acreditar no que foi feito… infelizmente perdeu o clube num momento chave onde 50% daquela medalha pertencia ao TTC…

  7. Fernando Cunha Magalhães
    24 de março de 2014

    Excelente Cordani!
    Esses caras são sensacionais e ao contrário do Munhoz que não lembra de nada, eu lembro de tudo.
    Eu estava ali no banco de controle, aguardando a Final B, que disputei com o Grangeiro e fiquei em 10o com 1m56s.
    Na véspera o Castor havia perdido os 100m livre para o Gustavo e estava p. da vida. Nesse dia, destruiu a piscina e fez esse resultado espetacular. As fotos e imagens falam mais do que palavras sobre a emoção para ele e para nós, colegas do Curitibano.
    Aliás, na foto com o Ramalho e o Julianão, estão o Luis Guernieri (Gango, que frequentou sua saga) e a Esther Marina Bonk.

    Jorge, Castor e Gustavo, grandes amigos, grandes ídolos!
    Heróis da nossa natação.

    • Cristiano Michelena
      24 de março de 2014

      Esse bate papo não seria completo sem Magalhães.
      Âncora em dedicação, talento e simplicidade.
      Sem contar que sem você esta comunidade não lembraria de nada.
      Grande abraço e beijos nas auaa meninas.

      • Fernando Cunha Magalhães
        25 de março de 2014

        Obrigado Castorzinho, obrigado.

    • rcordani
      25 de março de 2014

      Fica aqui de público a informação de que pedi por email ao Esmaga, ao Takata e ao Julian a informação sobre quem bateu o recorde do Gustavo, e o Esmaga ganhou a corrida!

      (Se bem que o Julian está umas duas horas para trás e o Takata só pega email de noite, quando pega!)

  8. Vreco
    24 de março de 2014

    Post sensacional e a visao de quem participou foi muito legal. Nao me lembro muito deste tb mas lembro do JD de Goiania q teve um duelo sensacional nos 100L pouco tempo antes e deve ter apimentado a disputa seguinte. Em Goiania vimos q os caras eram realmente sobrenaturais, quase bateram o recorde do Jorge se nao me engano e pulverizaram o recorde juvenil ! Soh uma historinha bacana do revez 4X100L de goiania (q eh a competicao q eu lembro). Nadamos ao lado do pinheiros (q tava muito acima do nosso) e o objetivo era tentar chegar pelo menos em 2o, a frente do Minas e do Curitibano. Ateh o 3o homem cair estamos junto c o Pinheiros mas ai caiu na agua o Gustavo ao lado do nosso pior atleta do revez. O cara fez inacreditaveis 50 p epoca (pre-anunciados inclusive) ! Po 49 ganhava olimpiada e o cara fez 50 num revez juvenil.O nosso cara pegou tanta marola q fez 58 e o Castor o outro sobrenatural (q foi um monstro em todos os revez q eu nadei c ele e contra. Esse cara SEMPRE nadava muito nos revez, ateh mais do q nas provas, vide o Tb de curitiba e muitos outros) nos passou e tomou o 3o lugar.
    O mais bacana eh q todos os participantes se falam ateh hj e se admiram. Q a CBDA um dia renda a devida homenagem a esses caras especiais e admirados pela nossa geracao. Se nao fica parecendo q soh temos o Gustavo, o Xuxa e agora o Cielo.
    ab em todos

    • Cristiano Michelena
      24 de março de 2014

      Grande Vreco,
      Valeu lembrar do JD. Aquele 100l foi realmente animal.
      Lembro que eu e o Gustavo competimos até para chegarno bloco de partida antes dda prova. A rivalidade era grande.
      Orgulho ter sido o primeiro saco de pancada deste super campeão.

    • rcordani
      25 de março de 2014

      Vreco, fechar contra o Gustavo e o Michelena era horroroso. Talvez o Rebollal fosse o único que conseguia segurar um pouco nessa época.

      E se a CBDA não rende homenagens, a gente registra em um post!

      Grande abraço

  9. Mauricio Niwa
    24 de março de 2014

    Muito bem sacado o post! Muito bacanas as histórias e a amizade entre os protagonistas. Magalhães, estou aguardando o seu post do dia 31…

    • rcordani
      25 de março de 2014

      Obrigado Niwa, bom te ver por aqui de novo.

      • Mauricio Niwa
        25 de março de 2014

        Cordani, eu tenho acompanhado sempre o blog, só não tenho me manifestado. O Maga é que me intimou no sábado aí eu resolvi dar o “ar da graça”…
        Abraço!

  10. Marina Cordani
    24 de março de 2014

    Delícia ler os posts, delícia ler os comentários!

    • rcordani
      25 de março de 2014

      Marina, de facto os comentários dos protagonistas são priceless. Beijo.

  11. Roberto Veirano
    24 de março de 2014

    Eu estava lá e como o Munhoz não me lembro de nada deste TB – a não ser que a minha carreira PEBA estava afundando…

    Adorei o post. O texto foi sensacional.

    Queria deixar um grande abraço ao Jorge, que sempre foi um dos meus ídolos na natação. Tive a felicidade de desfrutar de bons anos treinando ao lado dele (na verdade, não bem ao lado mas muito atrás ‘comendo’ marola). Aprendi muito com ele, e realmente sempre foi um ser humano sensacional.

    Um abraço também ao Castor, que nunca mais vi depois da breve temporada de treinos no Flamengo (em 91?).

    E por último, já que o ‘mood’ é de emoção, um abraço ao Gustavo – que outro dia me viu dando umas braçadas na piscina do Pinheiros e me incentivou. Um verdadeiro gentleman!

    Grandes personagens, muito talentosos e do bem. Saudades destes tempos…

    • Cristiano Michelena
      24 de março de 2014

      Veirano!

      Que saudade!. Realmente a turma do CRF me deixou profundas saudades.
      Prazer meu ter o prazer de conviver com vocês. Impressionante cono fui bem acolhido e sempre estive em casa quando no flamengo.
      Super abraço.

    • rcordani
      25 de março de 2014

      Grande Roberto Veirano, líder do ranking da Aquatica em 1984 dos 200 peito, perdi a conta de quantas vezes li aquele ranking objetivando subir por aquela tabela.

      Uma pergunta, o que aconteceu contigo no JD do Golfinho em 1985? Você ficou doente e não participou?

      E nesse dia do ECP, o Pirula lembrou de você?

  12. Cristiano Michelena
    25 de março de 2014

    Opa…
    Esqueci de mencionar um outro fato interessante sobre esse TB.
    Alguns meses após o campeonato recebi uma carta da Folha de São Paulo informando que a foto com a tinha reação acabava de ganhar um prêmio de fotojornalismo.
    Se achar mais informações sobre isso posto aqui mais tarde.
    Abracos a todos.

    • Cristiano Michelena
      25 de março de 2014

      Correcao…
      Nome do fotografo e Flavio Canalonga e o jornal O Estado de Sao Paulo.

      • Fernando Cunha Magalhães
        25 de março de 2014

        Opa… dessa eu não sabia. Sensacional! E merecidíssimos os créditos ao Flavio.

  13. Luiz Alfredo Mäder
    25 de março de 2014

    Este blog era mais acessível a PEBAs no início…
    agora é preciso ser medalhista de competição internacional para comentar?
    parabéns R. o post ficou maravilhoso

    • rcordani
      25 de março de 2014

      LAM, o vice no TB de 1989 + o bronze do Finkel 1989 não te dão o direito de comentar aqui! Mas obrigado pelo elogio. 🙂

  14. Julio Rebollal
    26 de março de 2014

    Ontem foi impossível escrever… como bem colocou o Jorge: maltratar o coração dos os velhinhos dá no mínimo multa, pelo Estatuto do Idoso.

    Quando recebi, na quinta passada (20/03) a prévia deste post, minhas memórias do evento foram ressuscitadas. Mas como poderia ser diferente: quem escreveu foi o Renato “Jesus” Cordani! Assim como Lázaro, as memórias voltaram à vida! Agora, vocês terão que me aguentar…

    Para você Jorge Luiz Leite Fernandes, meu Amigo, guru, conselheiro e ídolo, duas coisas que talvez não saibas:

    1) Eu estava lá em 1982. Meu 1º TB (14 anos de idade). Eu fui testemunha ocular dos seus recordes.

    2) A partir desse dia, o Djan que era meu ídolo (acompanhei as provas dele na Olimpíada de Montreal- 1976 pelo rádio de pilha!), teve que ceder o espaço para você. Nesse dia, em 1982, pensei: tenho que nadar junto com esses caras!! Vocês foram meu exemplo de talento, perseverança e resistência às adversidades!! Mas você tinha algo mais: também foi meu exemplo de amizade e companheirismo! Nunca deixei de ouvir seus conselhos. Obrigado por tudo!!

    Quanto ao Gustavo como atleta, não é preciso comentar nada. Suas conquistas falam por si. Deixo apenas uma pequena história: no início de sua carreira, em 1987 ou 1988 (não lembro direito), o Gustavo ficou hospedado lá em casa no RJ. Também não me lembro de como foi feito esse arranjo, só sei que ele dormiu numa cama que havia pertencido à minha irmã que só tem 1,55m de altura, ou seja, seus pés ficaram para fora. Na hora das refeições, ele sempre se desculpava com a minha mãe por estar comendo demais e minha mãe respondia: coma meu filho, porque um dia você será um grande atleta e grandes atletas precisam de energia. Sem pestanejar, ele respondeu: “É, um dia vou ganhar uma medalha olímpica!”. Na hora eu pensei: “Com essa determinação, vai mesmo!”. Dito e feito. Minha mãe acertou e ele também. No TB de 90, ainda brinquei com ele: “É, parece que a comida lá de casa está fazendo efeito!”.

    Castor, meu camarada! Companheiro de Seleção e de clube! Você deve estar querendo ser vingar pelo o que eu (e outros) fiz com o seu Alf (o ETeimoso) em Boca Raton! Vingança é um prato que se come frio, então depois de 26 anos você decide me matar do coração!!
    O 2º dia do TB era um suplício para mim. Só eram disputadas 3 provas: 200 livre, 400 medley e 4×200. Por acaso eu nadava as três!! Daí, talvez devido ao sofrimento, tenha saído essa frase (agora correta) quando você veio desabafar comigo: “Michelena, não liga não. Daqui a vinte anos não vamos lembrar direito quem ganhou ou quem perdeu, mas certamente vamos lembrar quem eram nossos amigos!”. Fico honrado em saber que ela te ajudou!! Eu sabia que quebrar esse recorde era questão de tempo: lembra do seu 1.51.71 abrindo o revezamento do Pan de Indianapolis, 1987? Eu lembro…

    Obrigado Cordani pela deferência em publicar que , nessa época, talvez só eu conseguisse segurar o Castor e o Gustavo no reveza. Nesse TB, eu realmente segurei o Castor na final do 4×200. Ao fechar o revezamento, sai na frente do Castor (que veio igual a um touro enfurecido!!) cerca de 1 corpo e ganhamos na batida de mão!! Fiz o 1.52 que deveria ter feito na prova (meu melhor era 1.52.15 do Pan de Indianápolis). Só para registro: Cordani, eu não sou 10 anos mais velho que vocês: sou de 67!! Nesse TB, eu tinha 22. Mas o peso de estudar, trabalhar e treinar, talvez contasse como 10 anos a mais.

    Ao ler o post e os comentários, tive outro insight. Não é do meu feitio, mas vou tirar onda: talvez eu seja o único nadador que tenha tido a honra de nadar revezamentos, em seleções brasileiras, com todos os citados: já nadei com o Djan, Jorge, Ciro, Castor, Gustavo, Teófilo e Manú. Portanto realizei o meu sonho de 1982: Nadei com os caras!!

    O Jorge tem razão ao escrever que esses tempos não voltam e que só falará mais com uma garrafa de 21 anos por perto. Portanto, Cordani, sugiro que seja marcado um encontro. Estipule uma data futura, em SP mesmo, para que possamos nos organizar e deixar de lado nossas rotinas e outros compromissos para encontrar velhos amigos!! Para que possamos disputar arremesso de dentadura á distância ou salto com bengala!! Não importa! Que tal? Afinal, mais de vinte anos se passaram, mas parecem que foram 20 minutos! A marcha do tempo é inexorável!

    Parabéns Cordani!! O Triunvirato Jorge- Michelena- Gustavo merecia ser lembrado!!

    Parabéns para todos que escrevem e comentam os posts. Assim, peça por peça, vamos montando esse enorme quebra-cabeças da nossa história aquática. O que não é pouco!!
    Claro que o Esmaga não conta, uma vez que ele tem quase todas as peças na cabeça!! O que esperar de alguém que não pede silêncio, mas pede para que “Dialoguemos em um nível de decibéis mais ameno!!” (Boca Raton – 1988).

    E desculpem ter escrito demais! Foi do tamanho da minha emoção e gratidão!!
    Abraços para todos!!

    • rcordani
      26 de março de 2014

      Julinho, espetáculo de comentário. Volte amanhã que farei um post com ele! Abraços

    • Cristiano Michelena
      26 de março de 2014

      Julius Robollaus,

      Realmente vcs traumatizaram o menino de 14 anos, pois Boca ocorreu em 1985 se nao me engano.
      O pobre do meu Alf teve que fazer anos de terapia. Ótimo lembrar do decibeis mais amenos do Maga, dentre tantas outros causos…

      Agora… Aquele Pan foi muito show com as duas medalhas que conquistamos juntos com Jorge e o outro gigante Cyro Delgado. Lembrar do Pan 87 pode abrir outra caixa de pandora com lembranças muito engraçadas que rolaram naquela vila panamericana, mas acho melhor deixar isso pra la.

      Grande Abraco
      Castor

      • Fernando Cunha Magalhães
        26 de março de 2014

        Não, não, Castorzinho… Julinho está certo. O infortúnio do Alf aconteceu na Baseball School em Boca Ratton, 1988, durante o Sundown Swim to Seoul.
        Já que é para ajustar o quebra cabeça, de fato o Julinho segurou o Castor fechando o revezamento, mas foi no 4x100m no mesmo dia dos 200m livre.
        Ouro para o Flamengo 3:30:96
        Prata para o Curitibano 3:31:05
        Castor fechou com 50:39 e Julinho segurou a onda. A prata está lá em casa.
        O 4x200m nós ganhamos de ponta a ponta com 7:43:88
        Agora Julinho, pode me por nessa lista dos colegas de revezamento nacional aí, afinal, quebramos junto com o Castor e o Gustavo o recorde sulamericano absoluto na Copa Latina do México em 1990:
        52:05, 51:89, 51:94 e assombrosos 49:75
        Esmaga, que já foi atropelado fechando revezamento pelo Julinho no Interfederativo de 87 e pelo Gustavo no TB de dezembro de 90,

      • Cristiano Michelena
        26 de março de 2014

        Ta certo Maga.
        Eu estou confundindo com a clínica Mesbla que foi muito antes e eu era bem moleque.
        Agora… Você puxou a minha melhor performance da carreira naquela Copa Latina.
        E vamos falar… Talvez a viagem mais divertida dentre todas.
        Continue nos corrigindo Dr Magalhães.

  15. Sidney N
    26 de março de 2014

    Belíssimo texto Renato! Sensacional também ver os videos e principalmente poder acompanhar os comentários escritos pelos próprios protagonistas. Por ai dá pra ter certeza de que não vai faltar assunto para muitos posts.

    Embora estejamos muito bem servidos nas provas curtas, espero que possamos recuperar a tradição de contar com grandes atletas nos 200 livre. Esse é uma das provas mais empolgantes do nosso esporte por permitir que velocidades e fundistas se defrontem em condições de igualdade.

    Abraços!

  16. Julio Rebollal
    26 de março de 2014

    Esmaga, o que seria de nós velhinhos desmemoriados sem você? Tens razão! Então foi por isso que eu segurei o Castor: eram só 100 metros, se fossem 200 eu teria dançado!!

    Também não lembrava desse reveza em La Paz – México, mas, fato que me faz sentir mais afortunado do que eu imaginava!! Valeu camarada!

    Portanto Cordani, estou protocolando uma reclamação junto ao PROCON, afinal você só ressuscitou parte da minha memória, seu curandeiro de araque! Aguardo o post e a marcação do encontro com a galera! Parabéns mais uma vez!!

    Obrigado. Abraços!!

    • rcordani
      26 de março de 2014

      O post sai daqui a pouco, e encontro vamos fazer sim, só estão proibidos de fazer enquanto eu não voltar para o Brasil! (junho)

      • Cristiano Michelena
        27 de março de 2014

        Que Brazil que nada…
        Marca esse encontro aqui em Londres e achamos os melhores “single malts” pra regar a festa.

    • Cassiano Leal
      27 de março de 2014

      A Julinho meu amigo, uma dos meus maiores orgulhos próprio é ter te segurado em um 4 x 100 livre no Pinheiros em 92. Você saiu atrás, me pegou e passou nos 50m e eu recuperei e ganhei na batida de mão. Não acreditei que tinha feito isso, ainda mais em cima do grande Julio Rebolal.
      Abraço

      • rcordani
        28 de março de 2014

        Boa Cassiano, mas você estava fechando? E o Pirula, onde estava? Ganharam o ouro?

  17. Pingback: Essa o próprio Epicuro aprovaria! (e os resultados dos TBs de 1982 e 1990) « Epichurus

  18. Patricia Amorim
    27 de março de 2014

    Jorge ,
    Fica muito difícil falar mesmo, esse filme tive a honra de assistir de muito perto.
    Você foi pra todos nós o ídolo , o exemplo . Companheiro, generoso, o melhor da nossa equipe.
    Não fossem as unhas encravadas ( me lembro de Campinas 1985, em pleno Rock In Rio e nós no TB) , não teria defeitos. Foi muito importante e especial pra mim conviver e dividir raia com você; os desafios onde saia alguns segundos antes e você vinha atras e normalmente me alcançava. Só tenho boas recordações e uma gratidão eterna .
    Um grande beijo,
    Patricia.

    • rcordani
      28 de março de 2014

      Patrícia, uma honra o seu comentário aqui. E esses desafios, será que alguém filmou algum? Seria muito bom ver isso aí, hein? Volte sempre, e fique atenta à data do encontro!

      Castor, você paga a passagem de todo Mundo?

    • Cristiano Michelena
      28 de março de 2014

      Querida Patrícia,

      Desculpa o desabafo aqui mas acho que é a única maneira te passar essa menssage.
      Morei no Rio um ano entre 2004/5 tentei dezenas de vezes te contactar. O máximo que consegui foi o telefone de seu assessor direto. Só pode ser ASPONE, pois me tratou com tal groceria que perdi a vontade de reencontrar a minha querida amiga.
      Acredito que são os ossos do ofício e você simplesmente não tem tempo para sua vida pessoal. Mas espero que você possa achar esse tempo para não perder outras oportunidades de rever os amigos.
      Super beijo de alguém que preza você tanto que não consegue nem ficar chateado.

      • Viviane Motti
        28 de março de 2014

        Tive o privilégio de viajar com o Jorge Fernandes na minha primeira seleção adulta para a copa latina em Nice 1989.certamente ele não vai lembrar q eu era a caloura responsável por carregar o material dele rsrsrs na época não achava muito legal !! Mas o fato interessante é que foi o próprio que ” descobriu” minha escoliose. Ele me chamou e falou: alguém já te disse que sua coluna é torta? O resultado foi o Junior ( meu colete ortopédico ) que acompanhou por 1 ano e meio. Sobre o Michelena já tietava desde o brasileiro infantil em Vitória acho que 1984??Esses posts realmente são a melhor forma de relembrar grandes momentos de nossas vidas .parabéns Cordani mais uma vez assim como a todos envolvidos !!

      • rcordani
        29 de março de 2014

        Obrigado Viviane, uma de nossas leitoras mais atentas.

        Olha, a gente gosta de escrever, mas sem o feedback e a participação de vocês DUVIDO que a gente duraria tanto tempo…

        Portanto o maior combustível são vocês!

  19. Patricia Amorim.
    28 de março de 2014

    Castor,
    Vivi dois momentos diferentes e posso te afirmar que o esporte une as pessoas, já a política separa.
    Podemos ficar anos sem nos encontrarmos , mas não esquecemos o quanto foi especial . Temos realmente muito o que lembrar, foi intenso ,foi mágico, dolorido, inesquecível e as vezes duvido do que fizemos. Sério, aqueles treinos de fundo, o que foi aquilo? Pra mim deixou sequelas… Não dá pra sair normal depois de tudo que passamos. E o pior que tenho saudades de tudo e todos….
    Se tivermos chance de nos encontrarmos vai ser bem legal, estamos ficando velhos, meia idade, é melhor não demorarmos!
    Castor, me desculpe. Você tem toda razão, não tinha muito tempo pra vida pessoal, os meus filhos diziam a mesma coisa. Agora percebo e vivo bem melhor.
    Quero muito encontrar todos.
    Mande um beijo para o Felipe,
    Um especial pra você
    Patricia.

    • Cristiano Michelena
      29 de março de 2014

      🙂

      • rcordani
        29 de março de 2014

        Esse diálogo o Epicuro TAMBÉM aprovaria!

  20. Julio Rebollal
    28 de março de 2014

    E agora Cordani?

    O Jorge pediu um uísque.

    Eu lancei a idéia.

    A Patrícia quer o encontro.

    O Michelena vai ter que vir de Londres para trocar um abraço com a Patrícia.

    Como disse um conhecido meu: e aí, vai nos colocar numa boa?

    Abraços.

    • rcordani
      29 de março de 2014

      Julio, marcar uma data é fácil, o difícil é as pessoas comparecerem! Vou ver se a gente agita uma festa a exemplo do que fizemos em 2008 – 2009 – 2010, as famosas expo-bigodadas. Aliás o Munhoz prometeu um post com a cobertura das mesmas (até um certo horário)…

      Então fica pré-anunciado uma expo-bigodada 2014, mais para a frente a gente vê a data, ok?

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