Epichurus

Natação e cia…

A lição de Felipe Muñoz

Outro dia, ao ler esse post do Takata no Raia 4 News sobre visitas ao Brasil das lendas da natação mundial, lembrei-me de um fato que resolvi contar aqui.

Em um belo dia do ano de 1980, a então ultra-jovem equipe do Paineiras recebeu no clube a visita dos campeões Mark Spitz, Shirley Babashoff e Felipe Muñoz. Obviamente que a grande atração era o fenômeno Mark Spitz, o então melhor nadador de todos os tempos.

O evento contou com uma palestra dos três no auditório do cinema e uma aula na piscina, com direito a vê-los nadando. Com 10 anos na ocasião, eu tenho uma razoável lembrança desse dia. Lembro da imagem dos três no palco, de achar a loiríssima Shirley bonita e simpática, da fala mansa do mexicano bigodudo Muñoz e de achar o Spitz meio exibidão. Também me recordo  de uma ou outra cena na piscina, principalmente dos elogios que o Mark Spitz fez ao estilo do Rodrigo de Camargo Barros, o qual era a estrela da equipe (e que de fato se destacou no cenário nacional ganhando os 50L no Julio de Lamare do Golfinho-1985 e logo depois foi para o Pólo Aquático, sendo presença constante na Seleção Brasileira).

Recorte do jornalzinho do Paineiras da época.

Para a minha pessoa, de cada um dos três ficou no mínimo uma lição. Da Shirley, que os campeões olímpicos podem ser simpáticos e acessíveis aos mortais. Do Spitz, para variar, a velha e boa lição de superação. Disse ele algo como “não é que um dia eu acordei e estava com as sete medalhas de ouro no peito, para consegui-las, eu tive que treinar muito, sem esses treinos eu jamais teria conseguido vencer, etc, etc.” O indefectível “basta acreditar“, discurso que sem dúvida fez muito bem para nós na ocasião. (aqui, o contraponto epichureano do Lelo).

A loiríssima e simpática Babashoff.

Mas a meu ver a melhor lição do dia foi dada pelo Felipe Muñoz, lição essa que repercutiu nos dias, semanas, meses e anos após o evento, sendo plenamente válida até hoje.

(N. do A. Em se tratando de Muñoz, não confundir o supracitado Felipe com o Rodrigo Modena, que, ao contrário do primeiro, é efetivamente peba e descendente de espanhol. Já a estrela deste post, o mexicano Felipe Muñoz, foi campeão olímpico da prova nobre da natação, os 200 Peito, na altitude da Cidade do México – 1968 com 2:28.7, vencendo com uma arrancada sensacional e surpreendente nos últimos 50m o soviético então recordista mundial Vladimir Kosinski. Segundo a Swimming World – no link repercutido pelo Pussieldi – foi uma das 10 maiores zebras olímpicas de todos os tempos.)

No Paineiras aquele dia, Felipe Muñoz contou que lá onde ele treinava havia duas piscinas, uma para os “bons” e outra para os “pebas”. E como ele mesmo era muito peba, o técnico evidentemente o colocava para treinar na piscina dos …  pebas! Um belo dia ele melhorou, ganhou dos “bons” e então os “bons” o convidaram para treinar com eles na piscina dos bons. Aí ele disse “No señor, no señor, yo no soy bueno no señor, ustedes que viengan acá entrenar conmigo en la pileta de los ‘PEBAS’  ”. E com essa lição de humildade, terminou seu discurso.

…ustedes que viengan acá entrenar conmigo en la pileta de los ‘PEBAS’

Depois desse dia, o Pancho não perdeu nenhuma oportunidade de recontar para nós essa história em todas as reuniões, principalmente quando a soberba infantil tomava conta de alguém da equipe.

Afinal, ninguém é tão bom que não possa melhorar mais um pouquinho lá na piscina dos pebas…

Sobre rcordani

Palmeirense, geofísico e nadador master peba.

33 comentários em “A lição de Felipe Muñoz

  1. Carlos
    25 de outubro de 2012

    Boa história !

    Incrível como os fatos vão se sucedendo e se repetindo ao longo da história … e a gente pensa que é tudo novo !

    Carlos

    • rcordani
      25 de outubro de 2012

      Sem dúvida Carlos, a gente procura resgatar uma parte da história por aqui. Agora, você se refere a algum caso específico que se repetiu ou no geral mesmo?

  2. rmmunhoz
    25 de outubro de 2012

    Gostei muito da história e da lição. Não sabia da visita desses caras ao Paineiras. O duro é continuar se considerando ‘Peba’ depois de ser campeón olímpico… Esse meu “primo” deve ser um cara bacana. Quanto dessa visita deve ter influenciado a a vida de nadadores (e famílias?)… vários conhecidos no evento… Notei na reportagem que o Mark Spitz em 1980 não apenas era contra o boicote olímpico americano como não achava que a URSS fosse reciprocar em 1984. Pena que ele errou. Abração!

    • rcordani
      25 de outubro de 2012

      Munhoz (Rodrigo) eu não tenho certeza se o dia em que ele foi aceito pelos “bons” tenha sido após o ouro olímpico, creio que não, deve ter sido bem antes.

      De qualquer forma (e você é especialista em marketing deverá concordar comigo), ele foi ouro em 1968 e doze anos depois estava dando uma palestra no Brasil, então claramente ele estava vivendo disso e já tinha dado uma porção de palestras, já havia digamos assim “moldado um discurso” que não necessariamente era totalmente factual.

      Não obstante, o “discurso” era bom, pois 32 anos não o apagaram…

  3. Marina Cordani
    25 de outubro de 2012

    Eu me lembro desse dia! E da história também!

    • rcordani
      25 de outubro de 2012

      Eu me lembro que a Sra recebeu bastante atenção da Shirley e ficou bastante empolgada com a atenção.

  4. Miyahara
    25 de outubro de 2012

    Sensacional. Eu lembro do Mark Spitz uma vez no ECP. Teve essa mesma palestra com ele, e acho que o conteúdo foi o mesmo.

    Essa história de piscina dos Bons e dos Pebas se inicou no ECP no final da década de 80, mas pleo que me lembro, não foi uma separação físca, mas os técnicos passaram a dar uma atenção “especial” aos atletas de ponta, se vc fosse PEba, por exemplo, não poderia fazer o teste de ácido láctico… Assisti ontem no Planeta àgua, uma matéria que falava justamente da tendência em cada vez mais os atletas de ponta terem técnicos exclusivos, citando até campeões olímpicos europeus da última olimpíada, como o Manadou. Apesar da lição do Muñoz, acho que isso deve ser mesmo a tendência e acredito que possa realmente melhorar a performance individual, mas para uma equipe, eu vejo isso como ruim, pois tira o espírito de equipe do treino, que sempre leva à uma competição saudável e motiva muito a melhora individual. Mas como hoje em dia vale mais um Cielo na mão que dois Pebas voando…

    Me lembro muito bem o quanto foi importante pra mim treinar ao lado do cara que se tornou um dos meus melhores amigos, e de um dos meus maiores concorrentes nos 50L (até hoje), o Bonotti, e treinar ao lado do Gustavo Borges, do Júnior, do Magalhães, entre outros velocistas, e até mesmo nadar ao lado de ex atletas que apareciam no treino para “fazer a série” e acabavam por ganhar da gente as vezes, como o caso do Ogata e do Luis Osório.

    Essa separação física como tende a ocorrer hoje, com “equipes de ponta”, sinceramente pode ser muito ruim. Uma época o Albertinho montou uma equipe e eles treinavam em uma academia em São Paulo, só com atletas de ponta. Acho que pode ter sido positivo pra eles, mas pra equipes, ficar longe de atletas assim, acho que é pessimo.

    Bom, meu técnico exclusivo hoje, alguns dias é o próprio autor do post, mas como os treinos dele estão mais pra “gincana”, acho que vou continuar meus treinos QNSPN…

    • Eduardo Hoffmann
      25 de outubro de 2012

      Também me lembro do Spitz no ECP. Eu até tive uma dessas fotos autografadas da Ms. Babashoff… mas, como o departamento de museologia, em casa, não era profissional como o do Renato (que, aparentemente, tem TUDO arquivado!), a foto já se foi, faz tempo…

      Ótimas observações sobre a separação física das “equipes de ponta”. Muito verdadeiro isso… Acrescento que, conviver com os atletas de ponta, no mesmo espaço físico, não somente motiva os Pebas, como também motiva a molecada mais nova… o “pipeline” interno do clube… que não “treinam juntos”, estritamente falando, mas que, ao ter a exposição à presença num mesmo ambiente, ao assistir ao treino, etc… das “feras”, se motiva a buscar o mesmo.

      De onde se pode levantar mais uma questão: quanto de uma “equipe de ponta” de um clube como o ECP, Flamengo ou Minas é resultado de “pipeline interno” (ou seja, “pratas da casa”), e quanto “vem de fora”, chegando já numa idade mais “profissional”? Mesmo sem ter os dados exatos, só de olhar, dá pra ver que a coisa mudou muito…

      • rcordani
        25 de outubro de 2012

        Verdade Hoffman, acho que “prata da casa” não é muito valorizado não. Você vai no paulista, pega os melhores do interior e bota na equipe. Não vai aqui nenhum juízo de valor, mas é assim.

      • Eduardo Hoffmann
        25 de outubro de 2012

        Renato,

        Também de minha parte não vai nenhum juízo de valor… é a realidade… e a necessidade para se manter uma equipe “no topo”. O “pipeline interno” seria claramente insuficiente para “alimentar” uma equipe “de ponta”. Só acho que essa dicotomia entre as equipes com maior proporção de “prata da casa” (das categorias de base), e do time “de ponta”, é exacerbada quando se coloca a equipe principal para treinar em local fisicamente afastado… o que reduz o efeito motivador, sobre o “pipeline interno”…

        Por que é importante isso? Porque num clube com tradição em natação (ou em qq esporte específico), é necessario que o corpo de associados continue a enxergar o esporte como algo importante de receber atenção, recursos, etc… Para tal, nada melhor do que continuar a apresentar uma certa proporção da equipe principal, resultante dos próprios quadros internos… O processo de “compra”, por parte dos sócios, e da estrutura de governança do clube (Conselho Deliberativo e Diretoria) é mais efetiva… e isso é importante para o longo prazo…

        Dentro do ECP, por exemplo, há esportes bem mais “perenes” do que outros. Os esportes com mais tradição no clube (e “pipeline” completo, desde a “escolinha”, até categoria principal) têm sustentabilidade ao longo do tempo. Ao mesmo tempo, o clube já montou e desmontou equipes profissionais em outros esportes sem tanta “tradição”, geralmente num movimento “casado” com o início e fim de um relacionamento com algum patrocinador “peso pesado”… São os “esportes vaga-lume do clube”…

        Em suma: a “prata da casa”, o menino ou menina sócio do clube, que “vira campeão” alimenta o imaginário do corpo de associados, Conselheiros e Diretores. Algo na linha de “puxa, já pensou se meu filho/filha ou ainda neto/neta ainda chegar lá?”. E isso é positivo, politicamente, para o esporte, dentro do clube…

    • rcordani
      25 de outubro de 2012

      Miha, em 1991 o Spitz tentava um comeback para Barcelona 1992 (não conseguiu nem o índice para os Trials porém) e esteve no ECP, onde palestrou e perdeu do Manu e do Dudu.

      Quanto aos treinos, o sr está muito relapso ultimamente, o sr. quer ficar peba para sempre?

      • Fernando Cunha Magalhães
        28 de outubro de 2012

        Essa história de 92 na voz do Dudu é excelente.

  5. Alvaro Pires
    25 de outubro de 2012

    Me lembro tb desses caras no Fla (pra falar a verdade soh me lembro do Spitz). Muitas criancas pedindo autografo (eu inclusive – nao guardei pq era um risco) e uma confusao danada. Me lembro mais do Salnikov nadando na piscina do clube, acho q em 1981 ou 82 (talvez um pouco depois !). Qto a separar os bons, isso eh sempre delicado. Comigo depois de anos ruins no infantil (a puberdade veio tarde), senti um pouco de segragacao no juv A, em relacao a treinos e atencao. Teve uma ocasiao em q o tecnico se esqueceu de me inscrever numa prova de 50L. Minha mae foi tirar satisfacao pelo erro e ele deu um jeito de me colocar como avulso. Nadei na raia A e a prova teve dois 2os lugares. Ai o tecnico passou a me dar uma atencao surpreendente. Acho q em nivel profissional/olimpico talvez funcione nos dias de hj mas como a motivacao eh fator importantissimo p qq atleta o treino em grupo tb eh importante. Acho q a sensiblidade do tecnico eh fundamental p enxergar o q eh melhor. Sou um entusiasta do estudo da mente dos atletas e ainda acho q no Brasil precisamos mehorar muito nessa area.
    abs

    • rcordani
      25 de outubro de 2012

      Haha, o Spitz fez um risco ao invés de um autógrafo? Acho que ele pessoalmente não gostava muito dessa vida de ídolo não, hein? E do Salnikov eu não sabia que tinha vindo ao Brasil, você tem fotos?

      • Marcelo Menezes
        25 de outubro de 2012

        Me lembro do Salnikov no Brasil! O Lundquist também veio!

      • Fernando Cunha Magalhães
        28 de outubro de 2012

        Spitz não veio, mas Salnikov veio. Fui vê-lo no Clube do Golfinho. Não lembro o ano e não tenho fotos, mas ele assinou em vermelho a parede da cantina.

  6. Anônimo
    25 de outubro de 2012

    Muito bom!! Como Peba posso garantir que a pressão de ser Peba era muito maior do que a de ser bom…mesmo porque ,ser o melhor dos Pebas também era bem mais fácil do que ser o melhor dos bons….

    • rcordani
      25 de outubro de 2012

      Fala Danilão, a mensagem é justamente que pebas somos todos!

  7. Ruy
    25 de outubro de 2012

    Me lembro do meu primeiro ano no CPM, onde os “bons” Renato, Lelo, Granjeiro, Amendoim + 3, nadavam na raia 1 e eu nadava (saindo atrás) de outros pebas Guila, Abdo, Mene. Essa raia 1 tinha um espaço maior, daí os “bacanas” terem essa preferência. Mas, por ser um esporte competitivo, minha meta era ficar no ritmo de minha raia e eventualmente ser promovido de raia.
    Antes de chegar ao CPM, nadava na AESJ (É São Joséééé. É são Josééé´) e, em meu ultimo ano de São José, nadava na raia dos “bacanas”. Esse “upgrade” de equipe foi um dos fatores que me ajudou a melhorar mais em minha carreira (se é que existe escala pebistica) pelo simples fato de nadar junto com caras melhores que eu.
    Agora, isso tudo é saudosismo meu (nosso?) e realmente nao sei se é melhor ter uma equipe de elite separada ou não no estágio atual da natação.

    • rcordani
      25 de outubro de 2012

      Haha, saudosa raia 1, hoje em dia completamente desfigurada. Eu também tive minha época de nadar na raia 2, almejando migrar para a 1, mas o Charlão (titular da raia 1) não me deixava entrar!

      • Marina Cordani
        25 de outubro de 2012

        E eu, como Juvenil A, era da raia 1 até os caras do infantil B (entre eles meu irmão) se juntarem a mim, e finalmente me expulsarem da mesma após curto período de tempo. Pelo menos eu tinha a desculpa que era menina…

  8. fpolloni
    25 de outubro de 2012

    Aqui é o Polloni tentando fazer um comentário, mas está difícil… Virus P95 FDP!

    • rcordani
      25 de outubro de 2012

      Boa Popo! Conseguiu! Agora só falta o comentário…

  9. fpolloni
    25 de outubro de 2012

    Apos 1 hora de consultoria do Lelo E Munhoz juntos, conseguimos!!!

  10. LAM
    25 de outubro de 2012

    Parabéns R. Ótimo texto

    • rcordani
      26 de outubro de 2012

      Valeu LAM, mas temos uma pendência ainda. Em um post antigo da saga (parte I) o sr disse que aquela era a segunda maior decepção da sua carreira, ficou devendo explicar a primeira. Seria na “Tragédia do Ibirapuera”?

  11. Marcelo Menezes
    26 de outubro de 2012

    O profissionalismo tem foco em resultado. Essa segregação (que acho péssima pro senso de equipe) acaba culminando em mais atenção aos atletas de ponta e consequentemente uma melhora no resultado desses caras. O nome do jogo hoje em dia é esse. Até porque não existe mais o amor a camisa como existia na nossa época (discurso igual tem o futebol). O nadador vai onde pagam mais. Podemos, quem sabe, alegar que era mais legal ser nadador na nossa geração: a ultima antes da massificação profissional. Desconfio que seja verdade, embora seja da natureza humana exagerar no saudosismo, mas o progresso chega e o passado se vai com ele. Não tem como ser diferente!

    Quanto ao Muñoz, a história de ser PEBA deve ser exagerada. Com certeza não o era pouco antes dos jogos. Quem sabe talvez numa infância remota. Mas convenhamos que assim como o ditado americano “beauty is in the eye of the beholder”, ser PEBA também!

    Quem vai contestar o Phelps se amanha ele disser “Pra mim PEBA é todo mundo, inclusive o Spitz, o Popov, o Biondi,o Lotche, e o Cielo”? Só garanto que ele não terá coragem de chamar o Mike Barrowman de PEBA, afinal o cara foi WR da prova nobre da natação!

  12. Fernando Cunha Magalhães
    28 de outubro de 2012

    Concordo sobre a importância da referência do ídolo presente no mesmo ambiente de jovens e pebas.

    Sobre a história do Muñoz, assisti uma parecida.
    Em 83, as equipes masculinas e femininas do Curitibano foram divididas. Na equipe das meninas ficaram as meninas e 4 meninos pebas. Renato Ramalho e mais 3. O episódio transformou o comportamento de RR que teve uma evolução absurda sagrando-se campeão estadual absoluto dos 200 costas no final do ano, pegando índice para provas individuais para o JD 84 (janeiro) onde não passou das eliminatórias e ganhando seu 1o título nacional nos 400 MI no JD 84 (dezembro). Não foi campeão olímpico como Muñoz, mas teve o prazer de integrar as delegações do Brasil em Seoul e Barcelona.

    • rcordani
      29 de outubro de 2012

      Sensacional essa do Ramalho. Difícil acreditar que o mesmo era peba! Em 1985 se não me engano já ganhou o Finkel nos 200 costas, naquele Finkel gelado do gorrinho!

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Publicado às 25 de outubro de 2012 por em Epicuro, Natação e marcado , , , .
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