Epichurus

Natação e cia…

Atento, curioso e fascinado

As histórias mais marcantes que vi em meu 1º Julio de Lamare, no Vasco da Gama em Janeiro de 1983

A final de 200m borboleta masculino – juvenil B

Assisti a essa prova ao vivo e graças ao acervo do Jornal Aquática do meu amigo Renato Cordani, pude rever os resultados. Lembrava somente de 4 finalistas: Marcelo Silverio da Hebraica, Hélio Celidônio do Fluminense e dos irmãos Marcelo e Carlos Vaccari da Gama Filho.

A primeira vez que vi o irmão mais novo nadar foi no Mauricio Bekenn de 1979, em Curitiba – como já citei no post Melhorando “que nem criança“. Na ocasião, ele venceu e tornou-se recordista da prova de 100m borboleta – infantil B com 1m05s91 e a efusiva torcida da Gama Filho agitava bandeiras, tocava seus bumbos e repiques e cantava: “É Celestino, tum, tum, tum… É Celestino, tum, tum, tum”, referência ao nome do meio de Marcelo Celestino Vaccari.

Essa era a 2ª vez que iria vê-lo em ação e ainda neste campeonato, viraria fã da sua natação após a espetacular vitória nos 100m borboleta com 58.36 e recorde do torneio. Gostava de ver aquela recuperação dos braços desnivelada, a explosão, velocidade e especialmente o comportamento. Ele adorava vencer e comemorava demais. Isso me passava um grande significado pela conquista e me inspirava.

Há poucas semanas encontrei Marcelo Vaccari no Clube Curitibano quando fui assistir as finais do Troféu Tancredo Neves, adiantei que escreveria sobre essa história. Ele ficou bem animado.

Há poucas semanas encontrei Marcelo Vaccari no Clube Curitibano quando fui assistir as finais do Troféu Tancredo Neves, adiantei que escreveria sobre essa história. Ele ficou bem animado.

Durante as eliminatórias, Marcelo Silverio da Hebraica nadou muito bem e classificou-se com o primeiro tempo. Nas arquibancadas foi super celebrado por seus colegas e acredito que a raia 4 acabou exercendo um pressão muito forte sobre o paulistano.

Na final, os irmãos Vaccari estavam lado a lado. Marcelo na raia 5, Carlos na 6. Dado o sinal de partida, Marcelo fez uma saída incrível, que julguei legal assim como Berek Krieger, o árbitro geral. Após a parte submersa, 7 começaram a nadar e o Carlos parou. Isso mesmo, parou! Tinha certeza que o irmão havia queimado. Décimos, talvez 2 ou 3 segundos de indefinição e o árbitro começou a apitar, mandou soltar a corda de queimada que caiu depois que os atletas das raias centrais já haviam passado. Silverio, Marcelo e Celidônio nadaram até os 50 metros onde foram parados pelos juízes de virada e atletas que se apressaram em descer das arquibancadas para ajudar os colegas.

Indignação na plateia, mas o fato é que “Carlinho”, como ouvi os amigos se referirem a ele teve a moral de parar a prova.

Alguns minutos de descanso e nova largada. Celidônio, na época do Fluminense, abriu mais de um corpo de vantagem e levou o ouro. Os irmãos Vaccari completaram o pódio. O desgaste psicológico foi demasiado para Marcelo Silverio que chegou em 8º, bem atrás dos demais.

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A raia arrebentada na final dos 200m peito masculino

Marcelo Mira, finalista nas provas de peito

Marcelo Mira, finalista nas provas de peito

Em mais de 30 anos acompanhando a natação essa foi a única vez que eu vi uma raia arrebentar durante uma competição.

Marcelo Mira era a principal esperança de pódio do Clube Curitibano neste Julio de Lamare. Ele havia conquistado uma medalha de bronze nesta prova em outro Brasileiro e agora chegara ao terceiro e último ano da categoria Juvenil B.

Classificou com o 5º tempo. Na final estávamos ansiosos pela performance do amigo e vimos o bom parcial nos primeiros 50m, porém quando se aproximou da 1ª virada a raia arrebentou na cabeceira oposta. Se nós ficamos incrédulos, imaginem ele. Depois da filipina, Mira, que nadava sem óculos e sem touca se deparou com a raia “embarrigando” em sua frente. Foi impossível manter a trajetória sobre a linha preta, precisou contornar a raia e nos últimos 100m, ele teve que lidar com passagens bem estreitas. Evidentemente a concentração ficou prejudicada, ele nadou mais que 200 metros e ficou a mais de 2 segundos do bronze – a sonhada medalha não veio.

Não por isso, mas pelo que eu me lembre, essa foi a última competição do Marcelo que deixou uma importante marca na história da natação do Clube Curitibano.

A estratégia da Patricia Amorim nos 200m livre – juvenil A

Essa história já foi contada, com um texto meu, no post Patricia Amorim, a nadadora –  publicado por Renato Cordani.

Vi a Cristiane Pereira, da Gama Filho, ganhar e bater o recorde na prova dos 100m livre no Maurício Bekenn de 79 como Infantil A e em 80 como infantil B. Não foi surpresa chegar ao JD 83 e vê-la arrebentando na competição. Venceu os 100m e os 400m e na cola, com duas pratas vinha a Patricia Amorim, que embora estivesse por perto, em nenhuma dessas duas provas demonstrou que poderia surpreender a vencedora.

Ganhou os 100m e os 400m, logo, parecia que os 200m já eram “favas contadas”. Parecia!

Na minha percepção, a estratégia da Patricia começou nas eliminatórias. Ao invés de voltar a se classificar em 2º ou tentar classificar em 1o, segurou o ritmo. Acredito também que Daniele Ribeiro, colega que havia sido revelada na AABB e agora também defendia o Flamengo, e que foi finalista nessas três provas estivesse com a responsabilidade de nadar bem forte de manhã e classificar na raia 5.

Na final, Patricia deu um show. Passou forte porém deixando que a rival ficasse meia braçada a frente, após a virada dos 100m, aproveitou que a adversária respirava para a direita e deu um tiro de 50m para assumir a liderança com uma boa vantagem. Depois da virada deu pra ver o susto da Cristiane, que talvez até tivesse gás pra recuperar, mas impactada pelo efeito surpresa perdeu eficiência de nado e ficou com a prata.

Lembro-me da festa, mais que justificada, dos flamenguistas. O tempo foi impressionante, 2m10s18, mas mais do que isso, certamente essa vitória foi um marco para a confiança da Patricia, que deu um salto de qualidade. Foi ao Pan de Caracas e ganhou os prêmios de revelação e destaque do ano pelo Jornal Aquática.

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O misterioso resultado dos 100m peito – juvenil A

Hilton Zattoni, bronze

Hilton Zattoni, bronze em disputa acirradíssima

A prova foi vencida por Jean Shinzato, do Fluminense, e com o bronze ficou Hilton Zattoni, o Tufo, na época atleta do Clube do Golfinho e atual diretor de natação do Clube Curitibano (que está fazendo um trabalho notável). Uma boa disputa, nenhuma desclassificação, porém um grande mistério: o tempo oficial de todos os atletas saiu no resultado oficial cerca de 2 segundos abaixo do que haviam registrados nos cronômetros manuais. Não só do meu, mas de todas as pessoas com quem falei.

Como o 1m10s76 atribuído a Jean não foi recorde da prova, parece que não houve maiores prejuízos, a não ser, eventuais recordes estaduais dos quais não tenho informações.

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Essa é uma outra situação que em 35 anos acompanhando a natação, nunca vi se repetir.

As vitórias de Priscila Grocoske e Luiz Fernando Graczyk, atletas do rival Clube do Golfinho, nos 100m e 1500m livre

Já contei no post – Um rival para chamar de seu – sobre a impressionante evolução da natação paranaense nos anos 80. Citei que a principal força motriz desse desenvolvimento foi a rivalidade entre Golfinho e Curitibano. E sigo acreditando nisso.

Priscila e Graczyk eram grandes algozes de colegas da minha equipe, mas não havia como não admirá-los. Ela, grande velocista, estilo perfeito em sua linda coleção de maiôs da Diana. Ele a toda hora melhorando os recordes paranaenses – bateu o recorde estadual mais de 40 vezes -, desde os 100m, mas principalmente nos 400m e 1500m livre e que teve como um dos grandes méritos ser referência para os olímpicos Eduardo de Poli e Cristiano Michelena.

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No Vasco da Gama, a natação paranaense ganhou duas medalhas de ouro. Já tinha visto algumas vitórias de conterrâneos no Maurício Bekenn, mas ali era muito diferente. Ou seja, em suas conquistas, Priscila e Graczyk mostraram claramente que era possível. Pra mim foi muito importante assistir a vitória deles.

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Graczyk campeão foi premiado pelo árbitro geral Berek Krieger, um grande entusiasta da natação paranaense e brasileira

Graczyk campeão foi premiado pelo árbitro geral Berek Krieger, um grande entusiasta da natação paranaense e brasileira

A emoção de Alberto Klar ao assistir os 100m borboleta – juvenil A feminino

Tive o prazer de ser atleta do Alberto de 1991 a 95 na Equipe do Pinheiros, mas a primeira vez que lembro de tê-lo visto foi na arquibancada do Vasco em 1983. Ele era técnico da equipe do Flamengo. Não sei como era a divisão de responsabilidades com o Daltely, nem se o Eleandro já andava por lá, mas eu estava sentado uns dois degraus acima enquanto rolava a final dos 100m borboleta – juvenil A feminino.

Eu não estava familiarizado com os nomes, mas havia duas garotas muito a frente das demais. Quando bateram na placa ele não conteve sua alegria e se emocionou muito: “1.05!, 1.05!…” gritava para sua atleta sorridente na piscina e celebrava com os colegas que estavam a sua volta. A vencedora era Cristina Callou que depois de anos, voltou a se aproximar do recorde de campeonato de Flávia Nadalutti.

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No dia seguinte, olhava com amigos as fotos preto e brancas que estavam a venda. O pódio desta prova nos chamou atenção. Ao vivo, constatamos os cabelos loiros e olhos azuis. Os adolescentes mais jovens do Curitibano elegeram Callou como a musa do campeonato enquanto que os mais velhos preferiam Virginia Andreatta – neste quesito, só deu Flamengo.

Voltando ao Alberto. Vi aquela relação com admiração e confesso que poucas vezes vi se repetir um momento como esse, do técnico ter uma emoção incontida a partir do resultado do seu atleta.

Finalizo aqui minhas impressões sobre o meu 1º Julio de Lamare, uma competição que certamente vocês já perceberam, foi muito mais que especial.

Uma homenagem aos melhores índices técnicos:

Melhor índice tec-001

O registro da pontuação final:

pontuação-001

E os resultados de todas as provas. Clique nas imagens abaixo para ampliar e visualizar os resultados publicados na Aquática:

Forte abraço a todos,

Fernando Magalhães

Sobre Fernando Cunha Magalhães

Foi bi-campeão dos 50m livre no Troféu Brasil (87 e 89). Recordista brasileiro absoluto dos 100m livre e recordista sulamericano absoluto dos 4x100m livre. Competiu pelo Clube Curitibano (78 a 90) e pelo Pinheiros/SP (91 a 95). Defendeu o Brasil em duas Copas Latinas. Foi recordista sulamericano master. Trabalha como gerente da Academia Gustavo Borges e consultor da empresa Vendas 3i. É conselheiro do Clube Curitibano.

34 comentários em “Atento, curioso e fascinado

  1. rcordani
    6 de junho de 2013

    A prova da Patrícia já abordamos anteriormente e foi – como dissemos na época – um divisor de águas na natação brasileira.

    Já a prova dos 200 borbola marcou muito o pessoal do Paineiras, primeiro pois acompanhamos a prova com muita atenção pela presença do nosso chegado Silvério na raia quatro, e segundo pelo fato de o Pancho adorar citar essa prova nas reuniões ao longo dos anos (assim como o caso do Felipe Muñoz). A história que o Pancho contava era mais ou menos assim: a equipe da Hebraica tinha treinado muito bem para essa competição e tinha grandes ambições. Logo na primeira etapa, a raia 4 obtida pelo Silvério trouxe muita empolgação ao grupo. Aí, com a saída paralisada e os 50m nadados pelo Silvério, que de certa forma contribuíram para a má atuação dele na final, o técnico teria reunido a equipe de noite e dito “Desculpem, errei o polimento”.

    Eu não sei se a história acima é verdadeira, e isso nem interessa muito, o fato é que o Pancho contava essa história em quase toda a reunião, quando ele queria dizer que “polimento era uma palavra inventada que não serve para nada”. Eu acreditei nisso (que polimento não serve para nada) durante toda a minha fase juvenil, mas obviamente tive que mudar de ideia quando atingi a idade adulta. Mas a história ficou, e foi sensacional vê-la contada com detalhes aí em cima.

    E eu só lembrava do Silvério e dos Vaccari nessa prova, mas ler hoje os resultados do Celidônio daquela época de certa forma explica um pouco o estrago que o mesmo vem fazendo na categoria Master hoje em dia…

    • rcordani
      6 de junho de 2013

      Ah, outra coisa que eu me lembro é da bateria da Gama Filho no último dia de competição, o Marcelo Vaccari no bumbo, aí chamaram para o 4×100 4 estilos, ele larga o bumbo e desce para a piscina e detona nos 100 borbo. Eu até pensei que essa cena tinha sido na prova dos 100B, mas analisando o programa só pode ter sido no reveza.

    • Fernando Cunha Magalhães
      6 de junho de 2013

      Não é possível que seja verdade. Com mais 3 dias de competição pela frente o técnico jogar esse balde de água fria na confiança da equipe???? Seria um gigantesco erro de liderança.

      De qualquer forma, Pancho usou muito bem a crendice para tirar a neura em relação a precisão do polimento em muita equipe que ele tinha confiança de que estava bem treinada e que com a cabeça tranquila, renderia mais.

      É, e Celidônio no ano seguinte mandou 2.07 e conquistou o bi. Nadava muito.

      • Fernando Cunha Magalhães
        6 de junho de 2013

        Bacana essa do Vaccari no bumbo… nem aí pro efeito que a faixa sobre o trapézio causaria na musculatura.

    • charlaodudo
      8 de junho de 2013

      Esses 200 borboleta foram marcantes mesmo. Em toda reunião pré-competição no Paineiras essa prova era lembrada.

      • Fernando Cunha Magalhães
        9 de junho de 2013

        Engraçado e legal isso… por muito tempo na minha memória, nunca voltei a falar sobre isso e saber que foi tantas vezes citada lá no Paineiras.

  2. Jorge Fernandes
    6 de junho de 2013

    boas lembranças hen ?…

    tentando simplificar como funcionava a estrutura de técnicos do CRF:
    – Daltely e Arantes na equipe principal, e contavam com a ajuda de Alberto, Eleandro e outros quando necessário,
    – juvenis A e alguns B com o Alberto, com ajuda mais do Eleandro e outros… mas de vez em quando Arantes gostava de dar o ar de sua graça e “assumia” o treino… imagina a zona !!! mas era alegre;
    – Infantil ficava a cargo do Eleandro com ajuda do Carlos Camargo (nosso “Chips” por referencia àquela dupla de patrulheiros rodoviários em seriado americano);
    – Petizes se não me engano era o Carlos e o Pavão;
    – Escolinha e mirins com Duda, o irmão e mais outro que não me lembro

    quando chegava perto das principais competições, o impressionante era a ajuda que praticamente todos os técnicos davam, muitas vezes independente da categoria que fosse, e não era incomum ver o Dalty e Arantes ajudando Alberto, este ajudando Eleandro e com participações de outros também…

    • Fernando Cunha Magalhães
      6 de junho de 2013

      Boa Jorge,
      gostei do “imagina a zona”… hehe
      Fato incontestável é que independente disso era um time fortíssimo.
      Não sabia que o Chips já era dessa época e tinha passado por lá. Deve ser por isso que no primeiro TB que o Xuxa apareceu, em 92 no MTC ele estava sempre junto com a galera rubro-negra.

      • Jorge Fernandes
        7 de junho de 2013

        com certeza… o Chips ter ido para o sul propiciou o surgimento do Scherer, mas foi uma perda terrível para o CRF… além de excepcional técnico, um grande parceiro… esse entende do riscado…
        um fato hilário foi que conheci o Scherer após meu casamento em 89 (viajei a Floripa em núpcias) e ele era magrinho, parecia filhote de biafra… uns 2 anos depois fui nadar uma competição entre municípios do estado, e eu já estava quase parando (treinava umas 2 vezes por semana)… fiquei olhando ele nadar e me senti totalmente ferrado e ele na maior pilha… pensei comigo: “to fu… esse puto cheio de gás e eu aqui acabado… nem sabia o que estava fazendo ali… kkk”, mas respirei fundo e observando percebi que ele praticamente respirava para 1 só lado… prova de 100 em piscina de 25… eu na 1 e ele na 4… ele já tinha dito que ia colar em em mim… viramos os 50 juntos e aí aproveitando que ele estava respirando pro outro lado, dei 1 tiro até os 75 e após a virada só via o cabeção dele me procurando… o bicho veio que nem louco atrás de mim, tirou a diferença mas perdeu por batida de mão… ele ficou puto, e eu destroçado dentro da água quase não consegui sair da piscina… kkkk… o Chips tb achou maior graça, mesmo ele tendo sido “enganado” por um velhinho… kkkk… claro que depois dessa tive que aposentar em definitivo…

    • Fernando Cunha Magalhães
      7 de junho de 2013

      Ótima essa história da vitória sobre o Xuxa nos Jogos Abertos.
      Tem situações em que a experiência conta muito, tive algumas experiências como essas… não em cima de um nome tão forte, mas dá uma grande satisfação.

      • Jorge Fernandes
        7 de junho de 2013

        pra minha sorte ele ainda estava no forno cozinhando, sendo preparado… kkkkk

      • Fernando Cunha Magalhães
        9 de junho de 2013

        Sorte mesmo!

  3. Rodrigo Munhoz
    7 de junho de 2013

    Sensacional como sempre, Esmaga!
    Vejo que felizmente a equipe da Luso detonou e obteve um honroso 17o lugar!
    Um grande abraço!

    • Fernando Cunha Magalhães
      9 de junho de 2013

      É Munhoz, seus amigos mandaram muito bem na piscina do Vasco.

  4. Carlos Vaccari
    8 de junho de 2013

    Olá Fernando Cunha!
    Foi um prazer ver o meu nome citado. Você me fez recordar uma passagem bem interessante da minha carreira. Realmente, o meu irmão Marcelo possuia uma enorme velocidade de reação, e quando me dei conta ele já estava lá na frente. E, talvez por impulso, a minha única reação foi bater nágua e pedir para parar a prova. E, quase por milagre, fui atendido.
    Obrigado por me fazer reviver esse momento.
    Abs!

    Carlos Vaccari

    • Fernando Cunha Magalhães
      9 de junho de 2013

      Olá Carlos, de nada.
      Fico muito contente com sua leitura e comentário. Imagino que o Marcelo deva ter comentado com você sobre o blog.
      Na época fiquei imaginando como seria sua expressão se a prova não parasse… para sua sorte, parou, ainda deu pra faturar a prata e dividir um pódio de brasileiro com o irmão, privilégio para poucos.
      Abraços,
      Fernando

  5. charlaodudo
    8 de junho de 2013

    Smaga,
    Muito legais as histórias. Esse mistério dos 100 peito eu não conhecia. Será que alguém sabe o que de fato aconteceu?

    • Fernando Cunha Magalhães
      9 de junho de 2013

      Fiquei anos sem saber. Li uma nota na Aquática que dizia que havia “dado uma piscada” na energia durante a prova (com outras palavras) e criticando o fato da organização não ter feito nada em relação a isso. Acredito que o correto teria sido desprezar os tempos do placar e considerar os cronômetros manuais, mas não foi o que rolou.

  6. Warley A Grotta Jr
    9 de junho de 2013

    Pessoal, gostaria de cumprimentá-los pelas histórias, causos e acontecimentos. tenho lido sempre. Sou contemporâneo de todos já que tenho hoje 42 anos. Eu nadei dos 9 aos 15 anos no Nosso Clube em Limeira e participei de 2 brasileiros. Um que ficamos alojados no CEFAN no RJ e outro no Ibirapuera, mais ou menos em 1981 a 83, não me lembro bem. Fácil de entender porque me lembro somente dos alojamentos. Era tanta bagunça e diversão que a competição era importante, é claro, mas os acontecimentos nos alojamentos eram absolutamente hilários e inesquecíveis. Há algum tempo estava indo pro RJ num campeonato master e dei carona para um amigo da época e fomos relembrando as barbaridades que fazíamos nas competições. A conclusão foi que eu tive de parar o carro no acostamento da Via Dutra porque eu estava quase urinando na calça e a ponto de bater o carro de tanto rir. Sugiro até que façam uns posts sobre esse tema que acho que será diversão garantida aos leitores.
    No Nosso Clube de Limeira que aparece na 28ª colocação nesse brasileiro de 1983 comentado por vocês, tínhamos 2 grandes destaques, que era o Glauco Casimiro(Kako) que foi recordista sul americano dos 100 costas, na época, e Vicente Pironti grande nadador de peito. Não sei de quem foram os 5 pontos do Nosso Clube nessa competição e acho até que não eram deles que normalmente ganhavam suas provas, talvez do Guto Dolevedo, que nadava muito também. Mas só de estarmos aí registrados já é um orgulho para mim, Nossoclubino da gema. Long live to Epichurus!! abraços a todos.

    • Fernando Cunha Magalhães
      9 de junho de 2013

      Warley, meu caro, que relato bacana.
      É uma grande satisfação imaginar as lembranças instigadas pelo Epichurus nas conversas de amigos de toda a vida que foram unidos pelo esporte na juventude.
      Sério que vc perdeu o JD 84 no Maracanã?
      Assistir ao vivo o 1.02.71 do Glauco, batendo o recorde do Pradinho por 4 centésimos foi um dos pontos altos daquela competição.
      Sobre os relatos das barbaridades em hotéis e alojamentos, certamente vai rolar.
      Vc já ouviu falar do “expresso da meia-noite”? Se sim, não estrague a surpresa para os demais e deixa para que a revelação venha através do post.
      abraços.

      • Warley Grotta Jr
        10 de junho de 2013

        Fernando, Infelizmente eu não vi, ao vivo, o Glauco bater esse recorde, mas toda nossa equipe cresceu junto e vibrou com ele quando isso aconteceu. Eu nadei um JD mas sinceramente não me lembro quando. Já em relação ao “expresso da meia noite”, não sei, mas posso imaginar…… Nós tínhamos o duelo do ventilador, o bullying do Vidião, ou ainda, o ápice da volta olímpica do Ibirapuera, naturalmente no mesmo horário do seu expresso da meia noite ehehehehehe. Tudo será devidamente esclarecido em seu devido tempo. Forte abraço a você, aos demais mentores do Epichurus e em especial ao amigo Carlão.

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  11. Moacir Zilbovicius
    23 de fevereiro de 2015

    nao conhecia este site/blog e estou me deliciando com as historias. Confirmo que nos da Hebraica tinhamos grandes expectativas para o JD e eh verdade que no primeiro dia, ah noite, tivemos uma reuniao dura com o Icaro (choramos todos) ele nos pediu desculpas, havia errado o polimento. O unico que estava bem era o Silverio – o oitavo lugar dele nao foi por erro de polimento, mas desconcentracao pela primeira saida invalida. Bem, o desempenho frustrante de nossa equipe causou a saida do Icaro (por pressao de certos Pais) e o abandono prematuro da natacao por alguns, inclusive eu. Foi um duro aprendizado, muito duro. Em especial ao Icaro, que nao merecia o tratamento que lhe foi dado depois de tantos resultados e sucesso como tecnico da Hebraica – treinou Pradinho, Fabio Sierra Dias, Ricardo Polito e Rosamaria Prado, todos nadadores de selecao brasileira.

    • Fernando Cunha Magalhães
      24 de fevereiro de 2015

      Que bacana seu comentário, Moacir.
      Belíssimo currículo do Icaro. Ele deixou de ser técnico depois disso? Que faixa etária tinha?

      • Moacir Zilbovicius
        24 de março de 2016

        Pelas minhas contas tinha uns 32 anos. Era muito proximo e melhor amigo do Willian do Pinheiros. Foi tecnico da selecao brasileira juvenil enquanto o Pradinho fazia parte da equipe.

      • Fernando Cunha Magalhães
        27 de março de 2016

        É, bastante jovem, e certamente com um futuro promissor. Não cheguei a conhecê-lo.

  12. Marcelo Silvério
    17 de março de 2015

    Fernando quem fala é um dos protagonistas da final dos 200 borboleta juvenil B Marcelo Silvério. Aquela prova culminou com a minha saida da Hebraica p/ o Esporte Clube Pinheiros onde sou sócio até hoje.
    Realmente, tudo que foi comentado é verdade,só com uma ressalva, meu amigo e companheiro Moacir Zilbovicius, talvez, nem saiba ou não se lembre que o Sr Icaro falou p/ mim que tinha errado o polimento enquanto eu estava na piscina de soltura, minutos depois de terminada a prova,sabendo que eu teria várias chances no mesmo campeonato. Quem sabe até p/ recuperar-me já que como disse o próprio Moacir eu estava bem preparado para esta competição. O Sr Icaro realmenten era um bom tecnico mais cometeu um erro grave por falta de preparação.
    A ultima vez que encontrei o Sr Icaro, possuia uma academia de ginastica no interior paulista junto c/ sua esposa que é professora de ginastica.

    Obs.;Quanto ao Vaccari não sei se era bom de bumbo, só sei que era imbativel no Toto.

    Abraço a todos

    • rcordani
      17 de março de 2015

      Opa Silvério, bom vê-lo por aqui! Grande abraço.

    • Fernando Cunha Magalhães
      17 de março de 2015

      Alô Silvério,
      Inacreditável o comentario do técnico, acabou com sua competição na hora em que vc só precisava de um reforço em sua auto-confiança.
      Duro aprendizado.
      Abraços

  13. Moacir zilbovicius
    24 de março de 2016

    Curiosamente encontrei o Silverio hoje na rua depois de uns quase 20 anos sem nos vermos. E ele a certa altura comentou sobre o post da prova dos 200 borboleta. Se a prova tivesse continuado, o Silverio teria ganho, pois tinha muita garra, e estava muito bem. A verdade eh que este JD foi terrivel, deu tudo errado. Eu sou muito grato ao Icaro, pois alem de grande tecnico, me ensinou muito como pessoa. Pessoa integra, trabalhadora, e tecnicamente excelente. Ele hoje tem uma academia em Camburiu, SC. Devo meus resultados na natacao a ele. Sobre Silverio, verdadeiro touro dos treinos, o cara era uma maquina !!! Saia ate faisca no rodizio da raia 9, de tanta competicao. Tenho orgulho de ter estado la, como o mais jovem de todos (Polito, Silverio, Fabinho Sierra Dias e Sergio Liberman eram os demais). A raia dez era unica e exclusiva do nosso Pele, Pradinho. Saudades destes tempos.

    • Fernando Cunha Magalhães
      27 de março de 2016

      Quanta satisfação em saber que meu post foi assunto do reencontro após duas décadas. Já estava achando que vocês davam muita colher de chá para o Pelé, pelo menos era na raia do canto. Admiro seu reconhecimento ao Icaro – ninguém é perfeito, todos cometemos erros – e o processamento dessas experiências nos auxilia em crescimento pessoal e interpessoal. Agora, seu relato sobre a raia 9 desperta a associação de muitas passagens da minha trajetória.
      Valeu Moacir, forte abraço!

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