Epichurus

Natação e cia…

Zica Olímpica!

A palavra “zica” não consta no Aurélio.  Já o site Dicionário Informal a define da seguinte forma:

Significado de Zica: Azar.

Exemplo do uso da palavra Zica:

-Ele está numa zica danada, faz 3 meses que não pega nenhuma menina.

E com ela em mente acredito que na história olímpica da natação masculina não exista prova mais zicada que os 100 Borboleta.  Sim, zebras são comuns e tal, mas nos 100 Borboleta a Zica fez carreira.

A prova teve seu debut Olímpico em 1968 e por incrível que pareça já começou com Zica.  Mark Spitz quebrou o WR da prova em Julho de 1967, baixando a marca do argentino Luiz Nicolao para 56’3.  Antes dos jogos olímpicos da Cidade do México em 1968, Spitz abaixaria novamente o WR para 55’7, se tornando o primeiro homem a quebrar a barreira dos 56’.  O seu principal adversário era o compatriota Douglas Russell.  Spitz e Russell nadaram a prova dos 100 Borboleta, lado a lado, um total de 10 vezes entre 1967 e 1968, antes dos jogos.  Spitz venceu todas e naturalmente foi considerado favoritíssimo ao ouro Olímpico.  Mas deu Zica!  Spitz piorou quase 1 segundo e Russell levou o ouro, deixando a prata micada para o conterrâneo que em entrevista coletiva chamou os jogos Olímpicos de 68 de “worst meet of my life”.

Mark Spitiz - Primeira Vítima!

Mark Spitz – Vítima!

Oito anos depois a Zica atacou de novo.  Com a aposentadoria de Spitz, outro jovem americano passou a dominar a prova.  Joe Bottom foi o homem que quebrou o sensacional WR de Spitz, em 1977, com 54’18.  Um ano antes no entanto, ele já era favorito ao ouro olímpico em Montreal.  Bottom ganhou o Olympic Trial americano e tinha como principal concorrente o veterano e progenitor de ouro olímpico, Gary Hall, que ficou com a segunda vaga na seletiva.  Acontece que naquela época cada país podia levar até 3 nadadores por prova e a terceira vaga ficou com um jovem desconhecido que nadava pela 2ª vez na vida em piscina longa.  O nome dele era Matt Vogel.  Se esperava uma final Olímpica disputada entre Bottom e Hall e de fato foi, com o primeiro nadando para 54’50 e o segundo para 54’65, mas foi Vogel que levou o ouro com 54’35, desbancando o favorito.  Pois é!  Deu Zica de novo!

Joe Bottom - Segunda Vítima!

Joe Bottom – Vítima!

Novamente se passaram oito anos até a Zica reaparecer.  Tá certo que dessa vez não dá pra chamar de grande Zica o que aconteceu em 1984, mas Pablo Morales se tornaria, as vezes pro bem, as vezes pro mal a maior vítima da Zica Olímpica na história da prova.  O jovem nadador venceu a seletiva olímpica com WR nadando pra 53’38 e chegou nos jogos, no seu quintal na Califórnia, como favorito.  Sim, não dava pra descartar o albatroz alemão Michael Gross, mas esse era mais nadador de 200.  Com o WR e a torcida a favor, Pablito tinha tudo pra levar o ouro.  Só que não!  Morales até tentou, baixando ainda mais seu WR, mas não foi páreo para o alemão que nadou para 53’08 e ficou com o metal dourado.  E não é que o próprio foi protagonista de uma das maiores Zicas da história ao perder os 200 borboleta para o australiano John Sieben?!  Quem sabe não foi o ouro nos 100 que causou uma crise de “salto alto” no alemão, dando sopa pra Zica?  De qualquer maneira o fato é que Morales perdeu os 100m e passou a sonhar com o ouro em 1988, com foco total em espantar a Zica da sua vida.

Pablo Morales - Terceira Vítima!

Pablo Morales – Vítima!

Em 1986 Pablo Morales chocou a mundo ao quebrar a barreira dos 53’ estabelecendo novo WR com 52’84, recorde este que duraria 9 anos.  Embora a prova já contasse com um outro nome de ponta, o americano Matt Biondi, não tinha uma só pessoa no mundo que não apostasse que o ouro em Seul ficaria com Morales.  Era barbada!  Em 1987 Morales se tornou o maior vencedor da história do NCAA, alcançando seu 11º título e com recorde americano em jardas nos 100 Borboleta que seria quebrado somente em 1999.  Mas Morales não contava com a astucia da Zica Olímpica.  Na seletiva olímpica americana, a Zica deu talvez o maior golpe de todos e Morales chegou em terceiro nos 100 Borboleta, atrás de Biondi e do desconhecido semi-PEBA Jay Mortenson, ficando fora dos jogos.    O baque foi tamanho que Pablito abandonou o esporte!

“You’re only thinking that you’ll bring home the Olympic gold, but then all of a sudden there’s a really stark, abrupt ending to one’s swimming career,” disse Morales depois da prova. “It’s over. Boom. You’re done. Because you don’t think you can go on for another four years.”

Biondi chegou em 1988 como franco favorito da prova.  Com a ausência de Pablo Morales não havia ninguém no mundo que podia destrona-lo.  Ledo engano! A Zica estava solta e com uma das piores chegadas da história, Biondi perdeu o ouro por 1 centésimo para a zebra surinamesa Anthony Nesty.

Matt Biondi - Quarta Vítima!

Matt Biondi – Vítima!

Quatro anos depois, em Barcelona, a prova não tinha dono.  Melvin Stuart era barbada nos 200 Borboleta, mas teria ele velocidade suficiente pra levar o 100?  Nesty queria o bicampeonato, mas já era bem veterano.  Será que a idade o atrapalharia?  E por fora corria o polonês Rafal Szukala, aposta de muitos e futuro campeão mundial da prova em 1994.  O fato é que embora não tivesse um claro favorito, ninguém acreditava em Morales, que ficou literalmente parado por 3 anos e voltou para tentar fazer parte do time americano e surpreendentemente conseguiu.  Já foi um grande feito, mas para um “velhinho” de 27 anos o ouro Olímpico era um sonho quase impossível.  E não é que ninguém sabia, mas a Zica tem bom coração?!  Talvez com pena do que fez com o pobre Pablo em 1984 e 1988, a Zica dessa vez jogou no time dele e Morales levou o tão sonhado ouro olímpico, numa história de superação que renderia um excelente livro!

Rafal Szukala - Vítima!

Rafal Szukala – Vítima!

O love affair com Morales adormeceu a Zica por 8 anos.  Em 2000 no entanto ela voltou.  O australiano Michael Klim era favorito ao ouro, tendo o WR e único no mundo a nadar abaixo dos 52″.  Acontece que o americano Ian Crocker tava bem e tinha muita gente que apostava que ele desbancaria o australiano.  Mas a Zica não deixou ganhar nem um, nem outro.  O ouro ficou com o sueco Lars Frolander, que desbancou os dois nadando pra 52″00.  Klim ainda ficou com a prata, mas Crocker amargou a 4ª colocação.

Michael Klim - Vítima!

Michael Klim – Vítima!

Mas ai chegou ele, o Carrasco da Zica, Michael Phelps.  A Zica tentou o golpe em 2004, mas Phelps deu um knockout nela ao vencer Ian Crocker por 4 centésimo.  Fortalecida ela voltou em 2008 com novo arsenal, mas não foi párea para o wazari de Phelps que venceu a prova por apenas 1 centésimo em cima de Cavic, em chegada controversa que causou depressão profunda na Zica.

Dada como morta, a Zica viu que o melhor era deixar o Phelps em paz nos 100 Borboleta em 2012 e de fato o americano se tornou tricampeão olímpico da prova, mas sorrateira que é a Zica focou secretamente nos 200 e usando toda a experiência que adquiriu na prova em 1984, passou a perna no surpreso fenômeno, entregando o ouro para o sul-africano Chad Le Clos.

Michael Phelps - A Última Vítima!

Michael Phelps – A Última Vítima!

“É! Quem ri por último ri melhor”, foi vista dizendo!  “Quem ri por último, ri melhor…”

30 comentários em “Zica Olímpica!

  1. rcordani
    14 de outubro de 2013

    Muito boa Lelo.

    Eu acho que os 100 borbola é a prova mais “loteria” da natação pois acertar a chegada nesse estilo é o fator que mais se aproxima da “sorte” nesse brutalmente justo esporte. Não tem como acertar certinho a chegada sempre. E se você errar pode ser Michael Gross, pode ser Matt Biondi, pode ser Michael Phelps, você pode perder a prova. Zica!

    • Lelo Menezes
      14 de outubro de 2013

      Valeu R. e com certeza a dúvida entre dar mais uma braçada ou dar uma esticada e entrar com a perna já fez muita gente perder uma medalha nos 100 Borboleta. Alias, o Biondi de 88 é o exemplo mais clássico disso! Todos os outros casos no entanto foram “incompetência” do favorito!

      • rcordani
        14 de outubro de 2013

        Mas não é só a dúvida. Eventualmente se você estiver com meia braçada da borda tanto esticando quanto dando outra você perde! É o que mais se aproxima do “azar” na natação.

  2. Sidney Spinm
    14 de outubro de 2013

    Bom dia, como estudante de jornalismo esportivo, deixo uma dica legal a voces e espero poder ajudar , seria de bom grado, ético e legal voces divulgarem a fonte dessas informações,pois o mesmo pode considerar plágio as informações aí contidas, se fosse eu mediante cópia de artigo meu, seria passível de processo, mas acredito que voces devam ter a fonte da notícia aqui publicada e se esqueceram de postar, é só uma dica para ajudar.
    Abraços
    Sidney Françoso Spinm

    • Jorge Fernandes
      14 de outubro de 2013

      Sidney, também sou leitor do blog… acho sua dica boa, mas veja bem: todas as informações colocadas aqui, são de domínio público (os resultados pode-se encontrar em qualquer busca)…
      os fatos em si, comparando as situações são de observações feitas pelo autor da postagem, que notou algumas coincidências e resolveu ilustrá-la com exemplos…
      e mais de 90% dos que participam deste blog são parceiros, muitos vivenciaram os eventos (meu caso), e trocam informações livremente…
      deixemos um pouco a burocracia de lado, pois informação é um bem precioso, e colocada à disposição corretamente, promove o diálogo sadio e em bom nível…
      e acredito piamente, se houver alguma discrepância e/ou erro nas informações aqui colocadas, aparecerá alguém corrigindo e fornecendo fonte correta de pesquisa… e com isso todos saberão mais, corretamente, e agradeceremos a quem efetuar a correção…
      vejo este blog, como um local tornado “público” para matérias relativas ao desporto brasileiro, mais específicamente o aquático, com todos os envolvidos (escritores e leitores) motivados em recuperar memórias, discutir positivamente os assuntos, divertir-se e/ou amocionar-se com histórias desconhecidas da maioria, e por aí vai…
      Eu particularmente, agradeço sua dica… (desculpem-me o pessoal do blog a intromissão)…
      mas acredito que os mantenedores do blog são de índole da melhor qualidade e parceiros…
      abraços, e acredito que falo por outros aqui:
      participe você também, trazendo novidades, curiosidades, etc.

      • Lelo Menezes
        14 de outubro de 2013

        Valeu Jorge! Tem o fato também que quando a Zica adentrou o moderno e luxuoso prédio do Epichurus no nobre bairro da Vila Nova Conceição em São Paulo, ela garantiu que a entrevista era exclusiva! rsrsrs!

        Mas falando sério agora, você foi perfeito no seu comentário. Agradecemos a sugestão do caro estudante de jornalismo esportivo Sidney Françoso Spinm, mas os dados olímpicos são de domínio público e o post foi escrito em cima da minha opinião. A frase pinçada do Pablo Morales foi retirada da Swimming World de 1988 e achei bacana publicar a frase que fazia sentido no post, embora o que eu procurasse mesmo eu não tenha encontrado, que foi o motivo do fracasso de Morales na seletiva olímpica de 1988. Não encontrei em lugar nenhum a justificativa. Ele tava tão confiante que resolveu não polir ou raspar? Ele amarelou? Ele tava doente? Enfim, o mistério (pra mim pelo menos) permanece. Enfim, como pincei somente uma frase e não o artigo inteiro não me atentei em citar a fonte e espero que a Swimming World me perdoe 😉

        E como estamos no assunto, segue o link de uma boa sátira da Revista Piauí

    • Sidney Spinm
      17 de outubro de 2013

      Prezado Jorge e demais, sim, as informações são públicas,claro,porém os dados contidos como tempos,resultados vieram de algum lugar certo ? Duvido que algum leitor seja uma enciclopédia ambulante por mais vivida que seja,mas voces é que sabem,conselho a gente dá certo ? gostaria até de recomendar meu blog a edição do jornal onde trabalho, porém esse detalhe que mencionei pode ser empecilho,vivemos em uma democracia e críticas construtivas são sempre em vindas eu acho,não vou jogar confete se vejo algo que possa ser prejudicial, sou um profissional,mas boa sorte a todos.
      Sidney

  3. Rodrigo M. Munhoz
    14 de outubro de 2013

    Não acredito em Zica, mas que ela existe, ah, ela existe…! Muito bem lembrada a história do Pablo Morales. Lembro que, ao ficar sabendo do Ouro mais que merecido de 92 pelas histórias que saíram na midia americana, até me emocionei. Pra mim a grande história de Zica foi mesmo a do Biondi, descrita aí em cima… O cara que nadava com golfinhos, imbatível, etc. perdendo pro Nesty, e mostrando que natação pode ser além de “brutalmente honesto”, bastante surpreendente às vezes. Valeu, Lelo.

    • Lelo Menezes
      14 de outubro de 2013

      Boa Munhoz! Essa história do Pablo merece um post por si só. Vou dar uma pesquisada e se bobear escrevo eu mesmo mais pra frente. Quanto a zebra do Nesty, foi uma das mais gritantes da história. Alias, ouso dizer que foi a que mais me chocou em todos esses anos acompanhando as Zicas da natação. Vale lembrar que na mesma Olimpíada teve uma outra zebra gigantesca, quando Berkoff perdeu os 100m Costas para o “submarino” japonês, Suzuki!

      • LAM
        14 de outubro de 2013

        se vc rever o vídeo desta prova verá que a zebra surpreendeu até o próprio Nesty, que não sabia o que fazer… tentou até sair por cima do placar eletrônico e foi impedido pelo fiscal…

      • Lelo Menezes
        15 de outubro de 2013

        É verdade LAM. O cara ficou “doidão” com a vitória

  4. Samuel Tocalino
    14 de outubro de 2013

    Lelo, muito legal seu post!
    Não revi e nem me lembro de todas essas provas em detalhes mas eu poderia dizer que, em vários casos (Nesty em 88, Phelps em 2008 e Chad Le Clos em 2012, por exemplo), a zica se esconde precisa e sorrateiramente na ÚLTIMA BRAÇADA!
    Sendo o borbo um estilo com braçadas amplas e longas, talvez esteja aí uma explicação proto-científica!
    Voltando ao Phelps de 2008, ele disse que ganhou os 200 borbo com os oclinhos cheios de água e teve que contar braçadas por causa da visão limitada, e ganhou os 100 com uma chegada 200000% perfeitamente encaixada. Só que em 2012 Le Clos derrotou o Phelps justamente lá, no encaixe da última braçada!
    Talvez naquela hora, Le Clos tenha se sentido como se estivesse ensinando o “Pai Nosso” para um Cardeal!!

    • Lelo Menezes
      14 de outubro de 2013

      Valeu Samuel e vou te dizer um negócio. Eu não sei como se sentiu Le Clos ao vencer o Phelps nos 200 Borboleta, mas imagino que levar o ouro olímpico, deixando o maior nadador de todos os tempos e considerado imbatível na prova com a prata, deve ser um sentimento pra lá de indescritível!

      abs

  5. Jorge Fernandes
    14 de outubro de 2013

    excelente post… e que memória a de voces…
    com relação ao Mark Spitz , em 68, acredito que em boa parte, ele atraiu a zica, pela soberba que deve ter encarado as Olimpíadas, tipo “se achando”… acabou “tomando” em todas as provas…
    e por conta disso, fomos brindados com uma atuação exuberante dele em Munique/72…
    abs…

    • Lelo Menezes
      14 de outubro de 2013

      Valeu Jorge! Essa do Spitz em 68 é de fato meio estranha. Muita gente acreditava que o que ele fez em 1972, ele poderia (deveria) ter feito em 68. Vou dar uma pesquisada e ver se o próprio Spitz se explicou sobre o porque do fracasso de 68

      abs

      • Jorge Fernandes
        14 de outubro de 2013

        exatamente… era o que muitos esperavam e ele também… e deve ter se deslumbrado… só que em 68, ele não nadou tantas provas como em 72 (creio eu)… acho que ganhou 2 pratas e 2 ouros (revezas)…

      • Jorge Fernandes
        14 de outubro de 2013

        corrigindo… 2 ouros, 1 prata, 1 bronze…

      • LAM
        14 de outubro de 2013

        lembro de ter assistido o “minuto olímpico” contando a história de 68, ele chegou lá prá ganhar tudo, com a imprensa na cola e tal… depois passou os quatro anos sem dar entrevistas

      • Fernando Cunha Magalhães
        14 de outubro de 2013

        O Jorge poderia contar em que parte da UCLA ele estava quando Gross bateu Morales e se de onde ele estava no parque aquático de Seoul, deu para ver o momento em que a Zica impediu o Biondi de puxar a última braçada.

  6. Lucas Rech
    14 de outubro de 2013

    Ótima publicação. Só acho que ao invés de colocar somente o nome das supostas vítimas, deveria-se colocar as fotos de quem levou o devido mérito.

    • Lelo Menezes
      15 de outubro de 2013

      Valeu Lucas! Quanto as fotos do vencedor, a ideia desse post era focar na vítima mesmo!

      abs

  7. Fernando Cunha Magalhães
    14 de outubro de 2013

    Grande poder de observação, Lelo.
    Rendeu um post bem divertido.

    Lembro de estar na copa da casa dos meus pais em 88 assistindo a Rede Manchete e esperando flashes das provas de natação. Passava um jogo da fase eliminatória do torneio de futebol e Márcio Guedes de tempos em tempos comentava resultados de outros esportes. Lá pelas tantas ele dispara: “ó, e mais uma surpresa na piscina de Seoul. Matt Biondi perdeu mais uma. A vitória foi de Anthony Nesty do Suriname por um centésimo” – fiquei incrédulo. Torcia pelo Biondi porque nem imaginava que o Nesty teria alguma chance. O jogo acabou e deu tempo de ver o Biondi ganhar o 1o dos seus 5 ouros (daquela edição) ao vivo no 4x200m. Só depois, no vídeo tape, assisti a incrível chegada daquela prova antológica. Zica total!

    • Lelo Menezes
      15 de outubro de 2013

      Valeu Esmaga. E essa zica do Biondi com certeza foi uma das mais fortes da história!

  8. ANTONIO CARLOS ORSELLI
    14 de outubro de 2013

    E viva a Zica. Por ter propiciado post tão bacana. Parabéns, Lelo.

    • snnaka
      15 de outubro de 2013

      Muito legal Lelo. Me lembro de ter passado quase todas as madrugadas daquela Olimpiada de Seul acordado para assistir ao vivo. Bons tempos em que estudava a tarde e podia me dar esse luxo! Zica por zica, a do Berkoff acho que foi maior pelo favoritismo, mas a do Biondi foi mais dramatica pela diferenca e por ter acabado com o sonho de igualar o feito do Spitz.

    • Lelo Menezes
      15 de outubro de 2013

      Valeu Orselli! Qual seria a graça do esporte sem a Zica, certo?!

      abs

  9. Fábio Yamada
    17 de outubro de 2013

    Alguns comentários tardios: muito bom o post, Lelo. Desconhecia a saga do Pablo Morales, apesar dele ter sido a primeira referência de nadador de borboleta da minha carreira.

    Nunca vou me esquecer da reação do Biondi – ele chega, olha para o placar e chacoalha a cabeça “violentamente”, não acreditando no que via…

    Abração

  10. Julio Rebollal
    17 de outubro de 2013

    Resposta tardia para o Maga:

    Em 1984 assisti a final dos 100 borbola, foi realmente surpreendente ver o “Albatroz” batendo o Morales.

    Em Seul não lembro se o Jorge estava junto, mas grande parte da equipe brasileira assistiu a prova dos 100 borbola da arquibancada junto com o pai do Nesty. Neste caso acho que ajudamos a Zica, pq estávamos torcendo por ele.

    • Jorge Fernandes
      18 de outubro de 2013

      boa lembrança Julinho… eu estava na arquibancada também… agora, sinceridade, não lembro se estava perto do pai… mas que foi surpresa foi sim…

      • Fernando Cunha Magalhães
        22 de outubro de 2013

        Vocês dois são grandes privilegiados pela própria competência. Muito bacana!

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Publicado em 14 de outubro de 2013 por em Natação.
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