Epichurus

Natação e cia…

1985 – O Troféu Brasil de Campinas

No fim do mês de janeiro, o Círculo Militar recebeu a principal competição do calendário da nossa natação

logo CMC Embora eu tivesse índice para nadar os 1500m livre, não fui a Campinas, mas em férias após o Troféu Julio de Lamare de Juiz de Fora, acompanhava com o máximo interesse as notícias que chegavam de lá.

Além da disputa pelas medalhas e superação individual, a competição serviu para definição da Seleção Brasileira que foi ao Campeonato Sulamericano em Rosario, na Argentina, no mês de março.

As equipes do Rio de Janeiro eram as mais fortes e o Flamengo conquistou o Hexacampeonato sem qualquer dificuldade.

Diário do Povo - acervo família Graczyk.

Diário do Povo – acervo família Graczyk. Na foto de baixo, Dirce Sakai, atleta londrinense que também venceu em Campinas. No destaque em vermelho o curioso texto de uma época em que um corte de cabelo diferente ainda virava notícia de jornal.

Na equipe do Clube Curitibano uma das boas novidades foi que Joel Ramalho Júnior, nosso diretor de natação, havia adquirido uma filmadora Betamax, filmou a competição e após o retorno a Curitiba, pude reunir-me com os colegas para ver as provas e ouvir as histórias, que somadas ao que li nos jornais marcam em minha memória as seguintes lembranças:

Marcia Resende

Marcia Resende

 MARCIA BI-CAMPEÃ

O feito mais importante da nossa equipe foi a medalha de ouro de Marcia Resende, conquistando o bi-campeonato na prova de 200m peito. Apesar de não melhorar suas marcas individuais fechou o ano na liderança do ranking nas provas de 100m e 200m peito.

 

 

A EVOLUÇÃO DE KAMINSKI

Meu ídolo seguiu sua trajetória de forte evolução, melhorando marcas individuais, superando recordes paranaenses e alcançando seu melhor desempenho e a medalha de prata na prova mais inusitada da competição…

OS 100m PEITO MASCULINO

Kaminski

Newton Kaminski

Felipe Malburg - pódio na 1a participação no TB

Felipe Malburg – pódio na 1a participação no TB

Em tempos em que o árbitro geral podia aceitar até duas largadas em falso, ou “queimadas”, antes de desclassificar os atletas. A prova de 100m peito chegou até a tensa terceira largada e quatro atletas fortíssimos caíram na água – o recordista brasileiro Luiz Francisco Carvalho, Maviael Sampaio Neto, Cicero Tortelli e Edson Terra.

Lembro do entusiasmo com que meu amigo Felipe Malburg, classificado em 7º para a final, contou a passagem: “Eu estava na raia 1, ao lado do Cicero, senti que ele iria cair e grudei no bloco. Após o comando de “última forma”, as desclassificações e uma grande agitação nas arquibancadas. Maga, olhei e não acreditava. Sabia que o Vianna e o Newton estavam a frente, mas de repente, eu ia disputar o bronze no Troféu Brasil com o Cesar Vaz, que estava na raia 8. Era só eu confirmar a vitória sobre o cara que eu já havia vencido na eliminatória” – Felipe não perdeu a oportunidade, ficou com o bronze e tornou-se o segundo atleta da natação do Curitibano a chegar ao pódio do Troféu Brasil. Kaminski ficou com a prata com um excelente 1m07s80 – 1s43 mais rápidos que a marca do bronze do ano anterior e Vianna levou o ouro.

100m BORBOLETA

Fiore foi e venceu com 57s17. Não sei se é folclore e os comentários desse post podem tirar a dúvida. A história que ouvi é que ele “tentava acertar o tiro” – ou seja, já que havia a possibilidade de escapar duas vezes sem ser desclassificado, iniciava voluntariamente o movimento de saída do bloco, antes de ouvir o sinal de partida. Caso coincidisse com o disparo, ganharia alguns centésimos e sairia em vantagem frente aos seus adversários. E segundo os relatos, nesse dia ele acertou.

Saída dos 100m borboleta. André Fiore na raia... bem, não é preciso citar. Fonte: Facebook do Fiore onde ele coloca o seguinte comentário: "Largada da final do 100 borboleta Troféu Brasil 85, será que foi "queimada"? Por favor sem protestos senão a CBDA manda caçar minha medalha"

Saída dos 100m borboleta. André Fiore na raia… bem, não é preciso citar. Fonte: Facebook do Fiore onde ele coloca o seguinte comentário: “Largada da final do 100 borboleta Troféu Brasil 85, será que foi “queimada”? Por favor sem protestos senão a CBDA manda caçar minha medalha”

200m MEDLEY

A proximidade e disputa com os grandes nomes da nossa natação causava um interesse especial. Renato Ramalho chegou muito contente em ter nadado as finais das provas vencidas por Ricardo Prado, e nos 200m medley ter nadado lado a lado com Cyro Delgado: “Maga, ele passou o golfinho lá na frente com 27s, quase alcancei no costas e despachei no peito, virei bem na frente e vibrei – vou ganhar do Cyro!!! – mas não teve jeito, ele colocou uma pernada 6 tempos, fechou com 27s e passou sem que eu pudesse esboçar uma reação. Parcial borbo-crawl, 54s. Parcial costas-peito, 1m20s”.

SELETIVAS PARA O SULAMERICANO

A CBN – Confederação Brasileira de Natação (antiga CBDA) – havia divulgado uma lista de atletas pré-convocados no final do mês de dezembro. Havia sete atletas paranaenses nessa lista, que devido a limitação do número de atletas inscritos por categoria, não convocava os dois primeiros do ranking de cada prova, mas valorizava uma polivalência avaliada pela comissão técnica.

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Notícia da pré-convocação. Gazeta do Povo – 29/12/1984. Acervo da família Graczyk.

Em Campinas nadaram em provas extras, atletas que não tinham índice para o Troféu Brasil, mas que tinham chance de pegar Seleção na categoria Juvenil A, como por exemplo, Cristiano Michelena, que na virada do ano havia ingressado na categoria, depois de “ganhar tudo” no brasileiro de Infantis em Vitória.

Ele não conseguiu a vaga, mas causou um incomodo enorme em mim. Melhorou seu tempo nos 100m livre em cerca de 1s, fez 56s7, três décimos abaixo da minha melhor marca.

Os tempos de Juiz de Fora foram amplamente superados pela maioria dos atletas e houve muitas mudanças na primeira lista da CBN.

Edu prata 1500 TB85

Estréia de Eduardo De Poli nos 1500m em campeonatos brasileiros, mais de 30s de melhora e a medalha de prata.

Dentro da nossa equipe, o pré-convocado Felipe Malburg, acabou substituído pelo amigo Renato Ramalho, primeiro colega da minha geração a entrar na seleção. Do Clube do Golfinho, mais 4 atletas e o técnico Reinaldo Souza Dias.

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Notícia da convocação definitiva. Gazeta do Povo. Acervo família Graczyk.

UNN

Em termos históricos, o fato mais importante para nossa natação foi a fundação da UNN – União Nacional dos Nadadores. Os atletas, liderados por Djan Madruga, organizaram-se e criaram uma instituição legal com o objetivo de ter maior representatividade nas decisões da gestão do nosso esporte, relacionadas a calendário, critérios de convocação e muito mais.

O representante escolhido para o Paraná foi Newton Kaminski.

050

Confira clicando aqui as imagens do Jornal Aquática da época, com todos os resultados da competição. Postagem e acervo de Renato Cordani.

E você, participou dessa edição do Troféu Brasil? Percebeu de forma diferente algum dos fatos relatos aqui? Tem outras lembranças?

Enriqueça nossas discussões e deixe seus comentários a seguir.

Forte abraço,

Fernando Magalhães

 

Sobre Fernando Cunha Magalhães

Foi bi-campeão dos 50m livre no Troféu Brasil (87 e 89). Recordista brasileiro absoluto dos 100m livre e recordista sulamericano absoluto dos 4x100m livre. Competiu pelo Clube Curitibano (78 a 90) e pelo Pinheiros/SP (91 a 95). Defendeu o Brasil em duas Copas Latinas. Foi recordista sulamericano master. É conselheiro do Clube Curitibano.

22 comentários em “1985 – O Troféu Brasil de Campinas

  1. rcordani
    25 de agosto de 2014

    Muito boa Esmaga, estamos avançando no calendário das nossas memórias. Esse TB eu não fui (14 anos e sem índice), acho que do Paineiras só foi a Adriana Ruggeri, que por sinal pegou pódium e confirmou a vaga para o Sulamericano de Rosário, a primeira convocação desse tipo do Paineiras.

    Mas as histórias dos 100 Borbola e dos 100 Peito são famosas, e eu já tinha ouvido milhares de vezes.

    Infelizmente estou sem acesso às minhas Aquaticas, que estão nos EUA por uma falha dos Correios (deles), mas vou recuperá-las e postarei aqui os resultados completos quando estiver com elas.

    • Fernando Cunha Magalhães
      25 de agosto de 2014

      Ótimo Cordani,

      suas Aquáticas fazem uma falta danada, mas como os registros são para sempre, quando elas chegarem, os resultados serão muito bem vindos.

      A dica da foto da saída dos 100m borbola no Facebook do Fiore foi sensacional – acho que é a melhor foto já publicada num post meu.

  2. Rodrigo M. Munhoz
    25 de agosto de 2014

    Eu também não fui, pois não tinha índice (13 anos) mas lembro de saber do Michelena, que tinha conhecido em Vitória e da lendária história dos 100 peito. Incrível a vantagem do Fiore na saída dos 100 borbo… documentada, para não deixar dúvidas! Legal também ver que quase nenhum dos caras usavam toucas na época…
    E a UNN foi bem importante para a época, hein? Tempos diferentes.
    Um abração pra vc, Esmaga!

    • Fernando Cunha Magalhães
      25 de agosto de 2014

      Munhoz,

      a história que mais me impressiona sobre a UNN eu contarei quando chegarmos ao Finkel de 88. De fato, bem importante.

      Sobre a foto da saída dos 100m borbola… sensacional. A sensação que tive foi a mesma de ver imagens e os uniformes dos jogadores da Seleção Brasileira jogando na Copa de 82. A imagem na mente é uma, quando se vê o registro do filme ou fato, parece tudo mais antigo.

  3. jorge fernandes
    25 de agosto de 2014

    eu fui… kkk… nadei de 100 a 1500… medley não lembro… os 1500 nadei de manhã… nem lembro o tempo…
    e nesse TB, tive problema de unha encravada (que me acompanha até os dias de hoje)… levantei por volta de meia noite, e aproveitei que meu pai estava em Campinas a negócios, e ele fez peregrinação comigo até hospitais para tentar resolver o problema…
    teve um, em que o enfermeiro da emergencia disse: “vem cá que vamos arrancar sua unha”… tadinho dele… virei e falei: ” se tu encostar a mão, vou te enfiar a porrada se fdp”… me levantei e fui embora…
    na manhã seguinte acho que era a eliminatória dos 400 ou 200, não lembro… só sei que antes da saída, despejei 1 vidro de éter ou algo parecido para dar uma meia anestesiada no dedão… acabei de nadar e fui direto para uma loja do DR Scholl… fiquei 1 hora lá, para o podólogo tirar um pedaço de unha que o FDP da Dr Scoll do RJ tinha esquecido 2 semanas antes embaixo da minha unha… quase deu gangrena… o dedão parecia uma bola de golfe… pqp, como doía…
    mas a noite ainda doído, nadei a final… acho que foi dos 200… não tenho muita certeza…

    e a “criação” da UNN realmente foi um marco importantíssimo…

    lembro da excitação de boa parte dos presentes… infelizmente alguns clubes não tiveram a boa intenção de deixar atletas participarem, mas mesmo destes, alguns peitaram e ficaram…

    • Fernando Cunha Magalhães
      25 de agosto de 2014

      Esse Epichurus é realmente um grande barato… nosso olímpico, super recordista, penando na madrugada campinense com uma maldita unha encravada. Que dureza!

      Agora, o Dalty pegou pesado, a pontuação estava tranquila, poderia ter te liberado dos miliquina.

  4. Carlos Seda
    25 de agosto de 2014

    Sim amigo. Novamente você faz uma feliz alusão a uma competição que participei. Texto brilhante e rico em detalhes que minha parca memória certamente deixaria passar. Só posso acrescentar que foi uma excelente experiência dentro d’agua, mas terrível fora dela. Sem mais nenhum apoio da UGF fomos por nossa conta e totalmente perdidos, no carro do meu pai (um Monza hatch! ), eu, o mestre Ruy Essucy e os companheiros de braçadas Cláudio Alves, Rogério Sucro e o cara q era meu ídolo na epoca… Edson Terra! Tínhamos somente as inscrições. .. sem hospedagem! Me lembro do meu pai nos deixando na piscina e indo procurar um hotel! Nadei somente o 100 peito, consegui meu melhor tempo (1’09), mas nem peguei a final B!
    Gde abc

    • Fernando Cunha Magalhães
      25 de agosto de 2014

      Alô Seda,
      que bacana seu pai colocar a garotada no Monza e seguir rumo ao TB.
      Bela lembrança!
      Quanto ao tempo, vc deve estar confundindo com outra edição do TB, já que nessa, o Felipe Malburg que foi bronze, fez 1m10s.
      Abraço

  5. Samuel Tocalino
    27 de agosto de 2014

    Na época desse TB eu treinava no próprio Círculo Militar de Campinas e tinha 14 anos. Lembro-me de vários detalhes e circunstâncias dessa competição que assisti quase inteira:
    – Fiquei sabendo só poucas semanas antes que o nosso clube, e a nossa piscina, receberia o TB. Acho que por treinar no período da manhã ficava meio alheio a muitas das movimentações já que a maior parte da equipe treinava pela tarde.
    – Eu me recordo, como se fosse ontem, da final dos 100 peito e suas múltiplas desclassificações.
    – Gostei muito de 2 provas, os 100 livre e 400 medley, vencidas, pelo que lembro, por Ronald Menezes e Roger Madruga (acho que o Ricardo Prado não nadou naquele dia), respectivamente.
    – Sobre a UNN, me lembro de uma reunião de fundação feita em uma sala abarrotada próxima da piscina. Ouvi reclamações dos nadadores sobre a realização do TB em Campinas e não no Rio ou em São Paulo pelas inconveniências do deslocamento. Ouvindo isso, eu e um colega começamos a comentar “Mais que moleza!! E nós aqui do interior que temos que ir a São Paulo para todo campeonato paulista!”
    – Um colega nosso fez uma oferta $$ por um boné todo invocado e colorido que o Jorge Fernandes estava usando!
    Abs

    • jorge fernandes
      27 de agosto de 2014

      opa… to aceitando a oferta hoje… kkk…

      abraços Samuel…

      • Fernando Cunha Magalhães
        28 de agosto de 2014

        Boa Tocalino,
        Lembra de alguma passagem que tornaram especiais as vitórias do Ronald e do Rojer?
        E está aí a oportunidade de adquirir a relíquia do nosso campeão. O boné ainda está na gaveta, Jorge?

    • jorge fernandes
      28 de agosto de 2014

      respondendo ao Esmaga… infelizmente aquele boné dançou faz tempo… bem como as sungas e agasalhos…

      • Samuel Tocalino
        28 de agosto de 2014

        Boa pergunta!
        Nos 100 livre, a molecada esperava uma vitória do grande recordista e medalhista olímpico Jorge Fernandes e fomos surpreendidos. Isso pode parecer meio tolo hoje, mas com a pobreza de informações da era pré-internet nós não conhecíamos os outros grandes nadadores.
        Nos 400 medley, o Ricardo Prado não nadou, pelo que me lembro. E também, claro, não me lembro do tempo do Rojer.
        Um fato que marcou essa prova foi que a revista “Aquática” havia publicado um artigo lamentando a ausência do Rojer na Olimpíada de 84 dizendo que ele teria chances de final nessa prova concluindo que colocar dois nadadores entre os oito melhores seria uma glória para a natação do Brasil.
        O Rojer venceu a prova com boa vantagem e eu achei que a revista tinha razão.
        Foi isso!
        Abs

      • Fernando Cunha Magalhães
        1 de setembro de 2014

        Essa história foi realmente esquisita, depois de Rojer ser finalista no mundial de Guayaquil, na prova em que o Prado quebrou o recorde mundial, foi cortado da Olimpíada.
        Foi uma injustiça.

      • Fernando Cunha Magalhães
        31 de agosto de 2014

        Teve uma sunga que eu guardei… Dianna de papel preta.

  6. Márcia Resende
    31 de agosto de 2014

    Esmaga, lembro bem do Troféu Brasil de Campinas. Do meu primeiro lugar nos 200m peito, da unha encravada do Jorge Fernandes (ele sofria para andar, realmente seu dedo estava um batatão), da prova de 100m peito, onde o juiz de partida (juro que não consigo lembrar o nome dele), na terceira saída ficou “literalmente” esperando o povo cair, um a um. O Felipe Malburg grudou, travou na baliza, acho que nem respirando estava. O Newton… foi quase. Lembro dele girando os braços num ímpeto de tentar se segurar no ar, totalmente desequilibrado (eu, parei de respirar, torcendo para ele não cair). Até hoje, lembrando da cena, não sei como ele também não foi parar na água.E apesar de somente 4 atletas na prova, ela foi linda, disputadíssima. Felipe, com o bronze ao lado do Newton com a prata, emocionante. Não tem como esquecer.

    Também teve a fundação da UNN. Priscila Grocoske e eu também éramos representantes do Paraná.

    Vivenciamos bem de perto esta parte da história da Natação Brasileira. História passada em um tempo já distante mas muito próximo nas nossas lembranças.

    Obrigada por nos fazer relembrar destes momentos tão marcantes das nossas vidas, escondidos nas nossas memórias, muito vivos no nosso coração.

    Um grande beijo a todos.

    • Fernando Cunha Magalhães
      31 de agosto de 2014

      “… escondidos nas nossas memórias, muito vivos no nosso coração” – adorei essa Márcia.
      Obrigado pelo carinho. Beijo.

  7. DJAN MADRUGA
    10 de setembro de 2014

    Amigos, sobre a nao convocacao do Rojer foi uma vinganca pessoal do entao presidente da CBN Ruben Dinard em funcao de varias brigas que tivemos c/ ele. A primeira foi numa Copa Latina que nao participei por que quebrei o pe e ele achou que era mentira so para nao comparecer embora tivesse enviado a radiografia, dai meu pai foi para os jormais criticar o velho que nao gostou, outra foi a historia do beijo na Rita Neves que me custou um corte no mundial de Berlim que ele depois teve que voltar atras pela pressao da midia e houve uma briga com o Rojer que reclamou pela imprensa da alimentacao ruim no mundial de Guayaquil, como o Dinard era muito vingativo esperou pela Olimpiada e nao convocou o Rojer,essa foi uma das maiores injusticas da natacao brasileira ,que coisa ruim era esse Dinard!
    A UNN foi consequencia de tudo de mau que ele fez para prejudicar muita gente que reclamou da gestao dele e conseguimos um afastamento provisorio do presidente da CBN pelo ministro da educacao Marco Maciel que atendeu ao pedido formal da UNN em audiencia dos nadadores em Brasilia, essa foi uma grande vitoria politica que embalou a candidatura do Coaracy.

    • Fernando Cunha Magalhães
      10 de setembro de 2014

      Alô Djan,

      que grande conquista da UNN essa junto ao ministro Marco Maciel.
      Será que há história semelhante em outros esportes?

      Quanto ao corte do Rojer, você já havia comentado na entrevista que publicamos na semana do post de reconhecimento do Hall da Fama da Natação Brasileira – absurdo definir o futuro de um atleta por picuinha contra o irmão.

      Quanto ao beijo motivador do corte, pode nos poupar dos detalhes.
      Ainda bem que voltaram atrás.

      Abraços

      • DJAN MADRUGA
        11 de setembro de 2014

        Fernando , essa decisão do Marco Maciel realmente foi historica e inedita, fruto das mudanças que ocorreram no Brasil de 1985 com a saida dos militares do poder e chegada naquele ano do primeiro governo civil em mais de 20 anos, isso prejudicou o Dinard que era amigo da ditadura, me lembro que a nossa audiencia com o Maciel entao ministro da educacão em Brasilia foi frutifera resultando no afastamento do Dinard e nomeação da Maria Lenk como interventora, foi uma baita vitoria dos nadadores via UNN.

      • Fernando Cunha Magalhães
        14 de setembro de 2014

        Sem dúvida, Djan – uma baita vitória.
        Imagino o sentimento dos atletas, injustiçados em tantas oportunidades, deixando a sala do ministério após a decisão favorável.
        A Maria Lenk havia sido procurada anteriormente pela UNN?
        Foram os atletas que indicaram o nome dela?

  8. Pingback: Os resultados do TB de Campinas (1985). | Epichurus

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