Epichurus

Natação e cia…

O início de tudo (e um manual para a paternidade mirim/petiz)

Aí você vai em uma competição mirim/petiz, vê aquela criança ganhando tudo e conclui que ela (A) é muito talentosa e (B) adora nadar, sendo a perfeita combinação entre alegria e desempenho. Isso pode até ter um fundo de verdade, mas olhando mais de perto é provável que tenha (muito) trabalho e (no mínimo um pouco de) choro envolvido.

O meu próprio caso foi assim.

Poucos dias antes de eu completar 11 anos eu atingi o ápice da minha carreira de nadador até então, com foto na Gazeta Esportiva e tudo.

Um_recorde_no_Paulista_Infantil

(Infantil A em 1981 era o equivalente ao Petiz 1 de hoje, com a diferença que mudávamos de categoria ao fazer aniversário)

Do alto dos meus quase 11 anos, a narrativa pessoal da minha carreira era essa aí mesmo do primeiro parágrafo: “menino talentoso, gosta de treinar, chegou aí com facilidade”.

Tal narrativa sofreu um baque quando achei (muitos anos depois) parte do arquivo morto do Pancho que estava abandonado em um armário do clube. Desse material eu salvei as planilhas abaixo, que indicam que no Inverno de 1979, portanto com OITO ANOS, eu estava fazendo séries de “trabalho base”, séries periódicas semanais de 8×100 ou 5×300, comparativas semana a semana.

“Trabalho – base” aos oito anos.

Ou seja, mais de dois anos antes de ser campeão paulista infantil A e sair com foto no jornal eu já estava treinando como gente grande!

A nossa memória funciona de uma forma estranha e está longe de ser precisa quando tenta recordar fatos tão remotos (lá se vão 35 anos!), mas eu me lembro claramente de que durante essas séries de “trabalho base” eu sentia muita pressão, vontade de desistir e chorava na beira da piscina. Volta e meia choramingava em casa clamando para não ir ao treino. Esquecia o maiô de propósito. Também lembro de dezenas de vezes em que eu avisava o Pancho que ia parar de nadar, momento em que ele dizia “todo bien, mañana hablamos sobre esso”, fazia um sinal com a mão para eu continuar, e aí eu voltava no outro dia e não se falava mais no assunto.

Em casos mais “graves”, eu decidia que iria parar, e não tinha mais conversa, “amanhã eu nem venho!“, e a seriedade do meu semblante  fazia o Pancho me chamar ali mesmo de lado e conversar sobre alternativas. Eu dizia que iria para o futebol, e o Pancho conseguia me ludibriar, mostrando que o treino de futebol seria tão chato, mas tão chato, que eu me arrependeria. (Olhando de hoje era bizarro, ele me convencia que o treino de futebol consistia no cidadão sozinho, soturnamente, corcunda, tocando a bola para uma parede, ele imitava o movimento, dizia “tic, tic, tic”, eu achava isso potencialmente tão chato que voltava correndo para o trabalho base.)

De conversa em conversa, o futebol perdeu um jogador extraordinário (há controvérsias, eu reconheço) e a natação ganhou um nadador semi-peba, mas quem perdeu mesmo foi a narrativa do talento + alegria como sinônimo de sucesso precoce. Ou seja, o que me levou até aquele resultado foi majoritariamente o trabalho e a persistência, não apenas a minha, mas (principalmente) a do meu técnico e dos meus pais.

A partir de 12-13 anos o esporte se torna totalmente rotina e já não faz mais sentido parar. É o momento do piloto automático, seu filho virou nadador, pronto. Mas até chegar a esse momento, dá-lhe sangue, suor e lágrimas!

Pensando em tudo isso, na minha experiência como pai de petiz, nos meus amigos que tem filhos mais jovens e nos pais/mães de arquibancada, rascunhei um manual top 7 da paternidade petiz.

1) Salvo pouquíssimas exceções que confirmam a regra, ninguém gosta de cair na água e se dedicar todo santo dia, faça chuva ou faça sol. Nem aquele campeão do mirim 2 que parece ser um peixe e amar a água. Ou seja, se seu filho reclamar um pouco, isso é normal.

2) O primeiro lugar não é o mais importante: importante é se acostumar com o dia a dia do esporte. Para isso, é necessário um pouco de boa performance, claro, ninguém gosta de ser o último sempre, mas em geral a criança fica feliz avaliando a própria evolução. E quem treina com um mínimo de seriedade sempre evolui nessa idade, não tem erro.

3) Não tem meio termo, a essa altura já não dá para ser “mais ou menos nadador”. A partir dos 10-11 anos é tudo ou nada, ou o cara é nadador e tem a rotina dominada pelos treinos e pelo técnico, atendendo inclusive os treinos de sábado, ou ele fatalmente vai acabar abandonando. Não precisa ser o mais caxias, não precisa almejar ser nenhum Michael Phelps, mas tem que ter um mínimo de seriedade.

4) Possivelmente seu cônjuje vai puxar o cabo de guerra para lá, ou seja, vai ficar do lado do seu filho quando ele fraquejar. Tipicamente entre meus amigos nadadores as esposas acabam se colocando contra a natação, “imagine, ele não gosta disso, coitadinho!”. Talvez para mães ex-nadadoras sejam os maridos que façam esse (triste) papel. Avalie as consequências, mas tente fazê-lo persistir, com carinho, lembrando do item 3.

5) Nunca, jamais, em tempo algum, exija vitórias. Nem sequer “melhora de tempo”, os tempos ele possivelmente vai melhorar de qualquer jeito, o correto é pedir apenas que ele se esforce e dê sempre o melhor de si. Nada mais, nada menos!

6) A turma: para um atleta tão jovem NADA é mais importante para suportar os sofridos treinos do que saber que seu amigo também estará lá e vai sofrer junto com você!

7) Em termos estritamente olímpicos – e sei que não é esse o objetivo da maioria – se destacar como petiz é bom, mas não garante nada. Cesar Cielo foi um ótimo petiz, mas Gustavo Borges não foi. E Fernando Scherer ainda nem nadava com essa idade.

Trocando em miúdos, cito outro dos meus técnicos, o inesquecível Nenê: a rapadura é doce, mas não é mole não!

Sobre rcordani

Palmeirense, geofísico e nadador master peba.

53 comentários em “O início de tudo (e um manual para a paternidade mirim/petiz)

  1. Rodrigo M. Munhoz
    29 de fevereiro de 2016

    Excelentes dicas… Inclusive já tenho seguido algumas. Vamos ver no que dá… Lembrando que nem sempre fazer tudo certinho, ter um filho que gosta de nadar e uma boa equipe são suficientes para garantir um nadador em casa. As vezes é o futebol mesmo (por exemplo) que fala mais forte. Nada de errado com isso.

    E é incrível pensar que em breve completaremos 40 anos de 8×100 QNSPN, hein?!

    Abraços!

    • ale steinberg
      29 de fevereiro de 2016

      8×100 e 5×300 que depois passavam a ser 10×100 e 5×400. Séries inesquecíveis junto com os 8×25 de cima com tempo máximo…

      • rcordani
        29 de fevereiro de 2016

        De facto Alê, minha irmã fazia esse quantitativo que você mencionou, vai ver a partir da sua idade já era 10×100 e 5×400. Lembrando que o sr é muito mais velho que eu…

    • rcordani
      29 de fevereiro de 2016

      Correto Munhoz, eu escrevi sobre natação que é o que conheço melhor, mas qualquer esporte (que tenha seriedade e nível competitivo) vale. Só não vale tipo-recreativo, pois aí a tendência é de não prosseguimento de longo prazo, que é o objetivo afinal.

      Sexta passada teve 10×100, sexta que vem teremos de novo, abratz!

  2. Claudio Martino
    29 de fevereiro de 2016

    Absolutamente perfeito, Renato!
    Sua experiencia pessoal é uma inspiração!
    Abs,

    • rcordani
      29 de fevereiro de 2016

      Obrigado Claudio. O Henrique eu tenho acompanhado. E o Patrick e os outros três, estão nadando? Abratz

  3. Gustavo Pedrazzi
    29 de fevereiro de 2016

    Excelente as considerações Renato…e o melhor é saber que não estamos sozinhos, a 4 é sensacional…rsrsrs…Quanto ao Nenê, com certeza ele era do interiorrr (ou de família)…abs!!!

    • rcordani
      29 de fevereiro de 2016

      A quatro… temo apanhar das moças no próximo encontro da turma! hehe

  4. Rogério Romero
    29 de fevereiro de 2016

    Boas dicas Cordani, vou ficar atento ano que vem, quando Bia faz 11 anos.

    Apenas senti falta do que pode ser o maior desafio hoje: a conciliação entre esporte e educação. Ao que me consta, os colégios estão inviabilizando a formação integral dos filhos, sendo o ENEM a grande desculpa. Aulas no contraturno já são regra à partir de uma certa idade, coincidindo muitas vezes com o ponto de ser ou não ser atleta.

    Abraço.

    • rcordani
      29 de fevereiro de 2016

      Aqui em São Paulo essa tendência de aulas no contraturno não ocorre, ao menos no meu entorno.

      O que rola muito é dificuldade para esquematizar os treinos todo dia com o resto das atividades, inglês, lição de casa, praticamente obrigando o pai e/ou a mãe se sacrificarem bastante no trânsito.

      Eu mesmo tenho sido “obrigado” a ir no Paineiras todo dia no final de tarde, veja só que chato! 🙂

  5. cmbecker
    29 de fevereiro de 2016

    Excelente síntese, Cordani!
    Seu texto reflete muito bem as dúvidas como pais que querem introduzir o esporte como parte integrante fundamental da edição de filhos.
    Passei exatamente por estes 7 pontos com meu filho mais velho que acabou por desistir da natação para focar-se no esgrima justamente por teu ponto 3.
    No final a incerteza sempre teremos que ganhamos ou perdemos bons nadadores por perder ou ganhar bons esportistas de outras modalidades. Mas acho que o mais importante Eh, como país, promover a experiência do esporte, que seja qual for ele passará pelos teus top 7.
    Valeu!

    • rcordani
      29 de fevereiro de 2016

      Becker, esgrima é um esporte sensacional.

      Onde eles estão fazendo? Acompanho a esgrima do Paulistano, tenho filhos de amigos que praticam.

      Como eu disse ao Munhoz, o importante é esporte com seriedade, qualquer esporte.

  6. Luciana Fleury
    29 de fevereiro de 2016

    Muito bom! Continuo sem opinião em relação a isso com a minha filha. Gostaria que ela tivesse uma coisa que o esporte me deu que é a formação do senso de responsabilidade, compromisso, aprender a ganhar e perder e lidar com isso etc… Mas não sei se ligo que ela seja nadadora e acho que na equação de ex nadadores e esposas eu vou ficar mais do lado das esposas e não dos ex nadadores… ( coitadinha, não força…rsrsrs). Mas só o tempo vai dizer… Os pontos citados são muito bons!
    E outra coisa: nessa parte de registro o Pancho, que era o cara mais desorganizado do mundo… Era incrivelmente organizado!

    • rcordani
      29 de fevereiro de 2016

      Sim, aqueles cadernos eram organizadíssimos!

      Um dia (creio que por volta de 1998) eu desci lá naquela antiga sala de ginástica embaixo da piscina velha, tinha um armário com TODA a papelada antiga do Pancho, aqueles cadernos com os tempos (bolinha, bolinha ao quadrado), programas de competição anotados, planilhas, tabelas com as médias, muita coisa. Eu peguei essas planilhas acima, mas (hoje me arrependo) não peguei mais nada. Será que essa papelada toda foi jogada fora?

      Acho que o único que pode saber sobre isso é o Reginaldo lá da secretaria, vou perguntar para ele!

  7. felipecasas
    29 de fevereiro de 2016

    tenho um filho de 4 meses e, frequentemente, converso com a minha esposa de como nao tentar força-lo a “corrigir” todos os meus erros, em todos os setores da vida, nao so o esportivo. pq direto nos deparamos com conversas como “ah vamos tentar com que ele faça tal coisa”, “que ele seja de tal jeito” mas logo vem aquilo.. sim, devemos ensina-lo mas ele tem que seguir o caminho dele… que assunto delicado!!

    abraço

    • rcordani
      29 de fevereiro de 2016

      Felipe, você é muito jovem para esse discurso de “erros passados”. Para uma perspectiva de vida de 80-90 anos você é uma criança, dá para corrigir todos os “erros” ainda!

      Sobre seu filho, sim, deverá seguir o caminho dele, mas até lá os pais podem apontar caminhos, e eventualmente dar uma “forçadinha” em algum sentido que vocês consideram importante.

      Eu acho o esporte importante, por isso escrevi esse post que pode eventualmente ajudar pais inexperientes, essa experiência eu tive! Mas é claro que só podemos ir até um certo ponto. Minha filha mais velha, por exemplo, passou looooonge da piscina!

      Abraço

      • felipecasas
        1 de março de 2016

        Renatão, concordo com vc! mas qnd digo erros, falo de coisas corriqueiras mas que querendo ou nao a gente deixa passar e infelizmente o tempo nao volta. por exemplo, o esporte. hj sou ativo, nao super ativo mas sou hahaha mas em um determinado momento desencanei completamente.. ate tive um problema no joelho, “problema de crescimento”, e nao quis, ao menos, tentar corrigi-lo! foi mais pensar que nao queria mais esportes. ou sobre escolhas, que as vezes, é mais facil ligar o auto engano a ter que lutar um pouco pra conseguir e por ai vai!

        e ate mesmo essa forçadinha, comigo e com mta gente, talvez veio de forma errada! nao sei se era um problema da geração dos meus pais ou talvez dos nossos mas como falei, nao so comigo, mas faltou uma “panchesada” na vida hahah aquela linha tenue e perigosa que as palavras chegam aos nosso ouvidos como “olha, tem esse caminho, assim e assado” e “nao vai fazer merda”…infelizmente, comigo, veio mais da segunda forma!

        mas sobre o esporte ou mesmo, o jeito de apontar o caminho, concordo plenamente com vc!

        abraço

      • felipecasas
        1 de março de 2016

        e desculpa estender, nao quero fazer ou passar a imagem de coitadinho. nao nos conhecemos pessoalmente e as vezes uma interpretação errada causa uma ma impressao hahaha

        nao sou um pobre coitado, longe disso, tive uma vida relativamente confortavel!!!

        e, vendo o copo meio cheio.. foi graças a isso que hj levo uma vida mto boa, com um filhão lindo e tudo mais!

      • rcordani
        1 de março de 2016

        Opa, não achei “coitadinho” em nenhum momento, só que somos um site esportivo e você acabou ficando com essa mágoa de não ter feito esporte mais seriamente no passado, e apareceu isso aqui, não é a primeira vez que você comenta isso. O meu ponto é que mesmo do ponto de vista esportivo você ainda não “expirou”, é claro que você dificilmente será olímpico (*), mas há desafios esportivos para todas as idades.

        (*) sobre isso, um dos parceiros do Torben Grael, acho que o Marcelo Ferreira lá pelos seus (chuto) 25-30 anos resolveu que queria ser olímpico, estudou os esportes ainda possíveis, escolheu “vela”, se dedicou, acabou escolhido pelo Torben para ser parceiro (inclusive por ser gordo e contrabalancear o barco do jeito que o Torben queria) e ganhou o ouro olímpico!

        Agora coitadinho, coitadinho mesmo foi o cidadão que foi no Palestra tomar vareio de bola da Ferroviária. Eu ia, ainda bem que não fui!

      • felipecasas
        1 de março de 2016

        tomar vareio e chuva 😉

        ah sim, no loado esportivo, tenho meu rancorzinho hahah e continuo aplicando o auto engano

  8. Moacyr da Rocha Freitas
    29 de fevereiro de 2016

    Excelente percepção do que, de fato, ocorre com os pais nesta fase!
    Grande abraço!
    Pestana

    • rcordani
      29 de fevereiro de 2016

      Abraço Pestana, legal ver que você lê os nossos posts! Saudades daquela época.

      • Fernando Cunha Magalhães
        29 de fevereiro de 2016

        Olha o Pestana aí… Que bacana!
        Abraços, amigo.

  9. Eduardo Hoffmann
    29 de fevereiro de 2016

    “Esquecia o maiô de propósito”. Pois é, naquela época a gente (os homens – ainda meninos) se referia ao traje desportivo aquático masculino como “maiô”. Pelos menos, em São Paulo… Recordo-me de hospedar alguns cariocas em casa (Flamengo, Gama Filho, etc…) que, ao ouvir a palavra “maiô”, para se referir à “sunga”, caiam na gargalhada, e falavam: “maiô é de mulherrr, o certo é sunga!”. Com o tempo, fui usando mais sunga, e menos maiô… até que parei de usar a palavra original. Hoje, em SP, todo mundo diz “sunga”. É sunga, ou o “fast”. Maiô, parece, era coisa de mulher mesmo…rs

    • rcordani
      29 de fevereiro de 2016

      Fiz questão de escrever “maiô”, pois era o nome daquilo na época. Hoje eu também falo sunga…

  10. Luiz Alfredo Mäder
    29 de fevereiro de 2016

    fiz a análise dos sete pontos e descobri que não tenho problemas com 5 e 7…
    😉

  11. anonimo
    29 de fevereiro de 2016
    • rcordani
      29 de fevereiro de 2016

      Legal a tabela! Ótima para balizar o nível da criança.

      Mas sinceramente: para mim, se estiver praticando com seriedade, em qualquer nível, tá valendo!

      • anonimo
        1 de março de 2016

        concordo

  12. Mauricio Niwa
    29 de fevereiro de 2016

    Muito legal o texto! Faz a gente pensar naquilo por que passou e, acredito, traduz o que a gente pensa sobre o que importa no esporte!

    • rcordani
      29 de fevereiro de 2016

      Sim Niwa.

      Indo um pouco além, na verdade, divagando hoje o mais adequado para os meninos seria talvez a prática de um esporte mais tipo recreativo, não competitivo.

      Mas o ponto é JUSTAMENTE esse, em esporte recreativo fica difícil dar continuidade, a seriedade do competitivo é que no fundo carrega os valores que importam para o resto da vida. Então, competitivo it is.

      Abratz

      • Mauricio Niwa
        1 de março de 2016

        Cordani, o que eu penso ser o maior “legado” da natação competitiva, por exemplo, para quem não conseguiu viver do esporte é, acredito, uma maior propensão a continuar a praticar esportes no resto da vida. A gente tenta se manter ativo, como se estivesse na nossa programação fazer uma atividade física. Claro, tem exceções.
        Abrax

  13. Fernando Cunha Magalhães
    29 de fevereiro de 2016

    Não tive forças para lutar contra 1 e 4.
    Quem sabe os netos.
    Prancha da Mesbla no plástico esperando meus sobrinhos ou a próxima geração.

    • rcordani
      1 de março de 2016

      1+4 é muito explosivo, e talvez a principal razão de eu ter escrito esse post!

  14. Ilan kessel
    1 de março de 2016

    Vale lembrar que nessa fase é legal que a criança passe por tudo, mas não com o espírito da desistência, e sim da experimentação, da ampliação das habilidades motoras, e na pior das hipóteses, mesmo que não seja um atleta de ponta em nenhuma delas, isso garantirá que não seja um ADULTO BANANA, CHORÃO, DESISTENTE e sem coordenação pra nada, e como educador físico e professor, conheço váruos assim, além de passar esses bons valores aos filhos.
    Pressão demais não é bom, assim como pressão de menos.
    Excelentes passos, eu faria exatamente o mesmo, só tomando muito cuidado para não insistir no meu sonho, e sim no sonho da criança, isso acontece muito também.

    • rcordani
      2 de março de 2016

      Verdade, bom ponto Ilan, não podemos projetar nossos sonhos neles. Mas esporte competitivo em criança pode ajudar a realizar qualquer sonho no futuro, não? E esse é um bom argumento usado pelo cônjuge (ver item 4), então tem que tomar cuidado para não deixar ele realizar o “sonho” de ver TV a tarde inteira…

  15. Lelo Menezes
    1 de março de 2016

    Bom post! Eu não passei ou se passei não lembro por chiliques infantis para parar de nadar ou faltar no treino. Eu nunca cogitei parar de nadar enquanto infantil/juvenil, no entanto eu também comecei muito cedo, mais cedo do que deveria, a treinar dois períodos. Concordo com todos os pontos e acrescento que nessa etapa a confiança e admiração ao técnico é fundamental!

    • rcordani
      2 de março de 2016

      O sr não lembra pois o sr era PEBA e ninguém botava pressão na sua pessoa! Fora que nessa época o sr já devia ROUBAR no treino, portanto não sentia tanta pressão.

      • Lelo Menezes
        3 de março de 2016

        Aí que o senhor se engana. No Infantil A eu era praticamente o Phelps brasileiro. Virei PEBA depois!

  16. Claudia Azevedo
    1 de março de 2016

    Muito legal primo. Ótimas lembranças de quem assistiu a tudo isso do lado de fora das piscinas! Beijo grande!

  17. Tatiana
    2 de março de 2016

    Ótimo post!Sou filha de técnico de natação, nadei até meus 14 anos sob sua tutela (aos 15, fui estudar fora e não consegui continuar treinando). Hoje tenho um filho de quase 2 anos, e espero muito que ele passe por todas as experiências que a natação competitiva proporcionou a mim, meus amigos da época e meu pai-coach. A responsabilidade, o amadurecimento, a iniciativa em tomar decisões, na fase do 9 aos 14 anos foi uma experiência maravilhosa pra mim. Lembrando que não tinha nenhuma regalia por ser filha do técnico (muito pelo contrário, me sentia mais cobrada ainda) e também não era a melhor (longe disso, medalhas de bronze são a maioria na minha caixa). É essencial que as crianças pratiquem esportes desde cedo, e o competitivo traz ainda mais benefícios. Acredito que meu marido vá atrapalhar um pouco no item 4, por ser sedentário, mas quero proporcionar ao meu filho momentos valiosos como eu passei enquanto nadava!

    • rcordani
      2 de março de 2016

      Obrigado pelo comentário Tatiana, e espero que você saia vencedora no cabo de guerra do item 4! 🙂

  18. Raul
    3 de março de 2016

    Ótimo post. Minha filhota vai completar 5 e sabe nadar (na verdade ela se defende bem na água) porque a mãe fez questão que ela começasse bem cedo. Minha esposa nunca foi atleta seriamente, mas gostou de ver alguns dos meus vídeos antigos na piscina e achou que a pequena podia seguir os mesmos passos (braçadas) que eu. Por enquanto, é só brincadeira e deve continuar assim por mais alguns anos. Eu gostaria que ela continuasse, pelo ambiente, pelas amizades e pela evolução pessoal que acho que a natação proporciona. Pode ser outro esporte, também… Mas já que tem experiência no assunto, qual a dica pra manter a criança na água? Hoje, além de aulinhas no SESC, eu procuro cair na piscina com ela e a gente brinca e se diverte. Como isso vai evoluir quando ela tiver 6,7 anos? Grande abraço!

    • rcordani
      4 de março de 2016

      Raulzito, no meu entender a “briga” é lá para os 9-10 anos. Antes disso, quanto mais diversão, melhor.

      Nadar com o papai, então, priceless.

      • Raul
        14 de março de 2016

        rsrsrs, Valeu, Renato! Abração!

  19. Emilson Pereira Leite
    5 de abril de 2016

    Muito legal o texto. Me identifiquei porque sou pai de nadadora Petiz :-). Eu e minha esposa conversamos com nossa filha todo início de semestre e perguntamos se ela quer continuar treinando durante o semestre que se inicia. Combinamos que em caso de resposta afirmativa, ela deve continuar pelo semestre inteiro e que conversaremos sobre isso novamente no semestre seguinte. Acredito que o fundamental nessa fase é não cobrar resultados, mas sim cobrar dedicação e valorizar boas atitudes (ética de treino, respeito aos colegas e ao treinador, etc.). A cobrança por resultados pode frustrar a criança que não os alcança no prazo esperado pelos pais (que geralmente é curto demais).

    Relacionado ao assunto pais e filhos esportistas, segue link para reportagem de uma edição da revista Placar de 1984 com o título: “O esquadrão dos pais”. Chega a ser bizarro o comportamento de alguns pais com seus filhos durante a prática do esporte e nas competições. Para o pai de Marcelo Saliola, ex-tenista da década de 80, o menino tinha que ser “profissional” aos 10 anos de idade.

    https://books.google.com.br/books?id=kfud6HAwpGIC&lpg=PA56&dq=placar%20magazine%20o%20esquadr%C3%A3o%20dos%20pais&hl=pt-BR&pg=PA56#v=onepage&q=placar%20magazine%20o%20esquadr%C3%A3o%20dos%20pais&f=false

    • rcordani
      5 de abril de 2016

      Boa Emílson, e boa tática essa semestral.

      A meu ver, você está corretíssimo também sobre “Acredito que o fundamental nessa fase é não cobrar resultados, mas sim cobrar dedicação e valorizar boas atitudes”, só amplio que essa deve ser a sua (nossa) atitude sempre, e não apenas nessa fase (petiz).

      Sobre a reportagem da Placar, realmente bizarro o comportamento de alguns. E coincidentemente o Cristiano Azevedo, o mineiro da primeira foto da reportagem comentou ontem no último post do Esmaga (TB 1988).

      Nos vemos nesse sábado no CPM?

      Abraços

      • Emilson Pereira Leite
        6 de abril de 2016

        Legal Renato. Sim, concordo que essa deve ser nossa atitude sempre. Espero que o Cristiano, da reportagem, não tenha ficado com traumas da época como ficou o Saliola :-).

        Minha filha compete nos regionais da 2ª região, pela cidade de Americana. Aliás, teve regional neste último fim de semana em Limeira. Então ela vai participar da seletiva do Kim Mollo só no dia 30/04, no TCC.

        Boa sorte para o Rafael!! 🙂

        Abraços,
        Emilson

  20. Pingback: A despedida | Epichurus

  21. Vivian Kuroda
    12 de julho de 2017

    Adorei seu blog. Faz pouco tempo que meus filhos começaram a nadar e ler em especial esse artigo me ajudou muito. Pois no começo pensei que eles seria uma Fabiola Molina e um Cesar Cielo, kkkkk. Escreve mais para pais de primeira viagem na natação.

    • rcordani
      13 de julho de 2017

      Obrigado Vivian. Dei um tempo na escrita, mas dentre os meus 151 posts tem outros sobre o tema também!

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