Epichurus

Natação e cia…

Nadando a 14 graus e com saudades da piscina a 21!

O outono estava pegando na California, e um dos principais sintomas era o esfriamento do mar. Eu já estava bem  acostumado a nadar na faixa de 67⁰F (19.4⁰C), mas ultimamente a temperatura da água estava caindo bruscamente, e muito em breve eu precisaria mesmo comprar uma wet suit  (conforme o californiano JR já me alertara). Na praia de Del Mar a primeira bóia fica a exatamente ¼ de milha e a segunda bóia a ½ milha, perpendicularmente à orla, e normalmente o meu treino consistia em chegar na segunda bóia e voltar, totalizando uma milha (1620m).

A ideia nesse primeiro dia de novembro era tirar umas fotos da minha “piscina”, outra da plaquinha com a temperatura da água marcando cerca de 60⁰F (15.5⁰C), e depois fazer um pequeno “post” epichuriano relatando o treino, sempre com o objetivo de o Tio Munhoz não me cortar do revezamento 320+. O plano começou bem, estava um belo sol e até os golfinhos sairam na foto. O mar realmente nesse dia parecia uma piscina, agora era só tirar a foto da plaquinha e… O QUÊ? 58⁰F (14.4⁰C)! FCB! Seria possível nadar uma milha com 14 graus e sem roupa?

Para um nadador da década de 80, a temperatura da água traz muitas lembranças. No verão e início do outono a piscina do Paineiras era gelada natural, e quando o clube fechava a passagem por debaixo da ponte com madeira já sabíamos que finalmente iam aquecer a água, sendo o target 25⁰. Infelizmente 25⁰ acabava sendo a temperatura máxima, e não a média, e frequentemente a gente sofria com 22, 23⁰. Mas tinha um limite: no Paineiras daquela época, o número mágico era 21⁰. Com menos de 21 graus, o Pancho dizia que era muita crueldade cair na piscina, além do que contraproducente e fisiologicamente inútil, e a gente ia para a pista de corrida (e depois futebol).

Essa turma não nadava com menos de 21 graus.

Essa turma não nadava com menos de 21 graus. Foto de Gilberto Fleury.

Eu pensei em desistir mas o sol, os golfinhos, a ideia do post e (principalmente) o medo do Munhoz me deram coragem para enfrentar o desafio. Eu sabia que o primeiro quarto seria o mais difícil, por causa da dor de cabeça. Exato, dor de cabeça, eu já reparara que a cabeça arde com 60⁰,  então com 58⁰ certamente arderia mais ainda. Manja água de cachoeira no inverno da Bocaina ou do Bonete? Comecei nadando com a cabeça fora da água, colocando-a aos poucos para acostumar. Demorou mais do que eu imaginava, tive que intercalar um pouco de peito, o que ocasionou um tempo bastante PEBA para o primeiro quarto: 6:19.

Todo ano era batata: um belo dia de inverno a temporada pegando fogo e a caldeira quebrava. O Pancho ficava uma pissa por não poder treinar sua equipe adequadamente, apesar de que esse problema era muito comum para os adversários paulistas (e daí para Sul). Os clubes do interior, por exemplo, eram prones a ir muito melhor no paulista de verão do que no de inverno. Até o Pinheiros – que era o exemplo de boa estrutura – não escapava, tanto é que a piscina de fora tem até o “carinhoso” apelido de siberinha. Pensando em retrospectiva, seria essa uma das razões que fazia com que os cariocas fossem tão superiores a nós nessa época?

O segundo quarto tendia a ser um pouco melhor, a cabeça já tinha quase se acostumado, e o corpo estava completamente anestesiado. Os golfinhos não apareceram, tinham ido para Sul, mas a visibilidade estava boa e nadar já era quase prazeroso. Comecei a pensar que um wet suit seria inútil, pois o que estava pegando era a só a cabeça gelada mesmo. Meti 5:52, fiz a meia volta e garanti a milha (pois a partir dali não tinha mais jeito de desistir). Gritei “chupa Munhoz” e segui firme a caminho da praia.

Um dia a gente colocou a mão na água e era CERTEZA que estava menos de 21⁰. Os mais agitados juravam que estava 19. O Pancho colocou a mão e achou que estava acima de 21 e aí ele lançou uma aposta: a gente podia cair na água e nadar apenas 1500, mas se insistíssemos ele iria pegar o termômetro na secretaria e medir, e se a água estivesse menos de 21⁰ a gente ia direto para o futebol! Por outro lado, se estivesse acima de 21 a gente teria que treinar 3 mil sem reclamar. A decisão foi quase unânime (todos menos o Charlão): VAI, PEGA O TERMÔMETRO. Pois é, naquele dia o treino foi 3000…

A volta foi mais fácil. Meti 5:32 na terceira perna e fechei com 5:29, totalizando 23:11 negativo 4, 3, 2, 1, para ódio do Munhoz, que prefere a tática 1, 2, 3, 4. Quando saí na praia notei a moçada olhando para mim, “quem é esse louco?”, mas pelo menos nesse dia ninguém me perguntou “why are you in your underweare?”, uma óbvia menção de que ali, naquela praia de surfista o pessoal ou está de wet suit ou de bermuda, sendo sunga aparentemente coisa de excêntricos…

Eu li mas não lembro exatamente a temperatura da travessia da Ana Mesquita no Canal da Mancha, e estou sem o livro aqui comigo (excelente, recomendo fortemente, comprem aqui), acho que era algo em torno de 16 graus. Se for isso mesmo, nadei uma milha a 14 graus, só faltariam umas 23 para completar a distância do canal!  Quem sabe um dia? 😮

E você, leitor, qual a água mais gelada em que nadou? Teve/tem esse problema no seu clube? Comente!

Sobre rcordani

Palmeirense, geofísico e nadador master peba.

61 comentários em “Nadando a 14 graus e com saudades da piscina a 21!

  1. Miyahara
    11 de novembro de 2013

    Sensacional R.!!!!

    Nadei muito na Siberinha, sempre no final do treino a gente “pulava” a grade da plataforma de saltos e ia se divertir um pouco…., e já joguei alguns dias de futiba com o Pancho, evitando a água gelada! Aliás, as quintas de futebol do Pancho valem um post aqui, com o famoso e épico “Futilama”, com direito a jogos interclubes, capital x interior (onde foram descobertos os verdadeiros talentos do Pirula, do Tamanha, do Pacheco…).

    Mas falando em água gelada, o pacífico é diversão pura! Só toma cuidado pra não virar isca de tubarão, a dica é mergulhar da pedra em cima da cabeça dele!

    Nadei muitas competições de “caldeira quebrada”, lembro uma no Ibirapuera que tinha menina chorando e eu ia nadar os 1500!!!!

    As piscinas eram constantemente verificadas pelos termômetros, mas estes não nos davam a “sensação térmica” que poderia ser numa escala de 1 a 6:

    1) banheira de spa (quem nunca nadou na Água Branca com essa sensação térmica?)
    2) beleza, desde que a série não seja longa (no ECP no verão, era quase sempre assim)
    3) show (tinha isso? era beeem difícil)
    4) quando entra tá gelada, depois do aquecimento beleza, na série fica ótima (essa era a temperatura que eu mais gostava)
    5) Porque eu não escolhi jogar tênis? (realmente era sutil a diferença da 4 pra 5, chutaria 0,01ºC…)
    6) Pancho, futebol carajo!

    abçs

    • rcordani
      11 de novembro de 2013

      Haha, a escala de sensação térmica tá muito boa. Só era phoda quando o Pancho não concordava com ela!

  2. Rodrigo M. Munhoz
    11 de novembro de 2013

    Pô Renato… mandar um “chupa” no sul da California não se faz! Depois os gringos reclamam da falta de educação dos brazucas e não sabemos a razão… 🙂

    Obviamente, gostei muitíssimo do post e das fotos! Vou ter que te visitar mesmo! Meus comentários:
    1) Você pode fazer como as focas e aumentar sua camada adiposa para resistir ao inverno. Wetsuit é para os fracos e se for visto vestindo algo além de seu calção “Rank” vintage 1987, tomará pascú no retorno ao Brasil
    2) O Pancho era muito generoso com vocês, dispensando-os do treino abaixo de 21oC … acostumou mal! Em Bauru a caldeira de aquecimento era a lenha e feita aparentemente com pedaços velhos de uma locomotiva a vapor do sec XIX. E aquela porcaria quebrava semana sim , semana não… Adiferença era que no inverno tinha uma corridinha mais longa ANTES do treino!
    3) É o primeiro treino que você relata em semanas… eu já estava escrevendo uma advertência em ref: ao iminente corte do reveza 320+
    4) Gostei da idéia do Canal da Mancha… Seria um desafio? Sugiro começar com algo mais leve… fui convidado para fazer esta no ano que vem e estou seriamente considerando http://www.bosphorus.cc/route/swimming

    Sobre sua pergunta final: A água mais gelada em que já treinei (pouco menos de 30 min) sem roupa de borracha foi em Monterey, CA – ao norte de onde você está – em 2009, enquanto a Dani ainda dormia no hotel: 13.5oC. A mais gelada que já entrei, acho que foi um lago límpido no retorno da escalaminhada do Half Dome em Yosemite ou um lago do Parque Torres del Paine no Chile. Não tenho idéia da temperatura. Com roupa, já entrei nas águas do canal de Beagle, mas aí não vale. Abraços e boas nadadas!

    • rcordani
      11 de novembro de 2013

      Essa de Monterey inclusive tinha baleias, correto?

      Quer dizer que wet suit é para os fracos? Aqui na praia só tem fraco então! Bom, e o sr. não me cortou então, presumo?

      E essa do estreito de Bósforo, vai rolar então? Explica melhor.

      • Rodrigo M. Munhoz
        12 de novembro de 2013

        Exato. As baleias eu só vi de longe e não foi dessa vez.Espero que elas passem aí em SD eventualmente.
        E você não está cortado. Ainda. 🙂
        Em breve, mais novidades sobre Bosphorus. Você fecharia?
        Abratz!

  3. Sandro Mercio
    11 de novembro de 2013

    Lamento informar q a superioridade do rio na década de 80 nada tinha a ver com a temperatura da água. Sabe como é, o rio é quente, pra que se preocupar c aquecedor?
    De 81 a 86/87 no inverno a média da água no fluminense era 19c, e fazíamos o treino todo de 7000m…
    Só pro final da década é que deram uma guaribada no aquecedor, e a média passou pra 20/21.
    Lembro q em 83 o Golfinho do Paraná mandou meu primo castor e mais 3 (um revezamento) pro brasileiro infantil de inverno no bandeirantes. Como eram ferias de julho chegaram uma semana antes pra ficar na minha casa e planejavam treinar no flu os poucos dias que faltavam. Quando eu avisei q fazia muito frio, ficaram tirando onda que eu não sabia o que eram frio, eles é que nadavam em piscina aberta com o ar perto de zero graus.
    Moral da história, caíram na água no primeiro dia e depois ficaram 3 dias sem treinar, até a competição
    Mas admito que 14o é outro nível
    Lá pra 86 ou 87 fomos participar de um amistoso em Barbacena com o pessoal da EPCAR. E a água estava a …. 14o.
    Só que não sabíamos ainda. E eu fui o primeiro a cair, mergulhando de cabeça, e o corpo todo travou. Acho q não me afoguei porque dava pé na pontinha dos dedos.
    Mas parabéns pela coragem, e continue aproveitando a california.
    E arranja um wet suit, pois desta vez deu tudo certo, mas nadando sozinho é melhor garantir a segurança.
    Abs

    • rcordani
      11 de novembro de 2013

      Grande Sandro Mércio, que eu conhecia profissionalmente mas não sabia que nadava, até que o vi nos resultados de um TB no post do Banana.

      Do Fluminense da década de 80 eu lembro rapidamente de cinco craques: Rebollal, Cícero Tortelli, George Carvano (parou cedo), Jean Shinzato e a Georgiana Magalhães. Duvido que aquela piscina ficava gelada!

      Abraços e volte sempre.

      • Ricardo Firpo
        12 de novembro de 2013

        Rapaz, aquela piscina do FFC ficava fria, sim…. E o pior era quando jogavam o termômetro lá dentro – saía sempre marcando 21º!!!!! E marcava 21 em janeiro (em pleno polimento) e 21 em julho/agosto…. Eu costumava dizer que naquele termômetro tinha cola prateada em vez de mercúrio! Mas como já falei aqui, se minha vida era dura, imagina quem treinava naquela banheirona do Botafogo!! Aquele vento do mar era congelante – era frio até em domingo de sol.
        Eu nadei no Paulistano em maio/junho, num amistoso, e não achei tão fria. Frio chato era a do Tupi, em MG, antes de ter campeonato brasileiro de inverno lá…. Nadei lá em 79, com a água a 15º! E eu que era velocista tive que nadar provas dos quatro estilos – para pinguim.
        E outra coisa, sempre achei que o pior da água fria era a garganta queimando com aquele ar gelado ..

      • Sandro mercio
        13 de novembro de 2013

        Pode perguntar pra qq um desses aí, Julio, Georgiana, George, Cícero, Jean… Só o Julio e o Cícero q nunca treinaram comigo, eram da equipe mais “experiente”, mas a água era a mesma.
        O bordão do querido Denir era “o frio é psicológico”…e a gente tentando balbuciar ” mas meu lábio tá azul !” E ele mandando mais 2 séries de 20 de 50 pra 45…

    • Ricardo Firpo
      12 de novembro de 2013

      GRande Sandro! Como vc vai?
      Vc chegou a nadar o campeonato de Inverno em Juiz de Fora? Era em Juiz de Fora / MG, e com a água quentinha e a manhã fria, levantava uma névoa… DE uma borda não se via a outra!

      • rcordani
        13 de novembro de 2013

        Firpo, em Juiz de Fora nadei um JD de verão e não dava para ver fora da água e nem DENTRO!

      • Sandro mercio
        13 de novembro de 2013

        Oi Firpo, não tenho como esquecer do Tancredo Neves de Juiz de Fora de 86. Muito frio fora d’água, perto de zero pela manha , mas a água quentinha e aquela fumaceira toda.
        Mas eu que não fui da nobre estirpe de muitos que estão aqui postando me lembro de uma de minhas maiores gl

      • Sandro mercio
        13 de novembro de 2013

        Voltando…foi justamente no TN de 86 em Juiz de Fora que fechei o revezamento 4×200 do Flu e ganhamos do pinheiros na batida de mão… No dia que o Zico perdeu o pênalti na copa, marquei meu único recorde brasileiro, que durou até o TN de 87 no botafogo.

      • rcordani
        13 de novembro de 2013

        Boa Sandro. Recorde Brasileiro em revezamento 4×200 em Tancredo Neves é um clássico PEBA! 🙂 .

  4. Lelo Menezes
    11 de novembro de 2013

    Boa R. Eu nunca gostei de água fria. Sofria muito com os treinos de água gelada. Com o William não tinha muito essa coisa de não treinar com água abaixo de 21o. Não lembro qual a água mais gelada que eu treinei, mas em piscina, no Paulistano, 21o era razoavelmente normal, principalmente nos treinos de madrugada nas segundas-feiras, pois o tiozinho da caldeira folgava no fim de semana e a água ficava gelada nesses dois dias sem aquecimento. Me lembro de uma competição em São José do Rio Pardo com água a 18o. Pulei pra aquecer e desisti. Competi sem aquecer e o resultado deve ter sido um lixo. Me lembro também, agora fora das piscinas de quase morrer de frio quando pulei na cachoeira do Parque Nacional de Ibitipoca, em Minas Gerais.

    Mas com certeza a água mais gelada que eu entrei foi no próprio Pacífico. Era Spring Break e passei 10 dias viajando no Motor Home de uma amiga. Paramos numa praia deserta no Parque Nacional de Montana D’oro, no norte da Califórnia. Tava um dia bonito, embora frio. Decidimos jogar uma partida de futebol na areia da praia, que inclusive estava com vários leões marinhos. Após a partida resolvi sair correndo e dar o famoso “tibum” no mar. Só me lembro que fiquei muito mal na próxima meia hora, com dor de cabeça animal e uma dor no corpo horrível. Se tivesse hospital por perto, acho que teria ido as pressas!

    Praia de Montana D'oro

    • rcordani
      11 de novembro de 2013

      Putz, parece que a Califórnia é prone à água gelada mesmo! Acho que de Oregon para cima ninguém cai no mar!

  5. Alvaro Pires Vreco
    11 de novembro de 2013

    Meu caro geofisico californiano o aquecimento do Flamengo tava sempre quebrado (ou estavam devendo a companhia de fornecimento). Geralmente qdo tava acabando o inverno acertavam os ponteiros. Ateh uns 12/13 anos se a agua gelava eu era o primeiro a sair do treino. O tecnico ficava chateado mas eu saia ! Agua gelada me lembra tb o carioca de inverno no Icarai em niteroi onde meus aquecimentos eram de 25m. gr ab

    • rcordani
      11 de novembro de 2013

      Putz, carioca de Inverno no Icaraí devia ser dureza.

      Em SP, paulista de inverno naquela época era quase sinônimo de Defe da Água Branca, antes da descoberta de que as piscinas de Santos (Inter, Saldanha) eram muito rápidas.

    • Ricardo Firpo
      12 de novembro de 2013

      Nem fala! Corria um vento ali e que não acontecia no Canto do Rio. A última vez que nadei ali foi num 1500m… Logo eu que era velocista! E em série única, só com mais um (não me lembro quem era, mas era do Flamengo. Talvez o Paulinho Perisset). E a cada virada do lado dos blocos, eu podia ver o pessoal do clube todo agasalhado!

      • Alvaro Pires Vreco
        12 de novembro de 2013

        Firpo em outro comentario seu pedi o contato do meu amigo (Ronaldo) Firpinho. Se puder depois me manda o email dele p eu dar um alo. Nao o vejo desde a epoca q o encontrava na Uerj 20 e poucos anos atras. Manda um ab meu p ele. Meus emails sao alvaro@artesanalrj.com.br e vrecop@yahoo.com . Uma historia engracada eh q uma vez fechamos juntos um revez 4X100 E no Flamengo e eu tinha comido um pacote inteiro de biscoito recheado. Perdi dele c facilidade e fui direto resolver o problema no banheiro. Gente finissima o Ronaldo.

  6. Sidney N
    11 de novembro de 2013

    Rapaz, esse negócio de entrar numa fria é complicado mesmo, até quando acontece literalmente. Lembro que às vezes fazíamos vaquinha para pagar o aquecimento, mas nem sempre a caldeira funcionava. Só não sabia que clubes com maior estrutura também enfrentavam o mesmo problema. Agora acabaram as desculpas para justificar a minha pebice.

    Lembro que uma vez, competindo por Piracicaba nos Jogos Regionais de XXX (não lembro a cidade), em que a água estava tão fria que o time resolveu por unanimidade boicotar o evento. Só nadaram um representante masculino e feminino para não dar WO e evitar que a cidade fosse punida. Tentamos convencer as outras equipes mas no final ninguém mais aderiu.

    Quando estudava no norte da Europa, certa vez resolvi entrar no mar Báltico à noite com um grupo de amigos para comemorar o fim das provas. Passado o choque inicial, achei que tinha me acostumado com a temperatura. Depois de sair da água entendi o que significa sofrer de hipotermia pois não conseguia parar de tremer mesmo depois de meia hora embaixo do chuveiro quente.

    É na hora do aperto que a gente lembra dos amigos! A homenagem do Renato do Munhoz chegou tá quase no nível do post sobre o Henrique Americano 🙂

    Abraços

    • rcordani
      11 de novembro de 2013

      Boa Sidney, que país foi esse no mar Báltico? Uma vez (1991) O Fralda, o Pacheco, o Claudião e eu caímos no Loch Ness na Escocia, devia estar beeeeem frio, mas foi só um mergulho e tchau! E acho que o Pacheco arregou!

      • Sidney N
        12 de novembro de 2013

        Então Renato, foi na Alemanha, já perto da fronteira com a Dinamarca. A combinação chucrute-bratwurst-cerveja deve ter anestesiado a galera. Pelo jeito faltou trabalhar a parte etílica já que demorei para sair daquele estado de semi-convulsão.

        Com ou sem monstro, essa do Lago Ness deve ter sido marcante!

  7. ale steinberg
    11 de novembro de 2013

    Realmente a água a 24°C era ótima!

    Hoje eu ouço alguns reclamando que 27°C está muito fria, não dá para treinar…

    • rcordani
      11 de novembro de 2013

      Exato Ale, eu lembro quando a gente olhava na plaquinha 24 dava um alívio!

      • Sandro mercio
        13 de novembro de 2013

        Pois é…lá pros idos de 85 o flu foi competir um amistoso no Chile no inverno. No primeiro dia chegamos e tinha uma gurizada batendo os dentes na piscina, nós explicaram que o aquecimento estava meia boca, e ficamos morrendo de medo. Na real a água estava a 24, o que era quente demais pra nós, mas a turma de lá estava acostumada com 27

  8. Fernando Cunha Magalhães
    12 de novembro de 2013

    A piscina mais fria que eu nadei foi no aquecimento dos Jogos Abertos do Paraná em Cascavel em 1986.
    Nadei 100m, lembrei do brasileiro de 1982 e saí para fazer aquecimento fora.
    Teve gente que pulou, virou pro lado e saiu sem nadar um metro.
    Eu estava desesperado com o frio, mas aliviado porque só teria que nadar 100 e 200, Já o Castor chorava porque tinha que nadar 400 e 1500m.
    A indignação tomou conta de muita gente e após o aquecimento X-2 equipes retirarem a inscrição dos seus atletas. Só ficaram parnanguaras e cascavelenses e a competição foi cancelada.
    Estava 15oC.

    Detalhe que o pólo aquático aconteceu na mesma piscina e não foi cancelado.

    A piscina em que competi que estava mais fria, foi a do Botafogo no Tancredo Neves de 1987.
    17oC. Por isso, não duvido do que o Sandro, amigo de carnavais em Guaratuba e muito Brasileiros, falou.

    Quando era guri, acho que tinha uns 9.
    Estava passando um frio horrível na piscina e comecei a chorar.
    Me tiraram da piscina, batia as pernas, o queixo e continuava chorando.
    Me levaram para a sala do massagista do clube, me puseram no forno de Bier cheio de cobertor.
    Demorou a parar de bater o queixo.

    Lendo os relatos acima, vejo que nós do CC éramos mesmo privilegiados.
    Mais uma vez o meu muito obrigado ao querido Clube Curitibano.

    Cordani, meu caro… que loucura nadar a 14oC.
    Treino pra faquir, meu amigo.
    Não repita uma loucura dessas.
    Fiquei preocupado com sua saúde e integridade física.
    Ainda bem que tinha salva-vidas.

    • rcordani
      12 de novembro de 2013

      Putz, Esmaga, sério que não tinha esse “probleminha” no CC? Sortudos mesmo.

      Competição cancelada que eu me lembre só tive uma, eu e o Henrique fomos nadar pelo nosso Colégio uma competição escolar no Arquidiocesano, e a competição foi cancelada por que a água estaria muito fria. Curioso que essa seria a minha primeira e única competição pela escola, e não aconteceu!

      • Alvaro Pires Vreco
        12 de novembro de 2013

        Po Renato seria a chance de mostrar p os colegas q nao era peba !!!

      • rcordani
        13 de novembro de 2013

        Podicre, Vreco, e perdi a oportunidade 😦

      • rbonotti
        12 de dezembro de 2013

        Eu nadei essa competição no Arqui pelo colégio, a água estava por volta de 21ºC… se bem me lembro nadei os 50L e dei WO nas outras provas de 50…

    • Rogério Aoki Romero (@rogeromero)
      18 de novembro de 2013

      Aaacho que estava nesta competição também, Esmaga. Nadei 50m, sai do outro lado da piscina e ficamos esperando/rezando para a competição ser cancelada.

      • Fernando Cunha Magalhães
        19 de novembro de 2013

        É essa mesmo Piu.
        Depois, a equipe de Curitiba ficou dois ou três dias no colégio em que estávamos hospedados, aguardando alguns esportes terminarem para liberar a volta do ônibus para Curitiba.
        Jogamos muito basquete.

  9. Cristiano Viotti
    12 de novembro de 2013

    Frio de trincar pegamos nos treinos das cinco da matina na piscina do Minas II, quando a tradicional piscina do Minas I estava em reforma para eliminação da “bacia”. A única opção para não perdermos o ano era o alto da montanha com a piscina novinha, sem aquecimento, já que as piscinas aquecidas ficavam reservadas para os sócios madrugadores. Compraram uma lona para amenizar, mas era de lascar. Depois, como turistao, aposentado, também entrei naquele rego d’água do Yosimite Park só para tirar a foto. Imagino que estava entre 8 e 12 graus, com a vantagem de não ter o Reinaldo na borda pentelhando rsrsrsrs.. Em Juiz de Fora o problema da piscina do Sport, não do Tupi, era a névoa e a sujeira da água, a ponto do Paulo Fernando Almeida meter o calcanhar para fora da borda na virada dos 1500, uiuiui. Icarai, em Niterói, eu testemunho que era mesmo frio. Carioca de inverno petiz que a maneirada nadava como avulsa e que surpreendia pelo gelo da água e qualidade dos resultados. Abs a todos.

    • rcordani
      13 de novembro de 2013

      Boa Cristiano, já tínhamos relatos dos três principais clubes paulistas, de três cariocas, dois paranaenses, um representante do interior de SP, só faltava o MTC! Grande abraço.

    • Sandro mercio
      13 de novembro de 2013

      A água mais fria que já entrei não foi pra nadar, só pra tirar foto mesmo…no Colorado em Strawberry Springs, Steamboat, tem várias piscinas naturais com água térmica, ao lado da piscina com água do rio, aquela que passa por baixo do gelo da superfície, bem próximo do congelamento. Dói tudo, parece que tem um estagiário praticando acupuntura em vc com agulha de costurar, queima a pele toda, mas da

      • Sandro mercio
        13 de novembro de 2013

        Pra aguentar um pouquinho, principalmente sabendo que dá pra pular o muro e cair na água quente …

      • Ricardo Firpo
        14 de novembro de 2013

        Sandro, eu nadei no chile com o FFC uns anos antes…. No Stadio Italiano, o problema era a saída do vestiário e os “blocos”. Quando ouvia “primeiro degrau”, aquela pedra tava gelada! Foi pouco depois da copa de 82.
        Na lateral da piscina, todos cheios de blusas e casacos, assistíamos os chilenos jogarem futebol no gramado… Quando apareceu um maluco de camiseta, a galera ficou revoltada, e quatro ou cinco batiam no vidro gritando “maluco, maluco”. O chileno olhava intrigado para aquelas “bolas” de roupas, todos juntinhos para aquecer.
        Aliás, quando antes de irmos, o Ricardo Moura avisou as meninas que levassem secador de cabelo dentro da mochila, para não sair com o cabelão molhado, e etc… E a coitada da Luciana Trilles levou o dela, e colocou na tomada para funcionar. O problema era a luz 220v!!!! E ela nem atentou para a coisa. Eu sempre achei que o aparelho iria queimar na “ligada”, mas ela contava que usava o troço e aquilo esquentou, esquentou, e queimou, sem ela conseguir desligar! Ela dizia que foi rápido, mas o suficiente para assustar e virar lembrança da galera.

      • rcordani
        19 de novembro de 2013

        Firpo, nadei no Stadio Italiano de Santiago em 1998, mas a piscina era quente e coberta!

    • Ricardo Firpo
      14 de novembro de 2013

      Rapaz, acho que realmene me enganei! ERa a piscina do Sport que era ao lado do estádio de futebol ou era a do Tupi? Acho que tô ficando velho….

  10. charlaodudo
    13 de novembro de 2013

    Eu avisei para vocês colarem na minha naquele dia no Paineiras, mas vocês quiseram arriscar…..

    Lembro que teve um ano em que estávamos treinando para fazer a travessia de Registro a Iguape, de 100km, onde a água era bem fria. Os treinos para o pessoal que ia para a travessia eram na piscina gelada, para ir acostumando com a água fria do rio. Acabaram retirando a prova Registro-Iguape do circuito paulista de travessias naquele ano e os tiros de 2 horas na piscina gelada foram interrompidos. Ufa!

    Acho que a água mais fria que pulei foi numa escursão que fizemos para o pico de Itatiaia. Pulamos num lago que devia estar a uns 10 graus, lembro que existiam várias poças de água congeladas na trilha. O objetivo era chegar até a cachoeira e voltar. Lembro que fui o primeiro a pular e caí com o objetivo de fingir que a água estava ótima e nadar soltando até a cachoeira, porém não foi possível.

    Em competições, o pior foi num JEBs em Brasília, one a água estava a 18 graus. Nadei os 1500 muito mal e sofri bastante. Perdi até do Túlio.

    • rcordani
      13 de novembro de 2013

      Putz, é mesmo Quando fechavam embaixo da ponte e aqueciam a de 25m, do outro lado da ponte a outra permanecia gelada, e os chabasssssssssos das águas abertas tinham que nadar na gelada para acostumar! Eu lembro do sr. fazendo esse tiro de 2h. Também teve 10×1000 e 6×1500 nessa temporada, mas na piscina “aquecida”.

  11. Ruy Araujo
    13 de novembro de 2013

    Acho que nadei, uma vez, com temperatura da água a 18 graus. Mas em SJC, a média ANUAL devia ser por volta de 23 graus. Quando mudei para São Paulo, achei uma maravilha o aquecimento da piscina de cima no Paineiras e vi que o pessoal do interior realmente sofria muito mais que o pessoal da capital.
    Outra coisa que fazia diferença também, e era motivo de briga do Glauco (nosso técnico) com os dirigentes do clube, era o vestiário. Eram 6 chuveiros, sendo 3 apenas o cano de água e os outros 3 com a famosa “Ducha Corona” onde invariavelmente 2 estavam quebradas. Treinar em água fria já era dureza, agora imagina não ter uma ducha quente no pós treino?

    • rcordani
      15 de novembro de 2013

      Realmente no quesito “ducha quente” o CPM ia muito bem. Tinha inclusive um “pessoal” que considerava “entrar na ducha quente” já como banho, pra que sabonete e shampoo?

  12. Roberto Veirano
    17 de novembro de 2013

    Deixo uns breves comentários com algum atraso. A piscina do Flamengo é muito rasa, e com isso as oscilações de temperatura eram enormes. No inverno baixava de 20 graus, com alguns dias a 18 e 19. Lembro de um dia a 17 graus onde o treino começou e acabou em menos de 10 minutos – esse foi na piscina do polo aquático.
    Os treinos de madrugada (começando às 5hs) eram um espetáculo. O Alberto Klar tolerava alguns gritos dos primeiros a cair, o que invariavelmente acordava os moradores da Selva de Pedra. Me lembro nitidamente de algums moradores irem até as janelas, acenderem a luz e retrucarem com algumas ‘palavras carinhosas’ de baixíssimo calão.
    O outro lado da moeda era que no verão a água era insuportavelmente quente, e fazer qualquer série também exigia um esforço grande. Temperaturas em torno de ou mesmo acima de 30 graus, mais propícias para um spa do que para atletas, eram uma constante no verão. Até para aquecer dava uma moleza enorme, e durante as séries mais puxadas (10x400m algumas poucas vezes com o Daltely) parecia que o cérebro ia ferver…
    Apesar de tudo bons tempos! Ah, e antes que eu me esqueça, minha água mais gelada foi um mergulho de cima de uma ponte no rio que corta o Yosemite. Não faço a menor idéia da temperatura, mas depois de us 10s na água precisei de mais de 1h para me sentir alguém novamente.

    • rcordani
      19 de novembro de 2013

      Hehe, imagina que delícia ser acordado por um punhado de nadadores gritando às 5:00! Sensacional essa!

  13. Julio Rebollal
    17 de novembro de 2013

    Treinei em piscinas frias nos 03 clubes que defendi: Fluminense, Vasco e Flamengo. Todas com aquecedores tipo “vaga-lume”. Os aquecedores ficavam desligados o ano todos e só eram ligados quando esfriava, então era batata: ligou, quebrou. Mandavam consertar, o que levava um certo tempo, e…nova pane! E assim íamos treinando no inverno…
    A água mais fria que peguei foi em um campeonato militar em Juiz de Fora, em julho: 13º. Tentei “aquecer” mas só consegui nadar 50 metros! As temperaturas mais altas foram no Flamengo, durante o verão. Havia até um sistema de bombeamento de água que esguichava água ao longo da piscina, assim, pelo menos o ar, ficava mais frio. houve uma vez que alguns integrantes da equipe de Mission Viejo reclamaram que a água estava fria (24º, imaginem só…). O técnico então aqueceu a piscina até os 33º. Resultado? Morte certa! Ninguém mais reclamou.

    Abraços.

    • rcordani
      19 de novembro de 2013

      Realmente reclamar da água a 24 é coisa inimaginável para o pessoal da década de 80!

    • RicardoFirpo
      25 de novembro de 2013

      Júlio, nunca achei o Flamengo tão frio assim, mesmo estando bem pertinho da Lagoa. É bem verdade que não treinava lá…. Mais fria era aquela piscina mais alta, que treinava o polo (acho!). Eu achava aquele aquecimento do Flamengo um porre! Acostumado em nadar em água fria, quando tinha competição com água quente, eu nunca conseguia me sentir bem – aliás como é que vc conseguia treinar numa piscina que a água dava quase pelo peito? Nunca entendi bem isso… No Vasco, com aquelas arquibancadas fazendo quase um túnel, o vento vinha na reta lá do estádio de futebol…. Mas ruim era quando fazia frio de manhã e tinha aquele cheirinho de café sendo torrado ali do lado, na fábrica do Café Palheta. Era duro não associar a pão com manteiga…. E como já disse, a do Flu sempre foi mais fria. E aquele termometro tinha cola prateada lá dentro, e não mercúrio – estava sempre marcando 21°. No frio, 21°. No calor, em janeiro, 21°. A piscina quente, díficil até de fazer série, e a marcação: 21°!!!!!!

  14. Rogério Aoki Romero (@rogeromero)
    18 de novembro de 2013

    Acho que foi o primeiro post aqui que não tive pressa em ler, pois sabia que estaria cheia de (más) lembranças (dores de cabeça, tremedeira na borda, cãibras e o processo de degelo embaixo do chuveiro).

    Claro que como representante do Sul, tive várias experiências negativas com piscinas geladas. Relato apenas aqui o meu desespero ao chegar no Golfinho e treinar na piscina de 50 em março e já passar frio! Por sorte, menos de dois meses depois os treinos passaram para a de 25, mais quente e próxima do chuveiro.

    No Minas o Cristiano já falou sobre as frias madrugadas no Minas 2, onde o vento parecia que vinha direto dos Pampas, sem escala.

    Rebollal, se eu fosse técnico, faria algo parecido com o técnico de MJ.

    • rcordani
      19 de novembro de 2013

      O Golfinho além de ser em Curitiba (capital mais fria do Brasil) ainda era um descampado, imagine o vento que fazia ali no inverno de madrugada!

      E o “processo de degelo” no chuveiro era invariavelmente uma faca de dois gumes, pois o chuveiro quase nunca era quente e abundante o suficiente para aplacar o frio!

      • RicardoFirpo
        25 de novembro de 2013

        Rapaz, desculpe falar isso só agora, mas não estou recebendo as respostas para os comentários. Aí, tenho que dar uma olhada nos posts antigos para ver se não perdi nada…. Respondendo lá em cima – o Stadio Italiano, no Chile, já era coberto em ’82, mas o problema era o ventinho que corria bem rente ao chão. A piscina era quente – até demais, eu diria… O problema era “escapar” e ter que voltar para o bloco.

  15. Pingback: Sobre piscinas e “piscinas”. « Epichurus

  16. Pingback: Em terra de sapos, de cócoras com eles. « Epichurus

  17. marina nova mello
    14 de abril de 2014

    Olá pessoal, comecei a nadar faz 3 meses, já tinha nadado a uns 20 anos atrás, porém, pouco. Agora fiz
    uma piscina em minha casa de 4m por 12,50m e é descoberta, moro em Foz do Iguaçu. A temperatura da água fica em torno de 25 graus, mas hoje de manhã ás 6,00 horas a temperatura estava a 21 graus. Treinei uns 600 metros e me senti bem, olha estou com 53 anos e notei que a água fria é o melhor creme
    anti-idade que conheci, sem falar no melhor cirurgião plástico. Pois, já ganhei massa muscular e a minha celulite está desaparecendo, meus rosto e corpo está com melhor tonicidader. Por acaso , vocés conhecem
    alguma praticante de natação com celulite, abraços

    • rcordani
      6 de maio de 2014

      Oi Marina, só vi agora esse comentário! Pois é, dizem que água fria faz bem para a pele, mas o que faz bem mesmo é aquele cansaço pós treino, imbatível para uma soneca!

  18. Antonio clery
    25 de junho de 2014

    Nado a uns 2 anos,isso depois de ter praticado natação na infância na cidade de Limeira/SP,hoje moro em Itapeva/SP.Graças a essa publicação me animei a enfrentar a piscina a 21 graus e fiquei muito feliz com o resultado.Usei a ducha do clube para o meu corpo se adaptar a temperatura baixa.Eu estava a 1 mes e meio sem nadar por medo de enfrentar a água fria.

    • rcordani
      26 de junho de 2014

      Boa Antonio, legal saber que o post ajudou alguém a nadar em água fria! 21 graus realmente dá um baque na hora que cai, mas dá para aguentar depois.

  19. Homero
    17 de julho de 2015

    Oi, parabéns pelo post!
    Estou com dúvidas sobre nada em água geleda, moro no Paraná e onde moro agora não tem poliscina aquecida, só piscina a temperatura ambiente. No verão é beleza, mas o inverno é foda. Gostaria de saber se com roupa de neoprene dá para encarar uma piscina em temperatura ambiente no inverno? Nunca usei neoprene, só sunga, fast e tal…

    • rcordani
      17 de julho de 2015

      Sim, Homero, dá com certeza para encarar, só um pouco mais difícil para dar virada, mas é BEM melhor que ficar sem nadar… Abraço

  20. Pingback: A despedida | Epichurus

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Publicado às 11 de novembro de 2013 por em Epicuro, Natação, PEBAs e marcado , , , , .
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